segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Conceitos básicos da composição da Terra, Rochas e Minerais

Conceitos básicos da composição da Terra, Rochas e Minerais

Caros leitores do nosso querido Blog, assim como fizemos com as ervas, onde tivemos uma diversidade de flores, árvores e ervas, agora iniciaremos uma nova seção de estudos onde abordaremos os preceitos espirituais das pedras, as energias que carregam, do que elas são capazes e como utilizá-las. 

Antes mesmo de iniciarmos estes conceitos mais profundos, trazemos aqui alguns conceitos básicos da composição físico-química do planeta Terra, bem como a gênese das rochas e diferenças entre Rochas e Minerais.

- Composição Físico-Química da Terra:  

Primeiramente, temos que compreender do que a Terra é feita, pois cada elemento químico possui propriedades físicas específicas, como, por exemplo, o Ferro (Fe) tem a capacidade de ser magnetizado (gerar e manter campo magnético) facilmente. 

Pois bem, de todos os elementos químicos (aproximadamente 118 elementos), a composição principal da Terra são de elementos considerados leves, sendo eles: Oxigênio (O), Silício (Si), Magnésio (Mg), Enxofre (S), Níquel (Ni), Cálcio (Ca), Alumínio (Al).  

Tendo em vista essa composição, podemos agora falar da estrutura física da Terra. Os elementos mais densos (Fe, Ni) são encontrados em abundância no núcleo da Terra, onde está quase 85% de todo o Ferro e Níquel presente no nosso planeta, as temperaturas no núcleo são muito altas, margeando os 4000ºC a 6000ºC, no entanto esse está em estado sólido. O Manto terrestre já possui temperaturas mais baixas, atingindo, no máximo, 2000ºC, está em um estado pastoso (entre sólido e líquido) e possui composição variada, pois é uma área de conexão entre o Núcleo e a Crosta terrestre. Por fim, a crosta é esta fina camada da Terra composta por elementos de baixa densidade que  compreende apenas 1% da massa da Terra, espessura que varia de 5km a 7km e temperaturas máximas de 100ºC. 

Falar da composição da Terra e da Crosta é necessário, pois é a partir daí que entenderemos o porquê dos minerais presentes no nosso planeta, como a crosta possui em abundância Oxigênio e Silício, os minerais mais abundantes (que estruturaram todos os demais grupos de minerais) serão aqueles com esta composição química, chamada de Silicatos.


- O que é um Mineral?

A definição de Mineral está ainda em discussão. De modo geral, um mineral é um composto químico natural, sólido, com arranjo cristalino (tipo e forma da ligação química entre os elementos) definido, de origem inorgânica (sem contribuição biológica).

A partir dessa definição, podemos estabelecer algumas discussões. O petróleo, por exemplo, é um composto químico de origem natural, no entanto não se encontra em estado sólido, o que faz ele não ser caracterizado como um mineral. Outro exemplo é a água, também composto químico natural, inorgânico, no entanto não está no estado sólido.  
      
De todo modo, os minerais são subdivididos em grandes classes minerais, essa subdivisão dependerá das suas características físicas, sendo elas: cor, brilho, traço, clivagem (maneira pela qual o mineral se quebra, seguindo planos relacionados com a estrutura molecular interna), fratura, dureza, densidade, tenacidade (resistência à quebra), magnetismo, peso específico e sistema cristalino (maneira pela qual os elementos se ligam, dando origem à forma do mesmo). Essas caraterísticas originaram grupos específicos de minerais, onde eles terão características semelhantes. Esses grupos são: Silicatos, Carbonatos, Sulfatos, Halóides, Óxidos, Sulfetos, Fosfatos e os Elementos Nativos. De qualquer forma, independente da composição e grupo, um conjunto de minerais originaram uma rocha.


- O que é uma Rocha?

Rocha é um agregado sólido de minerais, que ocorre naturalmente na crosta terrestre. Popularmente, chamamos as rochas de pedras, no entanto esse nome é meramente comercial, não há uma diferença físico-química. Apenas pode se considerar uma rocha quando esta é mapeável, possuir representatividade em escala cartográfica e ocorrer repetidamente no espaço/tempo. Ou seja, o fenômeno que gerou aquela rocha seja suficientemente importante na história geológica da Terra.

A classificação das rochas se dá por meio de sua composição química, textura, estrutura, no entanto a forma mais comum de classificar as rochas são de acordo com sua origem. Desta forma, classificamos as rochas em três grandes grupos, sendo eles; rochas ígneas (ou magmáticas), sedimentares e metamórficas. 

As rochas ígneas (ou magmáticas) são aquelas oriundas da solidificação e consolidação do magma (lava) que provém do mato da Terra. Quando este magma extrapola e entra em contato com o Oxigênio da atmosfera, chamamos essas rochas de rochas ígneas extrusivas (ou vulcânicas). Caso o magma fique alojado na crosta, chamamos de rochas ígneas intrusivas (ou plutônicas).  


Nosso planeta está sujeito a constantes alterações externas (chuva, vento, gelo, etc.), essas alterações decompõem as rochas e originam as rochas sedimentares. Essas rochas são formadas a partir de grãos de outras rochas, podendo ter contribuição química (chamamos de rochas sedimentares químicas) ou contribuição biológica (denominamos rochas sedimentares biogênicas).


Quando as rochas sofrem alterações internas do nosso planeta (aumento de pressão,  temperatura, etc.) temos alterações físico-químicas nas rochas, no entanto não as degradamos, apenas mudamos sua composição. Quando isso acontece, denominados as rochas de rochas metamórficas.


Uma rocha que se origina como ígnea não será ígnea para sempre. Ela pode (e deve) entrar no ciclo das rochas, onde uma rocha sedimentar pode virar rocha metamórfica, ou uma metamórfica pode virar uma ígnea. Sendo um ciclo, as rochas sempre originarão outras rochas e, implicitamente, originarão outros minerais.





Victor de Oxumarê

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