quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Boiadeiros

Boiadeiros 



Linha relativamente nova na Umbanda, a linha dos Boiadeiros começou a se manifestar junto à linha dos Caboclos. Segundo a história na Umbanda, a primeira vez que essa linha se manifestou foi numa gira de Caboclos em que estava presente no terreiro um Caboclo Boiadeiro.

Essa linha vem geralmente sustentada num de seus mistérios por Ogum, por ser o senhor dos caminhos e das guerras, os Boiadeiros atuam nessa linha no sentido de conduzir a boiada (humanidade desviada) para os caminhos que levem a Olorum(Deus); nos mistérios de Oxóssi e Iansã, atuam no sentido de que praticamente toda a vida dos Boiadeiros se passa em contato estreito com a natureza, tendo muitas vezes o céu por teto, aprendendo a se relacionar com essa natureza com base no respeito e buscando nela, muitas vezes a cura (através do uso de ervas) para os males a que eram acometidos em virtude do trabalho de conduzir a boiada. Ainda  no Mistério de Iansã, receberam desta, a tarefa de conduzir Eguns(espíritos que ainda não encontraram a luz) onde não poderão fazer mal e terão oportunidade de crescimento. Podem, ainda, vir sob a irradiação de outros Orixás.

O arquétipo do boiadeiro é muito belo, pois traz a simplicidade do homem do campo, a lealdade e acima de tudo a força de vontade de domarem em si mesmos aquilo que precisa ser domado, ou seja: suas imperfeições. Ao mesmo tempo em que são cheios de atitudes, os Boiadeiros são também pacientes, pois se necessário, desaceleram seu ritmo a fim de que possam conduzir a boiada, quando essa se mostra lenta.

A lealdade do Boiadeiro se traduz no fato de que este, quando percebe que um boi está perdido ou atolado, toca seu berrante para que o perdido o encontre, mas quando isso não se dá, o Boiadeiro vai onde o boi está, ou seja: coloca a boiada em segurança e volta onde for para resgatar o boi perdido, fazendo lembrar a parábola do Bom Pastor.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Exu Mirim

Exu Mirim


Entidade Exu Mirim, podemos dizer que é a mais polêmica dentro da Umbanda, vamos entender o porquê, e a base para entender começa no Orixá Exu Mirim, caso não tenha lido recomendo que clique em Orixá Exu Mirim e leia, pois o grande mistério de Exu Mirim começa através de seu Orixá.

No início dos trabalhos de Umbanda onde começaram a manifestar espíritos com arquétipos de crianças tivemos dois tipos, as crianças boazinhas bonitinhas que chamavam a todos de tios e tias, conhecidos por Erês ou Ibeijada o qual vem na irradiação do Orixá Ibeijis e também começou a manifestar crianças/adolescentes briguentas, com arquétipos difíceis de lidar, as quais ficavam "incontroláveis" em alguns médiuns. A essas crianças/adolescentes foi dado o nome de Exu Mirim.

Mas qual motivo de apresentarem esse arquétipo tão complicado? E a resposta encontra-se na essência da força divina a qual representam, ou seja seu Orixá. Exu Mirim é a força escondida antes da prática, ele trabalha no oculto, no pensamento, naquilo que o ser esconde de si dentro de si e para Exu Mirim tudo é revelado. Podemos simbolizar como um jacaré que ao entrar dentro da água fica apenas com os olhos de fora, submerso na água e com olhar pra fora dela. Esse descontrole que os médiuns apresentam ao incorporar essas entidades é a revelação do seu mais profundo sentimento, seja de amor, seja de ódio, os sentimentos ficam a flor da pele, então aquele médium que não possuir total controle de suas firmezas pode apresentar um comportamento que dizemos que não condiz com a prática do bem, através de palavras chulas e ações desaprovados aos olhos dos praticantes da religião. Devemos lembrar que isso ocorre pelo descontrole do médium de não conseguir saber lidar com a energia de Exu Mirim.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Pombogira - Pomba gira

Pombogira - Pomba gira



Entidades intrigantes da linha da esquerda foram, durante muito tempo, vistas como mulheres vulgares, prostitutas; pois se apresentam geralmente com roupas coloridas e exuberantes (pretas e vermelhas), babados, fitas, rendas, brilhos e flores, algumas fumam cigarrilhas, bebem champanhe. SEMPRE apresentam comportamento irreverente, são alegres, festivas e não gostam de sentir o clima triste, buscando imediatamente promover a mudança para a alegria.

Para alguns, Pombogira seria a personificação feminina de Exu, porém não é assim; também Exu não é a personificação masculina de Pombogira. Ambos trabalham na linha da esquerda e formam parcerias de trabalho cada um usando seu ponto de força e conhecimento a fim de melhor atuarem.

Segundo Rubens Saraceni, a entidade Pombogira é especialista em amor e relacionamentos, trabalham na irradiação do Orixá Pombagira (leia-se em texto anterior), que atua nos desejos humanos, estimulando o Ser a conquistar aquilo que deseja.

Pombogira trabalha auxiliando e guardando os planos inferiores vibracionais para combater o mal que ainda se encontra na criação divina. Pelo fato de Exus e Pombogiras atuarem em planos muito próximos às faixas vibracionais da Terra, são espíritos profundamente conhecedores das paixões humanas, de seus desejos, imperfeições e qualidades. Trabalham atuando nessa energia para ajudarem àqueles que buscam suas orientações.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Exu

Exu


Sério, alegre, duro, maleável, confuso, claro, determinado, indeterminado, afinal quem é esse ser com tantas características controversas? O que faz ele ser tão diferente? O que tem de tão misterioso? Quais seus mistérios? É de Deus? É do demônio? Que arquétipo é esse? Então vamos lá, vamos falar da entidade mais polêmica da umbanda, e do panteão africano, Exu.


Antes de começar, deixo claro que não é possível em apenas um texto descrever tudo sobre Exu, mas tentarei no decorrer deste deixar o mais claro possível quem é Exu e o que ele representa para Umbanda e os umbandistas. No decorrer dos textos do blog iremos sempre escrever sobre Exus e seus ensinamentos.

Como temos a trindade da linha de Direita, Preto Velho, Caboclo e Erês, temos a trindade da linha de Esquerda, iniciando por Exu, Pombogira e Exu Mirim. Essas trindades baseiam-se em forças divinas conforme cada religião. O simbologismo do número três e a representação das energias masculina feminina e a criança, temos o triângulo perfeito símbolo da criação de Deus que é exata, entre outros significados. A partir da trindade de Esquerda umbandista que, inicia-se por Exu, traz a necessidade de compreender a essência da natureza do Orixá Exu. Para entender de qualquer assunto primeiro temos que saber a origem, saber sua base fundamentadora e sua fonte de energia. Se não leu clique na palavra Orixá Exu e leia o texto antes de retornar a este.

domingo, 27 de agosto de 2017

Ibeijada - Erês

Ibeijada - Erês




A Umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade e possui, portanto, inúmeras linhas de trabalho. Compõe essa legião de trabalhadores do bem a linha dos erês ou a Ibeijada, tão importante, porém ao mesmo tempo um pouco desvalorizada por alguns talvez por desconhecimento, fazendo-se esse estudo necessário para que possamos compreender sua atuação em uma gira e na vida de todos nós.

Ibeijada, Erês ou Crianças são espíritos que se manifestam em um terreiro de Umbanda com um arquétipo infantil a fim de dar consultas e realizar os trabalhos que forem necessários.

Há quem entenda, seguindo o entendimento de Rubens Saracceni, que os erês são seres encantados, isto é, seres que vivem na quinta dimensão e nunca vieram ao plano material. Existe outra corrente de pensamento que afirma que são espíritos que em sua última encarnação desencarnaram ainda crianças dos sete aos doze anos de idade. E para outra linha de entendimento, na qual acredito, essas entidades são um arquétipo. Assim como nem todo preto velho foi negro e idoso e nem todo caboclo foi índio, nem toda criança foi criança.

Os espíritos que trabalham na linha da Ibeijada podem ser seres encantados, espíritos que desencarnaram jovens ou não serem nem encantados e ter desencarnado já em idade avançada, integrando essa linha por terem adquirido esse grau evolutivo de erê.

sábado, 26 de agosto de 2017

Caboclos

Caboclos


Em uma linguagem bem comum temos os caboclos como a figura de um homem nativo ou mestiço. Os Caboclos são espíritos sábios e caridosos, assim como os Pretos Velhos. Eles são regidos pelo Orixá Oxóssi, no entanto, assim como nas outras linhas, os Caboclos vão receber irradiações de outros Orixás, podendo alguns receber irradiações de todos os sete Orixás, como por exemplo, o Caboclo Sete Flechas, Caboclo Sete Luas, dentre outros. Em seus nomes eles carregam elementos e pontos de forças que dão indicação do Orixá que os regem, como exemplo podemos citar os Caboclos dos Rios e do Ouro (Oxum); Caboclo do Fogo (Xangô); Caboclo Ventania (Yansã); etc
.
Podem ter também nomes em tupi-guarani como Tupã, Tupi, Tupinambá, Aimoré, Jacira, Indaiá, etc. Bem como Caboclos Penas, exemplos, Caboclo Pena Branca, Caboclo Pena Dourada, Caboclo Pena Vermelha. Caboclos Flecha, exemplo Caboclo Flecha Dourada, Caboclo Flecha Branca. Caboclos Folha, exemplo Caboclo Folha Verde, Caboclo Folha Branca. Caboclos Pemba, exemplo Caboclo Pemba Roxa, Caboclo Sete Pembas.

Existem nomes ligado a suas ações, como, Caboclo Quebra Pedra ou Caboclo Rompe Mato, por exemplo. E nomes ligados a animais como os felinos (associados a Oxóssi) e cobras (associados a Oxumaré).

Na Umbanda os caboclos possuem a forma de índios em homenagem aos nativos que desenvolveram um grande vínculo com a natureza. Porém, nem todo Caboclo foi necessariamente um indígena. As linhas de trabalho no plano espiritual são criadas de acordo com as afinidades e grau de elevação perante as Leis Divinas.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Pretos velhos

Pretos velhos


Dia de comemoração: 13 de maio
Dia da semana: segunda-feira
Cor: preto e branco
Linha de trabalho: Evolução, transmutação e transformação.

Os Pretos e Pretas Velhas, nossos Avôs e Avós na Umbanda, são entidades elevadas que se manifestam e se apresentam como anciãos negros. São seres de grande conhecimento em manipulação de ervas, que possuem amplo entendimento da magia Divina.

Tem-se, com base na dor e no sofrimento pelo que passaram os negros na época da escravidão, que a linha de preto velho transmita sabedoria, perseverança, humildade e paciência.

Muitos Pretos velhos podem apresentar-se como Tio, Tia, Pai, Mãe, Vó ou Vô, porém todos são Pretos velhos. Importante mencionar que nem todas as entidades que trabalham como pretos velhos foram escravos, alguns viveram bem antes desse período histórico, tiveram diferentes formas de vidas. Quando um Preto Velho fala de seu cativeiro, não necessariamente está ligado à escravidão no Brasil, podendo ter acontecido em outros planos espirituais. Eles têm como objetivo nos ensinar que foi através dessa história de dor, lutas e dificuldades que eles alcançaram a luz.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Orixá Ibejis

Orixá Ibejis


Orixás cultuados na nossa querida umbanda, de força extrema, conhecidos por alguns como Orixás-crianças. Ibejis são duas divindades, gêmeos da criação, sincretizados com os Santos Católicos Cosme e Damião, sendo também associados às lendas dos gêmeos africanos Taiwo e Kainde, sendo Taiwo "o que sentiu primeiro" e Kainde "o que demorou a sair". Temos também na formação dessa força de Orixá uma terceira divindade que complementa os Ibejis, conhecida por Doum. Em Iorubá a palava Doum "Idowu" atribui nome do filho que nasce na sequência de gêmeos e tem também relação com o termo "dohoun" que significa "parecido com ou semelhante ou igual a". No sincretismo católico Doum é companheiro de Cosme e Damião.

Cosme(esquerda) Doum(meio) Damião(direita)

Orixás do amor e a união, da alegria, regem a infância até adolescência, a ingenuidade do ser. Tudo aquilo que inicia na vida está relacionado aos Ibejis, desde o nascimento de um inseto ao de um ser humano, ou nascimento de um rio ou do nascer do sol.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Orixá Exú Mirim

Orixá Exú Mirim


Complexo, difícil de compreender e uma força muito grande. Assim como o Orixá Exu, o Orixá Exu Mirim diferencia-se da entidade, pois orixás são forças de estado da criação, já entidade ou espírito são seres da criação e essas forças de estado da criação que chamamos de Orixá formam um conjunto completo que sem um o outro não poderia atuar. Podemos tomar como exemplo uma escada que se retirar um degrau compromete ou impossibilita a subida/descida. Sobre a entidade Exú Mirim falaremos posteriormente no texto sobre as entidades.  

Orixá Exú Mirim rege a linha de trabalho das entidades Exús Mirins, dentro das quais encontramos assim como Exú diversas falanges(grupos de trabalho). Orixá Exú Mirim assim como Orixá Exu atua no cumprimento da lei cármica, sendo grande atuante, independente se consideramos bom ou ruim, bem ou mal, essa força divina faz cumprir aquilo que cada um cultivou, faz você "colher o que plantou". 

O Orixá Exu dizemos que "sem Exú não se faz nada" e já com o Exú Mirim diz "sem Exú Mirim nem o nada é possível", devido a sua maneira de expressão em atuar na criação para criar, ou seja na formação dos pensamentos que formam as intenções que criam os desejos, partindo do princípio nada para a criação de algo. Essa forma de atuar deste Orixá nos mostra o tanto citado Livre Arbítrio, pois a força divina irá reger a partir de nossos atos.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Orixá Exú

Orixá Exú


Para começar a entender o Orixá Exú, caso não tenha lido o texto sobre Orixá, clique em cima da palavra Orixá e leia antes de prosseguir, caso contrário pode haver uma confusão, pois irei esclarecer sobre o Orixá Exú e não sobre entidades Exú. Como sabemos Orixá é uma força divina, ou seja, um poder divino, já a entidade é um espírito com essência divina que toda criação tem.

O surgimento do Orixá Exú dá-se no início da criação divina, Olorum(Deus) exteriorizando sua vontade, necessita assim de uma energia exteriorizadora que assente todas as demais energias, sendo Orixá Exú a energia que assenta as demais energias, trazendo assim Oxalá(energia divina) e após Logunam(energia divina do tempo) e assim por diante os demais Orixás(energias). Desta maneira podemos entender o porquê se diz que Exú está em tudo, pois devido ser a energia base onde está assentada toda energia divina ele se encontra juntamente com ela em todos os locais. Como símbolo deste Orixá encontramos o tridente, também símbolo da entidade Exú, devido sua característica tripolar, ou seja, apresenta de um lado o negativo, no meio neutro e no outro lado o positivo, sendo um grande estabilizador da energia divina, quando algo está em desacordo a energia deste Orixá que regula para que a força divina permaneça sempre em harmonia.

A entidade Exú tem como base de sua energia o Orixá Exú, sendo assim a sua compreensão para revelação dos mistérios das entidades Exú que equilibram as ações dando suporte para que tudo da criação ocorra, ainda são os mensageiros do mundo espiritual. Em todo trabalho de umbanda o Orixá Exú deve ser o primeiro oferendado devido suas características de mensageiro e dar assentamento para que as coisas ocorram. Em um ponto cantado para a linha de Exú revela essa característica, "A Umbanda sem Exú não se faz nada", nos mostrando a importância dessa energia que organiza o trabalho, protege e leva todas as mensagens ao mundo espiritual com segurança.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Orixá Pombogira ou Pombagira

Orixá Pombogira ou Pombagira




O leitor pode estranhar que exista um Orixá com o mesmo nome de um polo da linha da esquerda: Exú e Pombogira são trabalhadores da Umbanda que lidam com as coisas mais do terra a terra, como tudo aquilo que se refere à vida terrena, qual seja trabalho, segurança, relacionamentos e tudo mais que tem a ver com a vida do mundo material.

Importante observar que cada Orixá cultuado na Umbanda, refere-se a uma qualidade do Criador, é disso que trata o presente texto, de uma qualidade do Criador, a qualidade do desejo, o estímulo que faz a pessoa se movimentar.

Algumas linhas de Umbanda não cultuam esse Orixá, ocorre que, assim como Oxóssi é um dos Orixás que rege o trono do conhecimento, também há um trono que controla o que rege os desejos humanos, considerando que os desejos que nos movem, percebe-se que o papel desse Orixá em nossas vidas é de vital importância, pois o desejo de segurança, de alimentação, de sexo, abrigo, vem movendo a humanidade a alavancar cada vez mais o progresso material.

domingo, 20 de agosto de 2017

Ewá

Ewá





O texto de hoje falará sobre o Orixá Ewa, não muito conhecido mas nem por isso menos importante, visto que de alguma forma todos os orixás exercem uma certa influência na vida de cada um. Diante disso, se abordará  a sua atuação, as características de seus filhos e mais algumas curiosidades interessantes sobre esse respeitado orixá.

Ewa é um orixá mais cultuado nos cultos de Candomblé  advindo seu nome de um rio existente na Nigéria. Conhecida como orixá da vidência e da sensibilidade,  atua na vidência do ser e em sua intuição estimulando-o à sutilidade.

Juntamente a Oxumaré é responsável pela energia do arco-íris. É regente da neblina e dos nevoeiros e auxilia aqueles que  se perderam no caminho diante da impossibilidade de enxergar o que está em sua volta mostrando-lhes o percurso correto conforme for de merecimento.

É também conhecida como a senhora das mutações por ser a transformadora do estado da água gerando nuvens e  chuvas, por atuar na mudança dos animais e vegetais como, por exemplo, no desabrochar de uma rosa e na transformação de uma lagarta em uma borboleta. Desperta a transformação das células, do ser, gerando tudo o que há de belo no universo.

sábado, 19 de agosto de 2017

Ossaim

Ossaim



O Orixá Ossaim, também conhecido como Ossãe e Ossanha, é o senhor das folhas. É pouco cultuado dentro da umbanda, uma vez que Oxóssi praticamente ocupou todo o espaço do vegetal na maioria das vertentes umbandistas. Apesar disso, sua energia existe e nas casas umbandistas que não o concebem e cultuam-no, ela é atribuida a Oxóssi. Nesse texto vamos aprensentar esse Orixá que tem grande poder, apesar de não estar dentro das sete linhas da umbanda

Ossaim é um orixá muito místico, tem o arquétipo de um grande feiticeiro, um curioso alquimista, um bruxo, o senhor das folhas e das poções e ainda um mestre curandeiro. Uma de suas lendas explica que desde jovem ele tinha um dom muito grande para a cura e vendo isso Olorum (Deus) resolveu presenteá-lo com o domínio e o conhecimento de todos os segredos das folhas medicinais e sagradas, isso fez com que seu trabalho como curandeiro fosse facilitado através do uso dessas plantas.

Outra de suas lendas explica o motivo dos outros orixás terem suas ervas de poder apesar de existir um orixá com o domínio de todas as ervas e folhas. Conta essa lenda que o Orixá Xangô ficou enciumado com o fato de Ossaim ser o único orixá com domínio das folhas que são importantíssimas em qualquer ritual e pediu para sua mulher Iansã espalhar todas as folhas de Ossaim usando seus ventos para que cada orixá apanhasse as folhas que eram compatíveis com sua energia. Quando Ossaim foi atrás das folhas os outros orixás já haviam apanhado várias delas, apesar disso, Ossaim guardou os segredos de todas as folhas para si. Desta forma, mesmo que a espécie vegetal seja de domínio de outro orixá é necessário cultuar e pedir permissão de uso para Ossaim.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Logun Edé

Logun Edé


Orixá fora das sete linhas de Umbanda de Rubens Seraceni, porém cultuado em diversos terreiros de umbanda. No texto em que explico sobre Orixá utilizo a exemplificação do que é Orixá através da difusão do branco que passa pelo refletor de cores que se expande nas cores do arco-íris. Pois bem, partindo deste ponto raciocínio, as cores quando estão passando de uma para a outra se misturam, acontecendo o mesmo aos Orixás, a mistura e transição de características de alguns Orixás formam outros como nosso querido Logun Edé.

Mistura das forças de dois grandes Orixás das sete linhas de umbanda, Oxum e Oxóssi, temos Logun Edé. Com a comparação das cores do arco-íris seria a transição do amarelo (Oxum) para o verde (Oxóssi). Logun Edé é conhecido também por fazer parte da trindade da nação Iorubana, pai(Oxóssi), mãe(Oxum) e filho(Logun Edé), temos praticamente em todas as religiões uma trindade sagrada, até mesmo no culto dos antigos egipcianos como Ísis, Osíris e Hórus.

Inteligente, sábio, caçador, bonito, vaidoso, ponto de força nas matas e nos rios, Logun Edé traz em uma das mãos o Abebe(espelho) de Oxum e na outra mão o Ofá(arco e flecha sagrados) de Oxóssi. Suas cores são amarelo e verde, porém encontramos também amarelo e azul em terreiros que cultuam Oxóssi com a cor azul. Sua saudação é Logun ô akofá! Seu dia é quinta-feira. Data comemorativa é 19 de abril. Sincretismo católico é Santo Expedito.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Oxalufã

Oxalufã/Oxalufan



No texto anterior, falamos que Oxalá se desdobra em duas qualidades, sendo a primeira Oxaguiã, representa a força aguerrida dos jovens; em um segundo momento, temos a manifestação de outra qualidade de Oxalá, representado por Oxalufã, que é a manifestação das qualidades daquele guerreiro forte, amoroso e que não media esforços para trazer a paz aos homens.

Neste segundo momento, falta a Oxalufã a força e o vigor físico, momento no qual, manifesta uma variação de força, a tranquilidade, a calma, a paz conquistada, garantida nos dias de luta da juventude. Oxalufã soube usar o vigor e a força física características dos jovens e garantiu à velhice um entardecer suave.

A sabedoria de Oxalá, fez com que este Orixá nos mostrasse o momento certo de viver cada fase da vida, infelizmente muitos jovens, gastam seu vigor, sua força de realização em caminhos tortuosos que consomem suas melhores energias sem se darem conta de que assim como o dia nasce, tem seu ápice e logo a seguir entardece, assim também é a vida, a juventude manifestando toda a potência de realização, onde tudo pode ser criado; o momento de semear e a velhice, onde o Ser colhe aquilo que plantou em sua juventude.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Oxaguiã

Oxaguiã ou Oxaguian


Esse Orixá é um desdobramento das qualidades de Oxalá.

Assim como Ogum se desdobra em várias características específicas sem perder a essência marcial, Oxalá também de desdobra em duas formas ou dois aspectos: Oxaguiã e Oxalufan.

Oxaguiã trata do aspecto jovial de Oxalá; conforme em texto anteriormente publicado, Oxalá é o Orixá a quem Olorum(Deus) designou a função de criar o planeta Terra e todas as espécies vegetais, animais, todos os minerais e a nós, os seres humanos. 

Oxalá simboliza a paz, mas para evidenciar a paz, é necessária a sua polaridade negativa que é a guerra, o conflito: é nesse momento que o aspecto jovial de Oxalá se manifesta: Oxaguiã pode ser considerado como o próprio conflito, a revolução que antecede e oportuniza grandes mudanças, as transformações a que tanto o planeta, como a cada um, seja individualmente, seja como o todo que é a humanidade.

Os conflitos, sejam internos, sejam com as verdades e circunstâncias vigentes, são sempre oportunidades para o nascimento do novo, do diferente. Oxaguiã, dessa forma se apresenta como o Orixá do progresso, do dinamismo da vida, é sob a irradiação desse Orixá que faz ferver as discussões, cumprindo com seu papel de destruir o velho para que o novo tenha espaço para surgir; é ainda aquele que aguça a estratégia da inteligência. Em seu aspecto jovem, Oxalá/ Oxaguiã é representado pelo branco. 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Iemanjá


Iemanjá



No texto de hoje falaremos sobre mamãe Iemanjá, um orixá muito conhecido e cultuado na Umbanda. Abordaremos em qual linha ela atua, qual a sua regência na vida de todos, as características principais de seus filhos e mais algumas curiosidades sobre esse amado orixá.

Iemanjá é uma potência divina regente das águas salgadas que protege os pescadores, os seres aquáticos e tudo que entra no mar. Está assentada na sétima linha, no polo positivo do trono da geração, juntamente a Omolu. Ela é o orixá irradiador responsável por gerar novos ciclos estimulando a geração e a criatividade das pessoas em um aspecto da vida no qual se tem a devida dedicação trazendo, assim, oportunidades de crescimento em todos os sentidos da vida, tornando os indivíduos capazes de se adaptarem às condições e aos meios mais difíceis pelos quais tenham que passar. 

Além disso, é protetora dos lares e atua em nossas vidas dando sentido à família, fazendo despertar o sentimento de amor que sentimos pelos nossos familiares. É sua força que ampara o momento de nascimento de um bebê e é, ainda, o sentido da educação que os pais dão aos filhos, regendo até mesmo as sanções aplicadas. 

Também é responsável por avivar esse sentimento dentro de um grupo como, por exemplo, numa corrente de médiuns do terreiro, transformando a convivência num ato familiar, proporcionando um sentimento de irmão para irmão um para com o outro. Rege as uniões, o lar, o casamento, o nascimento, os aniversários, as festas de família e caracteriza-se por harmonizar qualquer ambiente e pessoa. A atuação de Iemanjá se manifesta na necessidade de sabermos que as pessoas a quem amamos estão bem, plantando em nós aquele amor que sentimos pelo próximo, principalmente quando se trata de alguém a quem sentimos carinho. Simboliza a maternidade, o amparo materno, a grande mãe. 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Nanã Buruquê

Nanã Buruquê



Nanã é orixá feminino. Mistério ancião. Na cultura nagô e yorubá, ancião está associado à sabedoria e experiência. Nessas culturas, o adjetivo velho é sinônimo de sabedoria. A força do Orixá Nanã não está ligada à força e poder físico, mas à sabedoria adquirida ao longo das experiências vividas.

Dentro da umbanda sagrada, faz parte da linha da evolução, junto com Obaluaê, Nanã é um Orixá cósmico que atua no emocional. Nanã, esgota, decanta todos os aspectos emocionais que afastam o Ser de seu caminho evolutivo, ajusta energeticamente o Ser preparando-o para o caminho do crescimento. Pelo uso da sabedoria, transforma aquilo que é erro em caminho seguro para a evolução. Obaluaê irradia, Nanã ajusta.

Cada Orixá atua de uma forma toda particular; se por um lado Iansã, age provocando o movimento, Nanã espera que o Ser que se encontra em sofrimento esgote sua dor com o tempo expurgando pensamentos, sentimentos e condutas contrárias à sua própria evolução.

Nanã não é o único Orixá apresentada como anciã, age com calma e equilíbrio em qualquer situação e em relação à qualquer Ser, há uma lenda que ilustra muito bem essa característica de Nanã: Ogum, Senhor da guerra e dos caminhos desejou passar pelo território de Nanã sem pedir licença, ela para ensiná-lo que ele deveria antes demonstrar respeito pelos outros Orixás e seus territórios, fez com que Ogum fosse se afundando na lama e Ogum teve que recuar, a calma e a postura passiva da senhora Nanã conteve a força do senhor das guerras e dos caminhos; por essa razão, é muito difícil tirar um filho de Nanã do seu eixo.

sábado, 12 de agosto de 2017

Oroiná (Egunitá)

Oroiná (Egunitá)



Assim como Logunam e Obá, Oroiná é um dos orixás menos conhecido das Sete linhas de Umbanda, até devido isso é importante essa publicação, a fim de entendermos a importância desse orixá. Hoje conheceremos um pouco de Oroiná que atua na quinta linha da Umbanda, a linha da lei. Falaremos de sua atuação, características de seus filhos e algumas curiosidades.

Antigamente Oroiná era chamada de Egunitá, esse nome foi modificado porque fazia confusão com uma das qualidades do Orixá Iansã, mais especificamente Iansã Egunitá. Oroiná é a senhora do fogo, é o orixá que tem o domínio do fogo, assim como Xangô. No entanto o fogo de Oroiná é característico por consumir e purificar os desequilíbrios e vícios dos seres. O sufixo “iná” na língua iorubana significa fogo, desta forma acredita-se que o nome Oroiná tenha relação a isso, significando senhora do fogo ou orixá do fogo. Tanto Iansã quanto Oroiná atuam conjuntamente na linha da justiça e da lei, isso ocorre devido a esses dois tronos complementarem um ao outro. Como já dito em outros textos, essas linhas trabalham em conjunto para trazer o que é de merecimento de cada ser conforme a lei de Deus, podendo ser trazidas provas ou oportunidades. Em consequência da atuação em conjunto dessas linhas existe muita confusão quanto a linha de Oroiná e Iansã, dependendo da fonte da pesquisa suas linhas podem estar invertidas, tendo Iansã na linha da lei e Oroiná na da justiça.

A despeito das confusões, na umbanda sagrada a linha de atuação de Oroína é a quinta linha, a linha da lei. Ogum é o orixá irradiador do trono da lei e Oroína o feminino absorvedor dessa mesma linha. O trono da lei trabalha especificamente no ordenamento dos processos da vida. Enquanto Ogum estimula os seres para se organizarem para vencer seus problemas, Oroiná retira a ordem dos processos que poderiam ser destrutivos se avançassem. 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Ogum

Ogum


Hoje falaremos de uns dos orixás mais conhecidos e cultuados na umbanda, meu querido pai Ogum. Abordaremos quais os seus pontos de atuação, qual a sua essência, a linha em que atua, falaremos brevemente sobre seus chamados falangeiros, as características de seus filhos e algumas curiosidades. 


Ogum é o senhor da guerra, o senhor dos caminhos. Algumas pessoas podem estranhar uma divindade ou força de Deus voltada para a guerra que é vista como algo ruim, no entanto, não são somente nessas batalhas que Ogum atua. Ele atua principalmente nas batalhas da vida, tanto nas internas quanto nas externas. Ou seja, quando alguém está desacreditado e não tem forças para continuar caminhando frente às dificuldades é a essa força que podemos recorrer. Quando necessário Ogum nos dá a coragem para enfrentar nossos fantasmas, para olhar de frente para nossas falhas e reconhecer nossos defeitos, faz isso para que ao fim dessa guerra interna possamos evoluir e com essa evolução vem o merecimento de novas oportunidades que serão encaminhas por essa mesma força. A resiliência ou persistência é uma característica marcante da irradiação de ogum, assim Ogum nos ajuda continuar lutando nos momentos mais difíceis. E não é só nesse aspecto psicológico que ele atua, externamente ele trabalha para abrir caminhos (criar oportunidades) para quem merece e se prepara como já comentamos.


Ogum é marcial, ou seja, é retratado como um bravo guerreiro. Até por isso é sincretizado com São Jorge, o santo guerreiro que se voltou contra os romanos quando perseguiam os cristãos. Outro atributo ligado a Ogum é o de ser o orixá “vencedor de demandas”. As demandas são as “magias negras” que impedem uma pessoa de obter sucesso, considero que essas “magias” não são somente os chamados maus olhados e demais energias negativas emitidas por terceiros para prejudicar uma pessoa, mas também a própria consciência desmotivada ou fraca da pessoa. Ogum atua eliminando todos esses bloqueios, muitas vezes trazendo a guerra interna ou externa para que o indivíduo possa mudar sua cabeça e conduta.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Iansã

Iansã


Sabe-se que todo Orixá representa uma energia divina que atua na vida de todo Ser.  O presente texto abordará sobre Iansã, também conhecida como Oyá, a fim de se demonstrar essa atuação e ressaltar algumas características mais relevantes desse Orixá para que, assim, se possa compreender um pouco mais sobre a imensa importância dele sobre tudo e todos.

Iansã é uma potência divina que domina os ventos e tempestades agindo na natureza a transformando e a renovando. É Orixá absorvedor que atua no polo da justiça juntamente com Xangô absorvendo os desequilíbrios e dando direcionamento à lei divina. Quando alguém direciona algum ponto de sua vida, seja no campo da fé, do amor ou em qualquer outro fora da lei de Deus, esse Orixá irá colocá-lo no caminho da Lei Maior, atuando em seu mental e emocional para estimular a esse redirecionamento. Também é conhecida como senhora das tempestades visto que no momento em que alguém está passando por alguma situação muito difícil e turbulenta em sua vida Iansã irá direcioná-lo ao caminho certo.

Além disso, Iansã é conhecida, junto a Obaluaê, como sendo guia dos eguns, sendo estes todos os espíritos desencarnados. Quando um espírito se desprende do corpo, muitas das vezes desorientado e confuso, esse Orixá o direcionará indicando-lhe o caminho a ser seguido conforme seu merecimento.

Segundo algumas fontes de pesquisas, a linha de trabalho de Umbanda denominada boiadeiros trabalha na vibração de Iansã, posto que um boiadeiro quando vibra seu chicote, está recorrendo à Iansã para movimentar e direcionar espíritos estagnados no erro e na desordem.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Xangô

Xangô

Dando continuidade ao estudo referente aos Orixás, trataremos hoje sobre Xangô, onde se mencionará a sua linha de atuação, as características de seus filhos e algumas curiosidades interessantes.

Xangô é um Orixá bastante cultuado na Umbanda sendo considerado Deus da justiça, dos raios, dos trovões e do fogo, além de ser conhecido como protetor dos intelectuais.

Esse orixá é considerado o mestre da sabedoria, gerando o poder da política e justiça. Os que nele creem o buscam para resolver problemas relacionados com documentos, estudos, trabalhos intelectuais, dentre outros.

Atua na 4° linha da Umbanda, isto é, na linha da justiça juntamente com Iansã, sendo orixá irradiador de equilíbrio divino conferindo harmonia em toda criação de Deus. O seu campo de atuação é a razão e Xangô rege a vida de todos despertando o senso de equilíbrio e justiça em cada um. Além disso, como é também o orixá do fogo dá ânimo para a vida consumindo e purificando tudo aquilo que estiver ruim.

Quanto ao sincretismo haverá variações conforme o terreiro, mas pode ser sincretizado com São Jerônimo, cuja data é 30 de setembro, com São Pedro cuja data é 29 de junho ou com São João cuja data é 24 de junho. Suas cores podem ser o vermelho, branco ou marrom, seu elemento é o fogo, as pedras, pedreiras, trovões e raios. Seu dia é a quarta-feira, seu metal é o cobre, ouro e chumbo e suas ervas são o alecrim do mato, erva-tostão, parreira, filha de limão e folha de goiabeira.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Obá

Obá




A exemplo de Logunam, Obá é um dos orixás menos conhecidos e cultuados das sete linhas de umbanda. Independente disso, sua importância é grande. A seguir conheceremos qual a linha de atuação de Obá, assim como a sua forma de atuação, a característica de seus filhos e algumas curiosidades.

Obá compõe juntamente com Oxóssi a terceira linha de umbanda. Ela é o orixá absorvedor desta linha, sendo assim responsável por interromper o avanço de conhecimentos que possam ser prejudiciais. Essa atuação é muito necessária no caso de pessoas que se desvirtuam por adquirirem conhecimentos viciados, distorcidos ou falsos ou por fazerem mal uso do conhecimento. O ser que está sendo ajudado por Obá começa a perder o interesse em aprender os conhecimentos que o limita ou atrapalha de qualquer forma, já o que está sendo impedido de usar seu conhecimento para maus fins começa a perder seu poder de concentração, a objetividade, o foco e sua linha de raciocínio. Após essa atuação limitadora ou destruidora de conhecimentos ruins Oxóssi atua despertando o interesse em outros conhecimentos que o ser precisa para voltar ao caminho que deve percorrer.

Os filhos de Obá são simples em estilo de vida, mas tem grande conhecimento. São apaixonados e dedicados a vida amorosa, mas muitas vezes tem problemas por se entregar tanto em favor da pessoa amada. São ciumentos. São bondosos, mas podem se tornar vingativos. Tem grande sinceridade e por isso podem afastar as pessoas mais sensíveis.


Obá tem o arquétipo de uma guerreira, uma especie de amazona bélica, e é sincretizada com Santa Joana D´Ark. Sua data comemorativa é dia 30 de maio, seu dia da semana é quinta feira. Sua saudação é Obá Xiré Yá ou Akiro Obá Yê, que significa eu saúdo o seu conhecimento senhora da terra. Suas cores são magenta e marrom terroso. Seus elementos são a terra e o vegetal. Atua no conhecimento e raciocínio. A pedra de Obá é a madeira petrificada (fossilizada). A imagens de Obá frequentemente aparecem cobrindo a orelha esquerda com a mão ou com um escudo. Isso se deve a uma lenda que diz que Obá retirou uma orelha para fazer uma simpatia de amor para Xangô. Como sabemos essas lendas não são nada que realmente tenha acontecido, mas sim uma forma didática de demonstrar as características do orixá. Nesse caso, a lenda demonstra o grande sacrifício que Obá e seus filhos são capazes de fazer pelos que amam.

Akiro Obá Yê!

Ricardo de Ogum Matinata