quinta-feira, 17 de junho de 2021

Há espíritos?

 Há espíritos?


Olá, irmãos, hoje daremos início a uma nova jornada de estudos, assim como realizamos os estudos relativos ao Livro dos Espíritos, iniciaremos o estudo acerca das revelações contidas no Livro dos Médiuns. Através de nossos textos iremos refletir sobre os ensinamentos transmitidos à Kardec pelos espíritos reveladores e, em seguida, analisá-los sob a ótica umbandista. Que Olorum nos abençoes e pai Oxóssi nos guie, axé.

Dando início ao estudo Do Livro dos Médiuns, parte primeira: Noções preliminares, Capítulo 1: Há espíritos?

Os reveladores logo esclarecem que a dúvida contida em tal pergunta vem da ignorância dos encarnados, cultivada nas lendas e mitos acerca do assunto e trazendo o plano espiritual e seus habitantes como seres as vezes bestiais, essas histórias, sempre ricas em fantasia e exagero, acabam impressionando e distanciando da verdade. Acabam negando todo o plano espiritual devido a fantasias impressionista.

A resposta para a pergunta necessita de um ponto de partida fundamental, a existência de um princípio inteligente fora da matéria. Dessa forma a base para o espiritualismo se solidifica partindo da existência, sobrevivência e individualidade da alma. Dito isso, nos esclarecem que a alma é de natureza diferente do corpo, a alma possui consciência de si mesma pois possui alegrias e sofrimentos.



Os espíritos nos levam agora para uma outra reflexão, para onde a alma vai? Céu e inferno, em cima ou embaixo, mas como pensar no conceito de alto e baixo se nosso planeta é redondo e o movimento de rotação e translação. O que seriam as profundezas da terra estudadas pela geologia. Fazem mais, nos levam a racionalizar, qual sentido em acreditar que apenas a terra seria habitada por seres racionais? Um planeta minúsculo perdido na imensidão do espaço, por que teríamos esse privilégio?

Os Reveladores esclarecem que vivemos em um espaço universal e estamos, literalmente, lado a lado com espíritos desencarnados a todo momento. Fazem esclarecimentos também sobre as penas e recompensas do plano espiritual e revelam que elas estão diretamente ligadas com o estado moral e que através do avanço desse estado, adquirem capacidade de identificar e observar o que outros em estado moral inferior não conseguem. Com base no livro dos édiuns os anjos seriam o mais alto grau de desenvolvimento moral, grau esse alcançado após várias provas. Sobre os demônios, nos esclarecem que são apenas almas dos maus, que ainda não se purificaram, mas que podem ascender como qualquer outra.

As manifestações espíritas são a prova de existência e sobrevivência da alma e dos espíritos. Após os conceitos acima, porque seria tão difícil acreditar que estes espíritos poderiam se comunicar com os encarnados, uma vez que estão no mesmo espaço universal apenas em planos diferentes. O fato de serem imateriais não os impede de agir na matéria, o mesmo ocorre com a eletricidade por exemplo.

Nas explicações dos reveladores o espírito é o ser pensante, a consciência e a essência, o corpo não passa de uma simples vestimenta. Para unir o espírito com a vestimenta (corpo) existe o perispírito, que é semimaterial, e possui a forma do corpo. No processo de desencarne o espírito deixa a vestimenta (corpo) mas não o perispírito. Dito isso, porque não aceitarmos que os desencarnados consigam interferir na matéria de nosso plano, nos intuir, guiar as mãos em psicografias, usar nosso corpo como ferramenta para auxiliar em nosso aprendizado, visto que o homem consiste basicamente em um espírito aprisionado na carne.


Na Umbanda chamamos os espíritos de “eguns”. Somos eguns encarnados. A ótica Umbandista possui inúmeras semelhanças com as ideias apresentadas pelos reveladores. O corpo nada mais é que uma roupa usada para que possamos nos manter densos, no plano material, e experimentar as “tentações” inerentes a ele para que possamos evoluir. O plano espiritual nos cerca, nos inunda, estamos imersos nele em constate interação, como exemplo pense no oxigênio que você está respirando agora, olhe a sua volta, o oxigênio não estará visível aos seus olhos, mas você sabe que ele está ali. Da mesma forma acontece com as ondas que chegam nos celulares e computadores, sabemos que estão ali, mas não conseguimos visualizá-las sem aparelhagem correta.

Os guias que trabalham na umbanda possuem elevado nível moral e se dividem em linhas de trabalho especializadas com a necessidade da tarefa a ser desempenhada, conseguindo adentrar e visualizar substâncias e espíritos mais densos e/ou mais sutis.

Refletindo a questão tratada sobre céu e inferno, também há concordância entre as doutrinas. Porque Deus, que é a bondade suprema, iria permitir que após a morte um espírito permanecesse eternamente no “inferno”, sofrendo todos os tipos de castigos e flagelos? O “inferno” de cada um é sua própria consciência, cada um possui e cria diariamente seu próprio céu e inferno. De que seria útil uma pessoa boa em vida, que ao falecer fosse levada ao reino dos céus, para ali ficar eternamente?  Deus dá aos maus a chance de reconhecer os erros cometidos e se elevarem para sair do flagelo e permite aos bons auxiliar aqueles que precisam.

Os guias estão no mesmo espaço universal que nós, apenas em planos diferentes. Quando nos entregamos no terreiro, nos colocando à disposição de Deus para auxiliar o próximo (seja incorporado ou cambonando) estamos “mediunizados”, nesse estado estamos menos densos, facilitando a ação do plano espiritual.

Feche seus olhos neste momento, agradeça a Deus por todas as experiências vivenciadas no seu dia, algumas podem parecer ruins pois nossa visão é limitada, mas é através delas que iremos nos elevar cada vez mais. E lembre-se que não estamos sozinhos, nossos guardiões estão sempre conosco. Axé!                  

 

                                                                     Pedro” de Xangô e Larissa de Iansã


terça-feira, 15 de junho de 2021

Irradiação de Orixá

 

Irradiação de Orixá

 

            Recentemente fui questionado por alguns filhos sobre a força da irradiação dos Orixás, sobre o medo de cair, sobre a energia incontrolável ou sobre a energia que se encontra distante. Então vamos lá, vou tentar desmistificar e trazer um pouco de conhecimento sobre tal irradiação.

            Primeiro devemos lembrar que irradiar Orixá é diferente de incorporar um guia. Para irradiar uma energia não há acoplamento de outro “ser” em seus chakras, mas isso não quer dizer que eles não estão trabalhando, estão sim e muito. Como já é do nosso conhecimento, o Orixá é uma energia divina que está dentro de nós e essa energia se manifesta de três maneiras principais, sendo elas, ancestral (nos acompanha em todas as encarnações), de frente (está em nossa atual encarnação como energia principal), e adjuntó (também nessa encarnação, porém trazendo equilíbrio com o “de frente”).

Vale lembrar que não possuímos apenas essas três energias, temos a força de todos os orixás dentro de nós, que vão se manifestar em determinados momentos de nossas vidas de acordo com a necessidade de que passamos. Por exemplo, você pode ter como ancestral Xangô, de frente Oxum e adjuntó Ogum e na sua vida naquele instante você passa por um momento de conhecimento e busca, onde o orixá Oxóssi se faz mais presente em sua vida.



            Apesar de termos as forças de cada orixás dentro de nós, quando vamos manifestar em uma gira de orixá irradiamos somente os orixás que estão em nossa coroa (ancestral, de frente e adjuntó) para externalizar aquilo que temos de mais forte em nosso interior, a energia divina que habita em nós. Sendo assim a energia dos Orixás vão se manifestar através de danças e de seus brados, que vão sair de dentro do médium que ali se manifesta e se exteriorizar para todos ali presentes, formando uma egrégora de energia contendo a força divina e da natureza que aquele orixá traz.

            Para o médium iniciante, que está começando sua caminhada no axé e na Umbanda, é preciso ter consciência que a irradiação do Orixá não é incorporação, pois não incorporamos forças divinas, o que acontece é a manifestação dessa força que está dentro de nós e vai ser liberada através de nosso íntimo. Alguns elementos que vão auxiliar para a liberação é a concentração no canto do terreiro, as palmas, o atabaque, a curimba, o Adja tocado pelo Pai ou Mãe de Santo, a energia da natureza ligada ao Orixá.

O médium deve estar, do início ao fim da manifestação, presente em pensamento junto ao ponto de força, levando sua mente a natureza que rege o Orixá e que por consequência levará o seu corpo a trazer a energia do interior do corpo físico para o exterior acontecendo assim a irradiação do Orixá.

            O medo de cair é normal pois temos medo de manifestar aquilo que está dentro de nosso íntimo, de nos soltar e abrir nossos sentimentos, revelando quem somos. Temos medo do nosso inconsciente e nele está presente a força do Orixá. Ao enfrentarmos esse medo vamos perder também o medo de cair, vamos ter firmeza nas pernas e então manifestar de maneira bonita para todos que ali estão, e o mais importante, enfrentar no dia a dia, modificando nossa vida para melhor. A manifestação do Orixá nada mais é que um processo de autoconhecimento, onde o médium vai liberar seu íntimo e se conhecer.


            Sentir que a energia é incontrolável ocorre quando o médium não controla seus sentimentos. Por exemplo, se um filho de Ogum passa por uma situação que não o agrade e estoura de raiva, quando for irradiar vai cair no chão, vai trombar nos outros médiuns e isso ocorre por ele não conseguir controlar sua energia, fazendo com que ela dissipe fácil e de maneira bruta, do mesmo modo que acontece em seu dia a dia. Também acontece de o médium sentir distante a energia do Orixá porque no seu dia a dia ele esconde seus sentimentos e suas vontades para satisfazer vontades alheias, fazendo com que a energia de seu Orixá fique distante e dissipe rápido, quase sem sentir.

            Há ainda diversas outras dúvidas quanto a irradiação do Orixá que podemos esclarecer pela nossa conclusão. Tais dúvidas abrangem médiuns iniciantes e médiuns experientes. O fato é que a irradiação de Orixá está ligada ao seu estado de espírito naquele momento e revela o seu íntimo, manifestando ou não mostra o quão você está ligado a você mesmo. Cabe a cada um, em suas irradiações, se perguntar: O que você preciso melhorar e quais ações devo tomar? Sou dono dos meus sentimentos e ações? Consigo expandir o amor e demais sentimentos em meu coração?

Diversas perguntas devem ser feitas e você deve buscar as respostas em seu coração. Para ajudar sempre acenda suas velas e faça suas firmezas para seu anjo de guarda e seus Orixás, fazendo com que se aproxime de Olorun, o criador, e do seu próprio íntimo.

Pai Igor de Oxum

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Incorporação

 

Incorporação

 

Hoje vamos falar sobre incorporação e vamos esclarecer muitas dúvidas em relação a esse processo. A incorporação nada mais é que o acoplamento dos chakras do guia aos chakras do médium, formando assim a chamada “terceira pessoa”. O trabalho flui com a energia dos dois, formando uma pessoa só. A incorporação acontece para adquirirmos aprendizados através do trabalho com os guias, afinal, a espiritualidade consegue “ver” o mundo espiritual e o mundo material lado a lado, coisa que nós encarnados não conseguimos. Nesse processo eles trazem os ensinamentos.

O processo de incorporação só acontece quando é necessário para determinado aprendizado. Essa mediunidade é como todas as outras que conhecemos, nada a mais nem a menos e, por ser assim, ela é desenvolvida na hora necessária. É um processo gradativo, dia após dia, cada experiência é nova e se aprende um pouco mais. Não existe padrão, cada um desenvolve e trabalha no seu tempo, cada um aprende de uma forma, passo a passo. O médium que incorpora é aquele que necessita daquele tipo de ensinamento, assim como o médium que tem a mediunidade sensitiva obtém seus ensinamentos daquela forma.

Encontramos três classificações de incorporação: consciente, semiconsciente e inconsciente. A consciente seria aquela que o médium lembra de todo o trabalho e de todo o processo. Hoje em dia não se vê muito esse tipo de incorporação porque os trabalhos são sempre dentro da ética e os guias não deixam o médium lembrar de algo que vá constranger alguém quem foi atendido. Na incorporação semiconsciente o médium auxilia o guia e depois do atendimento ele só se lembra do que for necessário para o seu aprendizado, nada que seja da intimidade de nenhum consulente, só vai se lembrar dos ensinamentos para assim poder aprender e evoluir como todos os outros. A incorporação inconsciente seria como um apagão, o médium não se lembra de nada, também não é comum nos dias de hoje porque se assim fosse não teria motivos para a incorporação, dessa forma não iriamos tirar nenhum ensinamento.



Para a incorporação é necessária muita concentração, principalmente do cambone. Esse processo não acontece sem o cambone, é uma função de total responsabilidade e respeito. Ele deve estar na vibração daquela incorporação, sempre atento e vibrando boas energias. Além do cambone TODOS, sem exceção, que estão no terreiro naquele momento estão fazendo parte daquele trabalho, por isso sempre devemos fazer os preceitos, cantar pontos e nos manter concentrados, pois todos nós somos peças fundamentais para que ele flua da melhor forma.

Quando o médium vai incorporar deve sempre deixar o coração aberto, fazer suas intenções antes da gira e permitir que aquilo aconteça. A incorporação só acontece se o médium permitir, ele tem que deixar, aceitar e liberar para que seu corpo seja instrumento de trabalho. Isso também vale para o controle energético do médium pois mais importante que saber incorporar, é saber não incorporar. É extremamente importante saber sobre esse controle de energia, o processo só acontece se de alguma forma a gente der a passagem. Isso também cabe para os casos que ouvimos de conhecidos que dizem que incorporaram em casa ou em festas, por exemplo. A pessoa de alguma forma deu abertura para aquilo, seja deixando de orar e vigiar, seja deixando de fazer suas firmezas, seja usufruindo de coisas materiais que abaixam a vibração energética . De alguma forma aquele indivíduo deu passagem para que isso acontecesse.

A incorporação fora do terreiro não pode e não deve acontecer, é extremamente perigoso e pode gerar grandes consequências por não saber com que energia estamos lidando. O terreiro é um local sagrado e protegido, por isso a incorporação sempre deve acontecer ali dentro, com exceção dos trabalhos de defumação, por exemplo, que são muito preparados pela espiritualidade para que ocorra tudo da forma correta e mais protegida possível.

Por hoje encerramos esse assunto, que é muito extenso assunto e sempre tem mais alguma coisa para compartilhar. Vamos sempre lembrar, principalmente dentro desse tema, das palavras do Caboclo Sete Flechas: “Umbanda é coisa séria para gente séria”.

Muito axé!

Clara de Oxum

terça-feira, 8 de junho de 2021

Características dos filhos dos orixás: Linha da geração

 

Características dos filhos dos orixás: Linha da geração

 

Esta é a 7ª linha da Umbanda, a linha da geração, com os orixás Iemanjá e Omolu.

Iemanjá é o orixá que rege a geração da vida em todos os planos de vida e consciência, o amparo a vida em todas suas formas. O campo preferencial de atuação de Iemanjá é no amparo à maternidade, ao materno. Iemanjá é a nossa amada “mãe da vida”, a água que vivifica e o nosso pai Omolu é a terra que amolda os viventes.

Omolu é o orixá que rege a morte ou no instante da passagem do plano material para o plano espiritual (desencarne). Este orixá guarda para Olorum todos os espíritos que fraquejaram durante sua jornada carnal e entregaram-se à vivência de seus vícios emocionais. Mas ele não pune ou castiga ninguém, pois estas ações são atributos da lei divina, que também não pune ou castiga, ela apenas conduz cada um ao seu devido lugar após o desencarne.

Seguimos ao estudo das características dos filhos de Iemanjá e de Omolu.



Filhos de iemanjá: o fato de muitas de suas lendas acabarem por ter Iemanjá fugindo para o mar, mostra o quanto as filhas de Iemanjá são dadas as fugas. Em nossas vidas, suas filhas não irão necessariamente sair correndo todas as vezes que se sentirem “injuriadas”, pois, para sair da situação, bastará que se ajustem a uma situação que abominam: aí está a característica, a fuga. Chama a atenção, na lenda, a radicalização da ida ao mar sem volta. Voluntariosas como são, se escondem por muito tempo atrás de um falso rosto alegre ou de um falso bem-estar, em algum momento se sentirão tão injuriadas com a situação que, moídas pelas mágoas acumuladas, darão as costas a qualquer um ou qualquer lugar. As filhas de Iemanjá podem, aos olhos de muitos, parecer falsas, pois em uma sociedade patriarcal a mulher aprende desde cedo a usar todas as artimanhas para fazer prevalecer suas vontades.

Diferente das filhas de Oxum, estas apresentam certas dificuldades e conflitos no relacionamento com os outros filhos de terra, porém, conhecendo sua natureza e respeitando seus ideais, qualquer um receberá sua amizade. Os filhos e filhas de Iemanjá são calmos, fortes, protetores, maternais, indecisos, ciumentos, chorões, simpáticos, teimosos e vingativos. Guardam muitas mágoas, são rancorosos, gostam de conversar e preocupam-se muito com os outros. Seu temperamento é dócil e sereno, mas podem se agitar por qualquer motivo. Podem estar conversando com você sobre uma coisa, mas talvez estejam pensando em uma coisa totalmente diferente, podem estar criando alguma história na cabeça, pensando o que vai acontecer depois etc.

A mulher filha de Iemanjá é amorosa, delicada, vaidosa e desde jovem busca a independência e estuda para poder subir na vida. Trabalhar é muito importante para ela, pois o trabalho irá lhe proporcionar sua independência. Ela aparenta ser frágil, mas pode ser muito teimosa, respondona e irritante. O homem filho de Iemanjá é bondoso, delicado, justo, equilibrado, mas também pode ser rabugento e desanimar por qualquer coisa, são sensíveis às opiniões alheias, bonitos e com presença marcante. Quando entram no negativo ficam egoístas e se cobram muito.

Odoyá (Amada Senhora das águas).



Filhos de Omolu: os filhos de Omolu levam seus objetivos até o fim, não importando o preço que irão pagar e querem sempre que tudo saia do jeito que planejaram. Costumam apresentar pensamentos pessimistas e são introvertidos, pois sentem necessidade de estarem sozinhos, em silêncio com seus próprios pensamentos, uma vez que seu desenvolvimento pessoal depende disso. São calmos, estudiosos, discretos, misteriosos, doces, apesar de não transparecer com facilidade, teimosos, muito sinceros, não levam desaforo para casa, prestativos, trabalhadores, caridosos e solidários.

Geralmente os filhos deste orixá apresentam problemas de pele e/ou articulações, nunca adoecem ou se adoecem com frequência e se recuperam rápido. Podem mudar de opinião de uma hora para a outra pois enxergam rapidamente as falhas no seu dia a dia e sempre buscam uma situação mais perfeita possível. Gostam muito de ensinar e aprender. Quando entram no negativo se tornam pessoas pessimistas, teimosas, exigentes, rabugentos e adoram exibir seus sofrimentos.

Atotô (Silêncio, ele está aqui).

Aqui chegamos ao fim deste pequeno estudo, espero que, assim como eu, vocês também tenham se engrandecido pessoalmente, percebendo o quanto temos a aprender e evoluir com ensinamentos disponíveis (devemos estudar muito) e com o autoconhecimento (aplicar e refletir trazendo para nossa vida estes aprendizados) para que haja efetivo amadurecimento pessoal e evolução.

Gratidão e muito axé a todos.

Encontraremo-nos aqui em breve com mais reflexões.

Ana de Iansã

 

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Características dos filhos dos orixás: Linha da evolução

 

Características dos filhos dos orixás: Linha da evolução

 

Na 6ª linhada umbanda encontraremos os orixás Obaluaê (irradiador) e Nanã (absorvedor) que pertencem a linha da evolução.

Obaluaê é o orixá que atua na evolução e seu campo preferencial é aquele que sinaliza as passagens de um nível vibratório ou estágio da evolução para outro. Interessante que há grande associação de Obaluaê com a  cura, mas ele é muito mais, pois é o “senhor das passagens” de um plano para outro, de uma dimensão para a outra, e mesmo do espírito para a carne e vice-versa.

NanãBuruquê é regente da maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres. Esse orixá atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova “vida”, já mais equilibrada/mais evoluída. Assim, Nanã decanta os espíritos que irão reencarnar e Obaluaê estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que será recebido no útero materno assim que alcança o desenvolvimento celular básico (órgãos físicos).

Na sequência, as características dos filhos de Obaluaê e Nanã.



Filhos de Obaluaê: os filhos de Obaluaê são muito introspectivos, calados, modestos, pensativos e muito calmos. Perfeccionistas, estudiosos, misteriosos e, por isso, gostam de estar sozinhos com seus pensamentos e leituras. São ranzinzas, reclamam muito, costumam ser extremamente negativos e vingativos. Ter amigos ao seu lado é extremamente importante para que eles consigam se realizar, comunicar e tornar-se pessoas ativas. Do contrário, se entregam à letargia e à solidão.

Os filhos de Obaluaê tem muita dificuldade em fazer novos amigos, mas tem grande consideração por aqueles que têm, e esses se tornam amigos para sempre. Apesar da presença dos amigos ser muito importante, os filhos de Obaluaê sentem a necessidade de ficar só, em silêncio, seu crescimento e entendimento dependem do silêncio e da solidão, por isso são introvertidos.

São capazes de provocar guerras para defender as pessoas que amam, e não medem esforços para vingar quem prejudicou uma pessoa importante para ele. Sem ter a intenção, exibem seus sofrimentos e tentam desanimar os mais otimistas. Os filhos de Obaluaê normalmente têm a saúde mental prejudicada por doenças psicossomáticas. Com seu jeito pessimista, depressivo e solitário, acabam entristecendo e adoecendo com frequência. Quando entram no negativo podem ficar nervosos e agressivos.

Atotô. Silêncio, Ele está aqui!

Filhos de Nanã: os filhos de Nanã têm um aspecto positivo, sabedoria, serenidade, capacidade de entender o diferente. São bons conselheiros, calmos, educados, bondoso e amam muito a família. Costumam ser rabugentos, autoritários, muito responsáveis, as vezes são teimosos, são muito sinceros e sentem que têm todo o tempo do mundo.

Para quem está de fora e não se encontra na mesma vibração, os filhos de Nanã parecem alheios ou indiferentes aos dramas da vida, mas o fato é que estes entendem que todas as circunstâncias serão decantadas. Normalmente eles têm bastante dificuldade de entender outros pontos de vistas que não sejam deles. Quando entram no negativo podem ficar chatos, ranzinzas, azedos e preocupados.

Saluba Nanã. Refugiamo-nos em Nanã, ou, salve a senhora do poço da lama.

Axé para todos.

Ana de Iansã

terça-feira, 1 de junho de 2021

Características dos filhos dos orixás: Linha da lei

 

Características dos filhos dos orixás: Linha da lei

 

Esta é a linha das demandas da vida, dos conflitos, das batalhas e das aflições. Seu orixá expansor é Ogum, protetor dos guerreiros, e o orixá absorvedor é Oroiná/Egunitá, responsável pela manutenção da ordem e da obediência à lei no mundo astral, combatendo as forças do mal que tentam obstruir os caminhos.

Na linha da lei estudaremos, como objetivo proposto, as características dos filhos dos orixás Ogum (aplicador natural da lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois não se permitem uma conduta alternativa, pois, onde estiver Ogum, lá estarão os olhos da lei) e Oroiná, também conhecida como Egunitá (executora da justiça divina nos campos da lei, regidos por Ogum no polo positivo da linha pura da lei).



Filhos de Ogum: os filhos de Ogum são conquistadores, responsáveis, agitados, batalhadores, guerreiros, independentes, ambiciosos, mandões, disciplinados, inteligentes e briguentos. São muito francos e têm grande foco em seus objetivos, dificilmente desistem antes de alcançá-los. Gostam muito de desafios, são extremamente orgulhosos, frios, impulsivos, intolerantes. São solidários, não gostam que os menos favorecidos sejam explorados ou maltratados.

Na maioria das vezes são pouco vaidosos, gostam de estar bem-vestidos e arrumados, mas dão pouca prioridade para isso. São amigos leais, mas não têm paciência. Têm o gênio muito difícil e são líderes natos. Essas características podem mudar de acordo com a qualidade de Ogum. Quando entram no negativo ficam sem ânimo, sem coragem e se sentem derrotados.

Ogunhê, meu Pai.

Filhos de Oroiná (Egunitá): estas pessoas são de gênio muito forte, otimistas, justos, criativos, detalhistas, emotivos, discretos, pacientes, não gostam muito de escândalos, amam a família, são observadores e muito seguros de si. Gostam de roupas coloridas, de cores fortes, guardam mágoas e não gostam de desabafar com ninguém.

Normalmente tem poucas amizades, mas são fiéis as que tem. Não suportam pessoas presunçosas, arrivistas/oportunistas ou preguiçosas, não gostam de conversas tolas, comidas sem sabor e de bebidas adocicadas. Quando entram no negativo se tornam vingativos, calculistas, muito teimosos e insensíveis.

Kali Yê, minha mãe.

O equilíbrio sempre será o melhor caminho, inclusive quando se percebe que qualquer característica esteja excedendo na vida de cada um.

Muito axé.

Ana de Iansã

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Características dos filhos dos orixás: Linha da justiça

 

Características dos filhos dos orixás: Linha da justiça

 

Os orixás regentes da linha da justiça são Xangô (irradiador) e Iansã (absorvedor).

O sentimento de justiça (não a nossa justiça, mas a justiça divina) é a energia que manifesta nesta linha através dos orixás acima mencionados. A vibração de Xangô remete à vastidão das montanhas e às asas da justiça e as entidades desta linha são mistas, geralmente, de caboclos, pretos velhos e pessoas da lei. Xangô é o orixá do equilíbrio, da razão e do juízo divino e Iansã, na justiça divina, quando ativada, é regente da lei nos campos da justiça. Iansã é a divindade da justiça em que a natureza eólica (vento) expande o fogo de Xangô, e assim que o ser é purificado de seus vícios ela entra em sua vida, redirecionando-o e conduzindo-o a outro campo no qual retomará sua evolução.

Portanto, Xangô é o fogo que nos purifica de nossos próprios vícios emocionais, reequilibrando-nos e Iansã é o ar que areja nosso emocional e nos proporciona um novo sentido da vida e uma nova direção ou meio de vida. Xangô paralisa e purifica; Iansã movimenta e direciona.

Vejamos as características dos filhos da linha da justiça.



 Filhos de Xangô: os filhos de deste orixá são justos, prudentes, disciplinados, organizados, metódicos, vaidosos e extremante pontuais. Tem uma capacidade de analisar de forma imparcial, tomam decisões muito equilibradas, apresentam um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero, tem uma autoestima e autoconfiança muito grande. Podem demorar para tomar uma decisão, mas quando tomam essa decisão é definitiva, gostam de defender os injustiçados, são ciumentos, possessivos e gostam de dar a última palavra. São inflexíveis e agem com intratabilidade e autoridade, mas apesar disso são bondosos, justos, misericordiosos, generosos e inteligentes.

É fácil perceber os filhos de Xangô até mesmo por seu físico que é bem característico, são pessoas de porte forte, podem engordar facilmente se não cuidarem, pois ganham massa ou gordura com facilidade. Mas é tanta a autoestima e a energia que mesmo com muito peso não são pessoas sedentárias e “paradas”, estão sempre à frente de questões que acreditam e nunca fogem de uma questão quando solicitados. Não gostam de aventura, nem de novidades, gostam de tudo do mesmo jeito, no mesmo horário, programado com antecedência. São pessoas que não guardam rancor. Sabe aquela frase “na dúvida faça”, para os filhos de Xangô é: “na dúvida não faça”, pois para eles se não tem certeza é melhor não fazer. São conselheiros e não gostam de ser contrariados, podendo facilmente sair da serenidade para a violência, mas tudo medido, calculado e esquematizado. Acalmam-se com a mesma facilidade quando sua opinião é aceita.

Quando entram no negativo são aquele tipo de pessoa que explode, que não consegue se contrariar; se antes gostavam de ficar com a família, quando entram no negativo gostam de ficar isolados; se antes eram justos, no negativo ficam rancorosos e vingativos;  quando se sentem contrariados ou alvo de injustiças, quem antes era um bom líder, no negativo, fica uma pessoa gananciosa, corrupta, autoritária, arrogante, crítica e que julga o tempo todo.

Kaô Kabecilê.

Filhos de Iansã: normalmente são muito corajosos e tem o espírito de guerreiro, assim como Iansã.  São muito extrovertidos, autênticos, audaciosos, autoritários e não se importam com opinião alheia; são impulsivos e tem personalidade marcante. Alegres, otimistas, vaidosos, irritáveis, atirados, perseguem seus desejos, são diretos no que querem, não escondem seus sentimentos de ninguém, são muito tagarelas e animados, podendo ser vingativos.

Tendem a ser possessivos e seu gênio muda repentinamente sem que ninguém esteja esperando. Entregam-se a súbitas paixões e de repente esquecem, partem para outra, como se seu antigo parceiro nunca tivesse existido. São extremamente fiéis à pessoa que amam enquanto a amam.

Quando as coisas estão complicadas, os filhos Iansã vem como um raio e mostram diretamente “aqui está o problema”, só que um raio, como sabemos, não é uma coisa suave. Então, quando for pedir um conselho para filhos de Iansã eles não vão te fazer carinho na cabeça, simplesmente vão chegar e falar qual é o problema, sem rodeios. Como são muitos impulsivos eles já chegam falando o que está errado, mesmo sem querer falar para magoar a pessoa, falam muitas coisas sem pensar. Quando entram no negativo se tornam muito estressados, com tudo e todos.

Eparrey Iansã.

Lembrem-se da reflexão e do equilíbrio, sempre.

Axé.

Ana de Iansã

terça-feira, 25 de maio de 2021

Características dos filhos dos orixás: Linha do conhecimento

 

Características dos filhos dos orixás: Linha do conhecimento

 

Na terceira linha da Umbanda estão os orixás regentes Oxóssi e Obá.

A manifestação dos orixás em cada linha se dá em pares, suas características se contrapõem e, ao mesmo tempo, se complementam, gerando um equilíbrio cósmico, espiritual, universal e energético.

Portanto, em cada linha da Umbanda existe um orixá que irradia sua energia de forma irrestrita (expansor) e o outro irradia energia que corrige, consome e depura os desequilíbrios no campo de atuação de cada linha (absorvedor). No exemplo da linha do conhecimento, Oxóssi irradia sua energia expansora do conhecimento e da busca pelo conhecimento; já Obá auxilia os seres na síntese, no foco e na concentração destes conhecimentos com sua energia absorvedora.

Seguindo, na linha do conhecimento (terceira linha da Umbanda) temos os orixás Oxóssi (irradiador) e Obá (absorvedor) e veremos a seguir as características básicas dos filhos destes orixás, objeto deste singelo estudo.



Filhos de Oxóssi: os filhos de Oxóssi são alegres, extrovertidos, animados, muito honestos, cooperativos, criativos, curiosos, faladores, ágeis, gostam de ajudar (não negam ajuda as pessoas a sua volta) e se preocupam bastante com os outros. São pessoas que não ficam adiando as coisas que deve fazer, já vai e faz, até porque eles não gostam de ficar parados, gostam de ação (para eles vale o seguinte: “não deixe para depois o que pode fazer agora”).

Seu raciocínio é muito rápido e são voltados a solução; por exemplo, se tem um problema não fica olhando o problema, ele já quer ir direto para a solução. São guerreiros, lutadores e é muito raro algo conseguir abatê-los, parece que a energia da vida flui facilmente para essas pessoas. Tem bastante dificuldade em demonstrar seus sentimentos aos outros e prezam muito pela liberdade; não gostam de ficar presos. Quando amam são muito zelosos e fiéis, mas não toleram ser enganados. Magoam-se com facilidade e caso você venha perder a amizade de um filho de Oxóssi, saiba que será para sempre. Os filhos de Oxóssi não aceitam serem enganados de nenhuma forma. São ótimos trabalhadores, muito focados e determinados.

Quando entram no negativo (lembrando que o negativo não é o orixá e sim a energia do orixá que vibra na pessoa; essa energia que está negativa, ou seja, vai manifestar de forma contrária) ficam fechados, não querem saber de ninguém, nem contato social, não querem sair, se tornam arrogantes, com palavras que machucam as pessoas e passam a ser preguiçosos.

Por fim, Oxóssi está ligado a tudo que é natural, à natureza, inclusive dons como a dança, o canto e as artes plásticas. Viver em sintonia com esse orixá é esperar a positividade e buscar no mundo o que ele naturalmente nos oferece. Por amar tanto tudo que naturalmente possuímos, ele também representa um pouco de preguiça e comodidade, pois, para poder contemplar é necessário paciência e tempo de relaxamento.

Oke Arô Oxóssi.

 

Filhos de Obá: os filhos de Obá são simples em estilo de vida, mas tem grande conhecimento. Muito esforçados, bondosos, focados, tem muita força de vontade, mas podem se tornar vingativos. São um pouco antissociais e muito sinceros, devido a isso podem afastar pessoas mais sensíveis. Por vezes chegam a ofender com sua sinceridade e isso faz com que tenham dificuldade em fazer amigos, mas suas poucas amizades são duradoras. São ingênuos, teimosos, muito ciumentos, desconfiados e inseguros.

Frequentemente passam uma imagem e são outra. Por exemplo, passam uma imagem de delicado, sensível, inocente, mas, na realidade, são fortes, determinados e lutadores.

Os filhos de Obá, na maioria das vezes, sofrerem de um certo complexo de inferioridade e costumam ser secos e ríspidos com os que rodeiam. Quando os filhos deste orixá então no negativo eles entram totalmente no oposto do que são e se eles são racionais entram para o emocional, mas o emocional negativo; aquela pessoa focada, racional vira uma pessoa com explosão de raiva, briguenta, possessiva e extremamente vingativa.

Akiro Obá Yê.

 Sempre buscando o equilíbrio, seguimos estudando as características dos filhos dos orixás da Umbanda.

Muito axé a todos vocês e bom estudo.

Ana de Iansã

 

 

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Características dos filhos dos orixás: Linha do amor

Características dos filhos dos orixás: Linha do amor

     Seguindo nosso estudo, veremos as principais características dos filhos de Oxum e Oxumaré, orixás da linha ou trono do amor.

Cabe aqui esclarecer que cada linha (também chamada de trono) na Umbanda Sagrada é regida por dois orixás, sendo um deles irradiador e outro absorvedor da força divina. No caso em estudo, Oxum é o orixá que irradia a força divina do amor e Oxumaré absorve o excesso desse amor, sempre buscando o equilíbrio desta energia divina em cada um de nós.

Filhos de Oxum: os filhos e filhas de Oxum são muito chorões, dramáticos, estratégicos, amam joias, ouro e tudo que se relaciona com beleza (perfumes, roupas etc.). São pessoas extremamente vaidosas, elegantes e muito ciumentas, sendo extremamente ligadas à aparência. Adoram o luxo, riqueza, conforto e também são muito emotivos, carinhosos, bondosos, justos, honestos e acolhedores.

Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo de frente. Sua atitude lembra o movimento do rio, a água contorna uma pedra muito grande que está em seu leito, em vez de chocar-se violentamente contra ela, moldando-a, com o tempo, ao movimento das águas. São muito determinados e estrategistas, pessoas capazes de mascarar seus sentimentos. Por exemplo, se em uma reunião não gostarem de uma pessoa, diferente dos filhos de Iansã e de Ogum, elas não vão explodir, simplesmente vão mascarar o sentimento. “Fingem” que gostam dessa pessoa. Tomam tal atitude pois acreditam que, caso demostrem algum desafeto, poderão não mais convidá-los para as reuniões, que poderão ser demitidos por conta de barraco. Querem sempre “sair bem na foto”. Dão muito valor à opinião das pessoas.



Filhos de Oxumaré: já os filhos de Oxumaré são pessoas muito prósperas, sensíveis, curiosas, extrovertidas, prestativas, inteligentes, observadoras, detalhistas, algumas de fala mansa, desconfiadas, delicadas, carinhosas, apesar de serem muito objetivos. São simples, mas que gostam sempre do melhor, são pacientes, mas se têm um objetivo não sossegam enquanto não cumprirem. A vida deles tem muito movimento, gostam muito de mudanças, não gostam de se sentir presos, seja em uma relação ou lugar. São focados no hoje, no agora, não ficam pensando no futuro, não pensam "se eu fizer isso pode acontecer aquilo".

Donos de uma intuição muito grande e, às vezes, preferem acreditar mais em si mesmos que em uma pessoa mais esclarecida no assunto. Se preocupam muito com as outras pessoas. São muito diretos, se existe algo a ser feito, fazem o que for necessário para dar tudo certo. Quando estão negativos passam a gostar muito de fofoca, tanto contar quanto ouvir, passam a ser exibicionistas, egoístas, possessivos, ciumentos, irresponsáveis e inconsequentes. Possuem bom coração, estão sempre dispostos e não suportam traição. No dia a dia, eles são pessoas fáceis de se lidar, mas não deixe um filho de Oxumaré irritado, pois eles podem ser perigosos e traiçoeiros. Quem tem esse orixá em sua coroa costuma ser elegante e gracioso, mas são orgulhosos e gostam de ostentar, por isso tome cuidado.

Então, cabe agora, aos filhos de Oxum e Oxumaré, refletir e buscar sempre o equilíbrio.

Axé a todos.

Ana de Iansã

terça-feira, 18 de maio de 2021

Características dos filhos dos orixás: Linha da fé

 Características dos filhos dos orixás: Linha da fé

Interessante assunto a ser tratado são as características dos filhos de cada Orixá, especialmente aquelas que ressoam negativamente, ou melhor, que deverão ser trabalhadas e melhoradas por nós para nossa evolução. Todos ficamos ansiosos, esperando o dia em que nos será revelada a força divina que rege nossa vida atual (orixá de cabeça/frente ou adjunto), e ainda o nosso orixá ancestral (aquele que rege nossa existência e que permanece por todas as vidas).

Sobre o orixá de cabeça ou de frente é bom esclarecer que é ele quem atua de forma racional, determinando as principais características de raciocínio e expressões físicas, assim como a forma que os outros nos veem. Atua no chakra frontal (terceiro olho). Já o orixá juntó ou adjunto dá suporte ao orixá de cabeça, agindo quando o racional não mais consegue fazê-lo. Este é responsável pela determinação das emoções. Portanto, quando há um desiquilíbrio e uma perda da forma lógica de raciocínio (orixá de cabeça), o orixá adjunto aparece para te dar energia pelo lado emocional e para te reerguer.

Interessante entender que em um momento de pressão, quando o racional já não consegue mais atuar, o modo de agir da pessoa seguirá o temperamento oriundo de seu orixá juntó ou adjunto. Por exemplo: uma pessoa com Oxalá de frente e Iansã de juntó, será tempestuosa em momentos de desiquilíbrio, mostrando uma coragem e ação que aparentemente não tinha. O orixá ancestral demonstra a essência da pessoa, o que há de divino desde a sua criação, a natureza verdadeira do ser humano, o íntimo, a verdadeira face de cada um.



 Feita essa pequena introdução, com o estudo que se segue tem-se a intenção de instigar cada um para pesquisar e refletir sobre suas características, observando-as e identificando-as para procurar melhorar e buscar sua própria evolução. Afinal, as energias trabalhadas em nosso Terreiro provêm da força desses seres que guiam e regem as nossas vidas e conhecer a essência dessas divindades é se autoconhecer e se compreender melhor.

A partir de agora, serão apresentados alguns textos de cada linha da Umbanda para reflexão e espero que possa contribuir de alguma forma na vida de cada irmão que ler.

 Filhos de Oxalá: Os filhos e filhas de Oxalá são conhecidos por sua criatividade e inteligência. Costumam ser calmos, generosos, teimosos, perfeccionistas, detalhistas, arrogantes e tem potencial para liderar. Não sabem perder e nem receber críticas, muitas vezes impõem sua opinião, não gostam de desorganização e tem um ego muito grande. Zangam-se com facilidade. São fechados, tendo dificuldade de expor problemas e desabafar. Tem grande carinho por crianças, são excelentes pais e mães, tem uma figura paternal que passa a sensação de que “está tudo bem”. A velhice tende a tornar os filhos de Oxalá irritados e rabugentos. Gostam de lugares calmos. Não gostam de mandar, de ser mandados e também não gostam de relação de dependência. São pessoas da paz, mas quando entram no negativo tornam-se autoritários, ficam muito críticos, frios, calculistas e distantes.

 Filhos de Logunam: Os filhos e filhas de Logunam são introspectivos e até um pouco tímidos, são simpáticos, discretos, silenciosos, observadores, independentes, amigos, leais conselheiros, emotivos (mas guardam suas emoções para si), lutadores e muito sinceros. Podem ser retraídos, estrategistas, disciplinados, práticos (não perdem tempo), possessivos, muito ciumentos, evasivos, descrentes e desconfiados. São bastante intuitivos, não perdoam com facilidade, apreciam as coisas religiosas, gostam de conversar e de presenciar. Não gostam de brigas, discussões e preferem lugares calmos. Gostam de acompanhar a moda, mas com cores neutras, não muito chamativas e com roupas versáteis. Quando entram no lado negativo eles ficam completamente frios, a ponto de magoar as pessoas que amam e nem perceber. Nesse momento também se tornam estressados, barraqueiros, acham que são donos da verdade e muito orgulhosos.

Que todos possamos refletir sobre as características dos orixás, a fim de evoluir. Axé e até a próxima, com a linha do amor.

 

Ana de Iansã

com participação de Girlei de Iemanjá.

terça-feira, 11 de maio de 2021

O estômago – espiritualidade, metafísica da saúde e as ervas

O estômago – espiritualidade, metafísica da saúde e as ervas

 

    Talvez vocês possam achar estranho este título, mas vou explicar.
  Um dia bem cedo, antes do sol nascer, após chegar de uma atividade que envolvia o Terreiro e de uma noite com alguns desdobramentos também envolvendo-o, tomando meu cafezinho e olhando para uma plantinha que havia ganhado alguns dias atrás,  “me veio à cabeça” (expressão que uso sempre, mas para mim já significa que é a espiritualidade me intuindo ou se comunicando comigo) que poderia escrever este texto com este título, pois existem muitas pessoas, inclusive próximas, que sofrem de dores no estômago e região devido a vários sentimentos e que poderão, com o auxílio das ervas e da metafísica da saúde, entender e melhorar sua qualidade de vida, trabalhando as mudanças que deverão fazer para ter bons resultados.
    E aqui estou, tentando contribuir de alguma forma, mas acreditem, sou a primeira a ser beneficiada com este pequeno estudo. Antes de continuar o assunto, vou explicar o que é “Metafísica da Saúde”. Este estudo parte do princípio de que “Você é a causa de Tudo”. O termo Metafísica (meta= além e física= matéria) pode ser entendido como tudo que está além do físico ou da matéria, incluindo toda a esfera psíquica, emocional, energética, espiritual e sentimental.
    Conforme o estudioso Valcapelli explica:
A raiz dos problemas físicos está na atitude interior frente às situações do cotidiano. É a postura da pessoa que determina a saúde do corpo ou desencadeia as doenças que afetam o organismo. De acordo com o órgão afetado e o tipo de alteração que ele apresenta, o corpo revela como a pessoa se encontra na área da vida que se correlaciona com ele. Observando e interpretando seu comportamento, pode-se ter uma noção da sua vulnerabilidade à determinada doença ou o fortalecimento de um determinado órgão.
O corpo é um sensor que acusa o modo como estamos lidando com os acontecimentos. Cada parte dele reflete uma emoção. Todas as alterações metabólicas do organismo têm sua origem no desequilíbrio emocional. Na vida somos cercados pelas situações do ambiente que afetam nossas emoções; pode-se dizer que, dependendo do nosso estado emocional, vamos reagir diante dos acontecimentos. De acordo com essas alterações emocionais, vamos manter a saúde ou provocar as doenças.”
 
    Veja que tudo está relacionado ao autoconhecimento e a evolução e conscientização de como e quem somos, além disso podemos observar cada acontecimento, interpretar e identificar os pontos que deixamos de expressar e que provocam as doenças físicas. Com essa consciência metafísica de uma disfunção do organismo, adquirimos o recurso para a reorganização do mundo interno que reflete no ambiente externo e principalmente no corpo em forma de saúde e vitalidade.
    Portanto, se estamos conscientes que determinado acontecimento vai adoecer nosso corpo e descobrimos as atitudes positivas para equilibrar a saúde física, psíquica, emocional e espiritual, é claro, devemos utilizar esse recurso como autoajuda, ou seja, aquela expressão que mencionei inicialmente de que “Você é a causa de Tudo” pode se transformar em “Você é a solução de Tudo”.


    Pois bem, daí seguimos nosso estudo. O estômago, para a metafísica da saúde, é o PROCESSADOR DAS EMOÇÕES BÁSICAS FRENTE AOS FATOS. Vamos entender melhor. Após os alimentos serem ingeridos e passarem pelo esôfago chegam ao estômago, onde é processado e transformado em uma massa semilíquida que seguirá seu curso no corpo humano. A atividade muscular do estômago se completa quando há seu esvaziamento total que leva de três a quatro horas e meia, dependendo do tipo de alimento ingerido.
    Portanto, o estômago processa e prepara esses alimentos para as etapas seguintes da digestão. Então a atividade do estômago está ligada a gerar emoções. As impressões vindas do externo nos causam reações que são percebidas em forma de sensações viscerais.
    A região abdominal (onde localiza-se o estômago) é um centro energético poderoso e onde gera as emoções básicas como raiva, medo, alegria, atração, aversão etc. Por isso que quando é produzida uma emoção sentimos no estômago (aquele frio no estômago). A partir da produção da emoção ou dessa energia emocional ela é distribuída para a região do corpo correspondente e transformada em sentimentos.
    Seguindo, passa-se à expressão. Quando deixamos de expressar esses sentimentos haverá um acúmulo de energia na região do estômago que obviamente gerará alteração no metabolismo orgânico, ou seja, manifestará no estômago em forma de doença/dor. Então, a causa principal das doenças no estômago são a negação das emoções básicas produzidas diante dos acontecimentos.
    Quando o alimento entra no estômago está relacionado aos fatos ocorridos à nossa volta. Daí a mente entra em ação, elaborando os acontecimentos para eliminar aquilo que não é verdadeiro com o seu “Ser” para absorver ou não os conteúdos recebidos. Ocorre que muitos de nós ficamos remoendo os acontecimentos ou dramatizando mentalmente, provocando a fermentação estomacal. Os problemas estomacais se originam justamente nas pessoas que fazem um julgamento muito precipitado sobre acontecimentos que possuem dificuldade de elaborar o novo (falta aceitação).
    Pois bem. Essa negação de instintos básicos provoca conflitos que bloqueiam o fluxo natural do ser. Por exemplo: se a pessoa precisa manifestar raiva e a esconde, sendo falsa e fingindo estar feliz com determinada situação, está negando seu instinto básico e bloqueando aquela energia emocional gerada por um acontecimento determinado. Isso certamente vai gerar desconforto no estômago que pode ser em forma de gastrite, enjoo, etc. Contudo, não se pode concluir que a pessoa deve manifestar sua raiva e agredir a outra pessoa, mas sim, usando sua inteligência emocional, manifestar sua emoção (raiva) de forma digna, inteligente e verdadeira consigo mesma.
    Então devemos procurar “Viver sem conflitos”, ou seja, aceitar de forma espontânea as situações da vida. Mostrar quem somos, sem medo de criar expectativas nos outros, sem extravasar impulsivamente as sensações. Somos todos dotados de senso de discernimento e inteligência para expressarmos de maneira digna e inteligente, sendo verdadeiros conosco mesmos.
    A aceitação de si próprio é essencial para o processo digestivo, pois quando a pessoa não se aceita ela passa a ter muitos problemas e conflitos internos que vão se agravando com o desenrolar das situações a sua volta. Daí porque as negações dessas emoções provocam congestionamento energético que causam as complicações digestivas.
    Pensemos sobre esses pontos propostos e que saibamos utilizar nossa inteligência, com o auxílio da espiritualidade, para que manifestemos nossas emoções sendo verdadeiros conosco e nos aceitando verdadeiramente. Não é fácil esse exercício, mas deve ser constante e nunca podemos desistir de nós mesmos.
    Proposta aceita? Eu já aceitei e comecei.
    Feito esse panorama sabemos que as plantas são seres divinos que nos auxiliam nos tratamentos e curas de várias doenças e citaremos aqui algumas que poderão auxiliar no tratamento daquelas relacionadas ao estômago, que é o nosso estudo de hoje.
    Saliento que as plantas são utilizadas para o tratamento tópico, mas que cabe a cada um refletir e fazer as modificações necessárias nas causas (metafísica da saúde) que levaram aos efeitos (dores/doenças) relacionadas ao tema em epígrafe (doenças estomacais).
    Sabemos que os guias estão sempre nos indicando o uso de ervas para tratamento, especialmente os Caboclos e Pretos Velhos que nas suas existências de encarnados utilizavam sobremaneira as plantas para todo tipo de cura e tratamento do corpo físico, já que eram talvez a única forma de tratamento disponível à época e na cultura, além da espiritualidade cultural específica, é claro. 

Seguem algumas plantas que poderão ser utilizadas:
    Hortelã-pimenta (folha fina): nome científico: Mentha piperita; é planta medicinal e erva aromática.
    Indicação: Problemas no estômago, gastrite, má digestão, náuseas e vômitos: ajuda a tratar problemas digestivos, pois acalma o estômago e acalma as náuseas e os vômitos.
    Modo de usar: chá de Hortelã-pimenta ou de gotas de óleo essencial.
    Folha Santa: Nome científico: Kalanchoe brasiliensis Cambess.
    Indicação: tratamento de doenças gastrointestinais, como gastrite, dispepsia ou doença inflamatória intestinal, por exemplo, pelo seu efeito calmante e cicatrizante da mucosa do estômago e intestino.
    Modo de usar: Chá ou suco; Chá: 3 colheres de sopa de folhas picadas; 250 ml de água fervente. Suco: 2 folhas menores ou 1 grande; 1 copo de água gelada, bater no liquidificar.
    Aranto: também conhecido como mãe-de-mil, mãe-de-milhares e fortuna, é uma planta medicinal; Nome científico: Kalanchoe daigremontiana.
    Indicação: anti-inflamatório, anti-histamínico, cicatrizante, analgésico e potencialmente antitumoral.
    Modo de usar: consumo de suas folhas na forma de sucos, chás ou cruas em saladas. Não devem ser ingeridas mais de 30g de aranto por dia pelo risco de efeitos tóxicos no corpo com suas altas dosagens.
    Obs: não confundir com amaranto, que é um cereal rico em proteína.
    Babosa: é uma planta medicinal, também conhecida como Aloé vera, Caraguatá, Erva babosa, Babosa de botica ou Babosa. Nome científico: Aloe vera e Aloe succotrina.
    Indicação: propriedades calmantes, cicatrizantes, anestésicas, antitérmicas e anti-inflamatórias.
    Modo de usar: gel com água ou suco. Como fazer o suco: lavar as folhas de babosa na água corrente (esfregando delicadamente toda as suas partes com as mãos), pois assim que a planta é destacada de sua raiz ela secreta um líquido amarelado e tóxico que não deve ser consumido; seque-as com algumas folhas de papel toalha e, com a ajuda de uma faca afiada, corte a casca lateral da folha deslizando a lâmina por todo o seu comprimento até "abri-la"; Em seguida, corte uma camada bem fina da casca superior (de modo a deixar somente o gel de babosa no topo da folha inferior) e descarte; com o auxílio de uma colher de sopa, retire a substância transparente e pegajosa da folha (o gel), remova quaisquer resíduos amarelados ou esverdeados que ficarem grudados na parte incolor e coloque somente o gel de babosa no liquidificador; O segredo é bater duas colheres (sopa) do gel (1 folha de babosa) com pelo menos 500 ml de água gelada; Se forem 4 colheres (geralmente 2 folhas de babosa), bata com 1 litro de água e por aí vai; por fim, acrescente alguns cubos de gelo e adoce com o açúcar mascavo, mel ou demerara.
    Boldo: é planta medicinal e também aromática, com cheiro parecido ao da hortelã, tendo efeito calmante e relaxante quando usado na forma de chá ou banho de imersão. Nome medicinal: boldo do Chile ou boldo verdadeiro: Peumus boldus Molina; boldo brasileiro, boldo da terra ou falso boldo: Plectranthus barbatus.
    Indicação: tratamento da gastrite.
    Modo de usar: O boldo pode ser consumido na forma de chá ou suco usando as folhas frescas do boldo brasileiro ou as folhas secas do boldo do Chile. O chá de boldo pode ser preparado imediatamente antes de tomar e as folhas não devem ser fervidas junto com a água para evitar o sabor amargo forte dessa planta. Chá de boldo: adicionar 1 colher de chá de folhas de boldo picado em 150 ml de água fervente. Deixar descansar por 5 a 10 minutos, coar e tomar morno logo em seguida. O chá de boldo pode ser tomado de 2 a 3 vezes ao dia antes ou após as refeições. Outra opção é tomar uma xícara antes de dormir para ajudar a digestão após o jantar e ter uma noite de sono tranquilo.
Suco de boldo: adicionar 1 colher de chá de folhas de boldo picado em 1 copo de água gelada e meio copo de suco de limão. Bater no liquidificador, coar e beber em seguida.
    Camomila: Nome científico: Matricaria recutita;
    Indicação: para qualquer problema estomacal, a camomila tem propriedades calmantes cujos benefícios chegam a outros sistemas do corpo, além do nervoso. No estômago, promove a regeneração da mucosa e combate a inflamação. Melhora a sensação de má digestão e a alivia o enjoo.
    Modo de usar: Prepare um chá com as flores e beba uma xícara três vezes ao dia para sentir os resultados.
    Sálvia: Nome científico: nome científico Salvia officinalis.
    Indicação: É muito usada para diminuir a acidez. Suas propriedades terapêuticas melhoram os sintomas da gastrite crônica. Transtornos funcionais do trato gastrointestinal, como dificuldades na digestão, excesso de gases intestinais ou diarreia, devido à sua ação estimulante do sistema gastrointestinal.
    Modo de usa: Chá: 1 colher de sopa de folhas de sálvia; 1 xícara de água fervente. Modo de preparo: colacar uma xícara de água fervente sobre as folhas e deixar em infusão por cerca de 5 a 10 minutos e coar. O chá pode ser utilizado para fazer gargarejos ou bochechos várias vezes ao dia, tratar lesões na boca ou na garganta, ou pode-se tomar 1 xícara do chá, 3 vezes ao dia, para tratar a diarreia, melhorar a função digestiva ou reduzir o suor noturno.
    Espinheira santa: planta medicinal e óleos essenciais. Nome científico: Maytenus ilicifolia;
    Indicação: ação cicatrizante sobre úlceras estomacais.
    Modo de usar: Pode ser preparada através de infusão (chá) normalmente utiliza-se 20g de folhas de Espinheira-Santa para 1 litro de água. Toma-se uma xícara de chá desta preparação antes das principais refeições.
 
    Essas são algumas plantas que poderão ser utilizadas enquanto estiver tendo sintomas no corpo físico. Contudo, a metafísica da saúde e a espiritualidade sempre nos ensinam que em tudo deve haver equilíbrio, autoconhecimento e cuidado consigo mesmo para que não chegue a adoecer o físico. É uma questão de prevenção que cada um deve fazer em si.
Axé e que Olorum nos ilumine sempre.

Girlei de Iemanjá