sexta-feira, 4 de maio de 2018

O Sinal da Cruz

O Sinal da Cruz 


Dentre as diversas conversas que temos com os guias, uma bem recente – e já intencionada aos textos do blog – me levou a reproduzir um pouco do que me foi dito pelo nosso tão querido Pai João de Aruanda, incorporado no médium Igor de Oxum:
“Fio, faz o sinal da cruz... pronto... agora posso lhe contar...”
O sinal da cruz vem de muito antes de Jesus. Vem da primeira civilização existente, o antigo Egito, de um homem que reencarnou várias vezes, mas que em uma de suas encarnações foi Hermes Trismegiste¹.
Quando se faz o sinal da cruz no peito, faz-se de forma que é o mesmo tamanho da cabeça ao meio do peito, que é na altura do ombro; do meio do peito até a barriga, próximo ao umbigo e a mesma distância de um ombro a outro. “Assim como embaixo, em cima; e assim como em cima, embaixo, ou seja, a terra e o céu são um lugar só. Tudo está dentro da mesma coisa.” O sinal da cruz surgiu daí, porque acreditava-se no homem embaixo e em cima; de um lado e do outro. Um lado da vida e outro da morte. Estão juntos, na mesma distância. Vem trazer uma ideia de união entre Deus e o homem, entre a vida e a morte.


Vale lembrar que não é a cruz que crucifica, mas a cruz como o símbolo de união entre o terreno e o sagrado.
 “Salve a força do sinal da cruz, né fio! Então né, é entender: Deus está em cima e está na terra; Deus está embaixo, no obscuro, e também está na terra; a morte e a vida caminham lado a lado. E tudo se encontra num ponto só, o ponto simbolizado pelo coração no qual o céu e a terra, a vida e a morte se encontram. É o seu coração, onde não se tem certeza do seu futuro e onde não se tem certeza de Deus. Não tem certeza se está vivo ou se está morto; se Deus está no céu ou se está dentro de si; se Deus se encontra embaixo, no obscuro, ou dentro de si. Porque o coração, que representa os sentimentos, bate muito forte. E na maioria das vezes confunde os fi de terra.”

“(...) Oxidou, A ponte, a fonte, A chance de fundir o que rachou, E difundir pra gerações, A demanda do mundo é amar! (...)” Quando a fé ruge – O Teatro Mágico


¹ Hermes Trismegiste – em grego Ἑρμῆς ὁ Τρισμέγιστος, "Hermes, o três vezes grande" – era um legislador egípcio, pastor e filósofo, que viveu na região de Ninus por volta de 1330 a.C. Teve sua contribuição registrada através de trinta e seis livros sobre teologia e filosofia, além de seis sobre medicina, todos perdidos ou destruídos após invasões ao Egito. A Contribuição de Trismegiste, a que se refere Pai João de Aruanda, no tocante ao sinal da cruz, se abstrai de uma de suas leis herméticas, do livro Caibalion, escrito por três iniciados no Hermetismo.

Lei da Correspondência: "O que está em cima é como o que está embaixo. O que está dentro é como o que está fora".


Pai João de Aruanda pelo médium Igor de Oxum
Redigido por Matheus de Oxalá



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