terça-feira, 4 de maio de 2021

Os Atabaques

Os Atabaques

 

Os tambores são instrumentos musicais de percussão formados por uma armação oca, tendo, sobre essa, uma pele esticada que produzirá um som quando for percutida. O som do atabaque vem da vibração do couro. Os primeiros tambores eram feitos de troncos ocos, cobertos pelas bordas com peles de répteis ou couro de peixes, sendo percutidos com as mãos. Com o desenvolvimento musical do ser humano, a grande variedade de tamanhos, formas, tipos de couros e de métodos de fixação da pele na madeira, foram surgindo.

Os tambores sempre tiveram funções diversas como a de transmitir alegria em festas populares, transmitir mensagens a distância e principalmente a função religiosa. Tidos como objetos sagrados, com poderes mágicos, mesmo atualmente sua confecção envolve rituais sagrados.

Em todo o mundo encontram-se religiões que utilizam este instrumento em seus cultos. Na China, há mais de 2.000 anos, usam-se tambores feitos de bronze nos rituais sagrados e cerimônias de casamento. No Japão um gigantesco tambor, chamado o-taiko, é percutido no ritual “Bate o Coração da Mãe-Terra”. Os nativos norte-americanos também associam os toques às batidas do coração da Mãe-Terra. Para os xamãs, o tambor é um veículo para invocação de espíritos, para curar e afastar as forças do mal.

O atabaque usado nos terreiros consiste em um tambor cilíndrico, ligeiramente cônico e comprido, a abertura maior é coberta por couro animal, esse couro pode ser de bode, boi ou búfalo (a escolha do couro vai depender do som que quer se produzir e da capacidade das tarraxas do atabaque de prender o material).



O nome do atabaque vem do árabe, at - tabaq, e significa “prato”. Seu som é condutor do axé dos orixás e guias. A vibração do couro e da madeira interagem, gerando forças capazes de relacionar-se diretamente com as mais variadas frequências vibratórias, de acordo com a necessidade dos trabalhos.

O primeiro terreiro fundado por Pai Zélio e o Caboclo das 7 Encruzilhadas trabalhava sem atabaques, usando apenas as palmas e cantos na sustentação das giras, alguns terreiros ainda mantêm essa tradição. Outras tendas fundadas por Pai Zélio e o Caboclo das 7 Encruzilhadas, introduziram os atabaque devido, principalmente, à influência do Candomblé.

            Na Umbanda os atabaques são percutidos com as mãos, já no Candomblé e nos terreiros de Umbanda traçada eles podem ser percutidos com varetas feitas com madeira de goiabeira, chamadas de aguidavis ou podem ainda ser percutidos de maneira alternada (usando uma das mãos e na outra mão um aguidavi).

Os atabaques são sagrados e devem ser respeitados, sua confecção terá a influência de alguns orixás. Na madeira está presente o axé de Xangô, nos aros metálicos está presente o axé de Ogum e Exu e no couro está presente o axé de Oxóssi.

O conjunto de atabaques no terreiro é formado, geralmente por um trio, nos cultos de nação cada atabaque terá um toque específico e uma obrigação, porém, isso não acontece na Umbanda. Quando a casa usa mais de 3 atabaques, a sequência RUN, RUMPI e LÉ deve ser respeitada (ao lado de um Run sempre um Rumpi e ao lado de um Rumpi sempre um Lé). Sendo assim a disposição de 5 atabaques deve ser, seguindo da esquerda para a direita: Lé - Rumpi - Run - Rumpi - Lé. Há casas que têm os 3 atabaques, mas eles não são um conjunto, nesses casos são usados atabaques do  mesmo tamanho, geralmente do tamanho do Rumpi.

Os atabaques são de extrema importância dentro do terreiro pois, são eles juntamente com a curimba que irão movimentar a energia durante a gira. Cada atabaque terá um nome e será consagrado a um orixá específico, variando de casa pra cada.


·   RUN: O maior atabaque, de tom mais grave. Seu nome em iorubá significa voz (ohùn) ou rugido (hùn). Na Tenda de Umbanda Caboclo 7 Flechas e Jurema esse atabaque é consagrado à Oxum

·   RUMPI: Atabaque de tamanho médio e de tom mediano. Seu nome em iorubá significa “rugido imediatamente” (hùn pi). Na Tenda de Umbanda Caboclo 7 Flechas e Jurema esse atabaque é consagrado à Oxalá.

·   LÉ: É o menor atabaque e tem o som mais agudo. Seu nome na língua Ewe (falada em Gana, Benim e Togo)  faz alusão ao seu tamanho e significa “pequeno”. Na Tenda de Umbanda Caboclo 7 Flechas e Jurema esse atabaque é consagrado à Oxóssi.

 

Nos barracões de Candomblé o Run é responsável pelos repiques feitos durante os toques enquanto Rumpi e Lé dão suporte para manter o ritmo dos toques. Na Umbanda essa regra não é aplicada porque os atabaques são tocados ao mesmo tempo e no mesmo ritmo, os repiques podem ser feitos por qualquer um dos 3 atabaques. O instrumento na nação Angola também pode ser chamado de Ilu, Angomba ou Engoma.

Como instrumentos sagrados que são, devem sair do terreiro apenas para trabalhos específicos em pontos de força na natureza (praia, cachoeira, pedreira, matas, etc). Não devem ser tocados por pessoas despreparadas, podendo acarretar alterações energéticas.

A afinação dos atabaques é primordial, a diferença de tonalidades entre eles, vindo do grave à aguda. Para um bom equilíbrio é importante que haja harmonia sonora, ajustando-se a afinação de acordo com a acústica do local.


Layla de Omolu

terça-feira, 27 de abril de 2021

Os pontos cantados

                                                         

    Os pontos cantados


    Desde o princípio da humanidade, podemos observar a música como uma ferramenta de manter o contato com o divino, como exemplos podemos citar a Igreja Católica, com seus diversos cânticos, hinos e louvores aos santos, anjos e demais entidades espirituais. Os evangélicos têm seus louvores e suas bandas Gospel. Religiões orientais se utilizam de mantras, que são combinações de letras que vibram no Astral. Na Umbanda e nos cultos Africanos, nós temos os pontos cantados.    

    Os pontos cantados são preces entoadas para os orixás e guias espirituais. Através dos pontos conseguimos entrar em conexão com o mundo espiritual, nossa voz passa a vibrar aquilo que o ponto cantado nos passa e o que sentimos quando cantamos. Devem sempre ser cantados com respeito e amor, de maneira ordenada e de acordo com a necessidade do trabalho. Durante os atendimentos, quando se canta os pontos, forma-se uma egrégora que ajuda na realização e manutenção da gira, por exemplo, quando ocorre a defumação deve-se cantar pontos de defumação, pois irão potencializar o poder de limpeza das ervas e ajudar na concentração dos médiuns presentes, auxiliando o trabalho que está sendo feito.

    Além de ajudar a criar o ambiente propício para os trabalhos, os pontos cantados ajudam na sustentação energética da gira e auxiliam o processo de incorporação, facilitando a concentração do médium. A batida do atabaque e os cantos induzem o cérebro a emitir ondas facilitadoras do transe mediúnico. 



    A primeira tenda de Umbanda, de Pai Zélio, não utilizava instrumentos, apenas palmas e cantos para sustentação energética da gira, e ainda hoje algumas casas umbandistas seguem a mesma linha. Da mesma forma, é possível observarmos alguns templos onde não se faz uso de instrumentos músicas e nem palmas, onde a sustentação energética se dá através dos cantos como é o caso do culto do Catimbó de Jurema e terreiros que praticam o mesmo. 

    Quando uma entidade ensina um ponto aos membros do terreiro, este ponto é chamado ponto raiz, e não deve ser modificado, pois possui uma ligação direta com o guia que o transmitiu. Muitas vezes sequer lembramos desses pontos ao final das giras, pois eles foram entoados por um motivo em especial (uma mironga, uma louvação da entidade a determinado orixá).

    Os pontos têm sua classificação, objetivo e momento para serem entoados. Não podemos canta-los aleatoriamente, devemos saber qual tipo deve ser cantado em cada momento da gira. Por exemplo, cantar um ponto de Iansã na gira de pretos-velhos, sem que o ponto tenha sido solicitado por alguma entidade que esteja realizando um trabalho específico, pois desentoará energeticamente, uma vez que a energia predominante em uma gira de pretos-velhos é a do orixá Obaluaê.

    Os pontos canados podem ser classificados em:

·  Hinos: Cantados na fundação de um terreiro ou em outra ocasião especial.

· DefumaçãoCantados na hora da defumação para potencializar o poder das ervas e auxiliar na limpeza energética.

· Abertura: Cantados para dar início aos trabalhos da casa.

· Batimento de cabeça: Cantados no momento em que os médiuns saúdam os guias e orixás diante do congá, batendo a cabeça.

· Firmeza: Cantados na hora de saudar e pedir licença aos orixás regentes da casa.

·  Chamada: Cantados para que aconteça a incorporação dos guias nos médiuns.

· Sustentação: Cantados durante os trabalhos das entidades, eles vão manter a sustentação energética da linha que está trabalhando. Esses pontos englobam a maioria que é cantada no terreiro e, geralmente, falam sobre algum guia (sua história, onde ele mora, como ele trabalha, etc).

· Subida: Cantados para que aconteça a desincorporação dos guias.

· Encerramento: Cantados quando termina a gira.

· Descarrego: Cantados durante os trabalhos de descarrego que as entidades fazem nos consulentes e médiuns da casa.

·Sacramentos: Cantados em ocasiões especiais como amaci, batismo, casamento, etc.

· Visitas: Cantados para receber, saudar e se despedir de um visitante ou de um terreiro visitado.

· Cruzados: Pontos que citam mais de um orixá ou entidade.

 

Salve a curimba! 

Layla de Omolu

terça-feira, 20 de abril de 2021

A Curimba

 A Curimba

    Quando se fala em curimba, refere-se ao grupo de médiuns responsáveis pelos cantos e toques dos instrumentos dentro do terreiro. A importância do trabalho da curimba nem sempre é reconhecida, principalmente por médiuns que não compreendem as energias do terreiro. Sem a curimba, a sustentação dos trabalhos seria mais difícil, sua função é louvar os Orixás e os guias de luz através dos pontos cantados e do toque dos instrumentos, mantendo sempre a energia para o bom andamento dos trabalhos.

    Cabe a curimba movimentar a energia vinda do congá, distribuindo-a pelo terreiro, potencializando, através das ondas sonoras, as vibrações e dissolvendo as energias negativas, criando assim um ambiente propício para os trabalhos que serão realizados. Seus integrantes devem cantar, bater palmas e tocar do início até o encerramento da gira para manter a vibração dos trabalhos e impedir que ela flua de maneira diferente da necessitada naquele momento. Qualquer desequilíbrio na energia pode atrapalhar a concentração dos médiuns incorporados, atrapalhando também o trabalho como um todo.

    A curimba auxilia na concentração e no foco dos médiuns de incorporação através dos toques e cantos que irão envolver suas mentes, ajudando na alteração de consciência e na criação de uma atmosfera psíquica positiva para os trabalhos. É também um grande polo movimentador, potencializando a energia que vem do congá.

    O curimbeiro deve estar sempre atento à sua função para evitar confusões que poderão atrapalhar o andamento dos trabalhos durante a gira. Pensamentos e emoções alheios podem gerar um contrafluxo energético, afetando negativamente os atendimentos. O fluxo de energia emanado pela curimba deve ser sempre ordenado e constante. 

    Assim como os instrumentos que compõem a curimba, os seus integrantes também vão emanar energia. Por essa razão, é de extrema importância que o médium da curimba se monitore no decorrer do seu dia a dia e, principalmente, dias de gira. Durante a semana devem fazer suas firmezas, orações, vigiar os pensamentos, ações e palavras, sempre prezando pela paz e equilíbrio. Nos dias de gira o curimbeiro, assim como todos os integrantes da casa, devem se manter serenos, cumprir os preceitos e chegar mais cedo no terreiro para entrar em contato com as energias ali presentes. Caso o médium chegue agitado, ele deve se sentar, acalmar seus pensamentos, meditar, reestabelecer o equilíbrio e adequar sua vibração.



    É importante também fazer uma oração individual aos Orixás que regem os atabaques e os demais instrumentos, aos guias chefes do terreiro e aos guias que auxiliam na curimba, pedindo proteção e auxílio para os trabalhos que serão realizados. Todos esses cuidados são importantes pois a partir do momento em que se iniciam os trabalhos, os médiuns presentes irão emanar todos os sentimentos e emoções contidos dentro de si.

    Se o médium está vibrando raiva, ansiedade, tristeza, desânimo, todos esses sentimentos serão emanados para o restante do terreiro, isso causará desequilíbrio na energia da gira e irá atrapalhar os trabalhos que estão sendo realizados. Por isso é tão importante que os curimbeiros sempre executem sua função com amor, gratidão e felicidade, para que possam emanar boas vibrações e contribuir positivamente para o resultado dos atendimentos.

Alguns dos instrumentos que podem compor a curimba são:

· ATABAQUES: Tambores compostos de madeira, aros de metal e couro animal. Geralmente são 3 e podem ser tocados com as mãos ou com varetas feitas de madeira, chamadas aguidavis. São tocados pelo ogã ou atabaqueiro (a).

·   AGOGÔ: Seu nome em iorubá significa sino. É formado por uma campânula dupla feita de metal ou cocos, dotada de um cabo. É tocado com uma baqueta de plástico, madeira ou metal. Seu ritmo vai variar e seguir o ritmo dos atabaques. Existem agogôs com 3 ou mais campânulas.

· GANZÁ: Chocalho elaborado por um pequeno tubo fechado com sementes em seu interior. Também conhecido como amelê.

·  CAXIXI: Chocalho composto de fios de junco trançados com sementes ou conchas, em seu interior, cujo fundo é feito de couro ou pedaço de cabaça.

· AFOXÉ: Cabaça redonda que se afunila para formar o cabo. Tem contas de plástico trançados em sua volta amarradas por fios.

·  XEQUERÊ: Também feito por uma cabaça, porém maior que o afoxé, transmitindo assim um som mais forte.

· PANDEIRO: Geralmente são de formato circular, mas podem ter outros formatos. Ao redor do aro, enfiados em seus intervalos, existem platinetas duplas de metal. Pode ser tocado com a palma da mão e os dedos.

·  BERIMBAU: Instrumento de corda com origem em Angola. Foi trazido para o Brasil pelos escravos angolanos e aqui passou a ser utilizado para acompanhar as rodas de capoeira. É constituído por uma vara em arco, de madeira ou verga, com comprimento aproximado de 1,50m a 1,70m e um fio de aço (arame) preso nas extremidades da vara. Na sua base é amarrada uma cabaça com o fundo cortado que funciona como caixa de ressonância. O tocador usa a mão esquerda para sustentar o instrumento e pratica movimentos de vai e vem contra o ventre, tapando a abertura da cabaça com a barriga, utilizando uma pedra ou moeda para pressionar a corda. É usado também o caxixi preso nos dedos de quem toca.

 

    Espero que após a leitura deste texto, você possa observar a curimba sob uma nova perspectiva.

 Axé.

     Layla de Omolu

terça-feira, 13 de abril de 2021

Os Sete “Pecados Capitais” ou Instintos Humanos

                                 Os Sete “Pecados Capitais” ou Instintos Humanos

 

Seguindo nosso estudo, hoje vamos pontuar sobre um tema interessante e muito importante em nossas vidas, que talvez muitos de nós não tenhamos nos atentado por este assunto. Especialmente por crença religiosa, mas também ensinamentos e herança de nossos ancestrais passamos a chamar nossos instintos em desenvolvimento de “PECADOS CAPITAIS”.

Sim, Instintos mesmo. Todos eles já nos foram apresentados de alguma forma (soberba, gula, preguiça, avareza, inveja, ira e luxúria) e são instintos próprios do ser humano que estão sendo desenvolvidos para que possamos evoluir. Entendamos: esses instintos são energias que necessitamos trabalhar e equilibrar para nossa evolução, sem qualquer julgamento e sem a noção de que eles devem ser eliminados da nossa vida. Pelo contrário, deverão permanecer, mas com equilíbrio.

Certo é que todos nós temos os conhecidos “7 Pecados Capitais” em nossas vidas, em maior ou em menor intensidade. Em contraponto, para não ficarmos tristes, temos muitas virtudes também. Vamos equilibrando os “pecados” /instintos e as virtudes, ambos originados da mesma energia. Estar em uma polaridade ou outra é questão de escolha e, principalmente, de consciência e é justamente o equilíbrio da polaridade desses instintos e a consciência é que nos leva à evolução. Lembrando que matéria não muda matéria, esta somente pode ser alterada pela energia que é concentrada na matéria; energia não muda energia, mas a consciência que é colocada na energia que faz a sua mudança.

 Portanto, foi dito que os instintos bem utilizados e equilibrados é questão de escolha e de consciência. Tenhamos muito cuidado porque, às vezes, nós pensamos que não temos nenhum dos “7 Pecados” quando, na verdade, possuímos todos. Antes de falar sobre cada “pecado”, interessante nos lembrar do estudo sobre os Chakras disponível no Blog quando mencionamos a existência dos diversos reinos que nos habitam. Aqui o que nos interessa é o reino hominal (do ser humano), que está em desenvolvimento, concentrado no Chakra Cardíaco, constituído de 12 pétalas que são representadas da seguinte forma: 05 pétalas são os sentidos que já estão consolidados ou desenvolvidos: tato, visão, audição, paladar e olfato; e as 07 outras pétalas representam os instintos em desenvolvimento ou os “7 pecados capitais”: soberba, gula, preguiça, avareza, inveja, ira e luxúria.



 Pois bem. Cada instinto será analisado de forma simples e objetiva para que possamos fazer uma reflexão interna em nossas vidas e, se possível, identificando-os e avaliando se estão nos levando à evolução ou não. Caso a resposta seja negativa, você poderá reverter a situação para que o instinto seja utilizado a seu favor, tudo é uma questão de escolha ou de consciência. Seja decidido e encontre em você, único lugar possível, toda a resposta que procura e toda a felicidade que existe.

 A SOBERBA está ligada ao orgulho excessivo, arrogância e vaidade. A palavra tem origem no Latim: “superbia”, “vanitas”. A soberba é identificada quando a pessoa se “reconhece especial e não essencial”. Para entender melhor essa expressão, explico: temos vários médiuns trabalhando em nosso Terreiro e a espiritualidade necessita desses médiuns para realizar o trabalho energético espiritual. Assim, os médiuns são essenciais para a espiritualidade, mas isso não o faz uma pessoa especial, pois se o médium decidir não mais realizar seu trabalho de doação, o trabalho do Terreiro não deixará de acontecer por causa da sua desistência.

 As virtudes que contrapõem a soberba são a humildade e modéstia que são comportamentos de respeito ao próximo. O orgulho, visto na soberba, pode ser positivo e deve ser bem utilizado através do significado de que somos essenciais para o Universo. Assim, sentir orgulho em realizar um trabalho bem feito e valorizar a sua própria essência é positivo. Como orgulho mal usado pode ser citado a timidez, pois a pessoa deixa de expressar o seu melhor, o seu divino, porque tem medo do que os outros vão pensar; o orgulho não permite não ser aceito pelos outros. Gera um sentimento de inferioridade. Virtude que se opõe à soberba/orgulho é a humildade, modéstia, comportamento de total respeito ao próximo.

AVAREZA. É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais, dinheiro ou qualquer outra coisa, deixando Deus em segundo plano. A pessoa não se entrega ao outro ou à vida. O que se opõe à avareza é a generosidade, ou seja, desprendimento, dar sem esperar em receber.

 LUXÚRIA. Este instinto está relacionado ao prazer em geral, ou seja, ao apego, ao prazer próprio, não necessariamente ao prazer sexual. É o desejo passional e egoísta por prazer. O uso negativo consiste em não se permitir sentir o prazer ou sempre querer sentir o prazer. Tudo deve ser com equilíbrio. Quem não está no equilíbrio não sabe lidar com a contrariedade e a frustração e busca compensar com outro prazer. A virtude que se opõe à luxúria é a satisfação ou a simplicidade; alcançar apenas a própria satisfação.

IRA. É uma potência energética do ser humano. É um sentimento intenso de raiva, ódio e rancor que pode gerar sentimento de vingança. A ira, assim como todos os instintos ora estudados, pode ser bem ou mal usada, dependendo do nível de consciência de cada um. A ira impõe limites quando percebemos a necessidade de mudança de comportamento ou situação pessoal. Somente mudamos nós mesmos quando queremos mudar e não aceitamos mais aquela realidade. A energia da ira é acionada através da chakra básico para fazer a mudança que achar necessária, destruindo ou impondo limites naquilo que não faz bem, ocasionando a mudança diante do desconforto gerado no indivíduo. A ira mal usada é querer que o outro mude para me satisfazer. Virtude que se opõe à ira é serenidade, paz, resiliência a influências externas e moderação da própria vontade.

GULA. É o desejo insaciável de ter mais do que pode (alimentação, bebida e emoção), querer mais do que se pode. Os processos de dependência (liberação de hormônios) geralmente estão relacionados à gula com o desejo de ter sempre mais. Deve ser equilibrado e bem usado para não cair na dependência. Virtude que se opõe: temperança, moderação e autocontrole.

INVEJA. Neste instinto a pessoa ignora as suas próprias posses para cobiçar o que é do próximo. O invejoso não é grato pelas coisas que tem, pois quer o que é do outro por acreditar ser melhor que o dele. O invejoso sente a dor da ausência da felicidade já que sempre quer o que é do outro e nunca está satisfeito com o que é seu. A inveja bem usada consiste em olhar o que o outro possui e trilhar o caminho para conquistar o seu. Virtude que se opõe à inveja é a caridade e autossatisfação.

 PREGUIÇA. É a falta de capricho, moleza, ócio, desleixo, negligência. A pessoa não tem energia para fazer as coisas, vive procrastinando, falta potência. Não ter coragem ou ânimo para mudar as coisas. Contudo, muitas pessoas usam bem este instinto para a criação. Pessoas que criam ou criaram meios para facilitar a vida em momentos de “preguiça”, podendo caracterizar a preguiça bem usada. Virtude que se opõe à preguiça é a diligência, presteza, concisão e objetividade.

 Diante do estudo acima, não podemos esquecer de que não cabe a nós julgarmos, mas refletir sobre estes instintos que estão dentro de todos nós, seres humanos em elaboração e evolução. Não esquecendo que esses instintos devem ser percebidos e bem utilizados para a evolução pessoal e, consequentemente, do Todo.

Somos um, mas essencial para a evolução da Humanidade.

 Muito axé.

Girlei de Iemanjá

terça-feira, 6 de abril de 2021

O ato de recomeçar

 

O ato de recomeçar

 

Quando falamos em recomeçar algo em nossa vida, a primeira coisa que vem em nosso pensamento é retomar, começar novamente. Falando assim parece bem simples, basta apertar um botão, girar uma chave..., mas recomeçar para que? E principalmente, como?

O recomeço só acontece quando tomamos a decisão de terminar alguma situação que não nos cabe mais, seja ela no trabalho, na família, ou em relacionamentos. Muitas vezes queremos recomeçar nossa vida sem ter realmente finalizado o que era necessário. O processo de recomeço varia de acordo com cada indivíduo, mas alguns pontos são comuns.

O primeiro é compreender a dor, compreender e entender o que ela irá trazer de positivo em sua vida, e aplicar da maneira mais bonita em sua jornada. Aceitar que a dor vem para nos fazer mais fortes para novas batalhas e que sim, ela é muito necessária. Precisa ser sentida, compreendida e aí sim, superada. É impossível mudarmos sem antes assumirmos pra nós mesmos o que estamos carregando, e nos posicionar sobre isso. É encarar o problema, dizer: eu preciso resolver, este sentimento faz parte de mim neste momento, mas irá passar e o ensinamento ficará. Acreditar que sim, tudo passa. E essa empatia com nós mesmos é muito necessária. 



Na sequência vem a transformação, transformar o que era dor em felicidade e conhecimento, para traçar novas metas, objetivos e sonhos. Já que passamos por situações difíceis, estamos mais fortes e prontos pra ir atrás daquilo que queremos, que nos faz feliz. Teremos mais ânimo, uma nova perspectiva para encarar e buscar novas oportunidades.

Nossa vida é feita de ciclos, para ter um novo é necessário fechar alguns que não estavam nos fazendo tão bem, mas que não conseguíamos enxergar por costume.

Tudo tem fim, acaba, transforma, e recomeça quando saímos da nossa zona de conforto. Vá atrás do que que te da luz, força e coragem. O recomeço acontece partir do momento que você aceita em seu âmago que sim, você precisa de coisas melhores e que você é capaz e merecedor.

Recomeçar é acreditar em si novamente e ver que tudo se transforma quando se tem força de vontade.

 

Clara de Oxum

terça-feira, 30 de março de 2021

Chakras e corpos sutis

                                                Chakras e corpos sutis


Seguindo o estudo proposto, cada Chakra orienta um corpo sutil, reino e constitui-se de pétalas em sua representação (também são chamados Padma, que significa lótus, porque são representados por uma flor de lótus com pétalas diferentes). Sugiro, para melhor entendimento, rever o texto do “Os CorposSutis” já publicado no nosso blog.

Pois bem. O Chakra BÁSICO orienta corpo físico e se relaciona ao reino mineral (sistema ósseo/cálcio e vitaminas:), sendo representado por 4 pétalas.

Já o Chakra SACRAL orienta o corpo etérico ou duplo etérico (aura) e se relaciona ao reino vegetal (sistema linfático, simpático e parassimpático), após a consciência perfeita dos minerais, sendo representado por 6 pétalas da flor de lótus.

O Chakra UMBILICAL orienta o corpo astral, relaciona-se com o reino animal (sistema circulatório, pele e tecidos), após a consciência perfeita dos minerais e vegetais, e é representado por 10 pétalas.

O Chakra CARDÍACO orienta o corpo mental concreto, relaciona-se com o reino hominal (sistema respiratório/crenças e valores), ainda está em desenvolvimento e é representado por 12 pétalas da flor de lótus.

 É de se observar que estamos desenvolvendo o reino hominal (do ser humano) representado pela por 12 pétalas na flor do chakra. Essas pétalas dizem respeito aos cinco sentidos já desenvolvidos nos seres humanos que são olfato, paladar, visão, tato e audição e as outras sete pétalas são os instintos em desenvolvimento que serão estudados em outra oportunidade (soberba, gula, preguiça, avareza, inveja, ira e luxúria), também conhecido como “Os 7 Pecados Capitais”.

O LARÍNGEO representa o corpo mental abstrato, relaciona-se com o reino angelical (sistema glandular/criatividade e espiritualidade), ainda por desenvolver, e é representado por 16 pétalas da flor.

 O Chakra FRONTAL orienta o corpo búdico e relaciona-se com o reino arcoangelical (desenvolvimento da intuição e mediunidade) e é representado por 96 pétalas da flor de lótus.

E, por fim o Chakra CORONÁRIO orienta o corpo átmico/atimo, está relacionado com o reino Divino (criação, realização e ação) e é representado por 986 pétalas.

Veja também a relação entre os chakras, glândulas e órgãos:

BÁSICO: Gônadas (ovários, órgão genitais internos, plexo lombar, rins, órgão reprodutores, útero, bexiga, intestino grosso);

SACRAL: suprarrenais (coluna, ossos, dentes, sistema excretor, extremidades inferiores, reto, testículos, órgão genitais e nariz);

UMBILICAL: Pâncreas (músculos, pele estômago, fígado, vesícula, pâncreas, baço, intestino delgado, sistema nervoso, duodeno, olhos);

CARDÍACO: Timo (coração, sangue, veias, artérias, sistema imunológico, timo, plexo torácico, esôfago);

LARÍNGEO: Tireoide (pulmão, brônquios, traqueia, tireoide, paratireoide, plexo cervical, faringe, laringe, cordas vocais, boca);

FRONTAL: Pituitária/hipófise (cérebro inferior, olho esquerdo, ouvidos, nariz, sistema nervoso);

CORONÁRIO: Pineal (cérebro superior, olho direito, cabelo, unhas).



Cada um dos sete chakras em estudo emitem energias para o perfeito funcionamento do sistema glandular do corpo físico, de todos os corpos sutis e no campo da consciência. A energia dos chakras é distribuída por canais (ou “nadis”) para as glândulas endócrinas no corpo físico que produzem os hormônios necessários ao perfeito funcionamento do sistema físico.

Por sua vez, os hormônios produzidos nas glândulas circulam no corpo físico através da corrente sanguínea para a harmonia da saúde. Assim, precisamos da energia da terra processada pelos minerais e vitaminas presentes nos alimentos, bem como do ar que respiramos impregnados de prana (energia vital) e da energia cósmica que entram em nossos corpos de energia.

As energias negativas e positivas ficam localizadas no chakra cardíaco que vai processar de acordo com suas experiências, gerando uma resposta que será manifestada no corpo físico ou no externo. Essas emoções são aglomeradas no corpo astral conforme a densidade e frequência que agem em uma das glândulas do sistema endócrino através do chakra.

Veja que os chakras interferem em todos os aspectos do ser humano ou em todos seus corpos e devemos sempre buscar o equilíbrio de cada um para a harmonia individual e da humanidade, já fazemos parte do todo e somos essenciais para ele.

Conhecer os Chakras e suas características é muito importante para buscar esse equilíbrio e desafiar cada ser humano a se superarem e autoconhecerem. Para isso é necessário observar qual chakra está em desequilíbrio, ou seja, com excesso ou falta de energia e, a partir de então,  iniciamos um movimento de autoaperfeiçoamento, que representa um impulso para o movimento, o crescimento, o aprendizado e a evolução.

A maneira ideal de saber como estão nossos Chakras é através do autoconhecimento. Mas como, às vezes, a autoanálise é difícil, temos algumas ferramentas que nos ajudam a perceber esses desequilíbrios e, no nosso caso, as orientações das entidades espirituais é muito importante para percebermos alguns desequilíbrios e ajustarmos essas energias para fluir sem interferência, além de outros métodos energéticos e espirituais.

Contudo, em especial, é muito importante destacar que o ganho de consciência, a vontade de fazer as mudanças necessárias para evolução, a observação da energia e vibração que você se mantém, a confiança nos seus guias, guardiões, anjos da guarda e mentores espirituais, suas firmezas e além da premissa “Orai e Vigiai”, são seus aliados para manter seus Chakras em equilíbrio e sua vida em harmonia, além de manter o valor maior da Umbanda em ação: AMOR E CARIDADE.

Que possamos caminhar sempre em rumo de nossa evolução pessoal e coletiva, juntamente com a Espiritualidade que nos ampara sempre.

Muito axé a todos.

Girlei de Iemanjá

terça-feira, 23 de março de 2021

Os Chakras

                                                                   Os Chakras

 

Somos seres cósmicos pois somos a fusão dos seres visíveis e invisíveis. Então, quando falamos do homem estamos falando dos Universos: mineral, vegetal, animal, hominal e angelical. O universo hominal está em desenvolvimento em nós e o angelical ainda está por se manifestar. Estes Universos agem em nós pelos nossos chakras.

A palavra “Chakra” ou chacra tem origem no sânscrito (língua ancestral do Nepal e da Índia/língua indo-européia) e significa “roda de luz”, disco, centro ou plexo. Os clarividentes os percebem como vórtices ou redemoinhos de energia vital e espiral girando em alta velocidade e vibrando em pontos vitais do nosso corpo.

Os chakras fazem a captação de energia do Universo para o nosso corpo e daí recebemos as vibrações de doença ou saúde, conforme nossa vibração. Eles atuam diretamente nas glândulas que comandam as funções do nosso corpo físico para seu funcionamento em equilíbrio

O nosso corpo é repleto de chakras e os estudos indicam que cada poro da pele também é um chakra, ou seja, temos inúmeros pontos de energia espalhados por nosso corpo. Contudo, este estudo será centrado nos sete chakras principais: Coronário, Frontal, Laríngeo, Cardíaco, Umbilical, Sacral/Sexual, Básico ou Raiz.

As características dos chakras variam de acordo com cada pessoa em sua cor e rotação. Com exceção dos chakras Coronário e Básico, todos os demais têm entrada e saída de energia na frente e atrás, como se fosse um canudo que atravessa nosso corpo. O Coronário está ligado ao nosso corpo mental superior e à energia elétrica, como já estudado no texto “Os Corpos Sutis”, ou seja, está ligado à espiritualidade. Já o Básico recebe a energia telúrica do centro da Terra, própria dos encarnados, por isso quando há o corte dessa energia do chakra básico a pessoa desencarna.

Pois bem. Os chakras estão localizados no corpo Etérico ou Duplo Etérico que, como visto em estudo anterior, é também conhecido como Aura, que define o padrão emocional momentâneo do indivíduo e é o corpo que anima o corpo físico.

Iniciaremos estudando o Chakra BÁSICO que está localizado na base da coluna vertebral, entre o aparelho genital e o ânus, sua cor é vermelho fogo e seu elemento é a terra, está ligado diretamente à glândula suprarrenal, energiza os pés, pernas e a base da espinha dorsal. Tem como função ligar o espírito de forma segura à realidade física da existência humana. São atributos positivos a força vital, sobrevivência, estabilidade, segurança, manifestação, paciência, compromisso, consistência, vontade, atração e ambição. Os atributos negativos do desequilíbrio são: violência medo, frustração, inquietude, dificuldade em criar raízes, alienação, separação, desonestidade e astúcia. Desenvolve a absorção da energia telúrica. Representa a conexão do ser humano com o planeta Terra, mundo material e físico. Está relacionado com a sobrevivência.

O segundo Chakra SACRAL, ESPLÊNICO OU SEXUAL: Está localizado dois dedos abaixo do umbigo, sua cor é laranja e seu elemento é água. Está ligado diretamente às glândulas de reprodução e comanda os órgãos reprodutores, rins, sangue, saliva, etc. É o centro das emoções, da energia sexual e das forças criativas primitivas e não purificadas. Caracteriza os nossos relacionamentos interpessoais, especialmente, com o sexo oposto. São atributos positivos o sabor, apetite, desejo, prazer, orgulho, emoção, vitalidade, satisfação sexual, poder, prosperidade e discernimento. Seus atributos negativos gerados pelo desequilíbrio deste chakra são: ganância, manipulação, sentimentalismo, exaustão, sexualidade indiscriminada e culpa. Desenvolve a troca sexual e alegria. Relaciona-se com a sexualidade, curiosidade e prazer material.



Já o terceiro Chakra PLEXO SOLAR OU UMBILICAL está localizado na boca do estômago, sua cor é o amarelo e seu elemento é o fogo. Está ligado diretamente às glândulas pancreáticas e comanda o sistema digestivo, nervoso vegetativo e pele. Através dele entramos num relacionamento ativo com as coisas do mundo e com outras pessoas, buscando a nossa identificação social. Também nos possibilita perceber a vibração de outras pessoas e reagir, então, de acordo com essa qualidade vibratória. Tem como função reger o poder e o valor pessoal, a capacidade de tomar decisões e a percepção intuitiva. São atributos positivos a inteligência, equilíbrio, nutrição, nervos fortes, poder pessoal, autoconfiança, estimulação, assimilação nos níveis físico e psíquico, flexibilidade e capacidade de tomar decisão. Seu desequilíbrio gera: medo de fracassar, incapacidade de tomar decisões, capacidade de julgamento deficiente, falta de confiança, pouco respeito por si mesmo, rigidez e assimilação deficiente. Desenvolve as emoções interiores. Representa a personalidade do ser humano. Está relacionado com as qualidades da mente, vitalidade, saber, aprender, comunicar.

Há que se fazer aqui um esclarecimento sobre a nomenclatura mencionada acima “Chakra Umbilical”. Há quem utilize esta nomenclatura para definir tanto o chakra plexo solar quanto o sacral/sexual/esplênico. No nosso caso, utilizaremos esta nomenclatura para indicar o terceiro chacra, ou seja, o Plexo solar.

O CARDÍACO localiza-se na região cardíaca, no meio do peito e na altura do coração, sua cor é o verde, rosa ou dourado e seu elemento é o ar e está ligado à glândula timo. Esta Glândula está próxima ao coração, podendo expandir nossa amorosidade e representa o “Eu” de cada um. Comanda o coração, sistema circulatório e respiratório. Nele unem-se os três centros inferiores (físico e emocional) com os três superiores (mental e espiritual). Possibilita a compreensão e compartilhamento de coisas e a sintonia e vibração em conjunto, ou seja, a união através do amor. É o elo de energias dos chakras inferiores e superiores. Chakra onde passa toda a nossa energia. Desenvolve os sentimentos. Representa o amor incondicional. São atributos positivos: o amor por si mesmo e pelos outros, empatia, cura, individualidade, fraternidade, unidade, adaptabilidade, generosidade, nobreza de espírito, pureza e delicadeza. Seus atributos negativos gerados pelo seu desequilíbrio são: o medo de ser examinado minuciosamente, ódio, avareza, egoísmo, mesquinhez, malícia, ressentimento, insensibilidade.

O Chakra LARÍNGEO está localizado na garganta, sua cor é azul claro e seu elemento é o éter, está ligado diretamente à glândula tireoide e comanda os pulmões, brônquios e a voz. Relaciona-se com a inspiração, a comunicação e a expressão. Desenvolve a intelecto (raciocínio), sentidos, visão. Representa a comunicação, criatividade, som, vibração e capacidade de receber e assimilar. Vinculado ao paladar, audição e olfato. Aspectos a compreender: comunicação externa e interna, esclarecimento que conduz ao estado Divino, consciências e crenças (no que você acredita e se apega).

Já o Chakra FRONTAL localiza-se entre as sobrancelhas, sua cor é o verde índigo, estão presentes todos os elementos e está ligado à glândula hipófise ou pituitária. Desenvolve a intelecto (raciocínio), sentidos, visão. Chakra dos sentidos, relaciona-se com a intuição, vidência, audiência no campo da paranormalidade e espiritualidade. Aspectos a compreender: intuição e a consciência e capacidade de se observar sem julgamento.

O Chakra CORONÁRIO que está localizado no topo da cabeça, sua cor é o violeta; são utilizados aqui todos os elementos e está ligado diretamente à glândula pineal ou epífise. Desenvolve a consciência do espírito. É o chakra da luz do conhecimento, consciência, visão do Universo, permitindo a ligação do ser às Energias Superiores, ao Divino.

                                                                                            Girlei de Iemanjá

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Lei Divina

Lei Divina

 

Diferente do que muitos pensam, o mundo espiritual não se difere muito do mundo carnal ao se tratar de sentimentos e ações. Toda ação tem uma reação, isso é chamado de Lei divina, em outras crenças ou formas de pensar pode-se chamar também de Universo, ou Lei universal ou Lei do retorno. São várias as formas que se pode utilizar para nomear o mesmo fator, que nada mais é que a correspondência de tudo aquilo que se faz e retorna para você, não necessariamente do mesmo jeito que fez, porém trazendo o mesmo sentimento e intensidade naquilo que causou a si e ao próximo, em que a criação divina é toda interligada e por ela tudo é transmitido através de ações e sentimentos.

 Os planos carnal e espiritual são totalmente interligados e todas as nossas ações e sentimentos vão trazer próximo de nós, espíritos afins com a energia emanada e, por consequência, as coisas que acontecerão conosco. Não existe ninguém injustiçado se não for injusto e ninguém abençoado se não for bom. Muitas vezes podemos não compreender os acontecimentos por termos conhecimento apenas dos fatos dessa vida, pois em nossas várias encarnações carregamos conosco nossos aprendizados, nossos erros e acertos e procuramos evoluir com base nisso e em nossa atual vida, encarnados.


Isso reflete diretamente em várias coisas que acontecem no que se chama de “acaso”, o qual é simplesmente uma forma de dizer o que não se sabe explicar, porém torno a dizer que é justamente pelo fato das limitações carnais que não sabemos o que são esses “acasos” e nomeamos de sorte ou azar, justiça ou injustiça, não sabendo ao certo o que realmente é verdade ou mentira, e para não termos dificuldades devemos sempre lembrar que Deus é perfeito, que tudo tem um propósito e que somos autores dos nossos próprios destinos, fazendo ele se tornar melhor ou pior através de nossas ações, nossas aceitações e nossas transformações.

Para nos tornarmos seres melhores e em busca de evolução devemos entender a Lei divina e não colocar culpa ou dificuldade nas coisas que acontecem e sempre extrair um aprendizado daquilo que nos acontece, seja bom ou ruim, refletindo assim nossas vidas e voltando para dentro de si, descobrindo nossos defeitos e qualidades, lapidando sua alma e seu espírito para um caminho em torno da luz. Reclamar e colocar a culpa em coisas de fora nunca trará benefícios, pelo contrário, trará prejuízos que por sua vez atrairão ações negativas e mais ações negativas em sua vida criando um círculo vicioso de coisas ruins até que se enxergue diferente ou continue a sofrer por um mal causado a si próprio.

Elevar os pensamentos, amar a ti mesmo, amar ao próximo, confiar em Deus e em sua Lei, saber perdoar, compreender e entender lhe fará uma pessoa mais próspera com caminho ascendente a luz, a dificuldade encontrada por cada um é aquela que apenas você poderá vencer, nunca se comparando ao próximo nem fazendo juízo de quem goste ou não.

 Pai Igor de Oxum


terça-feira, 18 de agosto de 2020

Banho de ervas


Banho de ervas 

Na Umbanda as ervas são utilizadas de diferentes maneiras a fim de auxiliar na manipulação energética, dentre elas destacam-se os banhos. As ervas podem ser divididas em: quentes, mornas e frias, sendo utilizadas para limpeza e equilíbrio energético, sucessivamente. Há também as ervas universais, como por exemplo as rosas, que são ervas neutras cuja energia pode ser moldada de acordo com as ervas as quais se associará.

Por ser uma prática comum em diversas culturas, os banhos de ervas acabaram sendo banalizados com o passar do tempo e realizados incorretamente, sem orientação adequada. É comum que as pessoas tomem banhos por conta própria ou por indicação de terceiros, no entanto seu uso deve ser sempre orientado por um guia espiritual pois, cada planta tem sua particularidade e o momento correto de utilização. Dessa forma o mesmo banho pode ser benéfico para uma pessoa e acarretar danos energéticos a outra. A título de exemplo, se for prescrito um banho para descarrego para uma pessoa em particular, com uso de Arruda (promove uma limpeza profunda e agressiva no campo energético) e outra pessoa realizá-lo sem que haja necessidade de limpeza energética, seu peri-espírito será prejudicado.

Dentre os banhos podemos citar os de descarrego e energizantes como mais comuns,   muitas vezes sendo utilizados de maneira complementar pois os banhos de limpeza energética atuam retirando miasmas e larvas astrais, podendo causar “feridas” no campo áurico durante o processo, dessa forma é comum que os guias orientem a utilização de um banho energizante logo em seguida, utilizando ervas com ação esterilizante e cicatrizante.

Alguns fatores devem ser levados em consideração no momento da preparação do banho como: a temperatura da água (estando relacionada com a expansão ou concentração de energia), o horário e local a ser realizado e a forma como será tomado. Banhos de corpo inteiro são pouco indicados pelos guias, uma vez que podem influenciar na vibração do chakra coronário.

Vale lembrar que nenhum trabalho deve ser realizado sem orientação espiritual, sempre que surgirem dúvidas, devemos questionar para assegurar que a execução seja feita de maneira correta e efetiva.

 Larissa de Iansã e Pedro” de Xangô