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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Instrumentos dos guias

 Instrumentos dos guias

Os guias da Umbanda utilizam diversos instrumentos de trabalho durante os atendimentos e rituais. Esses instrumentos variam de acordo com a linha de atuação de cada entidade, podendo incluir velas, ervas, pemba, bengalas, água fluidificada, cachimbos, charutos, bebidas, dentre outros elementos específicos.

A função desses instrumentos não está no objeto em si, mas na energia e na finalidade espiritual que eles representam. As velas auxiliam na iluminação espiritual e na firmeza dos trabalhos. Já as ervas são utilizadas para limpeza e descarrego energético, a água fluidificada ajuda na harmonização das energias, e a pemba é empregada para traçar símbolos sagrados e pontos riscados.

Esses instrumentos são importantes porque servem como meios de transmissão das energias dos guias, auxiliando nos processos de cura espiritual, proteção, orientação e equilíbrio energético dos consulentes. Dessa forma, contribuem para que o trabalho espiritual seja realizado com maior eficiência e segurança.



Ou seja, todos os instrumentos que lhe for confiado para guardar deve se tratar com respeito, pois ali tem a energia do guia que ali trabalhou, seja para guardá-los ou os servirem.

João Pedro de Omolu


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Logunan

 Logunan

Logunan é uma das Orixás Yabás conhecidas como a Orixá do Tempo, sua saudação é "olha o tempo minha mãe". Por ser uma orixá do tempo, sua energia diz muito sobre o tempo de Deus e não o nosso tempo carnal. Este tempo de Deus seria o tempo que as coisas levam para acontecer conforme a vibração do universo e não nosso tempo no relógio. 

Além disso, esta Orixá também traz muito sobre a fé, pois junto com o tempo de Deus vem a espera. A espera pelo tempo dEle, pela organização ideal das vibrações para que as coisas ocorram, bem como a real necessidade para que aconteçam.



Logunan trabalha conosco a fé em saber esperar o tempo de Deus, compreender que é diferente do nosso carnal e confiar que no tempo dele que as coisas realmente devem acontecer, energética e espiritualmente, não no tempo que achamos ideal.. e que na maioria das vezes é o "agora", imediatamente.

Que possamos saber compreender e viver o tempo do universo, vibrar junto com a vontade divina. 

Axé!

Mylene de Ogum Rompe Mato


quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Fumo

 Fumo

Na Umbanda, comumente vemos diversas entidades usando o fumo nos trabalhos. O uso do fumo é muito associado à limpeza do corpo espiritual e é usado como descarrego. A linha da esquerda usa bastante o fumo nas limpezas dos consulentes, o fumo atua descarregando energias pesadas e densas. Devemos entender que o fumo é um elemento que atua em diversos aspectos, pois tem suas propriedades naturais, por ser uma erva, porém ele queima, gerando energia e transformação. O fumo atual no sensorial do consulente e dos médiuns envolvidos no trabalho, trabalhando o cheiro misturado às outras ervas, trabalha a queima e o calor, transformando esse elemento em fumaça. Diversas linhas utilizam do fumo nos seus trabalhos, como Exus, Pombogiras, Caboclos, Pretos Velhos, Boiadeiros e Marinheiro. 



A utilização do fumo pode ser feita de maneira misturada com outras ervas, gerando assim um controle e também uma maior concentração energética ou pode ser usado puro e sozinho também, tudo isso depende da ocasião e do tipo de trabalho que está sendo realizado. O melhor jeito de entender a aplicação nos trabalhos é perguntando diretamente aos guias, pois assim eles explicam a maneira que eles conseguem visualizar o trabalho e como eles manipulam aquela energia. Dessa forma, até o trabalho flui melhor, pois conseguimos entender o que está sendo feito  e o que está acontecendo.

Devemos sempre entender que o fumo é um elemento sagrado e possui uma importância gigante na umbanda, por isso devemos usá-lo de maneira séria e respeitosa.

                                                                                                                    Leonardo de Oxossi”


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Cravo-da-índia

 Cravo-da-índia

O cravo-da-índia é uma especiaria conhecida por seu aroma intenso e por sua presença tanto na espiritualidade quanto na ciência. Pequeno em tamanho, mas rico em significado, ele é utilizado há séculos por diferentes culturas ao redor do mundo. Rico em eugenol, uma substância com propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e antissépticas. Por isso, é amplamente utilizado em produtos odontológicos e estudado por seus benefícios à saúde. Além disso, possui alto poder antioxidante, auxiliando na proteção das células do organismo.

Durante a Idade Média, o cravo-da-índia era tão valioso que chegou a ser considerado um produto de luxo, sendo usado como moeda de troca em algumas regiões do mundo. Seu comércio movimentou expedições marítimas, disputas entre impérios e ajudou a impulsionar as grandes navegações.

O cravo está associado à proteção espiritual, ao fortalecimento energético e ao equilíbrio das vibrações. É comum seu uso em banhos, defumações e preparos ritualísticos voltados para afastar energias negativas e fortalecer a caminhada espiritual. Hoje, além de seu valor culinário e científico, o cravo continua sendo apreciado em diversas tradições espirituais por seu simbolismo de força, proteção e prosperidade.



Alice de Xangô


segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Obá

 Obá

Obá é uma divindade originária do povo iorubá, identificada como a Orixá do rio Níger (ou rio Obá) e reconhecida como a primeira esposa de Xangô, filha de Iemanjá e Oxalá. Ela é descrita como uma guerreira energética, temida e fisicamente mais forte que muitos Orixás masculinos, tendo derrotado divindades como Exu, Oxumarê e Orunmilá em batalha. 

Em algumas vertentes de Umbanda, Obá atua como a regente do Trono Feminino do Conhecimento, constituindo, ao lado de Oxóssi, a terceira linha de forças da religião. Enquanto Oxóssi ocupa o pólo positivo e irradiante, estimulando a expansão e a busca pelo saber, Obá está assentada no pólo magnético negativo ou cósmico, que possui uma natureza absorvente e concentradora.



Um Itã conta que em uma das noites de culto, Xangô caminhava alegremente e dançava ao som do batá, quando percebeu ao longe um aglomerado de mulheres, realizando uma cerimônia sob as ordens da enérgica Obá. Xangô era muito curioso se aproximou da cena, para observar à espreita. Prontamente se encantou com a rara beleza de Obá, que apesar de não ser tão jovem era a mais bela mulher que ele já vira. No momento de distração Xangô foi notado. As mulheres o cercaram, e ele foi levado à presença da Orixá. Esta lhe comunicou que era grave sua falta e que o preço por violar o culto sagrado de Elecô era a morte. Mas a própria Obá se encantou com a inigualável beleza de Xangô e relutou em aplicar a sentença de morte, usando de sua supremacia no culto para ditar novas regras “Todo homem, que violar o culto, se for do agrado, da senhora do culto, deverá unir-se a ela como marido ou aceitar a pena de morte”. 

Xangô não pensou duas vezes, seria poupado da sentença e ainda sim possuiria a grande deusa por quem havia se apaixonado. A cerimônia de união de Xangô e Obá foi realizada dentro dos limites de Elecô. Foi o início de uma grande paixão. A deusa guerreira e justiceira, que pune os homens que maltratam mulheres, descobriu um sentimento novo por um homem que ia muito além do ódio. A rainha de Elecô aprendeu a amar e ser amada. Nasceu, dessa grande paixão, uma criança, uma menina, chamada Opará, bela, justiceira e feroz como os pais. Foi ela quem prosseguiu com o culto de Elecô.

Elementos que Rege Obá exerce domínio sobre diversos domínios da natureza e da vida espiritual:

Águas turbulentas: É a senhora das águas revoltas dos rios, das pororocas, quedas d'água e das enchentes;

Barro e Lama: Além da água, ela controla elementos como o barro, o lodo e a terra úmida que sustenta a vegetação;

Fogo e Conhecimento: É associada ao princípio arcaico do fogo que trazendo a transmutação, e na Umbanda, rege o Trono Feminino do Conhecimento, atuando para aquietar o racional e paralisar conhecimentos distorcidos;

Transformação e Justiça: É a guardiã da roda e responsável pela transformação dos alimentos crus em cozidos, além de atuar na defesa da justiça e do equilíbrio.•Lado Esquerdo: É saudada como a guardiã da esquerda (lado do coração), representando a ancestralidade feminina suprema.

Os filhos e filhas de Obá possuem personalidades marcantes, muitas vezes influenciadas pelo arquétipo da "mulher valorosa e incompreendida". São descritos como pessoas extremamente sinceras e diretas, o que pode levar a magoar os outros com sua franqueza. São fieis àqueles que amam e dedicados às amizades, embora possam ser excessivamente ciumentos e possessivos. São lutadores bravos, determinados a alcançar seus ideais, frequentemente ocupando cargos de liderança ou carreiras desafiadoras como juízes e advogados. Podem sofrer com um certo complexo de inferioridade e ter dificuldade em estabelecer comunicações afetivas, agindo com agressividade defensiva por medo de serem enganados. Costumam ser pessoas de estrutura forte, rosto redondo e traços marcantes, como sobrancelhas grossas e lábios acentuados.

Thiago S. Cecílio de Oxóssi



quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Canela

 Canela

A canela é uma especiaria muito conhecida por seu aroma marcante e por suas diversas utilizações na culinária, na medicina popular e nas práticas espirituais. Obtida da casca de árvores do gênero Cinnamomum, ela é utilizada há milhares de anos por diferentes povos ao redor do mundo. Do ponto de vista científico, a canela contém compostos bioativos, como o cinamaldeído, responsável por grande parte de seu aroma característico. 

Estudos indicam que ela possui propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas, podendo auxiliar no combate aos radicais livres e no equilíbrio do organismo quando consumida de forma adequada. Pesquisas também sugerem que a Canela pode contribuir para o controle da glicemia em algumas pessoas, embora não substitua tratamentos médicos. Além disso, seu aroma é frequentemente estudado por seus possíveis efeitos sobre a sensação de bem-estar e conforto emocional.



Na Umbanda, a Canela é associada à prosperidade, atração de boas energias, fortalecimento espiritual e abertura de caminhos. É comum seu uso em banhos, defumações, amacis e trabalhos voltados para a abundância, o amor-próprio e a elevação da vibração energética. Muitas pessoas acreditam que seu aroma ajuda a harmonizar o ambiente e estimular sentimentos de alegria e confiança. Dentro de algumas tradições umbandistas, a Canela também é relacionada à energia do fogo, da transformação e do movimento, sendo utilizada para impulsionar objetivos e renovar as energias pessoais. Seu uso costuma ser acompanhado de orações, firmezas e intenções positivas.

Uma curiosidade interessante é que tanto a ciência quanto a espiritualidade reconhecem o impacto que os aromas podem ter sobre o ser humano. Enquanto a Umbanda compreende esse efeito como uma influência energética e vibracional, a ciência explica que determinados cheiros podem estimular áreas do cérebro ligadas às emoções, memórias e sensações de prazer. Assim, a Canela representa um belo encontro entre tradição, espiritualidade e conhecimento científico. Seja em um banho de ervas, em uma defumação, em um chá ou em uma receita especial, ela continua sendo valorizada por suas características únicas e por tudo aquilo que simboliza para diferentes culturas e crenças.

Rebeca de Ossain


terça-feira, 4 de agosto de 2026

Café

 Café

O café é um elemento extremamente importante no Brasil, considerando principalmente  nosso contexto histórico. O café sempre foi algo considerado valioso, tanto que em tempos passados éramos um dos principais exportadores de café do mundo. Assim, ele se consolidou muito na época da escravidão, tínhamos enormes fazendas com uma estrutura complexa para a criação e preparação dos grãos.



Quando entramos no contexto da Umbanda, conseguimos visualizar melhor entendendo o contexto por detrás do café. Uma linha que utiliza muito o café nos trabalhos dentro dos Terreiros é a linha dos Pretos Velhos. Vemos diversas vezes o café sendo usado em bebidas, em guiadas feitas com seus grãos e conseguimos ver em defumações, ou seja, ele é um elemento muito presente na umbanda. 

O café pode ser usado de diferentes maneiras de acordo com o trabalho, por exemplo: Um preto velho te dá uma xícara de café para beber durante um atendimento. Esse café além de ajudar na limpeza, vai esquentar a pessoa e trazer um sabor mais doce e acolhedor. Tudo no terreiro possui um significado e uma importância, devemos compartilhar esse tipo de visão, pois assim as pessoas conseguem entender o gigante valor que uma simples xícara de café possui.

Leonardo de Oxossi”


segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Calunga pequena

Calunga pequena

O termo “calunga” é utilizado há muitos anos por povos africanos e, para nós umbandistas, é de muita valia saber o significado e diferenciar Calunga Grande de Calunga Pequena, conhecendo seus guardiões, como sair e entrar de cada uma delas e sempre respeitar a grande energia presente em ambos os locais. “Kalunga” foi uma palavra advinda do vocábulo Bantu, que traz em seu significado o “vazio” ou “espaço oco” que nascia dentro do peito de cada um quando um familiar ou uma pessoa querida desencarnava, sendo um sentimento muito parecido com que hoje chamamos de “luto”. Com o passar dos anos, o termo “Kalunga” foi sendo realocado e passou a se referir também aos cemitérios, pois os povos Bantos não tinham um vocábulo específico para se referirem a esses lugares, assim o “espaço vazio” físico desses povos se tornaram os cemitérios, os quais conhecemos por Calunga Pequena. 

Dentro da Calunga Pequena, encontra-se, muitas vezes, o Cruzeiro das Almas, um local sagrado e ponto de força extremamente importante, tanto para nós encarnados, quanto para os espíritos. Lá as pessoas depositam suas orações e seus sentimentos por todos aqueles que já desencarnaram, é o lugar em que, muitas vezes, vão para se tranquilizarem e para “manterem um contato” com seus entes queridos, como também para nos conectarmos com Pai Omolu.

Por outro lado, é também um ponto de força para todos os espíritos desencarnados, pois o Cruzeiro das Almas é uma grande fonte da energia divina e foco de luz. Podemos interpretar como uma via de mão dupla, muitas vezes vamos prestar nossas homenagens a alguma pessoa querida que já desencarnou e saímos de lá mais tranquilos, por outro lado a espiritualidade pode usar essa boa energia que foi depositada pelos encarnados, juntamente com a energia dos Orixás, para auxiliar os espíritos necessitados que estão na Calunga Pequena.



Então, podemos entender o Cruzeiro das Almas como uma espécie de farol que consegue auxiliar os encarnados, tal como encaminhar os espíritos que precisam ser cuidados por entidades de luz, sendo esse trabalho feito por guias que espalham o amor e a caridade como os Exus, Pombogiras e Pretos Velhos. Ao entrarmos na Calunga Pequena devemos respeito e reverência, assim como quando entramos nas matas, cachoeiras, nos bambuzais e no mar. No cemitério saudamos Pai Omolu, Ogum Megê e o Exu Guardião daquele local; e ao sairmos, devemos sempre pedir para que nenhuma energia pesada de espíritos sofredores nos acompanhe. 

Falando brevemente dessas três grandes forças protetoras da Calunga Pequena, o Pai Omolu tem sob seu domínio todos os espíritos que estão em processo de desencarne, ele é quem desata a conexão do espírito com o corpo material, guardando para que nenhum espírito de baixa vibração aproveite da energia daqueles que estão passando pelo desencarne. Já Ogum Megê é o falangeiro de Ogum que trabalha na linha das almas, uma espécie de entrecruzamento com Omolu, é quem desmancha magias, quem guarda os cemitérios e coloca disciplina nos espíritos insubmissos, trabalha também juntamente com Iansã, responsável por conduzir os espíritos desencarnados. E por fim, existem os espíritos iluminados que trabalham no meio de muita energia densa para levar a luz às almas, como os Exus e Pombogiras. É muito comum que os guardiões da Calunga Pequena sejam da falange dos Caveiras, como o Exu João Caveira, Exu Caveira, Tatá Caveira e Pombogira Rosa Caveira, mas não é uma regra, podendo ter outras falanges como guardiãs.

Que possamos respeitar a força das entidades e espíritos de luz que trabalham nesses locais e que sejamos guiados pelo farol do Cruzeiro das Almas, tendo sempre a proteção dos guardiões da Calunga Pequena.

Atotô, Pai Omolu! Salve o povo da Calunga Pequena!

Isabela de Iansã

 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Banho de ervas

 Banho de ervas

O banho de ervas é um trabalho espiritual muito conhecido entre as religiões espiritualistas, como na Umbanda e Candomblé. Atuam na limpeza do campo energético, dissipando as energias densas e influências espirituais negativas. Ao mesmo tempo, promovem o reequilíbrio dos centros de força (chacras), elevam a frequência vibratória e expandem a sensibilidade mediúnica, favorecendo uma conexão mais harmoniosa com a espiritualidade e facilitando os processos de incorporação. Como resultado, contribuem para o equilíbrio físico, emocional, mental e espiritual, restaurando a harmonia e fortalecendo a proteção energética. 

Dentro de nossa casa espiritual, todos os trabalhos são realizados exclusivamente mediante a autorização e orientação dos Guias Espirituais. Seguimos, com respeito e humildade, os ensinamentos da espiritualidade maior, atuando sempre com responsabilidade, ética, segurança e em conformidade com os fundamentos da casa.

As ervas são manifestações sagradas da força da natureza e carregam em si uma vibração, uma essência e uma consciência próprias. Cada planta possui sua missão, sua energia e sua forma

particular de atuar nos campos físico, emocional, mental e espiritual. Assim como cada espírito é único, cada erva também expressa sua sabedoria de maneira singular. Nos banhos, defumações e demais práticas espirituais, as ervas estabelecem uma conexão com o campo energético de cada pessoa. Por isso, seus efeitos podem variar conforme a necessidade, a sintonia e a frequência vibratória de quem as utiliza. Uma mesma erva pode atuar de maneiras diferentes em cada indivíduo, respeitando sempre aquilo que a espiritualidade permite e aquilo que o momento de cada um requer.



As ervas de limpeza e descarrego são empregadas para promover a purificação do campo áurico, remover energias densas, desfazer cargas negativas e fortalecer a proteção espiritual. Entre as mais conhecidas está a arruda, uma das ervas mais tradicionais da Umbanda, reconhecida por seu grande poder de limpeza energética e de proteção contra influências negativas. Outra erva muito utilizada é a guiné, considerada poderosa nos banhos de descarrego por auxiliar na dissolução de demandas espirituais, na limpeza do campo energético e no fortalecimento da proteção espiritual. Já a comigo-ninguém-pode é amplamente respeitada por sua forte vibração de defesa, sendo utilizada para reforçar a proteção contra energias intrusas. Por se tratar de uma planta tóxica, seu uso deve ser sempre feito com cautela e sob orientação adequada.

Após a limpeza, entram em ação as ervas de equilíbrio, harmonização e fortalecimento, que têm como finalidade restaurar as energias, promover serenidade e elevar a vibração espiritual. O manjericão é muito utilizado por favorecer a paz, a harmonia, a prosperidade e o fortalecimento da fé. A alfazema, também conhecida como lavanda, transmite tranquilidade, suaviza as emoções e fortalece a conexão com as energias de luz. A camomila auxilia no equilíbrio emocional, acalma a mente e proporciona conforto ao espírito. O alecrim, por sua vez, é uma erva revigorante, que renova as energias, fortalece a coragem, desperta a alegria, estimula a clareza mental e fortalece o ânimo para a caminhada espiritual.

Na Umbanda, o preparo dos banhos de ervas vai muito além da simples combinação de plantas. Cada banho é elaborado de acordo com a necessidade espiritual de quem o recebe e, sempre que possível, deve seguir a orientação dos Guias Espirituais e da casa, para que sua força, seu propósito e sua vibração sejam utilizados de maneira consciente, respeitosa e em sintonia com a espiritualidade maior.

Bruna de Obá


terça-feira, 28 de julho de 2026

Arruda

 Arruda

A arruda é uma das ervas mais tradicionais da espiritualidade brasileira. Presente nos quintais de nossos avós, nas rezas das benzedeiras e nos terreiros de Umbanda. Ela é conhecida por seu potencial de proteção, limpeza energética e fortalecimento espiritual.

Na Umbanda, a arruda é considerada uma erva quente, de energia intensa e ação firme. Por isso, é muito utilizada em banhos de descarrego, defumações, benzimentos e na harmonização de ambientes. Seu uso busca auxiliar na remoção de energias densas e no fortalecimento do campo espiritual, sempre aliado à fé, à oração e à atuação dos Orixás e guias espirituais.



Os antigos já compreendiam que toda erva merece respeito. A arruda nunca foi utilizada de forma indiscriminada. Por ser uma erva quente, seu uso excessivo pode provocar cansaço energético ou irritações, especialmente em pessoas mais sensíveis. Também deve ser evitada durante a gestação e seu contato direto com a pele pode causar reações em algumas pessoas, principalmente quando há exposição ao sol.

Mais do que uma planta de proteção, a arruda representa a sabedoria ancestral transmitida por gerações. Seu verdadeiro poder está no uso consciente, no respeito à natureza e na compreensão de que as ervas são instrumentos sagrados que auxiliam o equilíbrio espiritual, mas nunca substituem a fé, a reforma íntima e as boas ações.

Erika de Ewá 


segunda-feira, 27 de julho de 2026

Xangô

 Xangô

Xangô é uma das divindades mais importantes e respeitadas nas religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda. Ele é o orixá do fogo, dos raios, dos trovões e da justiça. Conhecido como a representação máxima do poder, da autoridade e do equilíbrio, Xangô é o rei que não tolera a mentira, a injustiça e a traição.

Na mitologia iorubá, Xangô não é apenas um mito, mas também um ancestral que viveu na Terra. Ele foi o quarto Rei (Alafin) da cidade de Oyó, um poderoso império na região da atual Nigéria. Como governante, destacou-se por sua força, coragem e sabedoria política. Após seu falecimento, devido aos seus feitos extraordinários e sua ligação com as forças da natureza, ele foi divinizado e passou a ser cultuado como orixá. Orixá da Justiça, Xangô é o juiz supremo do plano espiritual. Ele pesa os dois lados de qualquer situação antes de agir e, por isso, ao pedir sua intervenção, é necessário ter a verdade e a razão do seu lado. Ele é implacável com mentirosos, ladrões e malfeitores. 



Seus símbolos são; o fogo, raios e trovões; e sua ferramenta é o Oxé, um machado de duas lâminas.  Ele representa que a justiça de Xangô corta para os dois lados, punindo o erro, mas também protegendo a verdade. Suas cores são marrom e vermelho. Seu domínio na natureza são as pedreiras (onde seu axé é mais forte).

Os filhos de Xangô costumam ser líderes natos, muito inteligentes, persuasivos e defensores ferrenhos dos oprimidos. Eles possuem um temperamento forte, são muito realizadores, mas podem ter dificuldade em lidar com a paciência quando se deparam com injustiças.

Sua saudação tradicional é "Kaô, Kabecilê!" (ou "Kaô Kabiyesile"), que significa algo como "Venham saudar o Rei!" ou "Saudações ao Rei Supremo!". A oração a ele pede justamente pelo equilíbrio e pela verdade:

"Que toda mentira caia por terra e que a verdade se revele. Afaste-me das injustiças, proteja-me das falsidades e fortaleça meu coração."

Clodonaldo de Xangô


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Oração a Oxalá

 Oração a Oxalá

Salve o senhor da fé, que ilumina os meus dias com a sabedoria de buscar a paz e traz calma ao coração! Me conduz na minha percepção sobre o tempo, para que eu possa abraçar sua fluidez, compreendendo que ele é vivo e moldado por nossas experiências. Que esse entendimento resgate em mim o poder de viver de forma plena, respeitando as histórias que carrego e o ritmo da minha vida.

Que eu não caia nas armadilhas do mundo atual que me rouba esse tempo. O tempo de respirar e sentir, de aceitar meus limites. Me ensine a não participar dessa corrida sem fim, motivada por exigências externas, que me empurram para longe de mim mesma.



Oxalá, me dê forças para resistir nos momentos em que minha fé oscilar. Pois a árvore cresce no tempo certo, sem pressa, porque confia na força de suas raízes. Assim também eu quero ser: conectada à essência ancestral que sustenta o meu caminhar, com a certeza de que a luz continuará reinando em meus dias, pois confio e me entrego nas mãos da espiritualidade.

Que o tempo seja meu aliado, não inimigo. Pois ele não me pressiona, apenas me guia. No fim, só o que importa é o respeito pela jornada vivida e a paciência que o processo exige. Crescer ou não crescer, são partes da mesma dança da vida, e ambos os movimentos possuem seu valor, desde que abraçados com respeito e sabedoria.

Grande pai, expanda meu poder de reflexão, torne minha mente serena e traga o equilíbrio necessário para atravessar os dias que desafiam minha fé e paciência. A Sua calma me faz forte, e é na paz que meu verdadeiro poder interior se revela. Que eu possa sempre renascer em fé, permitindo que ela me conduza pelos melhores caminhos e preencha o meu coração.

Salve Oxalá, que me ensina a perseverar!


Camila de Iemanjá


terça-feira, 21 de julho de 2026

Boiadeiros

 Boiadeiros

Os boiadeiros na Umbanda atuam principalmente sob a vibração e regência de Ogum, sendo reconhecidos como verdadeiros “soldados” do astral. Sua atuação está profundamente ligada à Lei Maior, trabalhando com firmeza para proteger, impor ordem e realizar limpezas espirituais mais densas.

Guiados pela força, coragem e senso de honra característicos de Ogum, os boiadeiros enfrentam demandas espirituais com disciplina e determinação, sempre em defesa do equilíbrio e da justiça. Embora tenham em Ogum sua principal regência, também podem atuar em outras vibrações, como a de Iansã, especialmente no combate às energias negativas e de desobsessão, e de Oxóssi, quando o trabalho envolve conhecimento, estratégia e desbravamento espiritual.

Na prática, os boiadeiros são especialistas em limpeza espiritual, no recolhimento e encaminhamento de espíritos perdidos, além de auxiliar no reequilíbrio mental e energético dos consulentes. Sua atuação é marcada por movimento, firmeza e condução como verdadeiros guias que organizam e direcionam as energias no plano espiritual.



Mesmo que frequentemente os trabalhos estão ligados a esses orixás, os Boiadeiros podem atuar sob a influência de outros Orixás, dependendo da necessidade espiritual. Os Boiadeiros atuam limpando energias negativas e ajudando no descarrego, preparando os médiuns para o trabalho espiritual e ajudam a manter a ordem dentro do terreiro. Eles valorizam médiuns que sejam corajosos, leais e honestos.

Seus instrumentos de trabalho mais comuns são o chapéu, o laço e o chicote. O laço é usado para capturar ou conter espíritos em desequilíbrio, enquanto o chicote é empregado para afastar energias negativas e, de forma simbólica, romper influências espirituais indesejadas por meio do seu estalo. Durante seus rituais, também é frequente o uso de cigarros de palha, charutos e bebidas como cachaça com mel ou até mesmo o café.


Bruna de Obá


segunda-feira, 20 de julho de 2026

Oração à Oyá

 Oração à Oyá

Mãe Iansã, dona dos ventos e das tempestades, a senhora que domina a força do mais temível animal, e que voa leve e bela como uma borboleta, que a Senhora me ensine a voar também, que minhas asas e meu coração sejam guiados por sua ventania, que eu possa permanecer firme e inabalável, assim como o mais poderoso búfalo permanece. 

Mãe Iansã, que você possa me ensinar a ser guerreira do seu exército, que eu seja firme como o corte de sua espada, que eu não recue em meio a uma tempestade, que Você sopre, para mim, coragem de lutar, e que eu saiba dançar em meio a água que a Senhora, minha mãe, mandou para me banhar. 


Mãe Iansã, que assim como seus ventos que vêm e vão, eu saiba deixar minhas angústias e tristezas irem, e que eu permita as boas energias virem,  que eu deixe minha insegurança de lado, e que eu tenha a sabedoria de acreditar mais em mim. 



Que Você, minha mãe, me mostre a leveza, que eu possa ser a brisa que acalma,  que eu aprenda sobre a liberdade, sobre saber que meu lugar é no mundo, e, que,,  assim como o vento, eu tenha esperança de alcançar lugares melhores. 

Mãe Iansã, aqui venho te agradecer, por abrir meus caminhos com seus ventos, por me mostrar a beleza da vida,  por me escolher como sua guerreira,  pois em cada batalha que travou em minha vida, entro com a certeza de que nunca me faltarão armas para lutar, pois carrego a sua força, em mim. 


Isabela de Iansã


quinta-feira, 16 de julho de 2026

As Leis Herméticas - O Princípio do Mentalismo

 As Leis Herméticas - O Princípio do Mentalismo

As leis herméticas são princípios universais que, segundo a filosofia hermética, regem toda a existência. Elas buscam explicar como o universo funciona, abrangendo os planos material, mental e espiritual. Esses ensinamentos são atribuídos a Hermes Trismegisto, e tradicionalmente são apresentados em sete princípios:

1. Princípio do Mentalismo

2. Princípio da Correspondência

3. Princípio da Vibração

4. Princípio da Polaridade

5. Princípio do Ritmo

6. Princípio de Causa e Efeito

7. Princípio do Gênero

Hoje, falaremos no Princípio do Mentalismo, que é o primeiro dos sete e é abordado no livro O Caibalion, obra que sintetiza a filosofia hermética. Segundo esse princípio “O Todo é Mente; o Universo é Mental”.

A partir dessa perspectiva podemos compreender que tudo o que existe, tanto o visível quanto o invisível, o material e o imaterial, é uma manifestação da Mente Universal. Ou seja, a realidade que percebemos é produto do pensamento do Todo, a inteligência suprema que rege o cosmos, muitas vezes associada a Deus ou à força criadora do universo.

Na prática, a mente é vista como a força criativa primordial. Assim como o universo é uma criação mental do Todo, nós também possuímos o poder de moldar nossa própria realidade por meio do pensamento consciente pois, nossos pensamentos têm impacto direto sobre a nossa experiência.

Desta forma, o primeiro passo para se compreender as leis universais está em compreender e dominar a própria mente, quando conseguimos observar nossos pensamentos, também conseguimos compreender seus padrões e consequentemente dominá-los a nosso favor. Neste sentido, é importante destacar que o Princípio do Mentalismo não se reduz à ideia de “pensar positivo” , ignorando os fatores sociais, culturais ou os riscos concretos da vida. Não se trata de se iludir ou de negar os desafios do mundo material, mas sim de compreender a realidade em que vivemos.



A aplicação consciente do Mentalismo exige autoconhecimento e análise crítica: observar os padrões de comportamento, as influências do ambiente e os condicionamentos internos que moldam nossas experiências. Ao fazer isso, podemos nos condicionar de forma inteligente, ajustando nossos pensamentos, atitudes e ações para alinhar nossa energia com objetivos que refletem harmonia e equilíbrio. 

Em outras palavras, não é magia; é uma prática de consciência ativa. Assim como o Todo cria o universo por meio da mente, nós podemos influenciar nossa própria realidade ao reconhecer padrões. Com isso, desenvolve-se responsabilidade pessoal, discernimento e a capacidade de agir de forma ética consigo mesmo e com os outros.


Jéssica de Obaluaê


terça-feira, 14 de julho de 2026

Eucalipto

 Eucalipto

O eucalipto, cientificamente chamado de Eucalyptus, vai muito além de uma planta com cheiro forte e característico. Dentro da medicina alternativa e da espiritualidade, ele é visto como um símbolo de limpeza, renovação e equilíbrio. Na medicina natural, o eucalipto é bastante utilizado por seus efeitos benéficos sobre o sistema respiratório. Seu aroma intenso ajuda a abrir as vias aéreas, facilitando a respiração e trazendo uma sensação de alívio. 

Além disso, esse cheiro refrescante também contribui para melhorar o foco, acalmar a mente e reduzir sensações de cansaço e ansiedade. Por isso, é comum seu uso em inalações, banhos ou por meio de óleos essenciais.

Já no campo espiritual, o eucalipto é considerado uma planta com forte poder de purificação. Suas folhas são frequentemente usadas em banhos energéticos ou em práticas como defumações, com a intenção de limpar energias negativas e afastar pensamentos pesados. Acredita-se que ele ajude a abrir caminhos, trazendo mais leveza e favorecendo novas possibilidades na vida.



Outro ponto importante é sua associação com proteção energética. O eucalipto é visto como um elemento que ajuda a equilibrar o ambiente, criando uma atmosfera mais tranquila e harmoniosa. Ele não atua apenas na purificação do ar, mas também na sensação emocional das pessoas que estão naquele espaço.

De forma simbólica, o eucalipto também nos ensina sobre renovação e movimento. Assim como suas folhas se renovam constantemente e seu aroma se espalha com facilidade, ele nos lembra da importância de deixar as coisas fluírem e de desapegar do que já não faz bem. Dessa forma, o eucalipto pode ser entendido como um aliado no cuidado integral, atuando no corpo, na mente e na energia, promovendo bem-estar de maneira simples e natural.

Por fim, é sempre importante lembrar que, independentemente do contexto, seja na medicina alternativa ou em práticas espirituais, o uso de qualquer erva deve ser feito com responsabilidade e sempre com a devida orientação.


Bruna de Obá


segunda-feira, 13 de julho de 2026

Erva Guiné

 Erva Guiné

A guiné é considerada uma das ervas mais fortes dentro da tradição afro-brasileira. Seu nome científico é Petiveria alliacea, e ela possui um odor característico bastante marcante, o que já indica sua potência energética. Espiritualmente, a guiné é conhecida como uma erva de choque vibracional. Ela atua rompendo padrões energéticos negativos profundamente enraizados.



Seus usos incluem banhos de descarrego intenso, e defumações de ambientes carregados. Seu cheiro forte é associado à capacidade de “expulsar” energias negativas. Em algumas tradições, acredita-se que ela “denuncia” a presença de energias densas. 

Em nossa casa, geralmente é utilizada para defumações e em outros tipos de trabalhos, sendo estes orientados pela espiritualidade, conforme a necessidade do que será feito. Não é indicada para uso contínuo sem orientação e deve ser equilibrada com ervas mais suaves. Ela não apenas limpa, também quebra e transforma.


Salmo de Iemanjá


quinta-feira, 9 de julho de 2026

Orixá Oroiná

 Orixá Oroiná

Oroiná ou Egunitá é a Orixá do fogo purificador. Porém a forma de atuação de sua força é diferente do fogo de Xangô. O fogo desta Orixá consome o desequilíbrio emocional, harmonizando os seres. É uma Orixá que atua na linha da lei, juntamente com Ogum, sendo ele o irradiador e ela a absorvedora. 


Oroiná atua também na linha da justiça. Neste caso, destruindo projetos que não avançaram bem, se fossem continuados. Seu dia da semana é quinta-feira. Suas cores são as do fogo: dourada, vermelha e amarela. Sua saudação é "Kali yê, minha mãe ". Oroiná faz sincretismo com Santa Sara Kali. 


Maria Pessoa de Oxum


terça-feira, 7 de julho de 2026

Erva doce

 Erva doce

Ao longo da história, as ervas sempre tiveram grande importância nos cuidados com a saúde física, emocional e espiritual. Desde as civilizações mais antigas, o ser humano aprendeu a observar a natureza e identificar nas plantas propriedades capazes de promover bem-estar, aliviar desconfortos e fortalecer o organismo. Antes mesmo do avanço da medicina moderna, chás, banhos e preparados naturais já faziam parte das práticas de cura e equilíbrio utilizadas por diferentes culturas. Esse conhecimento tradicional atravessou gerações e continua vivo até os dias atuais, unindo sabedoria ancestral e conexão com a natureza.

Entre as ervas mais populares está a erva-doce, reconhecida por seu aroma suave e por seus diversos benefícios naturais. Muito presente no cotidiano de muitas famílias, ela é tradicionalmente utilizada por suas propriedades calmantes, digestivas e relaxantes, além de despertar lembranças afetivas e costumes passados entre gerações. Também chamada de anis-verde, anis ou pimpinela-branca, a erva-doce possui propriedades analgésicas e anti-inflamatórias, sendo frequentemente utilizada para auxiliar no alívio de dores de cabeça e desconfortos digestivos.



As sementes são a parte mais utilizada da planta, conhecidas pelo sabor levemente adocicado e pelo aroma marcante. Elas podem ser encontradas facilmente em feiras, mercados e lojas naturais, sendo muito usadas no preparo de chás, receitas e infusões. Já seu óleo essencial é bastante aplicado em massagens, aromatizadores e práticas terapêuticas. Além do uso medicinal e culinário, a erva-doce também ocupa espaço importante em práticas espirituais e energéticas. Muito utilizada em banhos, defumações e rituais, ela é associada à limpeza espiritual, ao equilíbrio energético e à atração de boas vibrações.

Sua energia é ligada ao acolhimento, à serenidade e à harmonia interior, auxiliando no relaxamento emocional, no alívio das tensões e na promoção de sentimentos positivos. Em tradições espirituais e naturalistas, como a Umbanda, a erva-doce é vista como uma planta capaz de fortalecer energias positivas, suavizar emoções negativas e favorecer a conexão com a paz, o amor e o equilíbrio espiritual.



Apesar de a erva-doce ser amplamente utilizada em práticas espirituais e energéticas, é importante lembrar que todo uso deve ser realizado com consciência, respeito e responsabilidade. Rituais, banhos e demais práticas espirituais devem, preferencialmente, ser feitos com orientação de pessoas experientes e de confiança dentro da tradição seguida. 

O uso inadequado ou sem conhecimento pode gerar interpretações equivocadas e descaracterizar o verdadeiro propósito espiritual da erva. O mais importante é utilizar a natureza com respeito, equilíbrio e sabedoria, valorizando tanto seus benefícios quanto os conhecimentos ancestrais que acompanham seu uso ao longo do tempo.


Bruna de Obá


segunda-feira, 6 de julho de 2026

Cangaceiros

 Cangaceiros

O arquétipo dos cangaceiros na Jurema carrega uma força extremamente simbólica. Ele não representa apenas figuras históricas, mas um campo espiritual de resistência e sobrevivência. Inspirados no cangaço, esses espíritos trazem a energia do sertão: duro, resistente e verdadeiro.

Esta linha é rara de se ver em casas de Umbanda. Contudo, em nossa doutrina (Umbanda de Jurema), é mais comum de serem vistos pelo fato de termos a influência do catimbó Jurema, e mesmo assim, é raro quando o “Cangaceiro do Capão Comprido” desce em terra. 



Certa vez, foi descrito pela entidade a razão por sua rara aparição, à qual exige muita energia porque leva-se muita energia densa embora. Seu trabalho é voltado para as quebras de demandas e principalmente aquelas que nós mesmo impusemos para a própria mente.

O uso de couro nas vestimentas históricas simboliza proteção, o que também se reflete energeticamente. Sua ligação com o sertão os conecta fortemente com a terra. Na prática espiritual, atuam no corte de demandas pesadas, na proteção espiritual intensa e na quebra de trabalhos negativos. Eles ensinam que a espiritualidade também é força, posicionamento e coragem.


Salmo de Iemanjá


quinta-feira, 2 de julho de 2026

O uso do alecrim nos trabalhos na Umbanda

 O uso do alecrim nos trabalhos na Umbanda

O alecrim é uma erva muito usada na Umbanda para fins de limpeza e defumação na Umbanda. As propriedades são diversas e auxiliam diretamente nos trabalhos dentro dos terreiros.

O alecrim é muito utilizado em banhos para afastar energias negativas mais leves, cansaço espiritual e pensamentos ruins. Também é usado para equilíbrio, clareza e boas vibrações.



Algumas entidades usam o alecrim em seus trabalhos, por exemplo: Em banhos é usado para retirar más energias e limpeza bem como para restaurar a energia. Em defumações serve para limpar o ambiente dos consulentes. Em trabalhos das entidades, pode ser usado em copos com água, oferendas e em firmezas.


Leonardo de Oxóssi ”


terça-feira, 30 de junho de 2026

Emoções e Hermetismo

 Emoções e Hermetismo

Esse estudo convida a olhar para as Sete Leis Herméticas de um jeito bem prático e voltado para o Self (o Eu). A proposta é trazer esses princípios para o campo da psicologia, mostrando como eles podem ajudar no autodomínio trazendo equilíbrio no dia a dia. Quando alinhamos mente e emoções com as leis da vida, temos um norte mais palpável e com isso fica fácil encontrar o equilíbrio em meio caos diário.



Primeira lei: Princípio do Mentalismo, que afirma que tudo começa na mente. Ou seja, nossos pensamentos vêm antes das emoções e das ações. Como a mente é mais rápida, temos a chance de intervir: quando aprendemos a observar e direcionar nossos pensamentos, evitamos que ideias negativas se transformem em sentimentos que são mais difíceis de serem amenizados.

Segunda Lei: Princípio da Correspondência, aquela ideia de que o que está fora reflete o que está dentro. Remete a pequenos hábitos do cotidiano como desorganização, atrasos ou críticas constantes. Que muitas das vezes espelham nosso estado interno. Ao mesmo tempo, esses comportamentos acabam influenciando de volta, alimentando inseguranças e desordens emocionais.

Terceira Lei: Princípio da Vibração, Talvez seja a que esteja mais presente nos nossos dias. O vício em estímulos intensos. A busca constante por novidades, adrenalina e euforia pode até parecer prazerosa, mas muitas vezes nos afasta de uma felicidade mais estável e duradoura. O convite aqui é aprender a valorizar o simples, o cotidiano e os vínculos reais. Que em sua maioria nos trazem um

prazer contínuo e sem picos devido a naturalidade dos eventos.

Quarta Lei: Princípio da Polaridade, o foco está nos extremos, especialmente nas opiniões e crenças. A proposta não é escolher um lado e rejeitar o outro, mas buscar equilíbrio, reconhecendo o que há de válido em cada polo para construir uma visão mais madura e própria.

Quinta lei: Princípio do Ritmo lembra que tudo na vida oscila. Emoções, fases e acontecimentos seguem ciclos naturais. O problema surge quando nos entregamos demais aos extremos (seja de raiva, seja de euforia) porque isso sempre cobra um preço depois. O caminho mais saudável é cultivar constância e moderação.

Sexta lei: Princípio da Causa e Efeito, fica claro que nada acontece por acaso no mundo emocional. Muitas dores são consequência de atitudes impensadas ou desalinhadas. Em vez de apenas reagir ao sofrimento, o mais eficaz é investigar suas causas e trabalhar nelas, assumindo responsabilidade pelo próprio processo de mudança.

Sétima lei: Princípio do Gênero é apresentado como o equilíbrio entre forças complementares o mais sutil e o mais concreto, ou Yin Yang para as culturas orientais e até mesmo para Luz e Escuridão em conceitos mais ocidentais. Para que a vida flua melhor, é importante integrar essas dimensões e transformar ideias em ações, ao mesmo tempo, trazer mais sensibilidade e significado para aquilo que fazemos.

Espero que após esse estudo tenhamos uma visão mais ampla e aplicável dos conhecimentos herméticos no nosso dia a dia.


Thiago Cecílio de Oxóssi