quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Duração das Penalidades Futuras



Duração das Penalidades Futuras

              Dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, o capítulo dois da quarta parte aborda o tema: duração das penalidades futuras.
              Neste capítulo Kardec questiona aos espíritos sobre a duração e a natureza do sofrimento após a morte e lhe é esclarecido que isso dependerá da necessidade de cada um, mas que esse sofrimento em hipótese alguma será infinito. Em algumas doutrinas fala-se sobre céu e inferno e que os pecadores são destinados a queimar pela eternidade no fogo desse inferno, mas essa crença se deve a uma má interpretação dos textos sagrados.
              Atualmente a teologia reconhece que o fogo se refere ao estado mental do espírito que está sofrendo e que para ele o sono não existe, o tempo realmente parece mais longo e pelo fato de estar passando por provações, acha que seu sofrimento será eterno.
              Deus com toda sua benevolência, criou espíritos ignorantes mas deu a cada um a capacidade de buscar ser melhor e se arrepender de seus erros para que dessa forma se purifiquem a cada encarnação, diminuindo gradativamente qualquer traço de maldade que possa haver. Acreditar que o Criador, com toda sua perfeição, possa destinar suas criaturas ao sofrimento eterno, seria no mínimo loucura. Deus no momento da criação, sabia que por vezes as almas tendem a falhar e por isso deu meios para se esclarecessem com suas próprias experiências

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              Como resposta às perguntas de Kardec, os reveladores citam alguns filósofos e cristãos que desde o início dos tempo explicam de forma clara a atuação divina quanto às penalidades.
          "A lei que rege a duração dos sofrimentos é, portanto, eminentemente sábia e benevolente, uma vez que subordina a sua duração aos esforços do Espírito para se melhorar. Nunca interfere no seu livre arbítrio: se faz mau uso, dele sofre as consequências."
São Luís

              "Ensinai, antes de mais nada, que Ele é justo em Sua perfeição e que o homem não compreende sua justiça. Mas a justiça não exclui a bondade e Ele não seria bom se condenasse aos mais horríveis e perpétuos sofrimento a maior parte de suas criaturas."
Santo Agostinho

              "Esforçai-vos em combater, destruir a ideia dos castigos eternos, pensamento blasfemo, ultrajante para com a justiça de Deus. Esse pensamento é a fonte mais fecunda da incredulidade, do materialismo e da indiferença que invadiu as massas humanas desde que sua inteligência começou a se desenvolver."
Lammenais

              "Castigos eternos, como? Seria preciso então admitir que o mal é eterno. Somente Deus é eterno e não poderia ter criado o mal eterno porque assim seria preciso tirar o mais magnífico de seus atributos: o poder soberano, porque não seria soberanamente poderoso aquele que criasse um elemento destruidor de suas próprias obras."
Platão

              "O objetivo do castigo é apenas a redenção, querer que castigo seja eterno, por umas falta que não é eterna, é negar toda sua razão de ser."
Paulo, apóstolo

              Na Umbanda os guias de luz nos ensinam constantemente sobre a grandiosidade de Deus e nos esclarecem que as punições serão proporcionais aos nossos erros, cabe a cada um optar pelo melhor caminho a seguir e que o Senhor está sempre ao nosso lado apoiando nosso crescimento.
Larissa de Iansã

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