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quinta-feira, 31 de julho de 2025

Lei da Destruição

 Lei da Destruição

A destruição é uma Lei Natural e Divina, pois é preciso que as coisas sejam destruídas para que haja um renascimento, uma geração. Com essa definição, podemos olhar para a destruição como algo que transforma, como algo que trata renovação e evolução de nós, seres vivos. É interessante pensarmos que, se precisamos da destruição para que haja renovação, por que então temos a lei da conservação? Os espíritos trazem que é necessária a conservação para que haja uma destruição antes do tempo certo, pois toda destruição que seja antecipada irá impedir o desenvolvimento e evolução dos seres vivos. E à medida que há uma evolução espiritual e esse espírito supera a matéria, a necessidade da Lei da Destruição vai diminuindo com o tempo.

Vale ressaltar também que a Destruição Humana é diferente da Destruição Natural. Quando pensamos em seres humanos, sabemos que ainda somos imperfeitos e que por essa razão colocamos nossas necessidades materiais à frente das espirituais. E é aí que desenvolvemos sentimentos de crueldade, egoísmo e o instinto de destruição, seja ela por meio de guerras, de conflitos, de sabotagens, resultando em uma destruição abusiva. Já a Destruição Natural, traz o conceito de renovação, são as destruições que irão nos ajudar a evoluir e agir conforme as regras de Deus, seguindo as Leis da Natureza. É com a Destruição Necessária que iremos passar por esse processo de regeneração. Guerras 

Segundo os Espíritos, o que motiva o homem à guerra é sua natureza animal, quando essa é maior que sua natureza espiritual, é com o transbordamento das paixões e a vaidade de se ter sempre a mais do que é necessário. Quando estabelecemos o estado de barbárie, conhecemos só um direito: o direito do mais forte. Quando começamos a evoluir e progredir nessa evolução, as guerras vão sendo evitadas e, mesmo quando se faz, é feita com humanidade. Por conseguinte, podemos ligar o acontecimento de guerras, conflitos, duelos, assassinatos ao estado, instintos e à natureza animal do homem. Estando nesse estado, o homem enfraquece e à medida que sua natureza animal se sobrepõe, a destruição abusiva toma conta de sua mente, abrindo caminho para o egoísmo, orgulho, vaidade e para vontades materiais. 

Precisamos sempre observar esse estado fraco de espírito do homem, indo em busca sempre da evolução espiritual, não material. Por exemplo: a caça para alimentação é uma necessidade, quando a destruição ultrapassa qualquer limite que as necessidades traçam, consideramos uma destruição abusiva e essa é uma violência contra as Leis Naturais e Divinas. Quando falamos dos animais, eles irão destruir para satisfazer suas necessidades básicas, enquanto nós homens, com nosso livre arbítrio, destruímos, muitas das vezes, sem haver necessidade para tal.

Isabela de Iansã

terça-feira, 29 de julho de 2025

Lei da Adoração

 Lei da Adoração 

Quando pensamos em “leis” , uma definição que vem à nossa cabeça é a Lei Humana, que nada mais é que uma regra ou um princípio imposto pela sociedade. As Leis Humanas irão conduzir nossas ações e caráter moral, são elas que mantém a ordem e o desenvolvimento de nossa sociedade. Mas essas leis são criadas por homens que, por sua vez, são imperfeitos, assim sofrem periódicas mudanças e adaptações à medida que progredimos enquanto humanidade e vamos adquirindo maior consciência da vida em sociedade. Já a Lei Divina ou Lei natural, foi criada pela Força Maior do Universo, o criador de todas as coisas, que chamamos de Olorum, ou Deus. Essas leis são eternas e imutáveis, é nelas que encontraremos auxílio no caminho para evolução terrena e de nosso espírito, como também são apropriadas à natureza de cada plano espiritual, sendo que todos os espíritos, sejam eles encarnados ou desencarnados, estão submetidos à Lei Divina que governará o Universo.

No Livro dos Espíritos, Kardec dividiu, didaticamente, as Leis Divinas em 10 Leis. Sendo elas: Lei de Adoração, do Trabalho, de Reprodução, de Conservação, de Destruição, de Sociedade, do Progresso, de Igualdade, de Liberdade e do Amor e Caridade. E neste estudo, especificamente, vamos abordar a Lei de Adoração e do Trabalho. A Lei de Adoração, é a primeira Lei Divina. Se pararmos para pensar, é uma lei natural que perpetua durante os tempos e povos da história humana, pois o ser humano sempre teve crenças em divindades maiores. Sempre se foi cultuado um deus, mesmo que de diferentes formas e culturas, representando, em nossas consciências, uma intuição de que existe uma energia superior a nós. 

Mas afinal, o que quer dizer adorar essa Força Divina?

Muitas pessoas acreditam que estar sempre presente em templos religiosos e assíduos nas atividades de sua doutrina, como também, atualmente com as redes sociais, precisam estar o tempo todo mostrando conteúdos sobre suas respectivas religiões, ou até mesmo suas firmezas. Claro que nada desses exemplos citados são formas erradas de se adorar Deus, mas essa Lei de Adoração vem nos mostrar que vai muito mais além disso. 

Adorar a Deus, nada mais que pensar n’Ele. Assim como nós pensamos e lembramos de pessoas que amamos, de nossas responsabilidades no trabalho, nos estudos, no terreiro, precisamos também lembrar de Olorum constantemente. Quando nos lembramos d’Ele, encontramos uma forma de nos conectarmos e de nos aproximarmos dessa Energia Divina. Precisamos sempre, ir além de nossas obrigações e preocuparmos em sermos notados e reconhecidos de alguma forma, firmar nossa cabeça e adorar a Deus no nosso momento mais íntimo, pois é dessa maneira que conseguimos sentir e crer nessa força, são nesses momentos que iremos sentir que temos um colo, um porto seguro e uma energia superior que sempre nos olha, protege e cuida. 

Falado isso, em algumas religiões há um entendimento de que a adoração a Deus e nossa salvação por ter essa crença estão intimamente ligadas. Porém em religiões que trabalham com o espírito de uma forma mais diretas, como na Umbanda e no Espiritismo, o fato de apenas adorar a Força Divina não é suficiente, temos que transpassar esse nível de somente crer em Deus, exercitando, diariamente, nossa crença em sua força. E para colocarmos isso em prática, temos outra Lei Natural que nos orienta: a Lei do Trabalho, que será abordada em um próximo texto.

Isabela de Iansã

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Sentimentos - Paixão na visão espiritual

 Sentimentos - Paixão na visão espiritual

No presente texto venho relatar uma passagem no Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, em que pese o que está representado pelo capítulo 12- da perfeição moral, terceiro tópico, o qual retrata sobre as Paixões.

A primeira pergunta respondida pelo espírito, ao ser questionado sobre a natureza originária da Paixão, explicando questões inerentes a ela, juntamente com a segunda pergunta, constando sobre o limite da Paixão ao ponto de se tornarem más. “907. Será substancialmente mau o princípio originário das paixões, embora esteja na natureza? Não, a paixão está no excesso de que se acresce a vontade, visto que o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem levá-lo à realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal. 908. Como se poderá determinar o limite onde as paixões deixam de ser boas para se tornarem más?

As paixões são como um corcel, que só tem utilidade quando governado e que se torna perigoso desde que passe a governar. Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governá-la e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmo, ou para outrem.” De tal maneira, é a partir desses pensamentos em que é necessário observar a importância do equilíbrio em nosso dia a dia. Além de buscar boas maneiras para praticar nossas ações, uma vez que a partir do momento em que não é representado atitudes positivas, aquilo em que está prestes a proporcionar um retorno, perceberá a sua forma de baixo grau a ser devolvido, considerando os meios utilizados para obtenção de algo desejado.





Primordialmente, a paixão é algo positivo e inerente do homem, entretanto, a partir do momento em que é utilizada para meios próprios os quais poderiam gerar perigo de dano a outrem ou para si mesmo, contraria o seu objetivo base.  Deixando-se levar por questões rasas que dizem respeito apenas ao dia a dia, colocando em pauta somente questões terrenas, sem se importar com o espiritual ou real essência do sentimento bruto. As causas negativas, sejam quais forem, estão inseridas no excesso, não somente por ser ou não, mas ao que representa a atitude em desequilíbrio apresentada pelo homem, considerando que até mesmo boas ações ou bons sentimentos também atrai para si questões negativas quando utiliza de forma soberba e sem preparo, levando ao rompimento da ação.

No Livro dos Espíritos, toda paixão que aproxima o homem da natureza animal afasta-o da natureza espiritual, atraindo a importância do equilíbrio e senso ao realizar atitude referente ao tema. Em um sentimento natural há que se ter trabalhado todos os dias para que não haja rompimento do homem com atitudes de cunho egoísta e vaidoso. A paixão ora apresentada não somente se refere a questões de romance perante o próximo, mas também com os seus próprios objetivos e quereres do dia a dia, a serem também relacionados ao sentimento da paixão, conforme apresentado acima. Sendo assim, as paixões sejam averiguadas e tomadas de forma equilibrada e conexa com a realidade, para que assim possa haver a real utilização dos termos apresentados na forma limpa e natural do sentimento.

Lívia de Obaluaê







segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Encarnar

 Encarnar

Encarnar, ou seja, vir para o mundo "material".

Mas por que o espírito encarna? Qual o objetivo da encarnação?

De acordo com alguns estudos, Deus impõe a encarnação com o objetivo de fazer com que o espírito caminhe para a perfeição. Porém, essa imposição não vem no sentido de obrigatoriedade, mas no sentido de que é necessário a encarnação para que haja evolução, pois todos foram criados "simples e ignorantes". Isso nos leva a aprender e crescer, consequentemente, a evolução, o meio pelo qual nos desenvolvemos.

Alan Kardec traz no Livro dos Espíritos que é na vida espiritual que tem-se o aprendizado, mas é a existência corporal onde se coloca em prática aquilo que se adquiriu. É como se fosse um laboratório das experiências evolutivas e para chegar a perfeição passa-se por provas (missões). Ninguém está na Terra para sofrer ou por punição, encarnar é uma necessidade para evoluir, o sofrimento não é imposto, ele é consequência dos atos.

O Livro dos Espíritos traz que, os espíritos desde o princípio seguem o caminho do bem também encarnam, pois como foi dito anteriormente, todos foram criados simples e ignorantes. A diferença desses espíritos é que eles alcançam mais rápido os objetivos, tendo menos imperfeições, menos tormentos. 


Alice de Xangô


sábado, 19 de outubro de 2024

Encarnar

 Encarnar

Encarnar, ou seja, vir para o mundo "material". Mas por que o espírito encarna? Qual o objetivo da encarnação?

De acordo com alguns estudos, Deus impõe a encarnação com o objetivo de chegar a perfeição. Mas esse impor não vem no sentido de obrigatoriedade, mas no sentido de que é necessário a encarnação para que haja evolução, pois todos foram criados "simples e ignorantes". Isso nos leva a aprender, o aprendizado leva ao crescimento e, consequentemente, a evolução. A evolução é o meio pelo qual nos desenvolvemos.

Alan Kardec fala no Livro dos Espíritos que é na vida espiritual que tem-se o aprendizado, mas é a existência corporal onde se coloca em prática aquilo que se adquiriu. É como se fosse um laboratório das experiências evolutivas e para chegar a perfeição passa-se por provas (missões). 

Ninguém está na Terra para sofrer ou por punição, encarnar é uma necessidade para evoluir, o sofrimento não é imposto, ele é consequência dos atos.

Fala também no Livro dos Espíritos sobre o fato de os espíritos que desde o princípio seguiram o caminho do bem também encarnaram, pois como foi dito anteriormente, todos foram criados simples e ignorantes. A diferença desses espíritos é que eles alcançam mais rápido os objetivos, tendo menos imperfeições, menos tormentos. 


Alice de Xangô


quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Eguns e Kiumbas

 Eguns e Kiumbas


Vamos lá! “Todo kiumba é um Egum, mas nem todo Egum é um kiumba!”
 
    Eguns são espíritos que já desencarnaram, e Kiumbas exatamente a mesma coisa. No entanto, existe, entre eles, uma diferença significativa: o nível de evolução espiritual. As Kiumbas são espíritos que ainda não tem uma evolução, são rudes e atrasados na escala de evolução espiritual, muitas das vezes se passam por entidades em alguns terreiros, na maior parte das vezes se passam por Exus, e trazem um ponto de vista negativo para essa linha de Guardiões, geralmente eles conseguem adentrar em um terreiro que não tem tanta firmeza, assim como os que vemos em alguns vídeos na internet. Essas Kiumbas acabam deturpando, e trazendo uma imagem negativa a essa linha de trabalho que é tão importante para os terreiros de Umbanda.
    Geralmente as entidades que trabalham nas linhas de Umbanda, estão em variáveis graus de evolução, podendo sempre ter alguns em graus mais elevados. Mas, o que não se pode negar, é que essas entidades, tanto Caboclos, Pretos Velhos, Marinheiros, Sereias, Exus, Boiadeiros, já chegaram a um nível de evolução que os permitem trabalhar dentro da egrégora do terreiro de Umbanda, auxiliando os filhos que os procuram. Esses são Eguns com níveis de evolução mais elevados. O que acontece com os recém desencarnados, ou seja, eguns é a confusão natural da sua nova condição associada a uma vontade, ás vezes, bem intencionada de ajuda aos que ficaram, por isso, normalmente nas consultas das sessões ouvimos esses aviso
 
"Você está com o encosto de um egum muito perigoso!”


    E sim, irmãos isso pode acontecer, uma vez que Egun é todo espírito desencarnado, e estes podem estar desencarnados a pouco tempo, e pode ser que fique muito próximo de seus entes queridos, e agindo assim pode acabar atrapalhando a vida dos mesmos, principalmente pela diferença no padrão vibratório. 
    Kiumbas são seres espirituais que vibram em uma energia mais baixa, uma energia mais negativa, estes espíritos se encontram em um estágio de evolução espiritual que os inclina a manifestar comportamentos ou intenções negativas. Esses espíritos podem ser atraídos por energias semelhantes às deles, ou por ambientes onde prevalecem sentimentos de baixa vibração, como a raiva, o ódio, o ciúme, inveja, dentre outros. Sua atuação pode influenciar negativamente o ambiente e as pessoas, gerando conflitos, ou até mesmo enfermidades físicas e espirituais.
   A Umbanda busca, através de seus rituais, não somente afastar esse tipo de entidade, mas também auxiliá-las em seu processo de evolução. O “ trabalho” com essas entidades é realizado com muito cuidado e respeito, sempre sob a orientação de entidades de luz e de sacerdotes experientes, que utilizam de conhecimentos e ferramentas específicas para lidar com as energias envolvidas. Isso inclui o uso de defumações, banhos de ervas, passes energéticos e rezas, que visam não só a proteção espiritual dos envolvidos, mas também o encaminhamento desses espíritos para planos de luz onde possam encontrar paz e renovação.
    Os Kiumbas, portanto, nos lembram da importância do equilíbrio entre as forças positivas e negativas que regem o universo. Eles destacam a necessidade de vigilância constante sobre nossos próprios pensamentos, ações e emoções, pois é através dessas vibrações que podemos atrair ou repelir tais entidades. A Umbanda, com sua sabedoria e compaixão, ensina que a luz é capaz de transformar as sombras, promovendo a cura e o crescimento espiritual tanto dos encarnados quanto dos desencarnados.

Sobre Kiumbas e o atraso em evolução: ATRASO EM EVOLUÇÃO APENAS QUER DIZER QUE ESTÃO AFASTADOS DE DEUS. PODEM TER MUITO PODER E TER MUITO CONHECIMENTO!
 
    O Livro II dos espíritos (Capitulo 1) aborda o tema da evolução dos espíritos e sua classificação no mundo espiritual. São realizadas quatro perguntas ao espírito da verdade que serão apresentadas, a seguir:
 
– Pergunta 1: Os Espíritos são iguais, ou existe, entre eles, algum tipo de hierarquia?
Resposta: “São de diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham chegado.”
 
– Pergunta 2: Há um número determinado de ordens ou de graus de perfeição entre os espíritos?
 Resposta: “Este número é ilimitado, porque, entre essas ordens, não há uma linha de demarcação traçada como barreira e, desta forma, podem-se multiplicar ou restringir as divisões à vontade; todavia, considerando-se os caracteres gerais, pode-se reduzi-las a três principais.” “Na primeira ordem, situam-se os que atingiram a perfeição: os puros Espíritos. Os da segunda chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é a preocupação deles. Os da última ordem ainda estão na parte inferior da escala: os Espíritos imperfeitos. São caracterizados pela ignorância, o desejo do mal e todas as más paixões que retardam o seu adiantamento.”
 
– Pergunta 3: Os espíritos da segunda ordem possuem somente o desejo do bem; têm eles, também, o poder de praticá-lo? 
 Resposta: “Eles têm este poder, conforme o seu grau de perfeição: uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade, todos, porém, ainda têm provas a suportar.”
 
– Pergunta 4: Os Espíritos da terceira ordem são todos essencialmente maus?
Resposta: “Não; uns não fazem o bem nem o mal; outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos, quando encontram ocasião de praticá-lo. E há, ainda, os Espíritos levianos ou travessos, mais perturbadores do que maus, que se comprazem muito mais na malícia do que na maldade, encontrando prazer em mistificar e em causar pequenas contrariedades, de que se riem.”
    Além de Eguns e Kiumbas temos outras classes e subclasses de espíritos, os quais vamos exemplificar abaixo:
Espíritos sofredores: prejudicam os encarnados alimentando suas vibrações negativas e induzindo ao vício para tentar sanar suas próprias mazelas.
Zombeteiros: escondem coisas, se passam por guias em outras religiões, se passam por seres elevados em comunicações, confundem as pessoas. Tem o objetivo de se divertirem, de alimentar suas vaidades. Apesar de não serem seres entregues as trevas prejudicam as pessoas atuando em seus vícios e fraquezas, não por intenção de prejudicá-las, mas por simples satisfação pessoal.
Kiumbas: Já costumam estar ligados a magia negativas, recebem algo para prejudicar alguém. Tem conhecimento e algum poder. Como se fossem um Soldado das trevas.
Magos negros: atuam coordenando e escravizando legiões de Kiumbas. Aceitam trabalhos pagos, cobram altos preços. Podemos associar a um Coronel das trevas
Dragões: Podemos associar a um Governador das trevas.
    Utilizam de elementos magisticos tais como sacrifícios, álcool, fumo e intenções negativas para atingir o alvo. O alvo é cercado por aquela energia que enquanto ele não se desestabiliza pode não fazer efeito. Assim que é desestabilizado essa energia se acopla ao campo áureo da pessoa a prejudicando e para nos desestabilizar é utilizado das nossas fraquezas.

Ricardo de Ogum Matinata, Thais de Oxumaré e Khayllanne de Iansã

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Papel da Família na Evolução Espiritual

 Papel da Família na Evolução Espiritual 

    A aparência física, a condição social, o DNA de cada um será como deve ser e não são pautados no orgulho. Tudo contribui para a evolução do espírito e nada é por acaso. Podem haver mudanças nas condições financeiras e melhoras físicas, de acordo com a caminhada da pessoa. 
    De acordo com o Livro dos Espíritos aquele que caminha depressa se poupa das provas. Nossos parentes têm ligação com afeições de vidas anteriores. Os espíritos estão ligados a vínculos anteriores, não necessariamente por parentes de sangue. A busca por crescimento espiritual é constante.



    No livro 3, capítulo 7 do Livro dos Espíritos nos é explicado que os animais vivem da vida material e não da vida moral. Os animais cuidam de suas crias para conservação delas e quando estas bastam à si mesmas a natureza não pede mais nada, pois há somente a necessidade física. O homem já têm uma necessidade para além da necessidade física, a necessidade de progresso. Fazendo uma citação direta do Livro dos Espíritos: “Os laços sociais são necessários ao progresso e os laços de família estreitam os laços sociais. Eis aqui porquê os laços de família são uma lei natural. Deus quis que os homens aprendessem assim a amar-se como irmãos.”
  O relaxamento dos laços de família trazem como resultado para a sociedade uma intensificação do egoísmo. Sobre semelhanças físicas e morais entre pais e filhos, pode ou não haver a semelhança moral pois são espíritos diferentes. Se há semelhanças morais, são espíritos atraídos por terem tendências semelhantes.
    Sobre a importância dos pais na vida dos filhos, o livro dos espíritos comunica que: “Os espíritos dos pais têm por missão desenvolver os dos seus filhos pela educação; é para eles uma tarefa: se falharem serão culpados … Um mau espírito pode pedir pais bons, na esperança de que seus conselhos o encaminhem para um caminho melhor, e frequentemente Deus lhe concede.”

Melhorar o espírito do filho a que lhes foi confiado é dever dos pais. Os maus filhos são uma prova para os pais.

Nayara de Oxalá

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Obsessão

 

Obsessão

 

Hoje vamos abordar as explicações contidas no Livro dos Médiuns, capitulo XXIII da parte segunda –Obsessão.

Somos esclarecidos que a obsessão consiste no domínio, contato constante, que alguns Espíritos ruins, de baixa vibração moral, podem exercer nos médiuns. Esse domínio acaba gerando constrangimentos dos mais diversos nos encarnados. A obsessão acontece de forma constante, se diferenciando de um espírito que tenta enganar e atrapalhar as comunicações, apesar desse tipo de interferência ser mais comum em médiuns iniciantes, até mesmo os médiuns mais experientes estão sujeitos à interferência de espíritos que querem apenas atrapalhar o desenvolvimento dos trabalhos.

No capítulo o processo de obsessão é classificado em: simples, fascinação e subjugação. Nos processos de obsessão simples, o espírito malfeitor se impõe, podendo impedir que outros espíritos se comuniquem com o médium obsidiado, se passando até mesmo pelos espíritos que são evocados. O obsidiado, nesses casos, sabe que está sob influência de um espírito malfeitor, o espirito não esconde suas más intenções, em alguns casos pode se utilizar de fenômenos físicos, produzindo sons de pancadas por exemplo.

O processo de fascinação é mais complexo e profundo, trazendo consequências mais sérias. O pensamento do médium é manipulado e influenciado pelo obsessor, a ponto de o médium não conseguir julgar as comunicações, não sabendo que está sendo enganado. O fascinado está certo de que sempre tem razão. Os espíritos responsáveis pelos processos de fascinação são mais ardilosos, afastam o médium daqueles que poderiam auxilia-lo a se desvencilhar de seu controle, usando até mesmo o nome de Deus para averbar o conteúdo de suas falácias. Nas obsessões simples o médium obsidiado deseja se livrar do malfeitor, na fascinação isso não ocorre.

Na subjugação, o encarnado tem suas vontades paralisadas, não age mais de maneira natural. Pode ser divida em moral ou corporal. A subjugação moral se assemelha à fascinação, fazendo com que a pessoa tome atitudes absurdas e desagradáveis. No processo corporal o malfeitor faz com que o médium se porte de maneira inconveniente, fazendo sons estranhos, se ajoelhando em lugares públicos, se passando por um louco... Para os Espíritos Reveladores a subjugação corresponde ao processo de possessão, mas explicam que o termo “possessão” remete à ideia de seres criados única e exclusivamente para o mal, e isso não é verdade, o que existe são níveis variados de moral, o termo também poderia transparecer a existência de um processo de coabitação, o que não ocorre.

Os reveladores nos apresentam alguns pontos comuns nas comunicações onde obsessores estão presentes, para que possam ser identificadas. Nos orientam a sempre desconfiar de espíritos que dizem que suas comunicações são infalíveis, que não podem ser criticadas, que querem se comunicar em momentos inoportunos para o médium, e que aos poucos afastam o obsidiado daqueles que lhe advertem.



Todos somos influenciados pelo plano espiritual, acreditando ou não na espiritualidade. As ferramentas utilizadas pelo espiritismo auxiliam na identificação de comunicações baixas, podendo gerar efeitos deletérios nos encarnados.

A obsessão pode ocorrer pelos motivos mais diversos, alguns espíritos podem fazer o mal apenas por fazerem, para alimentarem seu ego e tentarem ganhar reconhecimento, outros para se divertir às custas dos encarnados desavisados e até mesmo por situações ocorridas em vidas passadas.

E como combate-las? Duas formas podem ser destacadas, a primeira é provando ao obsessor que o médium não está sendo iludido por ele, a segunda maneira é cansar o obsessor, ser paciente e ter calma, quando o malfeitor perceber que está perdendo seu tempo, irá se afastar. Em casos mais complexos deve ser realizado um apelo aos bons espíritos que acompanham o encarnado, para que auxiliem na retirada do obsessor, devemos lembrar que este também sofre, deve sempre ser tratado com respeito. Os casos de fascinação demandam mais atenção, pois o médium precisa perceber a influência do Espírito mau, para que o processo possa se tornar uma obsessão simples, é uma tarefa extremamente trabalhosa. O obsidiado muitas vezes não possui força fluídica para se livrar do processo, sendo muitas vezes necessário um terceiro para auxiliar.

A Umbanda lida diariamente com processos de obsessão dos mais diversos tipos. Nossas atitudes diárias, as vibrações que emanamos através de nossos pensamentos e sentimentos possuem uma grande força. Pensamentos negativos, carregados de raiva e julgamento são portas de entrada para obsessores. Realizar nossas firmezas, pedir sempre auxílio dos guias que nos acompanham e ter uma postura benevolente dificultará que Espíritos malfeitores possam nos atrapalhar.

Devemos sempre nos lembrar que o Espírito que exerce a obsessão no médium, é também nosso irmão, também é essência divina e traz Deus em seu interior. Porém, está passando por um momento de confusão, de mistura de sentimentos. Está cego por acontecimentos muitas vezes ocorridos em vidas passadas. O obsessor precisa de ajuda tanto quanto o obsidiado, a oração é nossa maior arma e também nosso maior afago para lidar com as obsessões.

Todos nós podemos sofrer com algum tipo de obsessão, por isso devemos sempre lembrar “Orai e Vigiar”.

Pedro” de Xangô

terça-feira, 16 de junho de 2020

Justiça da reencarnação


Justiça da reencarnação


Dando sequência ao nosso estudo sobre o livro dos espíritos, analisaremos as informações contidas no livro 2 capítulo 4- Justiça da Reencarnação.
Kardec pergunta aos Espíritos Reveladores em que se baseia o Dogma da Reencarnação e é então esclarecido. Na justiça de Deus e na Revelação (Os dez mandamentos, os ensinamentos transmitidos por Jesus Cristo e a revelação do espiritismo). Dizem ainda que Deus é bondade e seria diferente de sua essência punir eternamente um espírito, dessa forma Ele sempre deixa uma porta aberta para que possamos por meio de experiências, alcançar um novo de grau de evolução aprendendo com os erros.
O codificador da doutrina espírita comenta sobre o ensinamento passado, dizendo que todos os espíritos têm por destino a perfeição e a vida no plano físico é uma ferramenta para que possamos alcançá-la. A reencarnação sustentada na justiça divina se torna o principal pilar de esperança, dessa forma um erro nunca será eterno, teremos sempre quantas chances forem necessárias para aprender, entender e corrigir o erro cometido.
É possível encontrar vários pontos em comum entre o ensinamento transmitido pela doutrina Kardecista e a Umbanda por nós praticada, por exemplo, ao analisarmos o momento da anunciação da Umbanda no plano físico pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, temos a orientação de que a religião seguiria os ensinamentos de nosso senhor Jesus Cristo.


A visão passada pelos espíritos reveladores vai de encontro com os ensinamentos umbandistas, estamos na Terra como seres encarnados para que possamos corrigir erros cometidos em vivências anteriores. Isso ocorre também com os guias que nos acompanham e auxiliam em nossos trabalhos ao se colocarem à disposição para nos ajudar com toda humildade e amor, estão também caminhando na evolução espiritual.
Voltemos nosso pensamento para os tempos da escravidão, não é lógico pensarmos que Deus permitiria que um ser por ele criado fosse torturado à revelia. Através da reencarnação Deus da chance para que até mesmo o torturador se arrependa, enxergue seus erros e possa corrigi-los. Um escravo em uma passagem encarnado, pode ter sido um senhor de escravos impiedoso em outra, obtendo dessa forma a oportunidade de apreender com os atos que cometeu.
Sempre que nos desviamos do amor e caridade, estamos nos desviando do caminho natural de nossa evolução. Os nossos atos enquanto encarnados serão analisados por Xangô e seus representantes da justiça de divina, para que tenhamos sempre a oportunidade de melhorar.

“Não se acerta se não errar”

Pedro” de Xangô


terça-feira, 2 de junho de 2020

Formação dos seres vivos


Formação dos seres vivos

            Dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, falaremos no presente texto sobre a formação dos seres vivos, tema citado no capítulo 3-  Criação.
            Quando falamos da formação de seres vivos é comum imaginarmos a criação dos seres já em seus estágios mais evoluídos, como são atualmente. No entanto, nos referimos a vida em sua forma mais primitiva, germes formados através do agrupamento de elementos orgânicos que permaneceram em estado de latência por milhares de anos até que o ambiente se tornasse propício para o surgimento de cada espécie.  
            Antes mesmo da formação da Terra os elementos orgânicos que deram origem aos seres vivos já se encontravam no espaço, inertes, a espera de um ambiente favorável para sua evolução. Para melhor compreensão, imaginemos que tais elementos sejam sementes de plantas que podem ficar armazenadas por um longo período, aguardando serem plantadas em um ambiente com solo e temperatura ideais para seu desenvolvimento.

            Apesar dos vastos estudos sobre o assunto, não é possível saber com exatidão de onde vieram tais elementos, em qual época esse fenômeno ocorreu ou porque a vida não se forma mais espontaneamente. O princípio das coisas está nos segredos de Deus e Ele colocou limites as investigações dos homens. O Criador exerce seu poder sobre leis e mundos infinitos e jamais seremos capazes de compreender tamanha grandeza.
            Nós Umbandistas cremos que Olorum irradia sua luz de forma fragmentada e em diferentes vibrações e chamamos essas vibrações de Orixás. Como toda criação tem essência divina, a formação dos mundos e seres vivos se deu a partir do Orixá Exu, que é o vazio, o princípio de todas as coisas. A partir daí os demais Orixás exerceram suas forças para que tudo surgisse em seu devido tempo.
"Sem Exu nada se cria"
Larissa de Iansã


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Duração das Penalidades Futuras



Duração das Penalidades Futuras

              Dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, o capítulo dois da quarta parte aborda o tema: duração das penalidades futuras.
              Neste capítulo Kardec questiona aos espíritos sobre a duração e a natureza do sofrimento após a morte e lhe é esclarecido que isso dependerá da necessidade de cada um, mas que esse sofrimento em hipótese alguma será infinito. Em algumas doutrinas fala-se sobre céu e inferno e que os pecadores são destinados a queimar pela eternidade no fogo desse inferno, mas essa crença se deve a uma má interpretação dos textos sagrados.
              Atualmente a teologia reconhece que o fogo se refere ao estado mental do espírito que está sofrendo e que para ele o sono não existe, o tempo realmente parece mais longo e pelo fato de estar passando por provações, acha que seu sofrimento será eterno.
              Deus com toda sua benevolência, criou espíritos ignorantes mas deu a cada um a capacidade de buscar ser melhor e se arrepender de seus erros para que dessa forma se purifiquem a cada encarnação, diminuindo gradativamente qualquer traço de maldade que possa haver. Acreditar que o Criador, com toda sua perfeição, possa destinar suas criaturas ao sofrimento eterno, seria no mínimo loucura. Deus no momento da criação, sabia que por vezes as almas tendem a falhar e por isso deu meios para se esclarecessem com suas próprias experiências

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Resultado de imagem para céu e inferno

              Como resposta às perguntas de Kardec, os reveladores citam alguns filósofos e cristãos que desde o início dos tempo explicam de forma clara a atuação divina quanto às penalidades.
          "A lei que rege a duração dos sofrimentos é, portanto, eminentemente sábia e benevolente, uma vez que subordina a sua duração aos esforços do Espírito para se melhorar. Nunca interfere no seu livre arbítrio: se faz mau uso, dele sofre as consequências."
São Luís

              "Ensinai, antes de mais nada, que Ele é justo em Sua perfeição e que o homem não compreende sua justiça. Mas a justiça não exclui a bondade e Ele não seria bom se condenasse aos mais horríveis e perpétuos sofrimento a maior parte de suas criaturas."
Santo Agostinho

              "Esforçai-vos em combater, destruir a ideia dos castigos eternos, pensamento blasfemo, ultrajante para com a justiça de Deus. Esse pensamento é a fonte mais fecunda da incredulidade, do materialismo e da indiferença que invadiu as massas humanas desde que sua inteligência começou a se desenvolver."
Lammenais

              "Castigos eternos, como? Seria preciso então admitir que o mal é eterno. Somente Deus é eterno e não poderia ter criado o mal eterno porque assim seria preciso tirar o mais magnífico de seus atributos: o poder soberano, porque não seria soberanamente poderoso aquele que criasse um elemento destruidor de suas próprias obras."
Platão

              "O objetivo do castigo é apenas a redenção, querer que castigo seja eterno, por umas falta que não é eterna, é negar toda sua razão de ser."
Paulo, apóstolo

              Na Umbanda os guias de luz nos ensinam constantemente sobre a grandiosidade de Deus e nos esclarecem que as punições serão proporcionais aos nossos erros, cabe a cada um optar pelo melhor caminho a seguir e que o Senhor está sempre ao nosso lado apoiando nosso crescimento.
Larissa de Iansã

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Ressurreição da Carne


Ressurreição da Carne


          Trataremos agora dos ensinamentos revelados no livro 4 capítulo 2 “Ressurreição da Carne”.
          Inicialmente os espíritos são questionados se a ressurreição da carne é a autenticação da doutrina da reencarnação ensinada pelos espíritos. Em resposta, nos revelam que não poderia ser de outro modo, muitas vezes tomamos as palavras ao pé da letra, como por exemplo as palavras ressurreição e reencarnação, assim as palavras perdem seu sentido. 
          Também é abordado sobre a pluralidade das existências e sua relação com a justiça de Deus. Primeiramente devemos compreender que a pluralidade das existências são as diversas encarnações que o espírito precisa vivenciar seja na Terra ou em outros mundos, e é através destas diversas vivências que o espírito vai adquirindo experiências e conhecimentos para poder melhorar. 
          Dessa maneira, podemos observar na reencarnação a justificativa para as aparentes “injustiças” que os homens sofrem na Terra. As dificuldades que enfrentamos durante o período em que estamos encarnados remetem aos erros cometidos em vidas passadas, para que possamos aprender a partir deles e continuar trilhando nosso caminho em direção ao divino.

                                  Resultado de imagem para reencarnação

          Os espíritos também nos esclarecem que através da ressurreição da carne a Igreja Católica ensina a doutrina da reencarnação. A doutrina espírita não vai contra a doutrina da Igreja, pelo contrário, ambas as religiões se completam neste ponto, no entanto a igreja utiliza de uma linguagem mais figurada, ao passo que a doutrina espírita utiliza uma linguagem mais direta. 
          Levando em consideração a doutrina umbandista, devemos primeiramente lembrar que a reencarnação faz parte de um processo maior espiritual, ou seja, a reencarnação é necessária para que possamos crescer como seres. Ouvimos muito nos terreiros de Umbanda os ensinamentos dos guias, em diversas ocasiões  ouvimos dizer que Deus não nos atribui uma dificuldade se ele não acreditar na nossa capacidade de superação, ou seja, nossas dificuldades fazem parte de um bem maior. 
          Outro ponto que deve destacar é sobre o uso de formas de linguagens diferentes. Os ensinamentos contidos na Bíblia Sagrada utilizam principalmente de parábolas, isso acontece, pois para o povo daquela época essa linguagem era necessária para que fosse melhor compreendida. Quando Jesus diz “A Fé move montanhas”, devemos pensar não no monte Everest mudando de local, e sim na mensagem por trás disso, que através de nossa fé teremos força para passar por todas as dificuldades. 
          Axé e bons estudos

Pedro” de Xangô

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Penalidades Temporais


Penalidades Temporais


           No segundo capítulo da quarta parte do livro dos espíritos, um dos temas abordados é sobre as penalidades temporais. Questionamentos terrenos como a vida e o pós-morte, ainda levantam discussões nas mais diversas religiões, pois estão associados principalmente ao sofrimento material e moral.
           Durante a vida, uma vez que a alma está encarnada em um corpo físico, esta pode passar por aflições que podem gerar diversos sofrimentos materiais. Após a morte esse espírito obviamente não pode mais sofrer fisicamente, no entanto, de acordo com as faltas cometidas, pode sofrer profunda dor moral e escolher passar por situações até piores em uma nova existência para seu aprendizado. Como forma de expiação, sofrerá a dor das faltas que um dia causou.
           Desta forma, podemos compreender que as dificuldades enfrentadas na vida atual nem sempre são resultantes de faltas cometidas nesta existência, podendo ser resultado de erros de vidas anteriores. Como estamos tratando de providências divina, o que na maioria das vezes temos pouca informação sobre, nem sempre isso será aplicado, nas palavras dos espíritos de luz: toda transgressão às leis de Deus, especialmente à lei de justiça, deve ser compensada por um esforço equivalente de correção.

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           Com o passar da vida, todos nós temos oportunidades de depuração e crescimento, no entanto, aqueles que não fazem o mal mas também não procuram desapegar das influências da matéria, não fazendo nada para melhora de si mesmo tende a permanecer estagnado até obter entendimento do que precisa ser reparado. Quando esse momento chega, cai sobre eles o peso do tempo perdido e da infelicidade.
           Assim como Kardec escreveu em seu livro do século passado, orientado por espíritos de luz, também nos foi revelado recentemente em nosso terreiro, pelo Exu Sete Catacumbas, que espíritos mais depurados (de maior elevação) vivem em outros mundos onde a matéria não gera interferência e alcançam a felicidade plena. Onde não há vaidade, ego, nem outros vícios terrenos, sendo estes espíritos livres de angústia e tormentos causados por faltas carnais.
          "A felicidade futura está para o homem em razão da soma do bem faz; a da infelicidade em razão do mal praticado e das infelicidades que tenham feito.”
Larissa de Iansã


terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Natureza das Penas e Gozos Futuros


Natureza das Penas e Gozos Futuros
           
              Dando continuidade ao estudo da quarta parte do livro dos espíritos, capítulo dois, falaremos agora sobre a natureza das penalidades e dos prazeres futuros.
             
              Após a morte, as penalidades dos atos são sentidos com maior intensidade, uma vez que a matéria não sente mais as sensações. Há aqueles que, por pura ignorância e falta de conhecimento não acreditam que seus atos terão consequências após o desencarne, mas isso não os impedirá de sentir.
              Existem diversas consequências para aqueles espíritos que de alguma forma prejudicaram alguém ou a si mesmo quando encarnados, mas a maior tortura para eles é não poder mais satisfazer seus vícios e pensar que estão condenados a sofrer essa aflição para sempre. Eles vêm a felicidade dos justos e a causa da sua infelicidade e compreendem sua culpa, fazendo disso seu martírio.
              O culpado de atos perversos é condenado a estar na presença de sua vítima como forma de castigo até que tenha reparado suas faltas em novas existências, enquanto esse dia não chega, é perseguido pelo arrependimento de suas atrocidades. 
               A felicidade dos bons espíritos consiste em compreender a felicidade do próximo sem invejar, não alimentar sentimentos ruins como ódio, ciúme e ambição. Especialmente, consiste em conhecer todas as coisas para que possa transmitir seus conhecimentos a outros espíritos na esperança de ajudá-los, dessa forma não fazer com que sua felicidade seja egoísta. Quando o desapego espiritual é atingido, o ser é livre do peso de seus atos condenáveis pois venceu as provas a que ele próprio se submeteu e então pode se unir a espíritos que desfrutam da mesma sensação.

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              Os espíritos perversos, por sua vez, procuram desviar do caminho do bem aqueles que são mais influenciáveis, encarnados ou não. No entanto, essa influência é maior sobre os encarnados pois são mais incentivados por paixões materiais, vícios e as coisas terrenas.
              Kardec questiona aos espíritos sobre a doutrina do fogo eterno, elas elucidam que o fogo remete ao símbolo da ação mais enérgica, sendo uma espécie de crueldade que os povos antigos imaginavam e que, ainda na contemporaneidade, alguns tomam como realidade. Os espíritos de luz ressaltam que não é necessário ter conhecimento do espiritismo para alcançar a elevação, mas a compreensão da espiritualidade ajuda o homem a ser melhor.
            Na Umbanda concordamos plenamente com esse raciocínio pois acreditamos que, independente da religião que se segue, o que assegura bom êxito no futuro é a prática do bem, do amor e da caridade. Qualquer caminho que nos conduza a prática do bem, é válido.
Larissa de Iansã