terça-feira, 9 de junho de 2020

Uso das ervas na Umbanda


Uso das ervas na Umbanda

As ervas e plantas são usadas desde os tempos remotos da humanidade, podendo ser utilizadas através de xaropes, chás, extratos, plastos, óleos, macerados, pomadas entre outros. Seus princípios ativos são utilizados largamente pelas indústrias farmacêuticas nos tempos modernos.
Em nossa Umbanda, são transmitidos pelos guias diversos ensinamentos sobre a utilização das ervas. Esse conhecimento passado pelos espíritos para a prática da caridade ocorre tanto nas linhas da direita (Preto Velho, Caboclo e Erê), quanto nas linhas da esquerda (Exu, Pombogira, Exu-mirim e pombogira-mirim). A mesma erva pode ser utilizada de maneiras diferentes dependendo da linha de trabalho. Como exemplo, podemos ter um chá de alecrim passado por um Preto Velho e o uso de alecrim orientado por um Exu, cada linha terá um conhecimento sobre o uso dessa erva para fins diferentes.
Podemos atribuir algumas classificações com base no efeito que as ervas produzem em nosso corpo físico e espiritual, como por exemplo, a polaridade: ativas e passivas. As ativas são usadas principalmente para limpeza e descarrego por possuírem ação absorvente. Possuem tons fortes como verde musgo e laranja, terminações pontiagudas e cheiro forte, também podem ser chamadas de ervas quentes. Entre as representantes deste grupo podemos citar a arruda, guiné e alho.



Já as passivas (sendo também classificadas em mornas e frias) possuem ação equilibradora, promovem estado de consciência mais harmonioso e saudável, atuam principalmente no plexo solar e em neurotransmissores do sistema nervoso. Possuem tons claros como verde, amarelo esmaecido... Exalam cheiros mais agradáveis como erva cidreira, manjericão e poejo.
Outro fator importante é o horário de coleta da erva pois a concentração de ectoplasma presente nas plantas varia de acordo com a posição do sol. No período da manhã, antes de 09:00 horas, o ectoplasma concentra-se nas raízes; Entre as 09:00 e 15:00 horas sua concentração é maior nas folhas e flores; após as 15:00 horas o fluxo de ectoplasma está mais concentrado no caule devido à “descida” do bioplasma. Por esse motivo, é comum que os guias nos orientem a colher as ervas em um período específico do dia.
E durante as giras? Na maioria das casas de Umbanda as reuniões ocorrem durante a noite, e neste caso, como ficaria a variação de ectoplasma das ervas? Os guias manipulam as concentrações de fluido vital para o trabalho que será realizado, concentrando as energias nas partes necessárias da erva.
No culto aos orixás temos Ossaim, orixá das folhas. Ossaim é o ativador do axé presente nas folhas e sempre que utilizarmos alguma erva em nossos trabalhos, devemos pedir a ele que derrame sua essência divina, abençoando aquela planta para que alcancemos o resultado desejado.

Pedro” de Xangô e Larissa de Iansã

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