quarta-feira, 12 de junho de 2019

Marcha do Progresso

Marcha do Progresso

Prosseguindo com o estudo recém iniciado das Leis Morais, continuar-se-á a  desenvolver o Capítulo VIII da Parte Terceira de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. No que tange às Leis Morais, versar-se-á sobre a Lei do progresso, especificamente, a Marcha do Progresso, versada nas questões 779 a 785.

Para explicar inicialmente a matéria tratada de forma resumida, porém, objetiva e completa, o progresso deve ser entendido como evolução espiritual. É natural e involuntário, isto é, não é resultado de conhecimento adquirido ou acumulado como vários médiuns pensam e independe de nossa expressão de vontade. E por ser uma lei divina, não há uma forma de ser desconsiderada. Querendo ou não, de alguma forma, o ser humano vai evoluir conscientemente, sendo que essa questão da consciência de que está passando por evolução é a representação do respeito ao livre arbítrio de cada um, dogma tanto umbandista quanto kardecista.


O progresso é individual, cada um progride no seu tempo, conforme vai amadurecendo espiritualmente. Então, cada pessoa é responsável por sua própria evolução, pelos seus atos, pensamentos e decisões, quando a sua consciência está progredida. Outra característica dele é a progressividade, ou seja, o progresso é sempre crescente (para frente), não retroage (retorna ao estado anterior).

O progresso de um reflete no do outro, visto que temos a mesma essência/origem. E aquele que está mais progredido, retorna para ajudar aqueles que ficaram para trás, que progrediram menos, visando o objetivo final da providência. Existem duas fases internas, em se tratando de progresso, denominadas: progresso intelectual e progresso moral, respectivamente.

O progresso intelectual é aquele resultante das nossas experiências terrestres, das coisas que ouvimos, vemos, presenciamos, e tiramos daquilo algum conhecimento a ser aplicado, algum proveito. À medida que o espírito vai se aprimorando e progredindo nessa primeira fase, o desenvolvimento material, que compreende conquistas pessoais, profissionais, etc., vai se mostrando mais aparente, demonstrando a desnecessidade de ser continuado, o que não se deve acontecer. Essa fase ainda nos faz perceber o bem e o mal, para que possamos tomar decisões e decisões acertadas, dessa forma, a responsabilidade pelas nossas escolhas aumenta.


A questão 783 desencadeou uma resposta dos Espíritos Superiores esclarecedora no tocante ao resultado da ocorrência de fenômenos, tragédias e demais ocorrências que já aconteceram, que sempre são vistos com maus olhos. Devemos ter em mente que tudo o que acontece possui uma razão, uma justificativa divina. Então, quando é percebido que a evolução está muita lenta ou paralisada, isto ocorre para tirarmos um aprendizado, para que voltemos nossos olhos ao lado positivo das coisas. Esses acontecimentos demonstram a representação de Ogum, que diferentemente do que se pensa, não traz guerras e sim a paz, porém, para que haja a paz é necessário primeiramente que haja guerras, conforme já explicado anteriormente.

Mister se faz ressaltar que o egoísmo, o orgulho, a ignorância em todas as suas vertentes, o desinteresse em conhecimento, o estado de sentir que não há mais necessidade aprender nada, entre outras características afins, não fazem parte da marcha do progresso. Afinal, obstam, atrasam, mas não paralisam a marcha do progresso.


Encerrando, o progresso do homem interfere no desenvolvimento do planeta e o desenvolvimento coletivo ocorrerá quando estivermos na mesma frequência, em perfeita sintonia com as leis divinas.

A umbanda concorre significativamente com o progresso de cada um. A evolução espiritual é a maior de suas funções estratégicas. As entidades, através de suas orientações, trabalhos, mandingas, quebra de demandas, auxiliam com conhecimentos passados nos terreiros que devemos aplicá-los em nosso cotidiano. Para aprofundamento sobre o assunto, aconselhamos a leitura do livro Umbanda – Uma Escola Evolutiva, de André Cozta.

Axé!

Hélder de Logunam

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