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quinta-feira, 2 de julho de 2026

O uso do alecrim nos trabalhos na Umbanda

 O uso do alecrim nos trabalhos na Umbanda

O alecrim é uma erva muito usada na Umbanda para fins de limpeza e defumação na Umbanda. As propriedades são diversas e auxiliam diretamente nos trabalhos dentro dos terreiros.

O alecrim é muito utilizado em banhos para afastar energias negativas mais leves, cansaço espiritual e pensamentos ruins. Também é usado para equilíbrio, clareza e boas vibrações.



Algumas entidades usam o alecrim em seus trabalhos, por exemplo: Em banhos é usado para retirar más energias e limpeza bem como para restaurar a energia. Em defumações serve para limpar o ambiente dos consulentes. Em trabalhos das entidades, pode ser usado em copos com água, oferendas e em firmezas.


Leonardo de Oxóssi ”


terça-feira, 30 de junho de 2026

Emoções e Hermetismo

 Emoções e Hermetismo

Esse estudo convida a olhar para as Sete Leis Herméticas de um jeito bem prático e voltado para o Self (o Eu). A proposta é trazer esses princípios para o campo da psicologia, mostrando como eles podem ajudar no autodomínio trazendo equilíbrio no dia a dia. Quando alinhamos mente e emoções com as leis da vida, temos um norte mais palpável e com isso fica fácil encontrar o equilíbrio em meio caos diário.



Primeira lei: Princípio do Mentalismo, que afirma que tudo começa na mente. Ou seja, nossos pensamentos vêm antes das emoções e das ações. Como a mente é mais rápida, temos a chance de intervir: quando aprendemos a observar e direcionar nossos pensamentos, evitamos que ideias negativas se transformem em sentimentos que são mais difíceis de serem amenizados.

Segunda Lei: Princípio da Correspondência, aquela ideia de que o que está fora reflete o que está dentro. Remete a pequenos hábitos do cotidiano como desorganização, atrasos ou críticas constantes. Que muitas das vezes espelham nosso estado interno. Ao mesmo tempo, esses comportamentos acabam influenciando de volta, alimentando inseguranças e desordens emocionais.

Terceira Lei: Princípio da Vibração, Talvez seja a que esteja mais presente nos nossos dias. O vício em estímulos intensos. A busca constante por novidades, adrenalina e euforia pode até parecer prazerosa, mas muitas vezes nos afasta de uma felicidade mais estável e duradoura. O convite aqui é aprender a valorizar o simples, o cotidiano e os vínculos reais. Que em sua maioria nos trazem um

prazer contínuo e sem picos devido a naturalidade dos eventos.

Quarta Lei: Princípio da Polaridade, o foco está nos extremos, especialmente nas opiniões e crenças. A proposta não é escolher um lado e rejeitar o outro, mas buscar equilíbrio, reconhecendo o que há de válido em cada polo para construir uma visão mais madura e própria.

Quinta lei: Princípio do Ritmo lembra que tudo na vida oscila. Emoções, fases e acontecimentos seguem ciclos naturais. O problema surge quando nos entregamos demais aos extremos (seja de raiva, seja de euforia) porque isso sempre cobra um preço depois. O caminho mais saudável é cultivar constância e moderação.

Sexta lei: Princípio da Causa e Efeito, fica claro que nada acontece por acaso no mundo emocional. Muitas dores são consequência de atitudes impensadas ou desalinhadas. Em vez de apenas reagir ao sofrimento, o mais eficaz é investigar suas causas e trabalhar nelas, assumindo responsabilidade pelo próprio processo de mudança.

Sétima lei: Princípio do Gênero é apresentado como o equilíbrio entre forças complementares o mais sutil e o mais concreto, ou Yin Yang para as culturas orientais e até mesmo para Luz e Escuridão em conceitos mais ocidentais. Para que a vida flua melhor, é importante integrar essas dimensões e transformar ideias em ações, ao mesmo tempo, trazer mais sensibilidade e significado para aquilo que fazemos.

Espero que após esse estudo tenhamos uma visão mais ampla e aplicável dos conhecimentos herméticos no nosso dia a dia.


Thiago Cecílio de Oxóssi


segunda-feira, 29 de junho de 2026

O tempo ancestral de Nanã

 O tempo ancestral de Nanã

Quando o tempo é pensado na força ancestral de Nanã, devemos pensar que essa energia traz um tempo que não é linear, apresentando passado, presente e futuro, como conhecemos. Nanã carrega um tempo que apresenta ciclicidade e profundidade, carrega um tempo ancestral e sagrado, que traz uma força espiritual que nos conecta com o princípio de toda existência, pois a Mãe Ancestral carrega uma memória de quando a terra ainda era formada, onde as águas paradas já começavam a guardar os segredos da criação da vida. 

A manifestação do tempo ancestral de Nanã pode ser observada, por exemplo, nos ciclos da natureza, como as estações do ano e nos ciclos da lua, onde Nanã é associada à lua minguante, pois assim como Nanã habita nas águas paradas e profundas, a lua minguante é a fase final de todo ciclo lunar, é a energia necessária para que possamos recomeçar. Em muitos cultos, essa fase lunar é o tempo de rituais de encerramento de ciclos, assim como a energia de Nanã, que representa o final do ciclo da matéria, onde há a morte e o retorno à terra, como também decanta aquilo que não é mais necessário para que possamos iniciar uma nova fase. 




O tempo de Nanã é um tempo de transformação, paciência e reflexão. Nanã nos ensina que nem tudo precisa ser imediato, diferente do tempo de Iansã, que trabalha com um tempo rápido e dinâmico, trazendo o movimento impulsivo dos ventos. O tempo de Nanã é um tempo ancestral, lento e cíclico, ela traz uma energia estática de suas águas paradas, é um tempo que traz sabedoria, cura e amadurecimento para seus filhos. Iansã trará um tempo que proporcionará mudança, caminhos abertos, tendo como seu fim o movimento dinâmico, já Nanã manipula o tempo que decanta, que exige paciência, tendo como seu fim o repouso, repouso esse que nos trará de volta ao nosso princípio, para uma mudança silenciosa e demorada, mas cheia de aprendizado e carregada de uma sabedoria ancestral. 

 Nanã é muito associada ao processo de decantação, que nada mais é que o processo que separa o que é denso do que se é sutil. Da mesma forma que acontece a decantação, Nanã e seu tempo consegue purificar nosso corpo físico e espiritual, separando as energias densas, voltando-as para seu barro para serem trabalhadas, das energias que devem permanecer com seus filhos. Nanã manipula a energia que nos mostra que há um tempo necessário para que as situações, emoções, dores e aprendizados que vivemos se decantem para que haja uma separação do que precisamos absorver e aprender do que é preciso voltar à terra. 



É necessário dizer que a decantação é um processo demorado, que não pode ser apressado, pois quando se movimenta um processo que está sendo decantado, tudo se mistura novamente e assim é preciso começar outra vez o mesmo processo. Com isso, Nanã não permite que seu trabalho seja feito com pressa, pois seu tempo é baseado em reflexão, em recolhimento para nós mesmos. Tornando essa fala mais palpável, imaginem uma garrafa com água e barro, se a agitarmos, essa água fica turva por causa do barro, porém, se a deixarmos em cima de algum lugar para que esse barro decante, a terra irá assentar no fundo da garrafa e a água ficará limpa novamente. 

Esse é o ensinamento do tempo de Nanã: mesmo que sejamos seres imediatistas e, muitas vezes, preferimos um movimento e uma mudança mais brusca, com soluções palpáveis e mais rápidas, é preciso ter-se silêncio e espera para que algumas coisas se decantem e ajeitem por si só, pois não devemos apressar o que precisa ser transformado com calma, assim como a água da garrafa, precisamos de tempo para que aconteça nossa limpeza espiritual e emocional.   

                             

Isabela de Iansã


quinta-feira, 25 de junho de 2026

As Leis Herméticas - O Princípio da Correspondência

 As Leis Herméticas - O Princípio da Correspondência

As leis herméticas são princípios universais que, segundo a filosofia hermética, regem toda a existência. Elas buscam explicar como o universo funciona, abrangendo os planos material, mental e espiritual. Esses ensinamentos são atribuídos a Hermes Trismegisto, e tradicionalmente são apresentados em sete princípios:

1. Princípio do Mentalismo

2. Princípio da Correspondência

3. Princípio da Vibração

4. Princípio da Polaridade

5. Princípio do Ritmo

6. Princípio de Causa e Efeito

7. Princípio do Gênero

Hoje, falaremos do Princípio da Correspondência, que é o segundo dos sete e, é abordado no livro O Caibalion, obra que sintetiza a filosofia hermética. Segundo esse princípio “O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima”.

A partir dessa perspectiva, podemos compreender que há uma relação de semelhança e conexão entre todos os planos da existência. O universo e o ser humano refletem-se mutuamente, revelando padrões que se repetem em diferentes níveis da realidade.

Na prática, isso significa que aquilo que acontece no plano interno (nossos pensamentos, emoções e crenças) tende a se manifestar no plano externo, nas experiências e relações que vivemos. Da mesma forma, o mundo ao nosso redor também influencia e dialoga com o nosso mundo interno.



Dessa forma, o Princípio da Correspondência nos leva a observar padrões: o que se repete, o que se reflete, o que se manifesta de formas semelhantes em diferentes contextos. Ao perceber essas conexões, ampliamos nossa capacidade de interpretação da realidade e de nós mesmos.

Aplicar esse princípio exige consciência e responsabilidade: é necessário olhar para si, reconhecer padrões, mas também considerar o contexto em que se está inserido. Esse movimento permite maior coerência entre pensamento, sentimento e ação. Em outras palavras, o Princípio da Correspondência não oferece respostas prontas, mas amplia perguntas. E, nesse processo, favorece o autoconhecimento, a ampliação da percepção e uma relação mais consciente com a própria experiência.


Jéssica de Obaluaê


terça-feira, 23 de junho de 2026

Arruda

 Arruda

A arruda é uma planta muito conhecida por suas propriedades medicinais, energéticas e espirituais. Com seu aroma forte e característico, ela é utilizada há muitos anos por diferentes povos como auxílio para aliviar desconfortos como cólicas, dores e problemas digestivos. Além disso, tornou-se bastante popular por seu uso na proteção energética e na purificação dos ambientes.

Seu nome científico é Ruta graveolens, e ao longo do tempo a erva passou a ser associada à limpeza espiritual, à força e ao afastamento de energias negativas. Por isso, é comum encontrar ramos de arruda em casas, comércios e locais religiosos, sendo usada como símbolo de proteção e equilíbrio.

Na Umbanda, a arruda possui grande importância dentro das práticas espirituais. A erva é frequentemente utilizada em banhos, defumações e benzimentos com a finalidade de promover limpeza energética, descarrego e proteção espiritual. Também pode ser usada em trabalhos realizados por entidades espirituais para auxiliar no fortalecimento do campo energético, na harmonização e na abertura de caminhos.


Apesar de ser muito respeitada dentro das tradições espirituais, a arruda deve ser utilizada com responsabilidade e orientação adequada, especialmente em práticas religiosas. Além disso, ela não substitui tratamentos médicos, e seu uso medicinal deve ser feito com cautela, pois o excesso pode causar efeitos indesejados.


Bruna de Obá


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Boiadeiros

 Boiadeiros

A falange dos boiadeiros é uma linha muito importante na umbanda, atua em diversas casas, principalmente na nossa. Esta linha de trabalho traz o conhecimento dos caminhos da vida, do merecimento, do movimento pessoal de cada pessoa. Os boiadeiros trabalham na abertura de caminhos e na quebra de demandas, dando conselhos de diversas formas para clarear o caminho da vida das pessoas. 


Trazem consigo a essência do sertão, da superação das dificuldades sem perder o foco, da simplicidade da vida, da resiliência e da fé na proteção divina. Geralmente usam chapéu, costumam fumar palheiro ou cachimbo e tem adereços como o laço e o chicote, e bebem conhaque ou café. 

São regidos pela força de Iansã, e comumente também trabalham na Jurema Sagrada, juntamente com os mestres. Sua saudação é xetruá ou salve a boiada.  


Thiago Costa de Oxóssi


quinta-feira, 18 de junho de 2026

Café

 Café

O café, tão presente no dia a dia de milhões de pessoas, carrega significados que vão muito além de uma simples bebida. Dentro da visão espiritual da Umbanda, ele é visto como elemento de força, firmeza e energia. O café é utilizado como símbolo de acolhimento, proteção e conexão entre as pessoas, sendo oferecido com respeito e intenção. O ato de servir um café representa carinho, escuta e troca de energia, algo profundamente valorizado dentro da religião.

Na espiritualidade, acredita-se que tudo possui vibração, e o café, por ser uma bebida forte e estimulante, carrega uma energia de movimento e despertar. Por isso, muitas vezes é associado à quebra de cansaço espiritual, ao fortalecimento da mente e à disposição para seguir caminhos difíceis. Algumas entidades, especialmente pretos-velhos e exus, aparecem simbolicamente ligados ao café, justamente por representar resistência, sabedoria e presença.



Além da visão espiritual, a ciência também explica muitos dos efeitos que fazem o café ser tão marcante. A cafeína atua diretamente no sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta, melhorando o foco e reduzindo temporariamente a sensação de fadiga. Estudos mostram que, quando consumido com equilíbrio, o café pode trazer benefícios como melhora da concentração, estímulo cognitivo e até ação antioxidante, ajudando na proteção das células do corpo.

Curiosamente, essa sensação de “despertar” causada pela cafeína se conecta ao simbolismo espiritual atribuído ao café em muitas tradições populares. Enquanto a ciência explica os processos químicos e neurológicos, a espiritualidade interpreta os efeitos através da energia, da intenção e da conexão emocional que a bebida proporciona.

O cheiro do café também possui forte impacto emocional. Cientificamente, aromas ativam áreas do cérebro ligadas à memória e às emoções. Não é por acaso que o café costuma trazer sensação de conforto, lembranças familiares e acolhimento. Na Umbanda, isso também é percebido como uma energia afetiva, capaz de aproximar pessoas e harmonizar ambientes.



Mais do que uma bebida, o café se tornou símbolo de resistência, partilha e presença. Em uma roda de conversa, em uma madrugada difícil ou em um momento de oração, ele acompanha histórias, silêncios e reflexões. Na visão espiritual, aquilo que é compartilhado com verdade ganha força. E talvez seja por isso que um simples café consiga carregar tanto significado.

Entre a ciência e a espiritualidade, existe um ponto em comum: ambas reconhecem que pequenas experiências podem transformar estados físicos, emocionais e energéticos. O café desperta o corpo, aquece o coração e, para muitos, fortalece também a alma. 


Rebeca Galhardo de Ossain


terça-feira, 16 de junho de 2026

Bebida e fumo na Umbanda

 Bebida e fumo na Umbanda 

O uso de bebida e fumo na Umbanda carrega um significado muito mais profundo do que aparenta. Esses elementos atuam como instrumentos de manipulação energética, sendo utilizados pelas entidades de forma precisa e consciente.

O álcool, por exemplo, possui propriedades que facilitam a dissolução de energias densas. Ele atua como um agente de “quebra vibracional”, ajudando a desagregar cargas negativas acumuladas no campo espiritual. Já o fumo, ao ser queimado, transforma-se em fumaça (elemento que simboliza a transmutação). A fumaça carrega energias, direciona intenções, e atua como meio de limpeza e proteção.

No nosso terreiro, cultuamos a “Umbanda de Jurema”, e a bebida e o fumo são maneiras que os juremeiros utilizam para se conectarem com o sagrado. É por meio da utilização do fumo e do cachimbo, em que o cachimbo se torna a “arma” do juremeiro, realizando quebra de demandas e direcionando suas intenções.



Algumas entidades não “consomem” de fato o álcool, elas manipulam sua energia. Em alguns casos, o líquido é apenas levado à boca e depois descartado energeticamente. A composição do fumo (as ervas) tem impacto diretamente na questão de manipulação energética. 

Na Jurema, especialmente, o uso de bebida pode estar ligado a elementos naturais e ancestrais, como o licor de jurema, vinho, cachaça e preparados específicos. O médium deve ter consciência de que não é ele quem decide o uso desses elementos. Fora do contexto ritualístico, o uso excessivo pode enfraquecer a mediunidade, abrir brechas energéticas e até prejudicar o equilíbrio espiritual.  Assim, o que no ritual é ferramenta, fora dele pode se tornar desequilíbrio.


Salmo Gabriel de Iemanjá


segunda-feira, 15 de junho de 2026

Oração a Obaluaê

 Oração a Obaluaê

Salve o grande pai da cura, senhor da terra, guardião dos mistérios e da transformação!

É com humildade que venho pedir sua proteção.

Que a sombra fresca de suas palhas me lembre que o tempo tem o passo lento e a cura pode vir devagar, mas nunca falha.

Não me deixe esquecer que nem toda cicatriz é castigo, pois, algumas são selos de renascimento. E antes de pedir cura para o corpo, preciso curar a alma.

Você, que por debaixo das palhas detém extraordinária grandeza, me ensine que o verdadeiro poder não precisa ser validado por olhares externos, afinal, a caminhada pede que a gente se enxergue além das limitações impostas pelos outros.

Grande pai, cure minhas dores, visíveis e invisíveis, afaste de mim toda enfermidade e sofrimento. Limpe minha alma, minha mente e meu corpo, para que eu renasça forte, renovada e siga em paz. Dê-me coragem para enfrentar os desafios, e sabedoria para aceitar as mudanças necessárias.



Que sua força me lembre sempre de honrar quem sou, pois, somente dessa forma posso verdadeiramente respeitar o sopro de vida que me foi dado.

Que eu compreenda que cada cicatriz, cada marca em minha jornada, não são sinais de fraqueza, mas sim testemunhos de minha resistência.

Que eu entenda que é na aceitação do nosso próprio poder que encontramos a verdadeira cura.

Obaluaê, que a sua luz esteja presente em minha vida, me mostrando que a sua energia é de renascimento. E renascer é um ato de coragem.

Grande feiticeiro da terra, conhecedor dos mistérios da vida, da morte e da magia ancestral, que eu seja digna da cura e da transmutação.

Atotô, grande rei dos mistérios da existência! Salve sua força!


Camila de Iemanjá


quinta-feira, 11 de junho de 2026

Arruda

 Arruda

Essa planta, de aparência inofensiva, tem um poder espiritual muito forte. A Arruda é uma erva considerada uma erva forte ligada ao Orixá Oxossi e em algumas casas também tem ligação com Exu. Também está muito ligada à linha dos pretos velhos. É de grande poder de limpeza energética e espiritual, atuando no corpo astral, físico e no ambiente. Pode ser usada em forma de defumação e principalmente banhos. 



Algumas entidades e médiuns com poderes de benzimento utilizam seus galhos para benzer e fazer limpezas no corpo espiritual das pessoas. Esta erva puxa muito energia do local podendo ser utilizada como indicador e purificador de baixas energias.


Thiago Costa de Oxóssi


terça-feira, 9 de junho de 2026

Preceito na Umbanda

 Preceito na Umbanda 

O preceito, dentro da Umbanda, pode ser compreendido como um estado de preparação energética e espiritual consciente. Não se trata apenas de seguir regras, mas de cultivar uma postura interna de respeito ao sagrado.

A palavra “preceito” está diretamente ligada à disciplina espiritual, sendo um dos pilares do desenvolvimento mediúnico. Ele funciona como um processo de preparação vibracional, onde o médium reduz interferências físicas, espirituais e mentais para tornar-se um canal mais limpo para a atuação das entidades.

Em nossa casa, são orientados pelo guia chefe da casa (Caboclo 7 Flechas), alguns preceitos básicos que devem ser seguidos nos dias de trabalhos mediúnicos, para que seja possível se conectar de uma maneira melhor com a espiritualidade e para que possamos ser médiuns responsáveis. Dentre esses preceitos, não ingerir alimentos pesados (fisicamente e espiritualmente) como carnes vermelhas e alimentos gordurosos; e não ter relações sexuais, pois durante nesse ato existe grandes trocas de energias



Além dos preceitos básicos, existem outros menos comentados, porém é dever de todo médium ter o conhecimento, pois também são extremamente importantes. Evitar ambientes com carga energética densa (discussões, brigas, locais muito agitados), manter pensamentos elevados e vigilância mental, praticar o silêncio interior e a introspecção antes dos trabalhos, e evitar excesso de estímulos (como música muito intensa ou conteúdos negativos) 

Muitos terreiros consideram que o preceito começa no pensamento. Ou seja, não adianta cumprir regras externas se internamente o médium está desequilibrado.

Outro ponto importante é que em alguns casos, o preceito pode não ser igual para todos. Ele pode variar conforme alguma necessidade específica de algum médium (este sendo orientado por algum guia), a um tipo de desenvolvimento mediúnico, etc. Quando bem compreendido, o preceito deixa de ser visto como obrigação e passa a ser uma ferramenta de fortalecimento espiritual.


Salmo Gabriel de Iemanjá


segunda-feira, 8 de junho de 2026

Espada de Ogum ou Espada de São Jorge

 Espada de Ogum ou Espada de São Jorge

A espada de São Jorge, também chamada de espada de Ogum, é uma planta muito importante dentro da Umbanda e na cultura popular brasileira. Ela é vista como um símbolo de proteção, força espiritual e abertura de caminhos na vida.

Na Umbanda, essa planta está ligada a Ogum, conhecido como o orixá guerreiro, responsável por guiar caminhos, enfrentar batalhas e trazer justiça. Por isso, a espada de São Jorge carrega essa mesma energia de coragem, firmeza e superação diante das dificuldades.

Suas folhas são compridas, duras e pontiagudas, lembrando uma espada. Esse formato representa a ideia de cortar energias negativas, afastar inveja, mau olhado e qualquer influência espiritual ruim. Por esse motivo, é muito comum ver essa planta na entrada de casas e terreiros, como uma forma de proteção. Nos rituais da Umbanda, ela pode ser utilizada em práticas como banhos energéticos, defumações e firmezas voltadas para Ogum. Mais do que uma planta, ela funciona como um ponto de força, ajudando a equilibrar as energias do ambiente e das pessoas.



Além da proteção, a espada de São Jorge também representa disciplina e direção, qualidades ligadas a Ogum. Ter essa planta por perto simboliza estar sob a proteção de um guerreiro que ajuda a abrir caminhos e enfrentar os desafios da vida. É importante lembrar que o uso de plantas e ervas na Umbanda deve ser feito com respeito e, de preferência, com orientação de alguém que entenda do assunto, já que cada elemento tem sua função e energia específica. No geral, a espada de São Jorge vai muito além de uma planta decorativa, ela representa fé, proteção e conexão com o mundo espiritual.


Bruna de Obá


quinta-feira, 4 de junho de 2026

Toré

 Toré

Para nós umbandistas, estudar a cultura indígena amplia a compreensão da própria Umbanda, ao mesmo tempo em que contribui para uma postura de respeito, escuta e responsabilidade diante de tradições que seguem vivas e em constante luta por reconhecimento. A ancestralidade é a raiz invisível que sustenta quem somos, conectando cada passo nosso à memória viva dos que vieram antes, por isso, nesse texto falaremos um pouco sobre uma dança presente na cultura dos povos originários, que é o Toré.

O Toré constitui uma das expressões mais vitais da espiritualidade e da cultura das nações indígenas do Nordeste brasileiro, funcionando como um complexo ritualístico que entrelaça dança, cânticos e uma profunda consciência de identidade coletiva. Mais do que um evento performático, ele se estabelece como um pilar fundamental do sistema de crenças e da estrutura social de diversos povos originários. 

Historicamente, suas raízes precedem a invasão europeia e, embora não possua um marco temporal de origem único, consolidou-se através dos séculos como uma prática sagrada que resistiu às pressões da colonização. Durante períodos de intensa repressão e catequização forçada, o Toré assumiu um caráter de resistência, sendo muitas vezes mantido sob sigilo para assegurar a sobrevivência das tradições ancestrais diante da expropriação de terras e da violência cultural.



Atualmente, essa prática é preservada por diversas etnias, como os Pankararu, Pankararé, Kariri-Xocó, Xukuru-Kariri, Potiguara, Geripancó e Fulni-ô, que, apesar de compartilharem a base do ritual, imprimem variações características próprias em suas vestimentas, instrumentos e toantes. A dinâmica do Toré organiza-se habitualmente em uma roda, onde os participantes se movimentam ao ritmo marcado de maracás, zabumbas, gaitas e apitos e entoam cantos sagrados, chamados de Toante, que é cantado por apenas um “cantador” ou “cantadora” e acompanhado pelos gritos ritmados do grupo. 

O uso de adereços tradicionais, como pinturas corporais e cocares, contribui para a criação de uma atmosfera de transe e introspecção, facilitando a conexão com os encantados. Na visão de mundo dessas comunidades, essas entidades são espíritos ancestrais ou forças da natureza que oferecem proteção, cura e conselhos aos vivos durante a cerimônia cuja representação física é o Praiá, veste tradicional confeccionada com palha. 

Composto por duas partes, a máscara ou casaco, chamado Tanam, e a saia, seu objetivo é preservar a identidade do dançador, que, ao vesti-la, seguindo os preceitos religiosos, se torna o próprio Encantado. Cada comunidade possui um Toré próprio e singular, apresentando variações de toadas, ritmos e expressões. Na Umbanda, encantados são entendidos como espíritos ligados à natureza e à ancestralidade, que não passaram pelo ciclo comum de morte, mas permanecem atuando em outra dimensão espiritual, auxiliando com proteção, cura e orientação.



Para além do nível espiritual, o Toré desempenha um papel sociopolítico crucial, servindo como um instrumento de afirmação étnica e de luta por direitos territoriais. Ao longo das últimas décadas, o ritual foi frequentemente utilizado como uma prova pública da continuidade cultural indígena frente a políticas estatais que tentavam negar a existência desses povos. 

Assim, a cerimônia ultrapassa o âmbito religioso para se tornar um símbolo de reivindicação e resiliência. Embora possa ser realizado em celebrações comunitárias ou eventos políticos, o Toré guarda partes restritas e exige um profundo respeito por ser um saber sagrado. Sua permanência histórica é, em última análise, um testemunho da força adaptativa e da presença inabalável das culturas indígenas no cenário brasileiro atual.


Renata de Iansã 


terça-feira, 2 de junho de 2026

O livre arbítrio e a responsabilidade individual

 O livre arbítrio e a responsabilidade individual

O conceito mais difundido de livre arbítrio costuma estar associado à tradição cristã, especialmente à ideia de que Deus concedeu ao ser humano a liberdade de escolher seus caminhos. Em muitas leituras, essa liberdade aparece condicionada à promessa de recompensa ou punição (céu ou inferno) conforme as escolhas realizadas. No entanto, essa interpretação reduz a profundidade do que realmente significa ser livre.

Do ponto de vista filosófico, o livre arbítrio é compreendido como a capacidade humana de tomar decisões e agir de forma autônoma e consciente, segundo a própria vontade. Para Aristóteles, a escolha deliberada (prohairesis) nasce da reflexão sobre o que é justo e virtuoso; não é um impulso, mas uma decisão racional orientada pela ética. Já Santo Agostinho relaciona o livre arbítrio à capacidade de escolher o bem, entendendo que a verdadeira liberdade está alinhada à ordem divina. 

Sartre afirmava que o ser humano está “condenado a ser livre”, ou seja, não pode fugir da responsabilidade por suas escolhas. Para ele, a liberdade é inseparável da responsabilidade, pois cada decisão constroi quem somos. Em tradições orientais como o Budismo, a liberdade está associada à consciência das causas e consequências (karma). Não se trata de liberdade absoluta, mas da compreensão de que cada ação gera efeitos que retornam ao indivíduo.



Assim, podemos dizer que o livre arbítrio é um termômetro moral que nos conduz à nossa essência. Contudo, ele não existe isolado, pois vivemos em coletividade. Se utilizo minha escolha para ferir, manipular ou prejudicar o outro, minha ação deixa de ser expressão de liberdade consciente e passa a ser manifestação de ego ou ignorância. A verdadeira liberdade exige ética, consciência e responsabilidade.

Responsabilidade individual é o reconhecimento de que somos autores de nossos próprios atos. Não podemos atribuir ao outro, à sociedade ou ao destino as consequências daquilo que escolhemos fazer. Na perspectiva espírita, cada espírito é responsável por sua evolução. Não há punição eterna, mas aprendizado contínuo por meio das consequências naturais dos próprios atos.

Nesse sentido, responsabilidade individual é buscar o autoconhecimento, compreender limites, ambições e desejos para não ser dominado por eles. A única punição real é a própria consciência. Quando sabemos que determinada atitude pode magoar alguém e, ainda assim, escolhemos praticá-la, estamos assumindo o peso dessa consequência. Ser responsável é compreender que liberdade não é ausência de limites, mas consciência deles.



Em nossa casa, assim como em todas as religiões, existe uma hierarquia que deve ser respeitada. Hierarquia não é opressão, mas organização, pois ela garante equilíbrio, disciplina e harmonia espiritual. Na Umbanda de Jurema, aprendemos que mediunidade é compromisso. Não basta incorporar, cantar ou trabalhar espiritualmente, é preciso estar preparado moralmente para sustentar essa função. “Saber que posso não significa que devo.” Dominar as próprias vontades é ser livre. A liberdade não está em fazer tudo o que se quer, mas em fazer o que deve ser feito, como disse o Caboclo 7 Flechas.

Cada ação ecoa no plano espiritual, pois o médium que age por vaidade, orgulho ou disputa se desarmoniza não apenas a si, mas todo o coletivo. Já aquele que age com humildade compreende que sua liberdade está alinhada ao serviço.

A conclusão que se apresenta é que o livre arbítrio só encontra sentido pleno quando está conectado à responsabilidade individual e ao compromisso espiritual. Na Umbanda de Jurema, liberdade é consciência, é respeito à hierarquia, é compromisso com o axé da casa e com os guias que nos conduzem. Ser livre é escolher o bem; ser responsável é sustentar essa escolha. E no terreiro, essa verdade se manifesta na prática diária da caridade, da disciplina e do amor.


Jéssica de Obaluaê


segunda-feira, 1 de junho de 2026

Sentimentos que conforta

 Sentimentos que conforta

Sábias palavras ditas por Zé Pelintra em uma quarta-feira, no dia 8 de abril, nos trouxeram ensinamentos sobre a grande trajetória de nosso Terreirinho. Ele trouxe uma reflexão poderosa: “Faça sempre o melhor para você e, em tudo o que fizer, busque o melhor. Mas não se prenda ao conforto, pois ele pode impedir o seu crescimento.

Zé Pelintra não falava apenas do conforto externo, dos bens materiais ou da rotina fácil. Ele nos alertava sobre os confortos invisíveis, aqueles que vêm de nossos próprios sentimentos e que nos aprisionam. Sentimentos que nos fazem recuar, travar e nos impedem de viver o melhor que poderíamos. Ele reforçou, inclusive, com uma lembrança direta da realidade: “Dentro do caixão, vai sobrar somente os ossos.”



Embora esse exemplo se refira ao conforto material, minha interpretação é que ele também nos alertava sobre os confortos emocionais aqueles que carregamos e que nos tornam acomodados.

São os sentimentos que nos deixam parados, que nos impedem de aprender, crescer e enfrentar o que realmente pode nos transformar. Esse conforto emocional faz com que percamos oportunidades, nos mantenha presos à dor familiar, às relações que nos limitam ou às chances que nos fariam evoluir. Muitas vezes, preferimos permanecer no conhecido, mesmo que ele seja insuficiente, apenas porque oferece uma sensação passageira de segurança.

Nessa mesma noite, Zé Pelintra nos convida a fazer uma reflexão, se você não tivesse continuado, como se imaginaria agora? O que estaria fazendo neste momento? Muitos relataram sentimentos que os prendiam, ambientes que pareciam confortáveis ou situações que, mesmo incertas, geravam indecisão e nos deixavam confusos. 

Alguns se acomodam em relações que não os valorizam, outros em hábitos que não acrescentam nada, mas todos se impedem de avançar. É nesse ponto que o ensinamento de Zé Pelintra se torna essencial não desistir daquilo que te faz bem é fundamental. Pequenos passos diários, mesmo que pareçam insignificantes, são capazes de romper a zona de conforto e abrir caminhos para o crescimento.

Desapegar desses confortos emocionais é um processo profundo. É encarar o medo sem permitir que ele decida, é reconhecer a dor sem escolher permanecer nela. É aceitar que o desconhecido assusta e muito, mas também transforma.

É compreender que cada oportunidade perdida por medo ou acomodação é uma chance que não volta. No fim, buscar o melhor para si é um ato de responsabilidade consigo mesmo sair do que é fácil de sustentar e caminhar em direção ao que, mesmo difícil, tem o poder de expandir quem você é.

E, como nos lembrava Zé Pelintra, não importa o que você acumule, no fim, no caixão, só sobram os ossos por isso, o que realmente vale é aquilo que você fez por si mesmo, os passos que deu para crescer e viver plenamente, sem se prender a confortos que apenas te impedem de ser o melhor que você pode ser.

Tauhane de Oxum



quinta-feira, 28 de maio de 2026

O arco-íris e a serpente

 O arco-íris e a serpente

O culto a Oxumarê teve origem em terras Mahin, do antigo Daomé, na região de Ifé, é chamado de Ajé Sàlugá, e é cultuado como a força que irá proporcionar riqueza a todos os homens. Seu nome possui raízes iorubás, significando “serpente que se move” ou “aquele que é dono do arco-íris”. “Òsù” é associado ao movimento e continuidade, já “Marè” remete à ideia da cobra, de algo que se alonga, assim como as serpentes. Dessa forma, pode-se entender a tradução como “a serpente do movimento contínuo”.

Oxumarê é o Orixá que personifica a mobilidade e a dualidade, sendo essa dualidade muito distante da confusão, representando para seus filhos a complementaridade e equilíbrio da vida. Oxumarê representa o eterno retorno, a renovação das energias, personificando a força do princípio e do fim, o masculino e o feminino, a transição de estados na matéria. Sua força traz a capacidade de unir energias opostas, como a união entre a água e a terra, a mortalidade e a imortalidade, proporcionando o início e o fim dos ciclos, atuando na renovação dos seres e conectando nosso mundo físico ao espiritual.

Os itãs iorubás, contam que Oxumarê, filho de Nanã, tinha como sua missão levar água para saciar a sede do mundo, trazendo o arco-íris após cada chuva, o qual simboliza esperança para que dias melhores aconteçam e, que ao final de seu arco-íris, terá prosperidade e abundância para seu povo. Oxumarê é a energia necessária para fazer com que o vapor da água ascenda até o céu e caia novamente sobre a terra em forma de chuva para os homens. Ademais, nos cultos iorubás, o arco-íris é um elemento divino e ativo, simbolizando a ponte entre o céu e a terra, seria o caminho por onde as forças divinas transitam, interligando o mundo espiritual e o material.

Outro símbolo importante deste grande Orixá é a serpente. Oxumarê representa tudo aquilo que é alongado, ele cuida desde o cordão umbilical dos recém nascidos até os ciclos durante toda a vida de cada filho. Oxumarê se manifesta como uma cobra que engole sua própria cauda, representando o eterno retorno e o ciclo da vida e da morte, da criação e da destruição, como também a continuidade, do movimento que nunca para. Assim como Oxumarê, a serpente também traz dualidade, ela pode curar, mas também mata, sendo muito temida e reverenciada. Traz também o ensinamento de renovação, da busca pela transformação constante e da adaptação, possibilitando que a pele velha se desfaz, dando lugar a uma nova pele.

Falado em mudanças e transformações, diferente de Iansã, a mudança de Oxumarê é uma mudança cíclica e contínua, associada, muitas vezes, com renovação periódica de um ciclo, trazendo prosperidade em um movimento serpentino (lento e ininterrupto). Oxumarê traz mudanças com constância, assim como as estações do ano, construindo estabilidade, de forma lenta, através de seu movimento. Por outro lado, o movimento de Iansã é impetuoso e avassalador, assim como os ventos e as tempestades, chegam e exigem ações rápidas, sendo uma mudança brusca e libertadora. Sendo assim, Oxumarê nos ensina constante adaptação aos ciclos e Iansã ensina a ter forças para mudar quando a vida nos exige coragem.



Oxumarê nos ensina que nada é estático, assim como a serpente que sempre muda de pele e o arco-íris vem após a chuva e sempre desaparece, a vida também se movimenta. Nos ensina que é importante não estagnar diante dos desafios, nos mostra que é importante e preciso dar pequenos passos constantemente em busca da evolução. Oxumarê traz o aprendizado que precisamos ser flexíveis, assim como o arco-íris se curva no céu, devemos nos adaptar à vida e suas mudanças. 

Esse grande Orixá nos mostra a valorizar diferentes forças e emoções que habitam nosso corpo físico, nos faz buscar a integração entre a razão e a emoção, o espiritual e o físico, nos ensina a acolher nossa totalidade, por mais contraditória que seja. Oxumarê nos mostra que, assim como no final de seu arco-íris existe um pote de ouro, há também esperança e beleza após as dificuldades da vida.

Que possamos cultuar a grande força de Oxumarê com respeito e sabedoria, para que nunca nos falte prosperidade e movimento constante.

Arroboboi, Oxumarê!

Isabela de Iansã