sexta-feira, 14 de junho de 2019

Povos Degenerados

Povos Degenerados

Dando continuidade ao estudo do livro dos espíritos, no livro 3 capítulo VIII (povos degenerados) os espíritos no esclarecem sobre o progresso moral e intelectual, dando-nos um maior esclarecimento, no capítulo VIII, sobre progresso dos povos degenerados.
Retornando um pouco nos esclarecimentos fornecidos sobre a marcha do progresso, os espíritos nos dizem “O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o desenvolvimento da inteligência e aumenta a responsabilidade do homem por seus atos”. Meditando sobre a frase nos dita, podemos perceber que quanto mais o homem adquire conhecimento, mais responsabilidade terá sobre seus atos, pensamentos e conduta.

Kardec questiona na pergunta de número 786, sobre a recaída moral que ocorre com algumas populações após passarem por fortes comoções, abalos ou tragédias. E onde estaria o progresso nessas situações, pois o progresso acontece com todos a todo o momento. É-nos então explicado em uma comparação que, quando uma casa apresenta algum problema em sua estrutura, ela é derrubada para que uma nova, maior e mais confortável seja posta em seu lugar. Dessa forma, podemos ver o progresso ocorrendo, mas não devemos pensar que os povos que sofreram o dissabor da estrutura abalada possuem moral menos elevada. Esses povos abriram caminho para que seus irmãos se desenvolvam e melhorem ainda mais o que fora por eles deixado.


Esclarecem-nos também que um imenso número de espíritos elevados encarnados em nossa atual existência, com moral elevada, já foi, em períodos passados de nosso planeta, seres bárbaros que se desenvolveram com o passar de suas existências. E nos dizem também que as raças rebeldes ao progresso (progresso esse moral) estão fadadas a se extinguirem. 

Ao final do capítulo, questionados se algum dia todos os povos de nosso planeta se tornarão uma única nação, os espíritos nos explicam que isso não seria possível. Uma vez que existem diferentes climas, diferentes ecossistemas e que os povos de cada localidade precisam se adequar e evoluir conforme a natureza do local onde vivem. Mas nos dizem que a real união dos povos, em uma só nação, será pela CARIDADE, que deve ser o laço que une a todos nós. Para que dessa forma possamos crescer moralmente como UM, e nos aproximarmos de DEUS. Dessa maneira, nosso planeta irá repelir ou espíritos malfazejos, devido à diferença nas vibrações, de maneira natural. Até que esses se elevem e compartilhem da mesma caridade dos que em nossa Terra habitarem.


Ao analisarmos o referido capítulo sobre a ótica Umbandista, podemos perceber diversas semelhanças. O pilar de nossa amada Umbanda, “O desenvolvimento do espírito para a prática da CARIDADE”, é a fórmula para que possamos nos elevar e nos colocarmos em contato mais próximo com nosso criador. Outro ponto fundamental “A Umbanda tem fundamento e é preciso preparar”, a ignorância e estado de estagnação são os maiores escudos dos que se colocam contra a marcha do progresso. 

Acredito que a melhor frase para resumir o que nos foi explicado, unindo a doutrina Kardecista, O Evangelho de Jesus Cristo e a base da Umbanda trazida para nosso plano pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, seria “ Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.


Pedro de Xangô

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