terça-feira, 27 de abril de 2021

Os pontos cantados

                                                         

    Os pontos cantados


    Desde o princípio da humanidade, podemos observar a música como uma ferramenta de manter o contato com o divino, como exemplos podemos citar a Igreja Católica, com seus diversos cânticos, hinos e louvores aos santos, anjos e demais entidades espirituais. Os evangélicos têm seus louvores e suas bandas Gospel. Religiões orientais se utilizam de mantras, que são combinações de letras que vibram no Astral. Na Umbanda e nos cultos Africanos, nós temos os pontos cantados.    

    Os pontos cantados são preces entoadas para os orixás e guias espirituais. Através dos pontos conseguimos entrar em conexão com o mundo espiritual, nossa voz passa a vibrar aquilo que o ponto cantado nos passa e o que sentimos quando cantamos. Devem sempre ser cantados com respeito e amor, de maneira ordenada e de acordo com a necessidade do trabalho. Durante os atendimentos, quando se canta os pontos, forma-se uma egrégora que ajuda na realização e manutenção da gira, por exemplo, quando ocorre a defumação deve-se cantar pontos de defumação, pois irão potencializar o poder de limpeza das ervas e ajudar na concentração dos médiuns presentes, auxiliando o trabalho que está sendo feito.

    Além de ajudar a criar o ambiente propício para os trabalhos, os pontos cantados ajudam na sustentação energética da gira e auxiliam o processo de incorporação, facilitando a concentração do médium. A batida do atabaque e os cantos induzem o cérebro a emitir ondas facilitadoras do transe mediúnico. 



    A primeira tenda de Umbanda, de Pai Zélio, não utilizava instrumentos, apenas palmas e cantos para sustentação energética da gira, e ainda hoje algumas casas umbandistas seguem a mesma linha. Da mesma forma, é possível observarmos alguns templos onde não se faz uso de instrumentos músicas e nem palmas, onde a sustentação energética se dá através dos cantos como é o caso do culto do Catimbó de Jurema e terreiros que praticam o mesmo. 

    Quando uma entidade ensina um ponto aos membros do terreiro, este ponto é chamado ponto raiz, e não deve ser modificado, pois possui uma ligação direta com o guia que o transmitiu. Muitas vezes sequer lembramos desses pontos ao final das giras, pois eles foram entoados por um motivo em especial (uma mironga, uma louvação da entidade a determinado orixá).

    Os pontos têm sua classificação, objetivo e momento para serem entoados. Não podemos canta-los aleatoriamente, devemos saber qual tipo deve ser cantado em cada momento da gira. Por exemplo, cantar um ponto de Iansã na gira de pretos-velhos, sem que o ponto tenha sido solicitado por alguma entidade que esteja realizando um trabalho específico, pois desentoará energeticamente, uma vez que a energia predominante em uma gira de pretos-velhos é a do orixá Obaluaê.

    Os pontos canados podem ser classificados em:

·  Hinos: Cantados na fundação de um terreiro ou em outra ocasião especial.

· DefumaçãoCantados na hora da defumação para potencializar o poder das ervas e auxiliar na limpeza energética.

· Abertura: Cantados para dar início aos trabalhos da casa.

· Batimento de cabeça: Cantados no momento em que os médiuns saúdam os guias e orixás diante do congá, batendo a cabeça.

· Firmeza: Cantados na hora de saudar e pedir licença aos orixás regentes da casa.

·  Chamada: Cantados para que aconteça a incorporação dos guias nos médiuns.

· Sustentação: Cantados durante os trabalhos das entidades, eles vão manter a sustentação energética da linha que está trabalhando. Esses pontos englobam a maioria que é cantada no terreiro e, geralmente, falam sobre algum guia (sua história, onde ele mora, como ele trabalha, etc).

· Subida: Cantados para que aconteça a desincorporação dos guias.

· Encerramento: Cantados quando termina a gira.

· Descarrego: Cantados durante os trabalhos de descarrego que as entidades fazem nos consulentes e médiuns da casa.

·Sacramentos: Cantados em ocasiões especiais como amaci, batismo, casamento, etc.

· Visitas: Cantados para receber, saudar e se despedir de um visitante ou de um terreiro visitado.

· Cruzados: Pontos que citam mais de um orixá ou entidade.

 

Salve a curimba! 

Layla de Omolu

terça-feira, 20 de abril de 2021

A Curimba

 A Curimba

    Quando se fala em curimba, refere-se ao grupo de médiuns responsáveis pelos cantos e toques dos instrumentos dentro do terreiro. A importância do trabalho da curimba nem sempre é reconhecida, principalmente por médiuns que não compreendem as energias do terreiro. Sem a curimba, a sustentação dos trabalhos seria mais difícil, sua função é louvar os Orixás e os guias de luz através dos pontos cantados e do toque dos instrumentos, mantendo sempre a energia para o bom andamento dos trabalhos.

    Cabe a curimba movimentar a energia vinda do congá, distribuindo-a pelo terreiro, potencializando, através das ondas sonoras, as vibrações e dissolvendo as energias negativas, criando assim um ambiente propício para os trabalhos que serão realizados. Seus integrantes devem cantar, bater palmas e tocar do início até o encerramento da gira para manter a vibração dos trabalhos e impedir que ela flua de maneira diferente da necessitada naquele momento. Qualquer desequilíbrio na energia pode atrapalhar a concentração dos médiuns incorporados, atrapalhando também o trabalho como um todo.

    A curimba auxilia na concentração e no foco dos médiuns de incorporação através dos toques e cantos que irão envolver suas mentes, ajudando na alteração de consciência e na criação de uma atmosfera psíquica positiva para os trabalhos. É também um grande polo movimentador, potencializando a energia que vem do congá.

    O curimbeiro deve estar sempre atento à sua função para evitar confusões que poderão atrapalhar o andamento dos trabalhos durante a gira. Pensamentos e emoções alheios podem gerar um contrafluxo energético, afetando negativamente os atendimentos. O fluxo de energia emanado pela curimba deve ser sempre ordenado e constante. 

    Assim como os instrumentos que compõem a curimba, os seus integrantes também vão emanar energia. Por essa razão, é de extrema importância que o médium da curimba se monitore no decorrer do seu dia a dia e, principalmente, dias de gira. Durante a semana devem fazer suas firmezas, orações, vigiar os pensamentos, ações e palavras, sempre prezando pela paz e equilíbrio. Nos dias de gira o curimbeiro, assim como todos os integrantes da casa, devem se manter serenos, cumprir os preceitos e chegar mais cedo no terreiro para entrar em contato com as energias ali presentes. Caso o médium chegue agitado, ele deve se sentar, acalmar seus pensamentos, meditar, reestabelecer o equilíbrio e adequar sua vibração.



    É importante também fazer uma oração individual aos Orixás que regem os atabaques e os demais instrumentos, aos guias chefes do terreiro e aos guias que auxiliam na curimba, pedindo proteção e auxílio para os trabalhos que serão realizados. Todos esses cuidados são importantes pois a partir do momento em que se iniciam os trabalhos, os médiuns presentes irão emanar todos os sentimentos e emoções contidos dentro de si.

    Se o médium está vibrando raiva, ansiedade, tristeza, desânimo, todos esses sentimentos serão emanados para o restante do terreiro, isso causará desequilíbrio na energia da gira e irá atrapalhar os trabalhos que estão sendo realizados. Por isso é tão importante que os curimbeiros sempre executem sua função com amor, gratidão e felicidade, para que possam emanar boas vibrações e contribuir positivamente para o resultado dos atendimentos.

Alguns dos instrumentos que podem compor a curimba são:

· ATABAQUES: Tambores compostos de madeira, aros de metal e couro animal. Geralmente são 3 e podem ser tocados com as mãos ou com varetas feitas de madeira, chamadas aguidavis. São tocados pelo ogã ou atabaqueiro (a).

·   AGOGÔ: Seu nome em iorubá significa sino. É formado por uma campânula dupla feita de metal ou cocos, dotada de um cabo. É tocado com uma baqueta de plástico, madeira ou metal. Seu ritmo vai variar e seguir o ritmo dos atabaques. Existem agogôs com 3 ou mais campânulas.

· GANZÁ: Chocalho elaborado por um pequeno tubo fechado com sementes em seu interior. Também conhecido como amelê.

·  CAXIXI: Chocalho composto de fios de junco trançados com sementes ou conchas, em seu interior, cujo fundo é feito de couro ou pedaço de cabaça.

· AFOXÉ: Cabaça redonda que se afunila para formar o cabo. Tem contas de plástico trançados em sua volta amarradas por fios.

·  XEQUERÊ: Também feito por uma cabaça, porém maior que o afoxé, transmitindo assim um som mais forte.

· PANDEIRO: Geralmente são de formato circular, mas podem ter outros formatos. Ao redor do aro, enfiados em seus intervalos, existem platinetas duplas de metal. Pode ser tocado com a palma da mão e os dedos.

·  BERIMBAU: Instrumento de corda com origem em Angola. Foi trazido para o Brasil pelos escravos angolanos e aqui passou a ser utilizado para acompanhar as rodas de capoeira. É constituído por uma vara em arco, de madeira ou verga, com comprimento aproximado de 1,50m a 1,70m e um fio de aço (arame) preso nas extremidades da vara. Na sua base é amarrada uma cabaça com o fundo cortado que funciona como caixa de ressonância. O tocador usa a mão esquerda para sustentar o instrumento e pratica movimentos de vai e vem contra o ventre, tapando a abertura da cabaça com a barriga, utilizando uma pedra ou moeda para pressionar a corda. É usado também o caxixi preso nos dedos de quem toca.

 

    Espero que após a leitura deste texto, você possa observar a curimba sob uma nova perspectiva.

 Axé.

     Layla de Omolu

terça-feira, 13 de abril de 2021

Os Sete “Pecados Capitais” ou Instintos Humanos

                                 Os Sete “Pecados Capitais” ou Instintos Humanos

 

Seguindo nosso estudo, hoje vamos pontuar sobre um tema interessante e muito importante em nossas vidas, que talvez muitos de nós não tenhamos nos atentado por este assunto. Especialmente por crença religiosa, mas também ensinamentos e herança de nossos ancestrais passamos a chamar nossos instintos em desenvolvimento de “PECADOS CAPITAIS”.

Sim, Instintos mesmo. Todos eles já nos foram apresentados de alguma forma (soberba, gula, preguiça, avareza, inveja, ira e luxúria) e são instintos próprios do ser humano que estão sendo desenvolvidos para que possamos evoluir. Entendamos: esses instintos são energias que necessitamos trabalhar e equilibrar para nossa evolução, sem qualquer julgamento e sem a noção de que eles devem ser eliminados da nossa vida. Pelo contrário, deverão permanecer, mas com equilíbrio.

Certo é que todos nós temos os conhecidos “7 Pecados Capitais” em nossas vidas, em maior ou em menor intensidade. Em contraponto, para não ficarmos tristes, temos muitas virtudes também. Vamos equilibrando os “pecados” /instintos e as virtudes, ambos originados da mesma energia. Estar em uma polaridade ou outra é questão de escolha e, principalmente, de consciência e é justamente o equilíbrio da polaridade desses instintos e a consciência é que nos leva à evolução. Lembrando que matéria não muda matéria, esta somente pode ser alterada pela energia que é concentrada na matéria; energia não muda energia, mas a consciência que é colocada na energia que faz a sua mudança.

 Portanto, foi dito que os instintos bem utilizados e equilibrados é questão de escolha e de consciência. Tenhamos muito cuidado porque, às vezes, nós pensamos que não temos nenhum dos “7 Pecados” quando, na verdade, possuímos todos. Antes de falar sobre cada “pecado”, interessante nos lembrar do estudo sobre os Chakras disponível no Blog quando mencionamos a existência dos diversos reinos que nos habitam. Aqui o que nos interessa é o reino hominal (do ser humano), que está em desenvolvimento, concentrado no Chakra Cardíaco, constituído de 12 pétalas que são representadas da seguinte forma: 05 pétalas são os sentidos que já estão consolidados ou desenvolvidos: tato, visão, audição, paladar e olfato; e as 07 outras pétalas representam os instintos em desenvolvimento ou os “7 pecados capitais”: soberba, gula, preguiça, avareza, inveja, ira e luxúria.



 Pois bem. Cada instinto será analisado de forma simples e objetiva para que possamos fazer uma reflexão interna em nossas vidas e, se possível, identificando-os e avaliando se estão nos levando à evolução ou não. Caso a resposta seja negativa, você poderá reverter a situação para que o instinto seja utilizado a seu favor, tudo é uma questão de escolha ou de consciência. Seja decidido e encontre em você, único lugar possível, toda a resposta que procura e toda a felicidade que existe.

 A SOBERBA está ligada ao orgulho excessivo, arrogância e vaidade. A palavra tem origem no Latim: “superbia”, “vanitas”. A soberba é identificada quando a pessoa se “reconhece especial e não essencial”. Para entender melhor essa expressão, explico: temos vários médiuns trabalhando em nosso Terreiro e a espiritualidade necessita desses médiuns para realizar o trabalho energético espiritual. Assim, os médiuns são essenciais para a espiritualidade, mas isso não o faz uma pessoa especial, pois se o médium decidir não mais realizar seu trabalho de doação, o trabalho do Terreiro não deixará de acontecer por causa da sua desistência.

 As virtudes que contrapõem a soberba são a humildade e modéstia que são comportamentos de respeito ao próximo. O orgulho, visto na soberba, pode ser positivo e deve ser bem utilizado através do significado de que somos essenciais para o Universo. Assim, sentir orgulho em realizar um trabalho bem feito e valorizar a sua própria essência é positivo. Como orgulho mal usado pode ser citado a timidez, pois a pessoa deixa de expressar o seu melhor, o seu divino, porque tem medo do que os outros vão pensar; o orgulho não permite não ser aceito pelos outros. Gera um sentimento de inferioridade. Virtude que se opõe à soberba/orgulho é a humildade, modéstia, comportamento de total respeito ao próximo.

AVAREZA. É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais, dinheiro ou qualquer outra coisa, deixando Deus em segundo plano. A pessoa não se entrega ao outro ou à vida. O que se opõe à avareza é a generosidade, ou seja, desprendimento, dar sem esperar em receber.

 LUXÚRIA. Este instinto está relacionado ao prazer em geral, ou seja, ao apego, ao prazer próprio, não necessariamente ao prazer sexual. É o desejo passional e egoísta por prazer. O uso negativo consiste em não se permitir sentir o prazer ou sempre querer sentir o prazer. Tudo deve ser com equilíbrio. Quem não está no equilíbrio não sabe lidar com a contrariedade e a frustração e busca compensar com outro prazer. A virtude que se opõe à luxúria é a satisfação ou a simplicidade; alcançar apenas a própria satisfação.

IRA. É uma potência energética do ser humano. É um sentimento intenso de raiva, ódio e rancor que pode gerar sentimento de vingança. A ira, assim como todos os instintos ora estudados, pode ser bem ou mal usada, dependendo do nível de consciência de cada um. A ira impõe limites quando percebemos a necessidade de mudança de comportamento ou situação pessoal. Somente mudamos nós mesmos quando queremos mudar e não aceitamos mais aquela realidade. A energia da ira é acionada através da chakra básico para fazer a mudança que achar necessária, destruindo ou impondo limites naquilo que não faz bem, ocasionando a mudança diante do desconforto gerado no indivíduo. A ira mal usada é querer que o outro mude para me satisfazer. Virtude que se opõe à ira é serenidade, paz, resiliência a influências externas e moderação da própria vontade.

GULA. É o desejo insaciável de ter mais do que pode (alimentação, bebida e emoção), querer mais do que se pode. Os processos de dependência (liberação de hormônios) geralmente estão relacionados à gula com o desejo de ter sempre mais. Deve ser equilibrado e bem usado para não cair na dependência. Virtude que se opõe: temperança, moderação e autocontrole.

INVEJA. Neste instinto a pessoa ignora as suas próprias posses para cobiçar o que é do próximo. O invejoso não é grato pelas coisas que tem, pois quer o que é do outro por acreditar ser melhor que o dele. O invejoso sente a dor da ausência da felicidade já que sempre quer o que é do outro e nunca está satisfeito com o que é seu. A inveja bem usada consiste em olhar o que o outro possui e trilhar o caminho para conquistar o seu. Virtude que se opõe à inveja é a caridade e autossatisfação.

 PREGUIÇA. É a falta de capricho, moleza, ócio, desleixo, negligência. A pessoa não tem energia para fazer as coisas, vive procrastinando, falta potência. Não ter coragem ou ânimo para mudar as coisas. Contudo, muitas pessoas usam bem este instinto para a criação. Pessoas que criam ou criaram meios para facilitar a vida em momentos de “preguiça”, podendo caracterizar a preguiça bem usada. Virtude que se opõe à preguiça é a diligência, presteza, concisão e objetividade.

 Diante do estudo acima, não podemos esquecer de que não cabe a nós julgarmos, mas refletir sobre estes instintos que estão dentro de todos nós, seres humanos em elaboração e evolução. Não esquecendo que esses instintos devem ser percebidos e bem utilizados para a evolução pessoal e, consequentemente, do Todo.

Somos um, mas essencial para a evolução da Humanidade.

 Muito axé.

Girlei de Iemanjá

terça-feira, 6 de abril de 2021

O ato de recomeçar

 

O ato de recomeçar

 

Quando falamos em recomeçar algo em nossa vida, a primeira coisa que vem em nosso pensamento é retomar, começar novamente. Falando assim parece bem simples, basta apertar um botão, girar uma chave..., mas recomeçar para que? E principalmente, como?

O recomeço só acontece quando tomamos a decisão de terminar alguma situação que não nos cabe mais, seja ela no trabalho, na família, ou em relacionamentos. Muitas vezes queremos recomeçar nossa vida sem ter realmente finalizado o que era necessário. O processo de recomeço varia de acordo com cada indivíduo, mas alguns pontos são comuns.

O primeiro é compreender a dor, compreender e entender o que ela irá trazer de positivo em sua vida, e aplicar da maneira mais bonita em sua jornada. Aceitar que a dor vem para nos fazer mais fortes para novas batalhas e que sim, ela é muito necessária. Precisa ser sentida, compreendida e aí sim, superada. É impossível mudarmos sem antes assumirmos pra nós mesmos o que estamos carregando, e nos posicionar sobre isso. É encarar o problema, dizer: eu preciso resolver, este sentimento faz parte de mim neste momento, mas irá passar e o ensinamento ficará. Acreditar que sim, tudo passa. E essa empatia com nós mesmos é muito necessária. 



Na sequência vem a transformação, transformar o que era dor em felicidade e conhecimento, para traçar novas metas, objetivos e sonhos. Já que passamos por situações difíceis, estamos mais fortes e prontos pra ir atrás daquilo que queremos, que nos faz feliz. Teremos mais ânimo, uma nova perspectiva para encarar e buscar novas oportunidades.

Nossa vida é feita de ciclos, para ter um novo é necessário fechar alguns que não estavam nos fazendo tão bem, mas que não conseguíamos enxergar por costume.

Tudo tem fim, acaba, transforma, e recomeça quando saímos da nossa zona de conforto. Vá atrás do que que te da luz, força e coragem. O recomeço acontece partir do momento que você aceita em seu âmago que sim, você precisa de coisas melhores e que você é capaz e merecedor.

Recomeçar é acreditar em si novamente e ver que tudo se transforma quando se tem força de vontade.

 

Clara de Oxum