terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Natureza das Penas e Gozos Futuros


Natureza das Penas e Gozos Futuros
           
              Dando continuidade ao estudo da quarta parte do livro dos espíritos, capítulo dois, falaremos agora sobre a natureza das penalidades e dos prazeres futuros.
             
              Após a morte, as penalidades dos atos são sentidos com maior intensidade, uma vez que a matéria não sente mais as sensações. Há aqueles que, por pura ignorância e falta de conhecimento não acreditam que seus atos terão consequências após o desencarne, mas isso não os impedirá de sentir.
              Existem diversas consequências para aqueles espíritos que de alguma forma prejudicaram alguém ou a si mesmo quando encarnados, mas a maior tortura para eles é não poder mais satisfazer seus vícios e pensar que estão condenados a sofrer essa aflição para sempre. Eles vêm a felicidade dos justos e a causa da sua infelicidade e compreendem sua culpa, fazendo disso seu martírio.
              O culpado de atos perversos é condenado a estar na presença de sua vítima como forma de castigo até que tenha reparado suas faltas em novas existências, enquanto esse dia não chega, é perseguido pelo arrependimento de suas atrocidades. 
               A felicidade dos bons espíritos consiste em compreender a felicidade do próximo sem invejar, não alimentar sentimentos ruins como ódio, ciúme e ambição. Especialmente, consiste em conhecer todas as coisas para que possa transmitir seus conhecimentos a outros espíritos na esperança de ajudá-los, dessa forma não fazer com que sua felicidade seja egoísta. Quando o desapego espiritual é atingido, o ser é livre do peso de seus atos condenáveis pois venceu as provas a que ele próprio se submeteu e então pode se unir a espíritos que desfrutam da mesma sensação.

Resultado de imagem para libertando dos vicios

              Os espíritos perversos, por sua vez, procuram desviar do caminho do bem aqueles que são mais influenciáveis, encarnados ou não. No entanto, essa influência é maior sobre os encarnados pois são mais incentivados por paixões materiais, vícios e as coisas terrenas.
              Kardec questiona aos espíritos sobre a doutrina do fogo eterno, elas elucidam que o fogo remete ao símbolo da ação mais enérgica, sendo uma espécie de crueldade que os povos antigos imaginavam e que, ainda na contemporaneidade, alguns tomam como realidade. Os espíritos de luz ressaltam que não é necessário ter conhecimento do espiritismo para alcançar a elevação, mas a compreensão da espiritualidade ajuda o homem a ser melhor.
            Na Umbanda concordamos plenamente com esse raciocínio pois acreditamos que, independente da religião que se segue, o que assegura bom êxito no futuro é a prática do bem, do amor e da caridade. Qualquer caminho que nos conduza a prática do bem, é válido.
Larissa de Iansã

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Intervenção de Deus nas Penas e Recompensas


Intervenção de Deus nas Penas e Recompensas

              Dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, trataremos agora das informações contidas no livro 4, capítulo 2 “ Intervenção de Deus nas penas e recompensas”.

              Inicialmente, Kardec questiona sobre a importância dada por Deus a cada homem, se cada homem é realmente importante e se Deus cuida de cada um, de cada passo, visto que a Grandeza de Deus é incalculável e nós somos minúsculos. Os espíritos reveladores orientam que Deus cuida de cada detalhe de sua criação e que nada é insignificante aos olhos D’ele e da sua bondade.
              Posteriormente, Kardec indaga sobre a importância dada por Deus aos nossos atos, para nos punir ou recompensar, e se tais atos não são insignificantes para a grandeza de Deus. Os Espíritos então esclarecem que Deus traçou limites através de sua lei, a punição está nos limites, todos os excessos irão gerar consequências, como doenças e muitas vezes a morte. As punições são de nossa total responsabilidade, quando tentamos ultrapassar a linha da lei de nosso Criador. Deus em sua bondade infinita, envia até nós espíritos que nos possa inspirar a seguir sempre no caminho D´Ele. 

Resultado de imagem para deus guiando
      
              Os ensinamentos contidos no capítulo acima, se assemelham com a doutrina Umbandista. Todos os atos por nós realizados são avaliados durante todo o tempo, a lei dos Homens não é a mesma de Deus. No culto aos Orixás temos Ogum e Xangô, representantes da lei e da justiça divina, quando nossos atos, palavras, pensamentos e hábitos se desviam da lei e da justiça de Deus não teremos bons frutos. Não se pode plantar laranja e esperar que nasçam morangos.
              Os guias que nos acompanham estão ao nosso lado durante toda nossa caminhada, nos amparando e intuindo sempre para o caminho do amor, da caridade e da fé. Porém muitas vezes nossos olhos e ouvidos se fecham para eles, muitas vezes estamos com a vibração tão baixa devido aos excessos cometidos que o som de nossos pensamentos nos ensurdece, nossa visão se embaça e não conseguimos deixar que nos auxiliem.
              Olorum nos dá sempre, a cada segundo, a chance para sermos melhores e nos aproximarmos dele, e em sua perfeição infinita, não nos carrega em nossa caminhada, mas nos ensina a andar junto dele.
Pedro” de Xangô


quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

O nada. Vida futura

O nada. Vida futura

Seguindo com nossos estudos do Livro dos Espíritos, abordaremos agora as informações contidas no livro 4 capitulo 2: O nada. Vida futura.
Nesta parte do livro, os espíritos reveladores nos explicam que mesmo aquele encarnado que acredita que após a morte nada haverá, sente em seu intimo que esse pensamento não o satisfaz. Isso ocorre, pois, quando o espírito vem para sua jornada terrena, ele traz consigo algumas lembranças do outro lado da vida. Por esse motivo o plano espiritual além-túmulo é de conhecimento da humanidade desde seus primórdios.
A vida terrena irá afetar diretamente na forma como retornaremos ao plano espiritual. Temos relatos e indagações sobre o quão breve a vida é desde os primórdios da humanidade, refletindo mais uma vez a incompatibilidade ao pensar que o “NADA” espera o homem. 

Resultado de imagem para O nada. Vida futura

Nos momentos finais da jornada terrena até mesmo o homem mais cético coloca seus pensamentos no que lhe aguardará após. A idéia do nada nessas horas chega ser completamente refutada.
Em nossa doutrina de Umbanda, nos aproximamos dos pensamentos expostos sobre o tema. Ao analisarmos com olhar Umbandista, o pensamento do nada, do vazio, é inconcebível. Pois até mesmo nos primórdios da criação havia EXÚ, que representava o vazio ou nada, mas que, estava ele, EXÚ, presente ali. E foi nesse “vazio de EXÚ” que Olorum criou o tudo. Dessa forma, o sentimento da grandeza e da seqüência da evolução de nossos espíritos está entalhada em nosso âmago.


Pedro de Xangô


terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Desgosto da vida. Suicídio

Desgosto da vida. Suicídio 

Dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, analizaremos agora o Livro IV- capítulo 1, que fala a respeito de penalidades e prazeres terrenos. Neste texto em especial, falaremos sobre suicídio, desgosto pela vida.
Kardec  levanta diversas questões sobre o suicídio, em resumo, os espíritos dizem que tal ato é um erro e uma infração da lei moral, que apenas Deus tem o direito de dispor das vidas. Em maioria, os suicídios são cometidos visando escapar de aflições geradas pelo  desgosto de viver  (fruto da ociosidade e da falta de fé) ou na ideia equivocada de que atingirá mais cedo uma vida melhor. Mas existem também outros aspectos que foram questionados e que aqui serão descorridos. 
Nos casos em que o homem vê a necessidade de suicídio por desespero, não somente ele sofrerá indulgência, mas também os que o levaram a isso ou que poderiam impedi-lo e não fizeram, estes responderão por homicídio. Pior que aqueles que suicidam por desespero, são os que morrem lenta e gradativamente, por intermédio de seus vícios, como por exemple álcool e drogas. Esse é considerado um suicídio consciente e o homem é duplamente culpado pela falta de coragem e por ter tido tempo de reconhecer seu erro e mesmo assim persistir na ignorância.

Resultado de imagem para Desgosto da vida. Suicídio

 Mesmo em casos especiais como doenças terminais, em que a pessoa vê diante de si uma morte inevitável, será culpada caso decida abreviar seu sofrimento findando a vida, pois não terá aguardado o termo fixado por Deus.  
Aquele que com o suicídio objetiva escapar da vergonha de uma má ação ou que essa vergonha recaia sobre a família, está cometendo um erro. Segundo os espíritos reveladores "aquele que tira a própria vida para escapar da vergonha de uma má ação prova que tem mais estima aos homens do que a Deus, porque vai entrar na vida espiritual carregado de suas maldades, tendo-se privado dos meios de rapara-lás durante a vida".
Na pergunta de número 955, Kardec questiona se as mulheres que, em certos países, se fazem queimar nas fogueiras voluntariamente com o cadáver do marido podem ser consideradas suicidas e as entidades dizem que não, uma vez que elas o fazem obedecendo a um preconceito enraizado e por ignorância moral. Da mesma forma, nos casos em que se tem o objetivo de salvar outras vidas, despido de orgulho e sem segundas intenções, não será considerado suicídio.  Tal ato será considerado um sacrifício.
Em continuidade, é revelado para Kardec que é comum que o espírito mantenha um laço prolongado com o corpo físico  após o suicídio, uma vez que o laço está muito forte no momento em que é quebrado, podendo ter a ilusão de que ainda está vivo e presenciar a angustiante sensação da putrefação do corpo. Esse estado pode persistir tanto tempo quanto a vida que foi interrompida, para que só então o espírito se desprenda para seguir.
Do ponto de vista umbandista e de acordo também com a ótica Kardecista, para cada caso haverá uma consequência, uma expiação proporcional à gravidade do erro. Alguns expiam sua falta imediatamente, enquanto no umbral, outros escolhem retornar e passar pelas mesmas provações para tentar suporta-las com mais resignação. 

Larissa de Iansã 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Caracteres do homem de bem

Caracteres do homem de bem 


Dando continuidade aos nossos estudos, falaremos agora sobre as informações contidas no livro 3, capitulo 12, onde são abordadas as características de um homem de bem.
Na pergunta de número novecentos e dezoito, Kardec pergunta como podemos identificar as características de um homem de bem e como podemos reconhecer a evolução deste na hierarquia espiritual. Nesse ponto os espíritos reveladores nos explicam que a elevação é atingida à medida que aproximamos nossos atos da Lei de Deus e compreendemos antecipadamente a natureza da vida espiritual. 
Os ensinamentos presentes no capitulo também nos remetem aos atos de nosso senhor Jesus Cristo, maior exemplo de homem de bem.  Mostram-nos que homens de bem são aqueles que praticam as leis da justiça, do amor e da caridade.
Mostram-nos que os homens de bem se perguntam se fizeram tudo de melhor ao seu alcance, sempre estendem à mão para ajudar aquele em dificuldade sem pensar em recompensas. É aquele que não se coloca como superior fazendo com que seu ego ou sua posição diminua seu irmão, mas que usa de sua posição como forma de auxiliar os que precisam. Lembram-nos das palavras de Cristo “Quem não pecou que atire a primeira pedra” e nos lembram de sempre tratar nosso próximo como gostaríamos que nos tratassem.
Devemos refletir também que o conceito terreno do "homem de bem" é bastante complexo, isto posto pela insuficiência terrena do conhecimento divino. Quando definimos o termo homem de bem devemos levar em consideração seus atos humanitários, excluindo sua religião, ou seja, um homem de bem não esta necessariamente associado a uma dada religião, no entanto deve ser associado a boas acoes de caridade e amor para com o próximo.

Imagem relacionada

Na primeira manifestação da Umbanda, na Federação Espírita de Niterói. Quando o caboclo das Sete Encruzilhadas anunciou a Umbanda, logo esclareceu sobre as bandeiras de nossa religião, O AMOR E CARIDADE. Lembrou-nos também o evangelho de Jesus Cristo, o qual devemos sempre basear nossas vidas, evangelho esse que também deve ser sempre regido pelo amor e a caridade, como Jesus fez.
A visão da Umbanda se aproxima bastante da visão espírita, uma das maiores lições que nossa religião nos ensina é a da tolerância em todos os sentidos de nossas vidas, é o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. Ensina-nos que estamos de passagem e somos ferramentas de Deus para nos auxiliarmos. 
Nossa Umbanda sempre nos faz refletir se fizemos o melhor que poderíamos ter feito, não apenas para nós para quem está ao nosso lado. Deus em toda sua bondade e misericórdia nos agraciou com a vida e as oportunidades que ela nos dá, o mínimo que podemos fazer é retribuir nossos irmãos. 
Gostaria de convidar a todos nesse momento, para uma reflexão em seu intimo. Qual foi a ultima vez que você ajudou seu irmão, sem pensar em gratificações? Que auxiliou alguém sem pensar em recompensa? Você vem tratando seus familiares, amigos, colegas... Da maneira como gostaria de ser tratado?
A resposta de nossa consciência para essas perguntas, irá nos dizer se estamos adquirindo características de homens de bem. 


Pedro de Xangô

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Intuição das penas e gozos futuros

Intuição das penas e gozos futuros 


No capítulo 2 da quarta parte do Livro dos espíritos, recebemos orientações a respeito de punições e recompensas futuras. 
Inicialmente é esclarecido de onde vem a crença de que existem punições e recompensas futuras e tem como resposta que pressentimos isso, nosso espírito nos permite lembrar inconscientemente de que após a vida encarnada somos punidos ou recompensados por nossas ações, dependendo da natureza de nossos atos.  Temos o livre arbítrio para escolher ouvir ou não essa voz interior. 
Kardec então levanta a  questão sobre qual sentimento domina a maioria dos homens no momento da morte: dúvida, medo ou esperança e a resposta é simples. Para aqueles sem fé, a dúvida; para aqueles que carregam culpa, o medo; e para os homens de bem, a esperança.
Resultado de imagem para Intuição das penas e gozos futuros
Cada um escolhe como passar pela vida terrena. Há quem escolha o caminho da razão, da sabedoria divina e leve uma vida justa e, há quem escolhe o caminho dos vícios (quando falamos de vícios, estamos nos referindo aos sentimentos egoístas e excessivos),  esquecendo-se que será responsabilizado pelos seus atos. Kardec pondera que bons e maus coabitam mas não podem ser confundidos e que Deus determinará suas sentenças no plano espiritual.
Na umbanda temos os guias espirituais que sempre reforçam essa questão de causa e efeito e que nos intuem a agir com amor. Ao contrário do que diz no livro, aprendemos que a  lei divina é tão perfeita que não será Olorum quem nos punirá dos maus atos, e sim nossa própria consciência culpada quando estivermos no umbral e, a culpa perdurará por quanto tempo for necessário, até que consigamos nos perdoar para ir em busca da luz.
Larissa de Iansã

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Temor da Morte

Temor da Morte

Dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, discutiremos agora os ensinamentos presentes no Livro IV- capítulo I, mais especificamente sobre temor da morte.
Para muitas pessoas o medo da morte é uma causa de perturbação e esse medo é decorrente da dúvida sobre o futuro.  As pessoas são levadas acreditar que não existe nada além da vida presente ou que além daqui existe um paraíso e um inferno e que, muito provavelmente, irão para o inferno, uma vez que vivemos rodeados de pecados carnais, mortais para alma. 
Quando Kardec discute tal questão, os espíritos respondem que não há fundamento para semelhante medo e que só existe dúvida para quem não tem fé.

  Kardec explica ainda como a morte é mais difícil de ser aceita por pessoas materialistas pelo fato de estarem mais ligadas a vida do corpo que  à vida do espírito e que a ideia da morte as perturba porque acreditam que deixaram na Terra todas as suas afeições e que esse será o fim. Esse pensamento gera constante angústia perante as dificuldades da vida. 
Já para aqueles que têm fé e se elevam acima das falsas necessidades, há plena certeza no futuro e a vida se torna mais serena.
Analisando sob a ótica  umbandista, a morte não trás nenhum temor  pois a fé nos dá a certeza do futuro. Sabemos que a vida no plano físico é apenas uma  parcela de tudo o que já vivemos e ainda temos para viver em uma longa jornada na busca da evolução espiritual. Claro que devemos sempre nos lembrar que nossas ações, enquanto em terra,  terão consequências, positivas ou não, quando chegarmos no plano espiritual. 
Larissa de Iansã 

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Uniões Antipáticas

Uniões Antipáticas


No primeiro capítulo da quarta parte do livro dos espíritos, das penas e gozos terrestres, um dos temas abordados é sobre uniões antipáticas.  Esse tema é de fundamental importância ainda nos dias de hoje, uma vez que são comuns uniões entre casais que se tornam tóxicas e que acabam por prejudicar em diversas áreas os envolvidos. Para elucidar esse tema são feitas duas perguntas ao espírito da verdade, as perguntas estão descritas a seguir, juntamente com a resposta obtida e de nossos comentários a luz da ótica umbandista:
 939. “Uma vez que os Espíritos simpáticos são induzidos a unir-se, como é que, entre os encarnados, frequentemente só de um lado há afeição e que o mais sincero amor se vê acolhido com indiferença e, até, com repulsão? Como é, além disso, que a mais viva afeição de dois seres pode mudar-se em antipatia e mesmo em ódio? 
A essa pergunta o espírito da verdade responde que isso serve também como uma punição, mesmo que passageira. O espírito complementa dizendo que muitos acreditam amar verdadeiramente, mas quando passam a conviver com a pessoa “amada” veem que apenas se deixaram levar pelas aparências, que experimentaram um encantamento material. O espírito responde ainda que somente convivendo com a pessoa “amada” que se poderá realmente conhecê-la. O espírito cita também que muitas uniões que a princípio são antipáticas, acabam por voltar-se ao terno e verdadeiro amor recíproco, quando os casais realmente passam a se conhecer bem. Responde ainda que é o espírito quem ama e não o corpo, sendo assim quando passam as ilusões materiais, o espírito enxerga a verdade. Por fim é revelado que existem dois tipos de afeição: a do corpo e da alma, sendo frequentemente confundidas. Quando pura e simpática, a afeição da alma é duradoura; efêmera a do corpo.  Devido a isso muitos dos que julgavam se amar, quando dissipadas a ilusões, passam a odiar um ao outro. 

940. Não constitui igualmente fonte de dissabores, tanto mais amargos quanto envenenam toda a existência, a falta de simpatia entre seres destinados a viver juntos? 
O espírito responde que sim, são dissabores muito amargos. No entanto ele nos diz que esse é um tipo de infelicidade que na maioria das vezes nós mesmos somos a causa principal. Revela que o erro principal é (ou era) das nossas leis, pois Deus não pretende forçar ninguém a permanecer junto de alguém que lhe desagrade. Por outro lado, nessas reuniões, é comum buscarem satisfação do orgulho e da ambição, invés de afeição mútua. Assim sendo, o sofrimento é consequência dos próprios prejuízos. 
a. Mas, nesse caso, não há quase sempre uma vítima inocente?
Sim e para esta vítima isso é uma dura expiação. Mas a responsabilidade da sua desgraça recairá a quem lhe deu origem. Se houver entendimento espiritual deste sofrimento, a luz da fé encontrará consolação no futuro. A medida que os preconceitos se enfraquecem, as causas dessas desgraças íntimas também desaparecerão.
Este estudo se encaixa bem com a filosofia umbandista, uma vez que vemos na umbanda que a maior parte dos sofrimentos são causados por nós mesmos, principalmente quando buscamos reconhecimento e admiração aos olhos dos homens ao invés de buscar o melhor para nós mesmos. Muitas vezes se escolhe a pessoa para se estar junto devido apenas a beleza estética e a fatores de status ou financeiro, ao invés de se buscar alguém que realmente tenha uma afinidade de interesses e faça bem para si (que ajude a crescer e cresça junto). Devido a isso, como fruto do orgulho, muitas vezes, se tem uniões desastrosas. O que se planta é o que se colhe.
Ricardo de Ogum Matinata

sábado, 16 de novembro de 2019

Decepções. Ingratidão. Afeições destruídas

Decepções. Ingratidão. Afeições destruídas

O presente texto trata sobre a decepção, a ingratidão e as afeições destruídas, assunto extraído do Livro IV, Capítulo I,  questões 937 e 938 de “O livro dos espíritos”, de Allan Kardec.
Decepção é o ato de indivíduo que causa desapontamento, desengano ou desilusão a outro e traz consigo o sentimento de tristeza ou mágoa. É quando você faz tudo que é possível para agradar alguém e recebe de volta o contrário. Pode estar relacionado a amizades, amor, familiares, animais, atitudes, etc.
Ingratidão é o inverso de gratidão. Ingratos são todos aqueles que não reconhecem os favores e benevolências oferecidos. Esse ato provoca consequentemente a desilusão. 
Afeições destruídas são resultantes de laços desfeitos ou rompidos, sejam laços familiares, de amor, de amizade.

Quem nunca passou por uma ou todas essas situações? Ainda mais que ninguém pode ser agradado a todo tempo. Essas situações muitas vezes são inesperadas e o indivíduo não pode permitir ser ferido, ser abalado, ser tomado pela emoção mal interpretada de engano e frustração. Mesmo se reportando a alguém próximo e a algum sofrimento dolorido, as pessoas não estão/praticam esses atos por acaso, tudo é para nosso crescimento e aprendizado neste mundo de provas e expiações.
Cada Espírito abrigado por cada um de nossos corpos carnais está em constante e contínua evolução. E não existe progresso, crescimento moral e espiritual, sem lições e obrigações a serem cumpridas. Muitas das vezes, é preciso sofrer, suportar dores para que saiamos da inércia evolutiva ou de entendimentos mal colocados.
Para que finde as decepções, ingratidões e afeições destruídas, faz-se necessário uma nova geração com ausência dessas emoções. E até que haja essa renovação de geração é preciso primeiramente experimentar e posteriormente sofrer as dores dessas emoções, pois, semelhante à gestação de um feto, onde a mãe sofre com sintomas durante a gestação, após a gestação no momento do parto e, ainda depois do parto com a parte de cicatrização, são todas as coisas novas que estão sendo fecundadas. 

Uma dica para que não mais experimente passar por esses processos é fazer as coisas, praticar os atos, fazer amizades, vivenciar momentos, por sua própria e precípua vontade, sem nada esperar em troca, pois, assim, evitará decepção, ingratidão ou afeição destruída. Isso se aplica a tudo, até mesmo religiosamente. A desilusão ocorre porque esperamos muito do nosso próximo.
Diante tudo que foi exprimido aqui, podemos concluir que para nos considerarmos umbandistas precisamos trazer a Umbanda para o nosso cotidiano, vivê-la intensamente no dia-a-dia. Não estar em um terreiro com expectativas em relação ao próximo. Entender que a Umbanda existe para nos revolucionar, nos tornar pessoas melhores, capazes de pensar, de agir, de estabelecer um senso crítico, de vencer as nossas batalhas e conquistar nossos objetivos. Quando isso for entendido e, acima de tudo, a fé estiver presente, tudo conspirará a nosso favor e prosperará.

“(...) Fazer o bem apenas para receber demonstrações de reconhecimento, é não o fazer com desinteresse, e o bem, feito desinteressadamente, é o único agradável a Deus.”

Helder de Logunam

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Perda de Entes Queridos

Perda de Entes Queridos

Dando sequência ao estudo do Livro dos Espíritos. No livro IV- capítulo I, recebemos orientações a respeito de Punições de Prazeres Terrenos.  Neste texto nos atentarmos mais profundamente à “Perda de entes queridos”.
Inicialmente Kardec questiona sobre a dor da perda de pessoas queridas, uma vez que tal perda é irreparável e os espíritos reveladores explicam que a morte é uma lei comum a todos os encarnados e que a perda representa uma prova ou expiação para os familiares. Na sequência Kardec aborda a possibilidade de comunicação com os entes queridos após o desencarne e afirma que não há profanação em tal ato desde que a evocação seja feita com respeito.
Entretanto deve-se atentar pois os espíritos são sensíveis às dores e lamentos dos que ainda estão no plano físico e lamentar sua partida os atrapalham seriamente a seguir seu caminho no plano espiritual e a serem felizes em suas novas vidas.
Resultado de imagem para Perda de Entes Queridos
Analisando as respostas do ponto de vista umbandista as doutrinas se divergem no que diz respeito a ter qualquer tipo de comunicação com os espíritos de entes queridos, uma vez que tal contato pode gerar sofrimento para as vidas de ambos os planos. Seria egoísmo da nossa parte pensar apenas na saudade que sentimos e esquecer dos danos que isso pode causar aos que estão no outro lado. Apesar de dolorosa, é uma provação necessária e que deve ser encarada com resiliência.
Para finalizar deixo o trecho retirado do comentário de Kardec referente a pergunta de número 936.
“Seria caridoso se aquele que continua preso ficasse triste porque o seu amigo foi libertado antes? Não haveria de sua parte mais egoísmo do que afeição em querer que o amigo partilhasse por mais tempo do seu cativeiro e dos seus sofrimentos? O mesmo acontece com dois seres que se amam na Terra; aquele que parte antes é o primeiro a se libertar, e nós devemos felicitá-lo por isso, aguardando com paciência o momento da nossa libertação.”  
Larissa de Iansã

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Felicidade e infelicidade relativas

Felicidade e infelicidade relativas


Dando continuação ao estudo da doutrina espírita codificada por Kardec, falaremos agora sobre a felicidade e a infelicidade relativa.
Logo no princípio, em sua primeira pergunta, Kardec questiona aos espíritos reveladores se é possível que o homem obtenha a completa felicidade durante sua vida terrena. Respondem-nos que não, não é possível que o homem alcance a felicidade completa durante sua vida terrena, uma vez que essa etapa, que a encarnação, é um período de expiação. Mas nos orientam dizendo que, caberá ao homem amenizar os males, e ser tão feliz quanto possível. Em sua vida terrena.
A vida terrena é lugar de aprendizado, desafios e expiação. Caberá a nós encarnados sermos tão felizes quanto nossa existência permita. A felicidade e a infelicidade não devem estar baseadas em bens materiais, em poder, dinheiro, posição social. A felicidade em aceitar com resignação as adversidades e pedras que estão no nosso caminho. A nossa vida não é uma estrada reta, asfaltada... É na verdade uma estrada de terra, com buracos, curvas e poeira, mas nem por isso devemos parar a caminhada.
Resultado de imagem para Felicidade e infelicidade relativas
Se refletirmos, não será difícil nos lembrarmos de pessoas do nosso convívio que possuem muitos bens, conquistas, importantes cargos, mas que passam por grande infelicidade. O contrário também vem facilmente em nossa mente, quantas pessoas julgamos não terem nada, não terem “nem onde caírem mortas”, mas que estão sempre de bem com o vida, sempre felizes. Suportar as adversidades com gratidão é chave para a felicidade. 
Os guias que nos conduzem na Umbanda, pelo caminho do amor e da caridade, nos mostram a mesma visão dos espíritos reveladores. A infelicidade está na consciência de cada um, na falta de amor próprio, na inveja, no ego e na vaidade. Sempre nos mostram que devemos enxergar as adversidades como desafios a serem superados, através deles iremos evoluir, devemos agradecer pelas pedras no caminho. Outro ponto comum entre a doutrina espírita e a Umbanda, é que o homem é responsável pela maioria de suas dores aflições e infelicidades, quando não ama a si mesmo, e quando não passa pelas adversidades com resignação.
Pedro” de Xangô

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Conhecimento de si mesmo

Conhecimento de si mesmo

Dando continuidade aos estudos do livro dos espíritos no livro III, capítulo XVII, Kardec faz perguntas aos espíritos sobre o conhecimento de si mesmo, como consegui-lo e qual o meio mais fácil para tal.

Kardec começa questionando o espírito sobre qual seria a forma mais prática e eficaz que o homem tem para evitar o mal e evoluir. O espírito responde de forma simples e direta : “Conhece-te a ti mesmo”.  Na pergunta seguinte, o espírito é indagado sobre formas de se obter este autoconhecimento e,  novamente de forma direta, é respondido que é necessário que nós mesmos nos examinemos e perguntemos, ao final de cada dia, se durante aquele dia nossas ações causaram danos a nós mesmos, ao outro ou, se no decorrer daquele dia, alguma ação resultou em dor ou infelicidade ao próximo.
O autoconhecimento começa em você saber se portar mediante os irmãos, o que você faz para outras pessoas e, ainda mais importante, o que você é capaz de fazer por si próprio. É importante conhecer suas fraquezas,  defeitos e reconhecer  todas as suas falhas e, acima de tudo, suas qualidades. É preciso saber de todos os seus pontos fortes, ter em mente todos os seus limites e ter a sabedoria de reconhecer todos os seus acertos. Quando se faz essa autoanálise, você enxerga onde está errando e o que pode fazer para melhorar aquele atitude ou pensamento.

Nem sempre sabemos reconhecer nossas próprias qualidades, e é mais difícil ainda conhecer nossos defeitos e fraquezas, e é dessa forma que entregamos meios para sermos atacados por nossos inimigos, sejam espirituais ou encarnados. O autoconhecimento não se adquire de forma fácil e indolor. Ele é adquirido através de testes, experimentos, onde aos poucos  vamos conhecendo nossos limites, quebrando-os, conhecendo nossas fraquezas e defeitos.
Conhecer a si próprio leva a compreensão de alguns aspectos do nosso próprio comportamento, e quando esse comportamento é negativo, causa dano a si mesmo e àqueles que te rodeiam. Quando se conhece a origem  desse comportamento, é mais simples suprimi-lo. Conhecendo nosso próprio comportamento, temos a sabedoria para entender o comportamento alheio e tratá-lo de forma menos negativa, com mais compaixão. 
O autoconhecimento nos dá a sabedoria para julgarmos a nós mesmos. Sendo assim, como é possível julgar nosso igual, se não temos a sabedoria necessária para julgar a nós mesmos, julgar nosso próprio comportamento. Na Umbanda, nossos guias de luz tem como missão ajudar-nos a nos descobrirmos e melhorarmos, mas nada virá somente deles. É preciso a autoavaliação e compreensão de si mesmo.

Layla de Omolu

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Do Egoísmo

Do Egoísmo


Na redação de sua obra: O Livro dos Espíritos, Kardec investigou diversas nuances do comportamento humano através da ótica dos espíritos de luz. Em um dado momento, ao indagar sobre os vícios, notou que todos os inúmeros fatores viciantes para os seres humanos se resumem a um único sentimento: O Egoísmo.
O egoísmo pode ser visto como a origem de todos os vícios. Uma vez que parte deste sentimento de onipotência individual, a ideia de que nossas escolhas só importam a nós mesmos. Ora, é uma atitude muito egoísta se entregar aos vícios. Estamos abrindo mão do bem estar dos nossos semelhantes com quem convivemos em busca de prazeres da carne, em busca de nos sentirmos melhores perante a tais prazeres,
Resultado de imagem para Do Egoísmo
Tais atitudes egoístas vão de frente com os princípios que regem a Umbanda: amor e caridade. O egoísmo fere o amor pois vai de encontro a filosofia do amor sem cobranças. Amar esperando algo em troca não é amor, é egoísmo. O egoísmo fere a caridade, pois fazê-la sem fundamento não é caridade, é satisfazer às vaidades do ego, é sucumbir ao egoísmo da carne. 
O egoísmo age como um ciclo vicioso, que se retroalimenta com atitudes egoístas oriundas de outras pessoas. É o choque que o homem experimenta do egoísmo alheio que o torna, frequentemente, egoísta, pois sente a necessidade de se colocar na defensiva. Seguindo esta lógica, passa a ser egoísta com o irmão, que por sua vez da continuidade a esta cadeia negativa.
Os guias espirituais que se manifestam num terreiro de Umbanda sempre nos orientam a buscar a humildade, a simplicidade e o perdão. Pois ao sermos assim abrimos mão das vaidades do nosso ego em prol do equilíbrio energético de nossas vidas. E o que seria a antítese do perdão, humildade e simplicidade? O próprio egoísmo. 
Resultado de imagem para Do Egoísmo
A humanidade só encontrará a paz entre si quando nos despojarmos completamente do egoísmo. Seremos irmãos, não se fazendo mal, apoiando-nos reciprocamente. O forte não será mais o opressor, e sim o apoio aos mais fracos, criando por fim uma harmonia universal entre aqueles que habitam este mundo. 
Num mundo conturbado e corrido em que vivemos hoje, é de fato ser mais fácil falar do que viver sem o egoísmo. São muitas cobranças, sejam elas pessoais ou profissionais, são muitas as provações pelas quais passamos. E todo esse conjunto de fatores nos faz esquecer do real sentido do amor e da caridade, por isso é primordial buscarmos em nossa rotina um momento de reflexão, para buscarmos ser a melhor versão que podemos ser de nós mesmos.
Diego de Oxossi 

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Das Paixões

Das Paixões 
No livro III, cap. 12, trata do tema das paixões, e inicialmente diz que a paixão está no excesso provocado pela vontade, que a princípio foi dada ao homem para o bem, e que é o abuso a que ele se entrega que causa o mal.
A paixão é boa quando governada e perigosa quando governa.
Pergunta-se se o homem poderia sempre vencer as suas más tendências pelos próprios esforços e a resposta é que sim, e que lhe falta é à vontade.
Sendo que podem ter ajuda dos Espíritos, bastando apenas orar a Deus e ao seu bom gênio com sinceridade.
Existem pessoas que dizem querer algo, mas na verdade diz da boca pra fora, quando um homem diz que não pode superar suas paixões, é que seu Espirito nelas se agrada.
Por fim é dito que a melhor forma de se combater a predominância da natureza corpórea é a pratica da abnegação.
Resultado de imagem para amor e paixao
Na Umbanda, aprendemos que constantemente devemos buscar o equilíbrio em nossas vidas, no trabalho, na família, na de, nos relacionamentos e nas paixões também. Nada em demasia faz bem, bem como a paixão não faz bem, pode danificar aquilo que amamos e podemos chegar a pontos de nossa vida que definhamos nas duvidas do que realmente é valido.
O amor na Umbanda Sagrada é regida por dois Orixás, Oxum e Oxumarê. Por sua existência, Oxum irradia amor por todos os âmbitos de nossa vida, paralelamente, Oxumarê retira os excessos (que são desnecessário). Quando falamos em amor e paixão pensamos apenas em relacionamentos, no entanto devemos levar em consideração tudo aquilo que permeia nossa existência.
Quando o amor se equilibra e a paixão some o fardo da vida fica mais leve.
Lara de Ogum Iara

terça-feira, 29 de outubro de 2019

As Virtudes e os Vícios

As Virtudes e os Vícios 

Dando continuidade sobre a obra de Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, neste texto abordaremos o tema; Virtudes e os Vícios, esta temática é abordada no capítulo 12, livro III.
Primeiramente, os espíritos são questionados sobre os méritos adjacentes às pessoas possuidoras de virtudes, as respostas são bem claros e explicam que todas as virtudes são dignas de mérito, não existe uma virtude melhor que a outra, todas mostram a evolução do ser humano, no entanto não devemos buscar adquirir uma virtude apenas pelo seu mérito, toda virtude deve ser sustentada pela caridade e pelo amor. 
Ainda é clarificado que algumas pessoas conseguem fazer o bem sem pensar, já outras pessoas antes de fazer pensam duas (ou mais) vezes; isso acontece porque aquele que faz o bem sem pensar já possui a virtude internalizada no seu ser, e assim devemos buscar sempre ajudar sempre os próximos.
Resultado de imagem para As Virtudes e os Vícios

O bem deve ser feito sem pensar em quem, e por quem está sendo feito, aquela famosa frase que sempre aprendemos com os nossos queridos pretos velhos; Fazer o bem sem olhar a quem. Sempre devemos pensar na evolução sustentada pelo amor e pela caridade. Aquele que faz pensando na evolução não evolui, agora aquele que faz as coisas por amor e de coração, sem esperar recompensas e valorizações poderá ter a plena certeza que caminhará nos bons caminhos da vida.
Os espíritos também são questionados sobre a obtenção de conhecimento para a vida terrena, as respostas são bem claras e todas indicam que devemos sim adquirir conhecimento pessoal e científica durante a vida encarnada. Primeiramente, a aquisição deste conhecimento pode nos tornar capazes de ajudar outras pessoas, além do que a evolução espiritual se tornará mais rápida. O espírito por si só sendo perfeito é possuidor de todo o conhecimento, nos como seres em evolução devemos procurar o estudo como melhora diária e constante, para que possamos nos aproximar da perfeição divina.  
Assim podemos compreender o porque sempre temos que buscar o estudo, a Umbanda tem fundamento é preciso preparar, o preparo que devemos sempre fazer é o estudo, adquirir conhecimento faz parte da caminhada, não só espiritual, mas terrena também, pois o conhecimento é o maior símbolo de poder.  
Imagem relacionada
Os espíritos também são questionados sobre observarmos os defeitos dos outros, as respostas são claras e bastante interessantes. Podemos até observar os defeitos dos outros, no entanto nunca com o objetivo de julgamento, antes mesmo devemos fazer uma auto-análise buscando compreender se aquele defeito ja nao existe mais em nós. Quando observamos um defeito no irmao nao devemos repreendê-lo ou julgá-lo, pelo contrário, devemos dar a mão e buscar auxiliá-lo na melhora.
Para nós umbandistas, o julgamento é sempre um caso complicado, sabemos que tudo na vida tem dois lados, o que é justo para um não necessariamente será justo para o outro. Isso nos leva a crer que nao ha justica real, existe na verdade a ponderação, devemos sempre buscar a ponderação entre os dois lados na vida, porque tudo tem dois lados, duas opiniões, duas versões.
Nos como umbandistas, na procura da melhora, devemos sempre buscar não apontar o dedo, e sim dar a mão e ajudar, ensinar e estar de prontidão para quando os irmãos estiverem necessitados. Fazendo sempre o bem, com amor e caridade, sem olhar a quem.
Victor de Oxumarê