sexta-feira, 31 de maio de 2019

Pena de Morte

Pena de Morte

Em continuação aos nossos estudos do Livro dos Espíritos de Allan Kardec, em seu Livro III, Capítulo IV, Lei da Destruição, vamos tratar sobre as perguntas 760 a 765 que Kardec faz aos espíritos sobre pena de morte. 

Esse assunto é abordado nos dias atuais e encontramos várias linhas de pensamentos, sendo que existem países que aplicam tal sanção e outros não. É um tema que gera várias interpretações conforme a realidade de cada local. 

Já de início, Kardec questiona se a pena de morte irá algum dia desaparecer da legislação humana e a resposta é que isso acontecerá com o tempo, quando o homem encontrar outros meios de sanar seus problemas.


É também falado pela espiritualidade que o homem procura o meio mais fácil de eliminar o problema e, muitas vezes, não dá oportunidade de arrependimento à pessoa que agiu fora da Lei, existindo outros meios sem ser a pena de morte. 

Ainda é citado na resposta dos espíritos, que o homem sempre julga uma coisa necessária quando não encontra nada melhor. Mas também é dito pelos espíritos que, nos últimos anos, (ressalta-se que o livro foi escrito no século XIX), as penas e punições evoluíram bastante com a criação de novos mecanismos de legislação.

Em continuidade, é questionada uma fala de Jesus Cristo “Quem matar pela espada perecerá pela espada”. De imediato, os espíritos respondem e dizem que há  equívoco na interpretação dessa fala, pois quem aplica essa lei é Deus  e não o homem. O bem que fizer retornará para você e o mal também, ao longo de suas encarnações, e não a lei que o homem aplica e julga. Ainda responde com outra frase de Jesus: “Perdoai aos vossos inimigos” colocando assim sentido em toda fala de Cristo, onde devemos fazer nossa parte perdoando e amando. 


Kardec finaliza o capítulo indagando o que devemos pensar sobre a pena de morte em nome de Deus. E a sábia resposta é que fazer algo dessa maneira é se colocar no lugar de Deus, distanciando assim o conhecimento sobre Deus, o que não exime a responsabilidade de quem  pratica o  crime em Seu nome.

Na Umbanda, aplicamos as lei do amor e da caridade e tudo é baseado em torno dessas leis. Então, seja qualquer coisa fora disso, na Umbanda não praticamos. Também de forma Cristã, não julgamos aqueles que pensam de modo diverso ou vivem de maneira diferente. 

Levando em consideração o tema abordado, podemos analisar que preservamos a vida em todas as suas formas, a natureza, suas plantas e animais. Somos a favor da preservação da vida humana e da cura, da reforma íntima e pessoal através da lei do amor e caridade.


Os Orixás, na Umbanda, trazem o equilíbrio para nossas vidas, nos mostram as divergências existentes em todos os âmbitos do mundo, trazendo aprendizado com as diferenças e tornando possível praticar o que é ensinado dentro dos terreiros e tendas de Umbanda. 

O tema abordado é complexo, conforme dito anteriormente, principalmente quando se trata de culturas diferentes. Há locais em que a população acha comum e há outros em que não, porém, independente da posição em que cada um se coloca perante tal fato, o principal é que devemos ter respeito  ao tempo  e à evolução de cada um.

Criar conflitos porque existem conflitos não ajuda a resolver nenhum problema, apenas dificulta. Então, através do conhecimento, do amor e da caridade, o homem encontrará seu caminho perante Deus.

Pai Igor de Oxum.’.

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