quarta-feira, 5 de junho de 2019

Vida de Insulamento. Voto de Silêncio

Vida de Insulamento. Voto de Silêncio 

Dando continuidade aos estudos e textos acerca do Livro dos Espíritos de Allan Kardec, neste texto abordaremos o tema apresentado no Capítulo 7 do Livro III, a Vida de Insulamento e o Voto de Silêncio.

Primeiramente, devemos compreender que o insulamento é o ato de se isolar da sociedade. Os espíritos são questionados sobre como o insulamento é visto por eles, e todas as respostas são categóricas e bem claras. O ato de se isolar da sociedade nada mais é do que um ato egoísta e não tem nada de benéfico ao nos isolarmos. O insulamento faz com que o ser humano se preocupe unicamente com seu bem-estar, esquecendo do amor e da caridade que devemos praticar diariamente. 

Na Umbanda, sabemos que devemos ter contato com a sociedade sim, pois é no dia a dia que devemos praticar os ensinamentos adquiridos no Terreiro. O insulamento é um ato egoísta, pois no dia a dia temos contato com as mais diferentes pessoas, das mais diferentes idades e gêneros. 


O contato com os irmãos nos faz refletir nossas próprias atitudes diárias, proporciona aprendizado, pois, ao vermos uma pessoa fazendo algo que, no nosso ponto de vista, é errado, teremos o senso crítico de não realizar o mesmo ato. O mesmo ocorre para ações positivas. Se observarmos uma pessoa fazendo algo que, no nosso ponto de vista, é bom (ou certo), tendemos a repetir a ação.  

Retornando ao Livro dos Espíritos, Kardec também apresenta esclarecimentos sobre o voto de silêncio. O silêncio é uma prática de recolhimento e de autoconhecimento, no entanto o voto de silêncio é desnecessário. A voz e a comunicação são faculdades essenciais ao ser humano. Seu uso abusivo ou a restrição do seu uso faz com que algo seja denegrido, com isso devemos ter a ciência de usar a voz e nos comunicar nos momentos certos e em quantidades exatas. 


Na Umbanda sagrada, as sete linhas são subdivididas em sentidos da vida: a Fé, o Amor, o Conhecimento, a Lei, a Justiça, a Evolução e a Geração. A Evolução então é feita por 2 orixás, que juntos trabalham para que o ser humano chegue ao equilíbrio da evolução vital. Um destes orixás é Nanã, dotada de sabedoria e  o outro é Obaluaê.

 Em linhas gerais, Obaluaê é o orixá do silêncio e da quietude. Para evoluirmos em nossa vida, precisamos ser silenciosos, no entanto silêncio no momento certo e da maneira correta. Por este motivo, a sábia Nanã está na Evolução com Obaluaê, pois devemos ter sabedoria para falar. Silêncio também não leva a nada, pois devemos conviver e compartilhar ideias e experiências com os irmãos, porque aqueles que compartilham ideias evoluem juntos.  


Victor de Oxumarê

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