segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Salsa

Salsa

A salsa ou salsinha é utilizada na culinária e na medicina popular. Existem várias espécies, duas são mais comuns de nomes científicos Petroselinum crispum e a Petroselinum sativum, o que muda entre as espécies são poucas coisas, geralmente o tamanho das folhas e a altura, mas os aromas, propriedades e princípios ativos são os mesmos.

Temos o uso da salsinha no tempero, devido a seu cheiro marcante e gosto prazeroso, podendo ser utilizado na preparação de diversos alimentos. Temos também o uso medicinal popular, nesse meio conhecida por ajudar a digestão para quem tem dificuldades em digerir, também como diurético através de chá ajudando os rins a funcionar eliminando líquidos e sais, em alguns lugares usadas até para ajudar com cálculos renais. Contra reumatismo, gota e inchaços, sendo uma ou duas xícaras de chá por dia. Popularmente, se faz uma pasta da salsa e mistura com mel e se utiliza em problemas de pele como enfisemas, coceira, impinges, queimaduras, picadas de inseto, etc. Ainda de maneira popular, no Nordeste do Brasil, são utilizadas para combater varizes através do chá.


Cientificamente, temos comprovados a salsinha com ação antimicrobiana, ou seja, contra bactérias e fungos, no caso de infecção o chá é muito eficiente e para passar na pele em casos de infecção, muito eficiente contra a Candidíase (fungo conhecido também como pano branco). Ação antidiabética, ela aumenta atividade do pâncreas, pessoas que têm o diabetes, onde o pâncreas não consegue produzir a quantidade necessária de insulina, a salsinha tem a propriedade de estimular o aumento da produção de insulina ajudando a controlar a glicemia, tendo também a ação de proteger o fígado do diabético. Protege o estômago ajudando a regenerar úlceras e alivia a gastrite, pois reduz a produção do suco gástrico, assim como o boldo reduz a acidez do estômago. Possui ação anti-inflamatória interna e externa na musculatura e nas articulações, podendo ser tomado o chá ou fazer uma pasta e aplicar no local e colocar um pano para deixar durante um tempo. Ajuda a regenerar o fígado e o protege para quem teve lesões no caso de excesso de bebidas, ou outros elementos químicos como remédios (antes de consumir muita bebida alcoólica invés de tomar remédios como Engov entre outros, pode-se tomar o chá de salsinha). Protege ainda o cérebro contra danos oxidativos, ou seja, contra doenças degenerativas como alzheimer, parkinson, esclerose, através do chá, ideal para pessoas acima de 40 anos para que tomem eventualmente.

Apresenta também atividade imunossupressora: Ao tomar o chá, se você tem bronquite, renite entre outras doenças alérgicas, ele evita que o organismo ataque demasiadamente não causando um grande ataque alérgico, porém deve ser evitado o chá para quem está no processo de quimioterapia ou radioterapia, ou também com gripe forte, dengue, devido o sistema imunológico fraco. As sementes da salsinha possuem atividades antiespasmódias e analgésica, em caso de contração da musculatura, cólicas menstruais, cólicas intestinais e outras cólicas, até mesmo dores em locais específicos como dores de cabeça, alivia muito, porém não pode ser usada a semente que compra em casas agrícolas, pois essas foram tratadas quimicamente, pode se utilizar apenas a que retira diretamente da planta em casa. Existe também o óleo de salsa que é vendido em locais de produtos naturais ou farmácias de manipulação que pode ser tomado. A salsinha ainda é estimulante na produção e viabilidade dos espermatozódes, ideal para homens que tem baixa produção e pretendem ter filhos, ótimo também utilizar com a Ortiga Branca nesse caso, ela também eleva a produção dos hormônios sexuais femininos, no caso de menopausa muito bom acompanhado de folhas de amora. Ação anti-hipertensiva, ajuda eliminar os sais do organismo. 
 

Pesquisas ainda apontam que tanto o extrato quanto o óleo da salsinha são inibidores do câncer de mama, se tem câncer de mama e sabe onde localiza o nódulo, pode pegar o óleo, ou macerar as folhas e passar no local deixando por um tempo, ou tomar o extrato alcoólico da salsinha como uma tentativa de reduzir o desenvolvimento do câncer, ainda não é comprovado cientificamente, porém existem pesquisas que apontam.

A salsinha deve ser utilizada de maneira moderada como toda planta, o indicativo é até 3 xícaras de chá por dia, sendo uma colher de folhas picadas para cada xícara. O uso muito excessivo da salsinha pode causar dores de cabeça, problemas nos rins e fígado e irritação no intestino, porém apenas o uso muito excessivo. Durante a gestação não deve ser consumida como medicamento, mas na comida não tem problema. Se tem sensibilidade aos princípios ativos da salsinha e utilizar de maneira excessiva pode sensibilizar a pele caso fique com muita exposição ao sol.

Após toda essa explicação se você ainda não tem a salsinha em casa plante e cultive, além de ter um ótimo tempero vai ter uma ótima planta medicinal a sua disposição!
 
Igor de Oxum

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