Xangô
Xangô é uma das divindades mais importantes e respeitadas nas religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda. Ele é o orixá do fogo, dos raios, dos trovões e da justiça. Conhecido como a representação máxima do poder, da autoridade e do equilíbrio, Xangô é o rei que não tolera a mentira, a injustiça e a traição.
Na mitologia iorubá, Xangô não é apenas um mito, mas também um ancestral que viveu na Terra. Ele foi o quarto Rei (Alafin) da cidade de Oyó, um poderoso império na região da atual Nigéria. Como governante, destacou-se por sua força, coragem e sabedoria política. Após seu falecimento, devido aos seus feitos extraordinários e sua ligação com as forças da natureza, ele foi divinizado e passou a ser cultuado como orixá. Orixá da Justiça, Xangô é o juiz supremo do plano espiritual. Ele pesa os dois lados de qualquer situação antes de agir e, por isso, ao pedir sua intervenção, é necessário ter a verdade e a razão do seu lado. Ele é implacável com mentirosos, ladrões e malfeitores.
Seus símbolos são; o fogo, raios e trovões; e sua ferramenta é o Oxé, um machado de duas lâminas. Ele representa que a justiça de Xangô corta para os dois lados, punindo o erro, mas também protegendo a verdade. Suas cores são marrom e vermelho. Seu domínio na natureza são as pedreiras (onde seu axé é mais forte).
Os filhos de Xangô costumam ser líderes natos, muito inteligentes, persuasivos e defensores ferrenhos dos oprimidos. Eles possuem um temperamento forte, são muito realizadores, mas podem ter dificuldade em lidar com a paciência quando se deparam com injustiças.
Sua saudação tradicional é "Kaô, Kabecilê!" (ou "Kaô Kabiyesile"), que significa algo como "Venham saudar o Rei!" ou "Saudações ao Rei Supremo!". A oração a ele pede justamente pelo equilíbrio e pela verdade:
"Que toda mentira caia por terra e que a verdade se revele. Afaste-me das injustiças, proteja-me das falsidades e fortaleça meu coração."
Clodonaldo de Xangô
Nenhum comentário:
Postar um comentário