segunda-feira, 29 de abril de 2019

Obstáculos à Reprodução

Obstáculos  à Reprodução
Sabe-se que a vida é regida por leis, sejam físicas ou morais. Conforme vimos nos estudos que têm sido realizados sobre o livro dos espíritos, este nos traz um ensinamento a respeito das leis morais a fim de que tenhamos cada vez mais consciência da importância da aplicação prática desses valores em nossa vivência.
E como se viu em abordagem anterior, iniciamos  uma análise a respeito da  Lei da Reprodução, na qual é imprescindível o debate sobre OBSTÁCULOS À REPRODUÇÃO.  Esse assunto está presente no Capítulo IV da terceira parte da obra acima referenciada e é o tema central do presente texto. 
A lei em estudo é tanto física quanto moral. Além de a reprodução ser necessária a fim de que não haja extinção de espécies, sabe-se que a evolução do espírito está atrelada à reencarnação. E o processo reencarnatório não ocorre ao acaso, havendo planejamento espiritual conforme a necessidade que cada um tenha de evolução.
Diante disso, Allan Kardec indaga à Espiritualidade Maior se as leis e os costumes humanos que objetivam  criar obstáculos à reprodução são contrários à Lei da Natureza. Em uma linguagem mais simples e para maior elucidação, é perguntado se métodos como, por exemplo, as pílulas anticoncepcionais ou outros meios utilizados para regular a reprodução ferem a Lei Natural. 
Em resposta, é dito que tudo aquilo que embaraça a Natureza em sua marcha é contrária à lei. Contudo, Deus concedeu ao homem e a todos um poder que deve ser usado, podendo, portanto, regular a reprodução de acordo com as necessidades. Entende-se, por conseguinte, que o encarnado pode realizar um planejamento de seu grupo familiar utilizando esses obstáculos, desde que o faça sem ferir a ética e a moral.
Isto é, ao se valer das barreiras à reprodução, é preciso se analisar intimamente qual é o objetivo de tal uso. Aquele que se detém ao uso de referidos instrumentos tão somente para satisfazer desejos sexuais é porque, segundo retratado na obra, ainda deixa que o corpo predomine sobre a alma. 
Como sempre, o livro dos espíritos é bastante esclarecedor com suas diretrizes que se caracterizam pautadas em ensinamentos divinos. E estes são também  norteadores dos princípios da Umbanda.
Para finalizar o texto, gostaria de compartilhar que no terreiro aprendi que, cada vez que algo era ensinado a mim, tornava-me mais responsável sobre como usaria o conhecimento adquirido. Logo, ao sermos instruídos pelo o que a leitura de hoje nos traz, é necessário que tomemos autoconsciência de nossos atos, ou melhor, é preciso termos consciência de quem somos, isto é, espíritos em uma experiência corporal. Lembremo-nos, ainda, de que sempre temos o auxílio de Deus, dos orixás e dos queridos guias que irradiam luz e amor ao nosso coração nessa experiência incrivelmente abençoada.

Natália de Iemanjá

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