sexta-feira, 28 de setembro de 2018

As relações no além túmulo

As relações no além túmulo 

O presente texto abordará sobre AS RELAÇÕES NO ALÉM TÚMULO, tema constante no capítulo VI, do livro II do livro dos espíritos. Assim como todas as coisas criadas por Deus, a espiritualidade não é diferente. Os espíritos têm uma hierarquia e há entre eles uma subordinação de autoridade inevitável.  
No mundo espírita, há diferentes ordens segundo os méritos. Alguém que goze de poder na Terra poderá ser um servidor no plano espiritual. Como Jesus dizia: "quem se humilhar será exaltado e quem se exaltar será humilhado.” Podemos exemplificar  um soldado que no plano espiritual encontre seu general. De nada valerá a superioridade na existência anterior aqui na Terra, sendo que o título não é nada. A superioridade real é que vai fazer a diferença. 
Os espíritos se afastam ou aproximam-se de acordo com suas afinidades e semelhanças, assim como quando encarnados. Formam famílias se unindo pela simpatia e pelos propósitos do bem, pelo desejo de fazer o bem. E os maus vão se afastar dos bons pelo desejo de fazer o mal, pela vergonha de suas faltas e pelas dificuldades de se encontrarem entre os espíritos bons.


Assim como nas grandes cidades, eles formam grupos onde as virtudes ou os vícios vão separá-los. Os espíritos bons vão por toda parte e isso é necessário para usarem suas boas influências sobre os maus . Mas, as regiões habitadas pelos bons são interditadas aos imperfeitos, a fim de que não levem a eles suas imperfeições. Os espíritos bons como, por exemplo, os pretos velhos, caboclos e tantas outras entidades de luz, conforme presenciamos no universo umbandista, vêm em Terra  ajudar tanto encarnados quanto desencarnados . Essas entidades têm como missão auxiliar e combater as más influências dos espíritos imperfeitos, como os sofredores e quiumbas que muitas vezes tentam atrapalhar nossa caminhada e impedir nosso progresso espiritual . Diante disso, é comum nas giras de umbanda espíritos, que ainda necessitam de esclarecimentos para que um dia caminhem na Luz, se manifestarem e terem a oportunidade de receber conselhos e serem direcionados. 
A comunicação dos espíritos se dá através  do fluído universal, permitindo os espíritos corresponderem-se de um mundo ao outro, como uma espécie de telégrafo universal que liga todos os mundos. Os  espíritos sempre se veem e têm a capacidade de ver uns aos outros. Essa visão se dá através de um períspirito,  já que o espírito não goza de um corpo material.
No mundo espiritual, os espíritos que coabitaram em Terra, podem se reconhecer.  Um pai irá reconhecer seus filhos, parentes e amigos.  Esse reconhecimento  assemelha-se a uma leitura: A vida pretérita é lida e vemos aqueles que nela tiveram passagem.
A alma ao deixar seus despojos mortais levará algum tempo para reconhecer seu estado e sacudir o seu véu material. Só assim poderá ver os parentes e amigos que o precederam no mundo dos espíritos. O espírito do justo será muito bem recebido no mundo espiritual como aquele irmão bem amado que chegou de uma longa viagem.  Agora o do mal será recebido como desprezível. Os espíritos imperfeitos se sentem satisfeitos  ao verem a proximidade dos maus chegando, pois veem seres privados conforme eles o são.


Os espíritos dos parentes e amigos vão ao encontro daquele espírito  que chega como se estivesse  chegando de uma viagem  e eles o ajudam a se desprenderem dos elos materiais. Os espíritos adiantados serão recebidos pelos espíritos bons, enquanto os maculados  ficarão em um estado de isolamento ou cercados somente de espíritos iguais a eles, sendo isso  uma punição. Porém, isso não ocorre de forma definitiva, conforme os espíritos forem evoluindo. 
E como é aqui na Terra, os espíritos podem se reunir com amigos ou parentes  dependendo do grau de evolução que esses tenham atingido. Poderão sim ficar juntos em algumas circunstâncias, desde que tenham atingido o mesmo grau de evolução. Ao chegarmos ao outro plano,  além de podermos ser  recebido pelos nossos conhecidos em Terra, conforme nossa evolução espiritual, podemos  também quem sabe, sermos recebidos pelos nossos guias e mentores que trabalhamos na Terra conosco nos auxiliando. 



William Pink  de Obá  e  Carlos  de Oxóssi

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Escolha das Provas

Escolha das Provas

Tentando compreender o processo reencarnatório, Kardec, nas perguntas 258 e 259 do capítulo VI do livro dos espíritos, questiona quando o espírito toma consciência das provas que terá que experenciar em sua vida terrena. E a resposta dada pelos espíritos é que nada acontece sem a permissão de Olorum e que somos nós quem escolhemos cada uma das nossas provações, porém não se é possível prever os mínimos detalhes dessas provas. Será mais penosa ou mais fácil de ser superada, dependendo da nossa caminhada individual no planeta, de acordo com o curso da nossa vida e nossas ações.
Em seguida, a pergunta que se segue tem o intuito de compreender o arranjo das famílias, e a resposta dada é que cada um está onde deve estar. Aqueles que estão no seu grupo familiar têm a condição necessária para crescer, pois só é possível combater um mal estando de frente para ele. Por exemplo, para combater o vício é preciso que você esteja em um ambiente que te favoreça ao vício, para que assim possa ser superado. Portanto, um espírito não precisa passar por tentações de todas as naturezas para se libertar do orgulho e do egoísmo, aquele que desde o princípio seguiu o caminho do bem exime de sua jornada muitas provas, mas aquele que deixa ser levado pelo caminho das sombras passará por caminhos tortuosos para ser novamente levado ao encontro do Pai


A caminhada rumo ao progresso é como a do humanoide no processo de desenvolvimento até atingir a idade adulta. Quando pequeno, precisamos ser guiados pelos nossos pais, assim, quando o espírito ainda é simples e ignorante no princípio de sua existência, Zambi traça um caminho que devemos seguir e começamos nossa jornada. Com o passar do tempo e com nossas experiências, vamos adquirindo razão e, a partir daí, o nosso livre-arbítrio, nas escolhas das nossas experiências corpóreas, passa a ser decidido por nós mesmos.
O espírito,na erraticidade, escolhe suas provas de acordo com a natureza de suas faltas. Livre da ilusão do olhar da matéria, observando sua vida por uma perspectiva espiritual, o ser analisa todas suas experiências e assim as condições que quer viver na próxima existência carnal. Pode,  assim, experimentar através de privações para suportar com coragem, ou com tentações. Outros também buscam experimentar suas forças nas lutas em contato com o vício. 

Aqueles cujo senso moral está pouco desenvolvido e que escolhem suas provas para satisfazerem seus prazeres carnais, Zambi permite essa escolha. Por si só tomarão consciência e voltarão ao caminho do bem se resgatando através de uteis provações. 
Estamos em constante progresso. Quando desencarnamos, vemos a nossa existência com o olhar espiritual, e a partir daí começamos a traçar a nossa nova existência para aprimorar aquelas falhas que tivemos nessa caminhada. A primeira vista, é comum pensar que quando desencarnados, caso precisemos retornar, iremos escolher as provas menos penosas, porém vemos apenas do ponto de vista material. Na erraticidade, imploramos pela prova mais dolorosa assim como um doente opta por um remédio mais degradante a fim de curar-se prontamente. Pode também escolher provas que ainda não tenha condição de conquistar ou uma que não tire nenhum proveito, mas quando retorna ao mundo espiritual, pede outra para suprir o tempo perdido. Cada um segue um caminho, pois a caminhada é singular, por isso a diversidade existente no planeta. 
Um ser de um mundo inferior pode reencarnar na Terra tentando dar um salto na sua evolução, porém ficará deslocado no meio que vive por não ser compatível com seus instintos. 

Pode ocorrer também a inversão de papéis, em que uma pessoa que abusou sexualmente de outros escolha vir passar por situações da mesma natureza a fim de se purificar. Pode, também, um ser de maior grau de evolução, reencarnar em mundos menos desenvolvidos moralmente a fim de ocupar papel de influência e ajudá-los a progredir, como vemos Chico Xavier, Tereza de Calcutá, Gandhi, Mandela, Sai Baba, Sidarta Gautama (Buda), Confúcio, Francisco de Assis e o que marcou a era de peixes, o ser mais evoluído moralmente que já pisou no planeta Terra, Sananda Kumara mais conhecido como Jesus, o Cristo; entre outros. Esses vêm com o propósito da missão, e não de expiação ou prova.
Para melhor compreensão a respeito das escolhas do espírito na sua experiência corpórea faça a leitura das perguntas 258 a 273 do “Livro dos Espíritos” de Allan Kardec.
Axé a Todos!

Ryan de Oroiná

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Ensaio teórico da sensação nos espíritos

Ensaio teórico da sensação nos espíritos

O capítulo 6 do livro 2 do livro dos espíritos nos revela sobre um assunto intrigante e complexo que é como se dão as sensações nos espíritos. Afinal de contas, como não há corpo físico, não deve haver dor, certo? Veremos…
Relata-nos o texto que o corpo é instrumento da dor. A alma teria apenas a percepção da dor, sendo essa percepção o efeito da dor e não a causa. As lembranças da dor que a alma conserva, não têm ação física, mas podem também causar um sofrimento muito intenso e real. Nem o frio e nem o calor tem capacidade de desorganizar os tecidos da alma, não podendo esta se congelar ou se queimar. No entanto, é comum ver a recordação ou apreensão de um mal físico produzirem efeito, como se esse mal fosse atual e real.  Sabemos que, tanto na vida humana quanto no mundo dos espíritos, o medo de sofrer causa efeitos, como deixar de realizar algo, deixar de buscar um objetivo ou sonho. O medo de sofrer limita. Da mesma forma acontece com o trauma de um sofrimento passado, que se o espírito ou pessoa se fixa naquela mesma ideia é impossível superar e voltar a evoluir. Isso fica claro ao se ter contato com espíritos umbralinos, os quais muitos não conseguem sair do umbral devido à fixação em seus remorsos e traumas do passado. Existem pessoas que amputaram um membro de seu corpo e ainda assim conseguem sentir dor naquele membro que não existe mais. Isso seria impossível, já que o ponto de partida da dor já não existe. Essa dor não é nada mais do que as impressões que o cérebro guardou dessa dor. Um estudo aprofundado sobre o perispírito e sobre os espíritos que desencarnam quando ainda estão muito ligados à matéria nos traz luz sobre esse assunto.


O perispírito é a matéria que une o corpo ao espírito, é denominado, muitas vezes, como quintessência da matéria. É o princípio da vida orgânica, mas não o da vida intelectual que é própria do espírito. Além disso, é também agente das sensações exteriores, a quem os órgãos servem de condutos, onde se localizam as sensações. Quando não há mais corpo, essas sensações se tornam gerais. Isso pode ser identificado nos relatos dos sofrimentos dos espíritos, que não dizem sofrer da cabeça ou dos pés, por exemplo. O espírito livre do corpo pode sim sofrer, mas esse sofrimento não é corporal e nem exclusivamente moral(como o remorso) uma vez que existem queixas de espíritos sobre frio e calor. No entanto, já foram vistos espíritos atravessando até mesmo chamas, sem que experimentasse nenhuma dor. Desta forma fica claro que a temperatura não causa mal algum neles. A dor que sentem não é física, é como uma lembrança que ainda está impregnada na memória. Existem outros aspectos a serem analisados a seguir.
Quando ocorre a morte, o perispírito se desprende mais ou menos lentamente do corpo. Enquanto existir essa ligação com o corpo, o espírito ainda não compreende o que está acontecendo, não entende que está morto. Há relato de suicidas que diziam sentir os vermes roendo seus corpos, isso ocorre porque o elo entre o corpo e o espírito, o perispírito, ainda  não se  desprendeu do corpo, sendo capaz de transmitir essa sensação para o espírito, mesmo sabendo que os vermes não roíam seu espírito e perispírito, mas somente seu corpo físico.
 Durante a vida, as impressões exteriores são transmitidas para o espírito através do perispírito. Quando morto, o corpo já não sente nada, já que não existe com ele nem o espírito e nem o perispírito. O espírito, desprendido do corpo, ainda experimenta a sensação, mas como essas sensações não são enviadas através de uma parte sensorial limitada(como órgãos e membros) essa sensação é geral, não sentindo dor em uma parte específica, apenas sentido dor sem saber precisar em que parte. Como o perispírito é apenas um agente transmissor, se este pudesse existir sem estar ligado ao espírito, ele nada sentiria, exatamente como o corpo que já morreu. Seguindo esse raciocínio, percebe-se que se o espírito não tivesse perispírito, os estímulos não chegariam a ele, sendo impossível qualquer sensação dolorosa. É o que acontece com espíritos completamente purificados, quanto mais eles se purificam, mais seus perispíritos  tornam-se sutis, se eterizam. Desta forma, diminuindo também cada vez mais a influência material nestes e, consequentemente, diminuindo as sensações.


Tendo chegado às conclusões do parágrafo anterior, nos vem outro pensamento à cabeça: se os espíritos puros se desligam da matéria e se tornam incapazes de sentir dor, eles também deveriam deixar de sentir as boas sensações. E assim o é, eles não conseguem sentir o cheiro das flores ou ouvir o som de uma música. No entanto, eles têm outros tipos de percepção que são incompreensíveis para nós. A nossa ciência ainda não é capaz de estudar e entender algo tão profundo da espiritualidade. No Espírito, há percepção, sensação, audição, visão. Sabemos que essas faculdades são atributos de todo o ser e não de apenas um órgão como nos homens, mas de que modo ele as têm? É impossível saber com o nosso desenvolvimento atual, nem a nossa linguagem é sofisticada o suficiente para que os espíritos possam nos dizer algo sobre isso.
Quando se diz que os espíritos são inacessíveis às impressões da matéria, nos referimos ao espíritos que já são muito elevados. Os espíritos que possuem o perispírito mais denso conseguem sentir nossos cheiros e sons. No entanto, percebem essas sensações em todo seu espírito e não apenas em uma parte do corpo (nariz ou ouvidos, por exemplo) como era quando estavam encarnados. Eles conseguem também ouvir a nossa voz, mas nos compreendem sem que digamos uma palavra, somente pela transmissão de pensamento. Quanto à vista, para o espírito independe da luz, como é com os encarnados. A faculdade de ver é própria do espírito, para o qual a obscuridade não existe.
Ao passarem de um mundo para outro, os espíritos mudam de envoltório, da mesma forma como mudamos de roupa quando está frio ou calor. Quando vêm nos visitar os mais elevados se cobrem com o perispírito denso da terra e então suas percepções tornam se como nos espíritos mais densos. Todos os espíritos, porém só ouvem e sentem aquilo o que querem sentir. Como não existem órgãos sensitivos, conseguem tornar ativas ou nulas suas percepções. Só não conseguem desativar a audição, principalmente quanto aos conselhos dos espíritos mais elevados. A visão também é sempre ativa, mas um espírito superior consegue se tornar invisível aos olhos de outro menos evoluído. Quando o espírito desencarna, sua visão é turva e confusa, vai se apurando à medida que este se desprende até alcançar a nitidez que tinha durante a vida terrena. Quanto a conseguir ver através do passado e futuro, isso depende do grau de pureza e elevação do espírito.
Muitos podem dizer que este texto causa grandes aflições em quem o lê, uma vez que no senso comum, pensa-se que quando há o desencarne o espírito passa a descansar, sem que haja sofrimento. É verdade, o nosso sofrimento pode durar muito tempo além da morte, por outro lado é possível deixar de sofrer até em vida, trabalhando pela nossa evolução espiritual e consequentemente tornando nosso perispírito mais sutil. 
Os sofrimentos que passamos na Terra são de grande maioria devido a nossa vontade. Se voltarmos na origem de cada um deles, veremos que a maior parte deles são efeitos de causas que poderiam e deviam ter sido evitadas. A enorme maioria dos males e enfermidades do homem tem origem em seus excessos, sua ambição e em suas paixões. Se não abusássemos de nada seríamos poupados de muito sofrimento. Da mesma forma acontece com o espírito, as tribulações por que passa são consequência do modo em que viveu enquanto encarnado. Os sofrimentos não são mais os mesmos, não são devido a doenças, mas serão novas dores que nada ficarão aquém destas. Como o laço com a matéria é a raiz do sofrimento do espírito, é possível ir trabalhando para desfazer esse vínculo mesmo encarnado. Dome suas paixões animais, não alimente ódio, nem inveja, nem ciúme, nem orgulho. Não se deixe dominar pelo egoísmo, purifique-se, nutrindo bons sentimentos, pratique o bem, não ligue às coisas deste mundo importância que não merecem. Desta forma, embora ainda encarnado, já estará depurado, estará liberto da matéria quando desencarnar e desta forma não sofrerá.


Para esse estudo Kardec interrogou e acompanhou milhares de espíritos recém desencarnados, de todas as classes e posições sociais, e foram os homens mais vulgares que forneceram os melhores elemento para o estudo. Foi possível notar que os sofrimentos tinham relação com o proceder que tiveram e as consequências que experimentavam e que a  vida pós-morte é uma libertação para aqueles que trilharam um bom caminho.  Desta forma, fica claro que os que sofrem, sofrem porque escolheram isso de acordo com suas opções de vida, assim só de si mesmo devem queixar-se, tanto em vida como também após o desencarne.
A Umbanda é uma religião espiritualista, portanto este ensinamento aqui explanado se aplica a nossa querida religião, posto que é assunto comum às religiões espiritualistas.
Axé.


Ricardo de Ogum Matinata

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Percepções, Sensações e Sofrimento dos Espíritos

Percepções, Sensações  e Sofrimento dos Espíritos

O presente texto abordará sobre PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DO ESPÍRITO, assunto constante no capítulo VI, do livro II do livro dos espíritos.  As perguntas feitas no livro são em relação a quais tipos de sentimentos o espírito é capaz de sentir e a comparação com os nossos sentimentos, seres encarnados.
Os espíritos possuem percepções comuns às nossas e algumas que não possuíam quando encarnados. A inteligência é de cada espírito, porém se manifesta de forma mais livre quando se está desencarnado, sem matéria interferindo. Os espíritos, quanto mais forem elevados, mais conhecimentos possuem, porém espíritos inferiores são praticamente “ignorantes” em todos os assuntos, fazendo assim que não  tenham mais conhecimentos que nós encarnados.


Os mesmos não compreendem a passagem do tempo como nós, para eles séculos são apenas instantes que desapareceram na eternidade. Em muitas perguntas, Kardec deixa claro que conhecer o passado ou o futuro, faz com que torne aquele momento o presente. Como no mundo espiritual não possui a matéria, é mais “fácil” o acesso ao passado ou ao futuro, porém tudo depende da sua evolução e proximidade com Deus. Isso não faz com que ele tenha permissão para revelar ou para conhecer completamente tudo o que lhe acontecerá, pois isso cabe ao Pai maior. Na Umbanda, as entidades deixam claro que a percepção de tempo no mundo espiritual  é distinta da nossa, porém necessitamos dessa assimilação terrena de tempo devido à evolução a qual estamos aqui para alcançar. 
Somente espíritos superiores veem e compreendem Deus e é através deles que Suas ordens e orientações são transmitidas. Os inferiores apenas sentem e tentam adivinhar. Então, quando uma coisa não deve ser feita ou dita, eles apenas sentem uma advertência invisível que os inibem de fazer. Isso é o que nós encarnados chamamos de intuição. 


Sobre os sentidos, os espíritos são capazes de ver e ouvir mais distintamente, pois penetram onde nós não conseguimos. Conhecem nossos sofrimentos físicos e necessidades por já os terem vivido, mas não possuem mais nenhum dos dois. Então, quando os espíritos se queixam de algum deles é apenas uma lembrança do que sofreram encarnados e assim o dizem como forma de comparação a fim de demonstrar a situação na qual se encontram. O sofrimento real dos espíritos são angústias morais, que o torturam muito mais que sofrimento físico. 
Podemos perceber que há dentro do imenso universo de trabalhadores da Umbanda, espíritos Superiores e elevados que servem como um canal transmissor dos ensinamentos de Olorum, nos auxiliando nessa caminhada, a fim de torná-la menos árdua. 



Maria de Ogum Beira-Mar

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Mundos Transitórios

Mundos Transitórios

Os mundos transitórios, assunto tratado no Livro dos Espíritos, em sua Parte Segunda, Capítulo VI, perguntas 234-236, são mundos onde os espíritos errantes podem se abrigar temporariamente, a fim de descansarem de uma extensa erraticidade muitas vezes árdua e também para se instruírem.
Todos sabemos que existem várias moradas, então, até mesmo para os Espíritos errantes existem mundos para repousarem da vasta erraticidade a que tenham se subordinado. A seleção para o mundo em que serão agrupados é feita de acordo com a afinidade que eles possuem. 


A nível de conceituação, temos que: Erraticidade é o intervalo em que um Espírito errante aguarda para uma nova encarnação, é o período destinado ao seu descanso temporário e à espera de evolução para uma nova reencarnação. Espíritos errantes são àqueles desencarnados que precisam de outra encarnação para se aperfeiçoarem. Espírito puro é aquele que já atingiu a perfeição e por isso não precisa mais reencarnar. Transitórios, porque a permanência dos Espíritos nos mundos transitórios é temporária e não definitiva.
Importante frisar que os mundos transitórios são habitados apenas por espíritos com o seu perispírito. Estes espíritos têm o livre arbítrio para se deslocarem para onde quiserem ir, dependendo do seu grau de evolução. Ainda, vale ressaltar que a erraticidade não é sinal de inferioridade espiritual, é apenas um estado transitório a que todos os Espíritos podem se submeter devido a não apresentarem perfeição.
No conhecimento da doutrina dos espíritos, existem seis mundos classificados: primitivos, de provas e expiações, de regeneração, felizes, celestes e os transitórios. O que importa é que todos eles existem e estão disponíveis e aptos a receber quem deles necessite. Diferenças existem quando mudamos de um plano para outro. Ser melhor ou pior depende incondicionalmente de cada um em particular, principalmente, no ato de buscar aprendizados para a evolução. Cabe a cada um começar a preparação para mudanças, para o novo, e compreender que estas mudanças são necessárias para a evolução, e, principalmente, que evoluir é preciso. 


“As condições de todos os mundos são temporárias, como as condições íntimas de todos os Espíritos, porque constantemente estamos mudando de costumes, exigidos pelo progresso. Somente Deus tem uma estabilidade. Ele foi, é e sempre será o mesmo, naquilo que D’ele conhecemos.” (Comentário do Espírito Miramez na obra “Filosofia Espírita).
Buscando relacionar o assunto aqui abordado em um contexto umbandista, infere-se que na Umbanda existem inúmeros espíritos trabalhadores, e que não cabe a nós saber o grau evolutivo de cada um. Porém sabemos que há espíritos de alto grau evolutivo, espíritos puros que não mais se encontrarão no estado errante. 
Sabemos que há Entidades que habitam as chamadas colônias espirituais, dependendo de sua roupagem fluídica, como por exemplo: Aruanda, Cidade da Jurema, etc. Assim como o espiritismo, a Umbanda através das Entidades que se manifestam, concorre para o desenvolvimento e evolução espiritual e moral de cada um em particular, então, já que existem os mundos transitórios e a erraticidade, a Umbanda defende a existência destes mundos e a necessidade de se passar por eles para a evolução. 



Márcia de Oxóssi

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Espíritos Errantes

Espíritos Errantes

Continuando o estudo, iniciaremos o Capítulo VI do livro II do livro dos espíritos de Allan Kardec, Da vida Espírita, onde o texto de hoje abordará sobre ESPÍRITOS ERRANTES. Iniciam-se indagações referentes à reencarnação, ao tempo gasto para que a alma retorne ao meio material e sobre a obrigatoriedade do espírito encarnar repetidas vezes. Entende-se que não há um tempo fixo para reencarnação podendo ser de imediato ou mediato, dependendo da necessidade. 
A alma durante esses intervalos fica à espera por um novo destino. São denominados de espíritos errantes aqueles que não alcançaram o último grau de perfeição, vivem em busca da evolução e necessitam reencarnar. Os intervalos podem ser, para cálculo na terra, considerados como horas ou milhares de séculos. Não há limitações e sim a avaliação da necessidade de espera, mas nunca em estado perpétuo. A durabilidade desse estado de espera vai depender do livre arbítrio do espírito. Alguns entendem como punição divina, outros preferem o prolongamento, pois podem adentrar em estudos que só lhe são permitidos mais afundo neste estado.


Os espíritos errantes podem ser de vários graus, não sendo inferiores por estarem classificados dessa maneira, considerando que a encarnação é algo transitório. Dando continuidade, espíritos errantes estão aguardando a reencarnação e os espíritos puros são aqueles que não precisam reencarnar e encontram-se em estado definitivo.
Tratando-se das qualidades dos espíritos, seguem diferentes ordens e graus, pelas quais vão passando até encontrar o estado definitivo, a purificação. Os errantes buscam evoluir no meio espiritual até encarnarem e os encarnados buscam a evolução no meio material, corrigindo vícios e falhas. O estudo é um meio de buscar a evolução, e desta maneira esses espíritos conseguem evoluir, com a ajuda de conselho de espíritos puros, mas é no meio material que isso será colocado em prática.
Quanto ao questionamento sobre os sentimentos humanos, os espíritos puros mantêm apenas os sentimentos bons e os inferiores pesam pelas negativas, por isso podem demorar a evoluírem e se encaixarem no de primeira ordem, caso insistam nesses sentimentos. 
Esses espíritos errantes não vivem necessariamente na tristeza no tempo de espera. Podem tomar sentimentos baixos em uma essência para querer procurar a mudança e se desapegarem de excessos que adquiriram durante encarnações. Nem sempre esse espírito é mandado para o mundo material à sua própria vontade, sendo isso uma punição e na verdade também é uma maneira de se redimir dos seus erros.


A ida a todos os mundos durante a espera da encarnação não é algo vedado aos espíritos errantes quando os mesmos conseguem durante a vida terrena se elevar. Caso ainda não conseguiram se desprender da matéria, pertencem ao mundo em que encarnaram ou a algum de mesmo nível. Então, até que tenha essa desvinculação, continuarão buscando ligações do período encarnado. Aqueles purificados frequentam os mundos inferiores para auxiliar espíritos no progresso. Caso contrário, estariam perdidos.
Na Umbanda, que segue também ensinamentos da doutrina espírita, vemos a presença de espíritos errantes quando, por exemplo, há a ocorrência de puxadas, onde é necessária a  doutrinação  daqueles espíritos que necessitam encontrar a luz.
Em se tratando da hierarquia dos espíritos trabalhadores de Umbanda, não nos é permitido  saber exatamente sobre o assunto , porém sabemos que existe, visto que é uma religião que acolhe inúmeros espíritos que almejam evolução. Dentre esses espíritos pode haver aqueles que ainda sejam errantes, isto é, que aprendem na religião, juntamente com aqueles mais evoluídos, para posteriormente reencarnarem. 


Lara de Ogum Iara



sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Considerações sobre a pluralidade das existências

Considerações sobre a pluralidade das existências  

O Capítulo 5 do Livro dos Espíritos nos serve como abastecimento maior para aprofundarmos na pluralidade das existências. Estudando este capítulo, podemos ajudar pessoas que não têm o conhecimento doutrinário necessário para crer na lei da reencarnação, por ausência de entendimento sobre o assunto. 
Pluralidade das existências, conforme desmembramento da palavra, significa: plural – mais de um, então, nada mais é que várias possibilidades de um Espírito retornar a outros corpos, na finalidade de evolução. Compreende então a reencarnação dos Espíritos
Reencarnação é a misericórdia divina, a chance de melhorar, o amor do Criador que nos dá, a segunda chance para a nossa própria evolução.” (Pai Manoel de Aruanda, pelo Médium Ryan de Oroiná). 
“Nenhuma ovelha do meu rebanho se perderá”. Sendo assim, Olorum não deixa de assistir nenhum de seus filhos. Ele dá a possibilidade de reencarnar para corrigir os atos até se alcançar a evolução, o reflexo do nosso Criador é seguir fielmente os preceitos éticos, morais e os constantes da lei divina. 


A pluralidade das existências, aqui defendida, difere da unicidade das existências corpóreas. Enquanto a primeira sustenta a evolução através de sucessivas reencarnações do Espírito em outros corpos, acumulando conhecimentos e ficando tudo armazenado no corpo espiritual, a última defende que não há necessidade de acumulação de conhecimentos a serem lembrados nas outras encarnações, nem de evolução particular, começando-se sempre do início a cada desencarne, isto é, a cada concepção é criada uma nova alma. Por isso, várias pessoas, não tendo conhecimento do objetivo da pluralidade das existências, veem a reencarnação como uma punição. Muitos dizem que não querem voltar à Terra para não ter que passar tudo novamente, pois não enxergam a reencarnação como um gesto misericordioso do Criador, que possibilita a nossa evolução espiritual. 
A umbanda preza pela evolução individual, portanto, defende a pluralidade das existências. 
Muitos discutem sobre a questão da reencarnação ser benéfica ou não, conforme a condição material que determinados Espíritos são colocados. Quando alguns Espíritos reencarnam em uma matéria onde o indivíduo tem menos recursos financeiros e passa por dificuldade de sustento, indagam que o Criador o fez vir à Terra para sofrer, quando na verdade, vieram à Terra para aprender a trabalhar a humildade e aceitar ajuda de quem tem condições de oferecer, contribuindo assim para a evolução. 
Antes de reencarnarmos novamente, o Criador não pede permissão para colocar-nos em uma situação de vida com mais ou menos condições. Ele nos coloca em uma situação onde temos a oportunidade de aprender aquilo que precisamos para nossa evolução e cabe a cada um ter esse entendimento para a própria evolução.


Portanto, a cada reencarnação temos um ou vários aprendizados, onde quando encarnamos novamente não nos lembramos de nada, mas, com os acontecimentos do presente, vão surgindo as ideias inatas ou intuitivas que nada mais são do que nossa evolução contínua que ficam armazenadas no corpo espiritual. Sempre achamos que esquecemos tudo ao reencarnarmos novamente, quando na verdade está tudo guardado em nosso corpo espiritual, que se estende com a pluralidade das nossas existências. No capítulo 5, Kardec faz várias perguntas onde nos comprova as pluralidades e nos explica que com as consecutivas existências tem-se a Justiça de Deus, onde nenhum espírito escapa da Lei do Progresso e tem todo seu merecimento. 
Explica, também, diante de um versículo (Mateus 17:9 a 13) que os ensinamentos dos Espíritos são cristãos, apoiados na Justiça de Deus  na imortalidade da alma, das penas, recompensas, livre arbítrio do homem. Esse capítulo vem nos aprofundar sobre as pluralidades das existências para que possamos entender melhor a finalidade de tal, pois é essa Doutrina que nos explica cada coisa que passamos em nossas vidas, sem ela seria inexplicável. Com essa doutrina, conseguimos enxergar o amor do nosso Criador, a misericórdia que o mesmo nos concedeu para que possamos sempre sermos melhores, lembrando que sempre devemos ser melhores para nós mesmos e nunca melhor que o outro, pois todos estamos na Terra com o mesmo propósito de evolução. Kardec nos deixa a certeza sobre tal assunto com o Evangelho de João 3:3 a 7:
“ 3 Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.
4 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus, O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.”
Na Umbanda, acreditamos na Doutrina das pluralidades das existências, onde aprendemos a cada reencarnação até alcançarmos nosso grau de evolução. Os guias do nosso terreiro, seres de Luz, são nossos exemplos disso, sempre nos contam histórias de vidas passadas onde aprenderam sobre humildade, paciência, caridade e etc. Eles vêm sempre para nos ajudar no que estamos precisando evoluir, nos mostrando o lado bonito da vida quando muitas vezes só enxergamos o ruim ao pensarmos que nosso Criador nos trouxe até a Terra para sofrer. As maiores dores de muitos Espíritos encarnados são o orgulho e o egoísmo. Nenhum espírito tem o regresso, sempre avançam ou ficam parados na evolução, e infelizmente muitos ficam parados em suas evoluções por não deixarem o orgulho e egoísmo de lado. Também nos falta caridade e compaixão.


“O Espírito é consciência Divina, Olorum criou todos do mesmo jeito, somos pedras brutas e vamos nos lapidando com as pluralidades das existências. O Espírito não volta, apenas avança. É necessário reencarnar para aprender e colocar na bagagem de progresso o aprendizado e utilizar dele para conseguir alcançar o reflexo do Criador.” – (Pai Manoel de Aruanda, pelo Médium Ryan de Oroiná). 
Todos estamos na Terra em busca da nossa evolução, em busca de conseguirmos nos lapidar, e é o que a Umbanda nos traz, a evolução individual. Lembre-se sempre de ter a humildade ao ouvir o Guia que está ali para te ajudar nessa caminhada.
Axé! 

Karol de Xangô e Pai Manoel de Aruanda, pelo Médium Ryan de Oroiná

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Ideias inatas


Ideias inatas

As perguntas feitas no Capitulo IV da Segunda Parte do Livro dos Espíritos são relacionadas às ideias inatas. Para melhor entendimento, precisamos saber o que são essas ideias.
As ideias inatas são vagas lembranças dos conhecimentos, das virtudes e dos aprendizados que os espíritos trazem de encarnações passadas. Elas não são reconhecidas como quiméricas (fantasia, imaginário), pois o Espirito, ao reencarnar, reflete uma imagem do que foi antes, mas às vezes para sua evolução, precisa seguir novos direcionamentos. Partindo da premissa que os espíritos são imortais, as ideias inatas das vidas passadas não são perdidas. Quando libertos da matéria têm total lembrança e ao reencarnar lembram apenas das necessárias para sua evolução naquela vida.


As reencarnações sucessivas nem sempre têm conexões umas com as outras, porque o Espírito pode ter uma grande evolução no intervalo entre uma e outra.
Alguns indivíduos apresentam certos dons sem estudo prévio, tendo como origem a vivência passada, mesmo não tendo consciência de onde ela provém.
Quando a faculdade é empregada de forma errada em uma encarnação, ela pode ficar adormecida na próxima, para o espírito exercer outra que não se relaciona com ela, conforme a necessidade de evolução espiritual.
Na pergunta número 221, Kardec questiona sobre o conhecimento do espírito em relação à existência de Deus. Os espíritos respondem que ao reencarnar, essa lembrança é conservada, porém, o orgulho existente no encarnado, faz com que aquele conhecimento, aquele sentimento sobre Deus seja abafado, causando um pouco de esquecimento.
Correlacionando com nossa Umbanda, os guias nos ensinam que, apesar de todo acontecimento servir como aprendizado e evolução, devemos absorver e guardar para nós apenas o que for bom. Coisas negativas devem ser esquecidas para dar espaço para outras virem. Não devemos perder a fé e nem deixar que o orgulho faça com que esquecemos que existe um Ser superior que nos ama e quer nosso bem.

Karine de Nanã

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Parecenças físicas e morais


Parecenças físicas e morais

 O Livro dos Espíritos, em sua Parte Segunda, Capítulo IV, traz toda a compreensão e entendimento, por meio dos questionamentos e respostas, sobre o que são as semelhanças físicas e morais.
Os pais transmitem muitas vezes a seus filhos a semelhança física, eles também transmitem alguma semelhança moral?
A primeira parte do questionamento é uma afirmação, visto que os pais transmitem muitas vezes aos seus filhos a semelhança física, como: a cor do cabelo, a cor dos olhos e a estatura. 
E a semelhança moral também é transmitida?
A semelhança moral se relaciona ao nosso caráter, ao nosso comportamento e às nossas atitudes. A resposta é não, porque se trata de almas ou Espíritos diferentes. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito. Entre os descendentes das raças, nada mais existe do que consanguinidade.
Temos os laços de sangue que nos unem, mas cada um de nós é um ser único, um espírito, por isso que o caráter, o comportamento não será transmitido. Já trazemos de outras vidas características o nosso comportamento.


Os espíritos dos pais têm influência sobre o do filho após o nascimento? 
Há uma influência muito grande. Os pais têm um compromisso muito grande de auxiliar na mudança daquilo que não é bom e de encaminhar os filhos para o bem para terem uma vida de comprometimento e responsabilidade.
Como é que nós vamos moldar o caráter de uma criança? 
Através do exemplo e também percebendo o seu comportamento, observando o comportamento dos nossos filhos podemos orientá-los da melhor maneira possível.
O homem conserva, em suas novas existências, os traços do caráter moral das existências anteriores? 
Isso pode ocorrer, mas quando ele melhora, ele muda. Em uma vida pode ter sido um espírito orgulhoso e mal, e ao melhorar, pode tornar-se um espírito humilde.
Os guias nos ensinam que moldando nossos sentimentos podemos mudar esse caráter de quando nós chegamos a Terra. Podemos mudar nos tornando mais afáveis, compreensivos,desenvolvendo assim os bons sentimentos, as boas ideias, as boas ações, a parceria dentro de casa, o respeito com os mais velhos, a atenção no outro, o diálogo, a paciência, pois, muitas vezes nós temos é que mudar as nossas atitudes.
Vovó Catarina sempre me diz: Busque dentro de si “quem realmente tu és” , e seja bem vindo às mudanças…

Káh de Oxóssi