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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Banho de ervas

 Banho de ervas

O banho de ervas é um trabalho espiritual muito conhecido entre as religiões espiritualistas, como na Umbanda e Candomblé. Atuam na limpeza do campo energético, dissipando as energias densas e influências espirituais negativas. Ao mesmo tempo, promovem o reequilíbrio dos centros de força (chacras), elevam a frequência vibratória e expandem a sensibilidade mediúnica, favorecendo uma conexão mais harmoniosa com a espiritualidade e facilitando os processos de incorporação. Como resultado, contribuem para o equilíbrio físico, emocional, mental e espiritual, restaurando a harmonia e fortalecendo a proteção energética. 

Dentro de nossa casa espiritual, todos os trabalhos são realizados exclusivamente mediante a autorização e orientação dos Guias Espirituais. Seguimos, com respeito e humildade, os ensinamentos da espiritualidade maior, atuando sempre com responsabilidade, ética, segurança e em conformidade com os fundamentos da casa.

As ervas são manifestações sagradas da força da natureza e carregam em si uma vibração, uma essência e uma consciência próprias. Cada planta possui sua missão, sua energia e sua forma

particular de atuar nos campos físico, emocional, mental e espiritual. Assim como cada espírito é único, cada erva também expressa sua sabedoria de maneira singular. Nos banhos, defumações e demais práticas espirituais, as ervas estabelecem uma conexão com o campo energético de cada pessoa. Por isso, seus efeitos podem variar conforme a necessidade, a sintonia e a frequência vibratória de quem as utiliza. Uma mesma erva pode atuar de maneiras diferentes em cada indivíduo, respeitando sempre aquilo que a espiritualidade permite e aquilo que o momento de cada um requer.



As ervas de limpeza e descarrego são empregadas para promover a purificação do campo áurico, remover energias densas, desfazer cargas negativas e fortalecer a proteção espiritual. Entre as mais conhecidas está a arruda, uma das ervas mais tradicionais da Umbanda, reconhecida por seu grande poder de limpeza energética e de proteção contra influências negativas. Outra erva muito utilizada é a guiné, considerada poderosa nos banhos de descarrego por auxiliar na dissolução de demandas espirituais, na limpeza do campo energético e no fortalecimento da proteção espiritual. Já a comigo-ninguém-pode é amplamente respeitada por sua forte vibração de defesa, sendo utilizada para reforçar a proteção contra energias intrusas. Por se tratar de uma planta tóxica, seu uso deve ser sempre feito com cautela e sob orientação adequada.

Após a limpeza, entram em ação as ervas de equilíbrio, harmonização e fortalecimento, que têm como finalidade restaurar as energias, promover serenidade e elevar a vibração espiritual. O manjericão é muito utilizado por favorecer a paz, a harmonia, a prosperidade e o fortalecimento da fé. A alfazema, também conhecida como lavanda, transmite tranquilidade, suaviza as emoções e fortalece a conexão com as energias de luz. A camomila auxilia no equilíbrio emocional, acalma a mente e proporciona conforto ao espírito. O alecrim, por sua vez, é uma erva revigorante, que renova as energias, fortalece a coragem, desperta a alegria, estimula a clareza mental e fortalece o ânimo para a caminhada espiritual.

Na Umbanda, o preparo dos banhos de ervas vai muito além da simples combinação de plantas. Cada banho é elaborado de acordo com a necessidade espiritual de quem o recebe e, sempre que possível, deve seguir a orientação dos Guias Espirituais e da casa, para que sua força, seu propósito e sua vibração sejam utilizados de maneira consciente, respeitosa e em sintonia com a espiritualidade maior.

Bruna de Obá


terça-feira, 28 de julho de 2026

Arruda

 Arruda

A arruda é uma das ervas mais tradicionais da espiritualidade brasileira. Presente nos quintais de nossos avós, nas rezas das benzedeiras e nos terreiros de Umbanda. Ela é conhecida por seu potencial de proteção, limpeza energética e fortalecimento espiritual.

Na Umbanda, a arruda é considerada uma erva quente, de energia intensa e ação firme. Por isso, é muito utilizada em banhos de descarrego, defumações, benzimentos e na harmonização de ambientes. Seu uso busca auxiliar na remoção de energias densas e no fortalecimento do campo espiritual, sempre aliado à fé, à oração e à atuação dos Orixás e guias espirituais.



Os antigos já compreendiam que toda erva merece respeito. A arruda nunca foi utilizada de forma indiscriminada. Por ser uma erva quente, seu uso excessivo pode provocar cansaço energético ou irritações, especialmente em pessoas mais sensíveis. Também deve ser evitada durante a gestação e seu contato direto com a pele pode causar reações em algumas pessoas, principalmente quando há exposição ao sol.

Mais do que uma planta de proteção, a arruda representa a sabedoria ancestral transmitida por gerações. Seu verdadeiro poder está no uso consciente, no respeito à natureza e na compreensão de que as ervas são instrumentos sagrados que auxiliam o equilíbrio espiritual, mas nunca substituem a fé, a reforma íntima e as boas ações.

Erika de Ewá 


segunda-feira, 27 de julho de 2026

Xangô

 Xangô

Xangô é uma das divindades mais importantes e respeitadas nas religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda. Ele é o orixá do fogo, dos raios, dos trovões e da justiça. Conhecido como a representação máxima do poder, da autoridade e do equilíbrio, Xangô é o rei que não tolera a mentira, a injustiça e a traição.

Na mitologia iorubá, Xangô não é apenas um mito, mas também um ancestral que viveu na Terra. Ele foi o quarto Rei (Alafin) da cidade de Oyó, um poderoso império na região da atual Nigéria. Como governante, destacou-se por sua força, coragem e sabedoria política. Após seu falecimento, devido aos seus feitos extraordinários e sua ligação com as forças da natureza, ele foi divinizado e passou a ser cultuado como orixá. Orixá da Justiça, Xangô é o juiz supremo do plano espiritual. Ele pesa os dois lados de qualquer situação antes de agir e, por isso, ao pedir sua intervenção, é necessário ter a verdade e a razão do seu lado. Ele é implacável com mentirosos, ladrões e malfeitores. 



Seus símbolos são; o fogo, raios e trovões; e sua ferramenta é o Oxé, um machado de duas lâminas.  Ele representa que a justiça de Xangô corta para os dois lados, punindo o erro, mas também protegendo a verdade. Suas cores são marrom e vermelho. Seu domínio na natureza são as pedreiras (onde seu axé é mais forte).

Os filhos de Xangô costumam ser líderes natos, muito inteligentes, persuasivos e defensores ferrenhos dos oprimidos. Eles possuem um temperamento forte, são muito realizadores, mas podem ter dificuldade em lidar com a paciência quando se deparam com injustiças.

Sua saudação tradicional é "Kaô, Kabecilê!" (ou "Kaô Kabiyesile"), que significa algo como "Venham saudar o Rei!" ou "Saudações ao Rei Supremo!". A oração a ele pede justamente pelo equilíbrio e pela verdade:

"Que toda mentira caia por terra e que a verdade se revele. Afaste-me das injustiças, proteja-me das falsidades e fortaleça meu coração."

Clodonaldo de Xangô


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Oração a Oxalá

 Oração a Oxalá

Salve o senhor da fé, que ilumina os meus dias com a sabedoria de buscar a paz e traz calma ao coração! Me conduz na minha percepção sobre o tempo, para que eu possa abraçar sua fluidez, compreendendo que ele é vivo e moldado por nossas experiências. Que esse entendimento resgate em mim o poder de viver de forma plena, respeitando as histórias que carrego e o ritmo da minha vida.

Que eu não caia nas armadilhas do mundo atual que me rouba esse tempo. O tempo de respirar e sentir, de aceitar meus limites. Me ensine a não participar dessa corrida sem fim, motivada por exigências externas, que me empurram para longe de mim mesma.



Oxalá, me dê forças para resistir nos momentos em que minha fé oscilar. Pois a árvore cresce no tempo certo, sem pressa, porque confia na força de suas raízes. Assim também eu quero ser: conectada à essência ancestral que sustenta o meu caminhar, com a certeza de que a luz continuará reinando em meus dias, pois confio e me entrego nas mãos da espiritualidade.

Que o tempo seja meu aliado, não inimigo. Pois ele não me pressiona, apenas me guia. No fim, só o que importa é o respeito pela jornada vivida e a paciência que o processo exige. Crescer ou não crescer, são partes da mesma dança da vida, e ambos os movimentos possuem seu valor, desde que abraçados com respeito e sabedoria.

Grande pai, expanda meu poder de reflexão, torne minha mente serena e traga o equilíbrio necessário para atravessar os dias que desafiam minha fé e paciência. A Sua calma me faz forte, e é na paz que meu verdadeiro poder interior se revela. Que eu possa sempre renascer em fé, permitindo que ela me conduza pelos melhores caminhos e preencha o meu coração.

Salve Oxalá, que me ensina a perseverar!


Camila de Iemanjá


terça-feira, 21 de julho de 2026

Boiadeiros

 Boiadeiros

Os boiadeiros na Umbanda atuam principalmente sob a vibração e regência de Ogum, sendo reconhecidos como verdadeiros “soldados” do astral. Sua atuação está profundamente ligada à Lei Maior, trabalhando com firmeza para proteger, impor ordem e realizar limpezas espirituais mais densas.

Guiados pela força, coragem e senso de honra característicos de Ogum, os boiadeiros enfrentam demandas espirituais com disciplina e determinação, sempre em defesa do equilíbrio e da justiça. Embora tenham em Ogum sua principal regência, também podem atuar em outras vibrações, como a de Iansã, especialmente no combate às energias negativas e de desobsessão, e de Oxóssi, quando o trabalho envolve conhecimento, estratégia e desbravamento espiritual.

Na prática, os boiadeiros são especialistas em limpeza espiritual, no recolhimento e encaminhamento de espíritos perdidos, além de auxiliar no reequilíbrio mental e energético dos consulentes. Sua atuação é marcada por movimento, firmeza e condução como verdadeiros guias que organizam e direcionam as energias no plano espiritual.



Mesmo que frequentemente os trabalhos estão ligados a esses orixás, os Boiadeiros podem atuar sob a influência de outros Orixás, dependendo da necessidade espiritual. Os Boiadeiros atuam limpando energias negativas e ajudando no descarrego, preparando os médiuns para o trabalho espiritual e ajudam a manter a ordem dentro do terreiro. Eles valorizam médiuns que sejam corajosos, leais e honestos.

Seus instrumentos de trabalho mais comuns são o chapéu, o laço e o chicote. O laço é usado para capturar ou conter espíritos em desequilíbrio, enquanto o chicote é empregado para afastar energias negativas e, de forma simbólica, romper influências espirituais indesejadas por meio do seu estalo. Durante seus rituais, também é frequente o uso de cigarros de palha, charutos e bebidas como cachaça com mel ou até mesmo o café.


Bruna de Obá


segunda-feira, 20 de julho de 2026

Oração à Oyá

 Oração à Oyá

Mãe Iansã, dona dos ventos e das tempestades, a senhora que domina a força do mais temível animal, e que voa leve e bela como uma borboleta, que a Senhora me ensine a voar também, que minhas asas e meu coração sejam guiados por sua ventania, que eu possa permanecer firme e inabalável, assim como o mais poderoso búfalo permanece. 

Mãe Iansã, que você possa me ensinar a ser guerreira do seu exército, que eu seja firme como o corte de sua espada, que eu não recue em meio a uma tempestade, que Você sopre, para mim, coragem de lutar, e que eu saiba dançar em meio a água que a Senhora, minha mãe, mandou para me banhar. 


Mãe Iansã, que assim como seus ventos que vêm e vão, eu saiba deixar minhas angústias e tristezas irem, e que eu permita as boas energias virem,  que eu deixe minha insegurança de lado, e que eu tenha a sabedoria de acreditar mais em mim. 



Que Você, minha mãe, me mostre a leveza, que eu possa ser a brisa que acalma,  que eu aprenda sobre a liberdade, sobre saber que meu lugar é no mundo, e, que,,  assim como o vento, eu tenha esperança de alcançar lugares melhores. 

Mãe Iansã, aqui venho te agradecer, por abrir meus caminhos com seus ventos, por me mostrar a beleza da vida,  por me escolher como sua guerreira,  pois em cada batalha que travou em minha vida, entro com a certeza de que nunca me faltarão armas para lutar, pois carrego a sua força, em mim. 


Isabela de Iansã


quinta-feira, 16 de julho de 2026

As Leis Herméticas - O Princípio do Mentalismo

 As Leis Herméticas - O Princípio do Mentalismo

As leis herméticas são princípios universais que, segundo a filosofia hermética, regem toda a existência. Elas buscam explicar como o universo funciona, abrangendo os planos material, mental e espiritual. Esses ensinamentos são atribuídos a Hermes Trismegisto, e tradicionalmente são apresentados em sete princípios:

1. Princípio do Mentalismo

2. Princípio da Correspondência

3. Princípio da Vibração

4. Princípio da Polaridade

5. Princípio do Ritmo

6. Princípio de Causa e Efeito

7. Princípio do Gênero

Hoje, falaremos no Princípio do Mentalismo, que é o primeiro dos sete e é abordado no livro O Caibalion, obra que sintetiza a filosofia hermética. Segundo esse princípio “O Todo é Mente; o Universo é Mental”.

A partir dessa perspectiva podemos compreender que tudo o que existe, tanto o visível quanto o invisível, o material e o imaterial, é uma manifestação da Mente Universal. Ou seja, a realidade que percebemos é produto do pensamento do Todo, a inteligência suprema que rege o cosmos, muitas vezes associada a Deus ou à força criadora do universo.

Na prática, a mente é vista como a força criativa primordial. Assim como o universo é uma criação mental do Todo, nós também possuímos o poder de moldar nossa própria realidade por meio do pensamento consciente pois, nossos pensamentos têm impacto direto sobre a nossa experiência.

Desta forma, o primeiro passo para se compreender as leis universais está em compreender e dominar a própria mente, quando conseguimos observar nossos pensamentos, também conseguimos compreender seus padrões e consequentemente dominá-los a nosso favor. Neste sentido, é importante destacar que o Princípio do Mentalismo não se reduz à ideia de “pensar positivo” , ignorando os fatores sociais, culturais ou os riscos concretos da vida. Não se trata de se iludir ou de negar os desafios do mundo material, mas sim de compreender a realidade em que vivemos.



A aplicação consciente do Mentalismo exige autoconhecimento e análise crítica: observar os padrões de comportamento, as influências do ambiente e os condicionamentos internos que moldam nossas experiências. Ao fazer isso, podemos nos condicionar de forma inteligente, ajustando nossos pensamentos, atitudes e ações para alinhar nossa energia com objetivos que refletem harmonia e equilíbrio. 

Em outras palavras, não é magia; é uma prática de consciência ativa. Assim como o Todo cria o universo por meio da mente, nós podemos influenciar nossa própria realidade ao reconhecer padrões. Com isso, desenvolve-se responsabilidade pessoal, discernimento e a capacidade de agir de forma ética consigo mesmo e com os outros.


Jéssica de Obaluaê


terça-feira, 14 de julho de 2026

Eucalipto

 Eucalipto

O eucalipto, cientificamente chamado de Eucalyptus, vai muito além de uma planta com cheiro forte e característico. Dentro da medicina alternativa e da espiritualidade, ele é visto como um símbolo de limpeza, renovação e equilíbrio. Na medicina natural, o eucalipto é bastante utilizado por seus efeitos benéficos sobre o sistema respiratório. Seu aroma intenso ajuda a abrir as vias aéreas, facilitando a respiração e trazendo uma sensação de alívio. 

Além disso, esse cheiro refrescante também contribui para melhorar o foco, acalmar a mente e reduzir sensações de cansaço e ansiedade. Por isso, é comum seu uso em inalações, banhos ou por meio de óleos essenciais.

Já no campo espiritual, o eucalipto é considerado uma planta com forte poder de purificação. Suas folhas são frequentemente usadas em banhos energéticos ou em práticas como defumações, com a intenção de limpar energias negativas e afastar pensamentos pesados. Acredita-se que ele ajude a abrir caminhos, trazendo mais leveza e favorecendo novas possibilidades na vida.



Outro ponto importante é sua associação com proteção energética. O eucalipto é visto como um elemento que ajuda a equilibrar o ambiente, criando uma atmosfera mais tranquila e harmoniosa. Ele não atua apenas na purificação do ar, mas também na sensação emocional das pessoas que estão naquele espaço.

De forma simbólica, o eucalipto também nos ensina sobre renovação e movimento. Assim como suas folhas se renovam constantemente e seu aroma se espalha com facilidade, ele nos lembra da importância de deixar as coisas fluírem e de desapegar do que já não faz bem. Dessa forma, o eucalipto pode ser entendido como um aliado no cuidado integral, atuando no corpo, na mente e na energia, promovendo bem-estar de maneira simples e natural.

Por fim, é sempre importante lembrar que, independentemente do contexto, seja na medicina alternativa ou em práticas espirituais, o uso de qualquer erva deve ser feito com responsabilidade e sempre com a devida orientação.


Bruna de Obá


segunda-feira, 13 de julho de 2026

Erva Guiné

 Erva Guiné

A guiné é considerada uma das ervas mais fortes dentro da tradição afro-brasileira. Seu nome científico é Petiveria alliacea, e ela possui um odor característico bastante marcante, o que já indica sua potência energética. Espiritualmente, a guiné é conhecida como uma erva de choque vibracional. Ela atua rompendo padrões energéticos negativos profundamente enraizados.



Seus usos incluem banhos de descarrego intenso, e defumações de ambientes carregados. Seu cheiro forte é associado à capacidade de “expulsar” energias negativas. Em algumas tradições, acredita-se que ela “denuncia” a presença de energias densas. 

Em nossa casa, geralmente é utilizada para defumações e em outros tipos de trabalhos, sendo estes orientados pela espiritualidade, conforme a necessidade do que será feito. Não é indicada para uso contínuo sem orientação e deve ser equilibrada com ervas mais suaves. Ela não apenas limpa, também quebra e transforma.


Salmo de Iemanjá


quinta-feira, 9 de julho de 2026

Orixá Oroiná

 Orixá Oroiná

Oroiná ou Egunitá é a Orixá do fogo purificador. Porém a forma de atuação de sua força é diferente do fogo de Xangô. O fogo desta Orixá consome o desequilíbrio emocional, harmonizando os seres. É uma Orixá que atua na linha da lei, juntamente com Ogum, sendo ele o irradiador e ela a absorvedora. 


Oroiná atua também na linha da justiça. Neste caso, destruindo projetos que não avançaram bem, se fossem continuados. Seu dia da semana é quinta-feira. Suas cores são as do fogo: dourada, vermelha e amarela. Sua saudação é "Kali yê, minha mãe ". Oroiná faz sincretismo com Santa Sara Kali. 


Maria Pessoa de Oxum


terça-feira, 7 de julho de 2026

Erva doce

 Erva doce

Ao longo da história, as ervas sempre tiveram grande importância nos cuidados com a saúde física, emocional e espiritual. Desde as civilizações mais antigas, o ser humano aprendeu a observar a natureza e identificar nas plantas propriedades capazes de promover bem-estar, aliviar desconfortos e fortalecer o organismo. Antes mesmo do avanço da medicina moderna, chás, banhos e preparados naturais já faziam parte das práticas de cura e equilíbrio utilizadas por diferentes culturas. Esse conhecimento tradicional atravessou gerações e continua vivo até os dias atuais, unindo sabedoria ancestral e conexão com a natureza.

Entre as ervas mais populares está a erva-doce, reconhecida por seu aroma suave e por seus diversos benefícios naturais. Muito presente no cotidiano de muitas famílias, ela é tradicionalmente utilizada por suas propriedades calmantes, digestivas e relaxantes, além de despertar lembranças afetivas e costumes passados entre gerações. Também chamada de anis-verde, anis ou pimpinela-branca, a erva-doce possui propriedades analgésicas e anti-inflamatórias, sendo frequentemente utilizada para auxiliar no alívio de dores de cabeça e desconfortos digestivos.



As sementes são a parte mais utilizada da planta, conhecidas pelo sabor levemente adocicado e pelo aroma marcante. Elas podem ser encontradas facilmente em feiras, mercados e lojas naturais, sendo muito usadas no preparo de chás, receitas e infusões. Já seu óleo essencial é bastante aplicado em massagens, aromatizadores e práticas terapêuticas. Além do uso medicinal e culinário, a erva-doce também ocupa espaço importante em práticas espirituais e energéticas. Muito utilizada em banhos, defumações e rituais, ela é associada à limpeza espiritual, ao equilíbrio energético e à atração de boas vibrações.

Sua energia é ligada ao acolhimento, à serenidade e à harmonia interior, auxiliando no relaxamento emocional, no alívio das tensões e na promoção de sentimentos positivos. Em tradições espirituais e naturalistas, como a Umbanda, a erva-doce é vista como uma planta capaz de fortalecer energias positivas, suavizar emoções negativas e favorecer a conexão com a paz, o amor e o equilíbrio espiritual.



Apesar de a erva-doce ser amplamente utilizada em práticas espirituais e energéticas, é importante lembrar que todo uso deve ser realizado com consciência, respeito e responsabilidade. Rituais, banhos e demais práticas espirituais devem, preferencialmente, ser feitos com orientação de pessoas experientes e de confiança dentro da tradição seguida. 

O uso inadequado ou sem conhecimento pode gerar interpretações equivocadas e descaracterizar o verdadeiro propósito espiritual da erva. O mais importante é utilizar a natureza com respeito, equilíbrio e sabedoria, valorizando tanto seus benefícios quanto os conhecimentos ancestrais que acompanham seu uso ao longo do tempo.


Bruna de Obá


segunda-feira, 6 de julho de 2026

Cangaceiros

 Cangaceiros

O arquétipo dos cangaceiros na Jurema carrega uma força extremamente simbólica. Ele não representa apenas figuras históricas, mas um campo espiritual de resistência e sobrevivência. Inspirados no cangaço, esses espíritos trazem a energia do sertão: duro, resistente e verdadeiro.

Esta linha é rara de se ver em casas de Umbanda. Contudo, em nossa doutrina (Umbanda de Jurema), é mais comum de serem vistos pelo fato de termos a influência do catimbó Jurema, e mesmo assim, é raro quando o “Cangaceiro do Capão Comprido” desce em terra. 



Certa vez, foi descrito pela entidade a razão por sua rara aparição, à qual exige muita energia porque leva-se muita energia densa embora. Seu trabalho é voltado para as quebras de demandas e principalmente aquelas que nós mesmo impusemos para a própria mente.

O uso de couro nas vestimentas históricas simboliza proteção, o que também se reflete energeticamente. Sua ligação com o sertão os conecta fortemente com a terra. Na prática espiritual, atuam no corte de demandas pesadas, na proteção espiritual intensa e na quebra de trabalhos negativos. Eles ensinam que a espiritualidade também é força, posicionamento e coragem.


Salmo de Iemanjá


quinta-feira, 2 de julho de 2026

O uso do alecrim nos trabalhos na Umbanda

 O uso do alecrim nos trabalhos na Umbanda

O alecrim é uma erva muito usada na Umbanda para fins de limpeza e defumação na Umbanda. As propriedades são diversas e auxiliam diretamente nos trabalhos dentro dos terreiros.

O alecrim é muito utilizado em banhos para afastar energias negativas mais leves, cansaço espiritual e pensamentos ruins. Também é usado para equilíbrio, clareza e boas vibrações.



Algumas entidades usam o alecrim em seus trabalhos, por exemplo: Em banhos é usado para retirar más energias e limpeza bem como para restaurar a energia. Em defumações serve para limpar o ambiente dos consulentes. Em trabalhos das entidades, pode ser usado em copos com água, oferendas e em firmezas.


Leonardo de Oxóssi ”