sexta-feira, 3 de maio de 2019

Poligamia

Poligamia

Dando sequência aos estudos sobre a Lei da Reprodução, no Capítulo IV, onde se trata sobre a Poligamia, Kardec chega a um ponto tido como tabu em muitas culturas do mundo: a poligamia.

A poligamia, segundo a espiritualidade, está mais ligada às leis do homem que às leis da natureza, ou seja, nada impede que uma pessoa possua mais de um parceiro. Porém, isso fere os princípios básicos da lógica do matrimônio. Uma família se consagra em matrimônio com a finalidade de constituir uma família onde impera afeição, o carinho e a dedicação. Numa estrutura poligâmica, a sensualidade impera sobre os valores afetivos.


Em todo o mundo se afere uma dada proporção entre indivíduos de ambos os sexos. Segundo a espiritualidade, isto é uma forma de elucidar o princípio da monogamia. Caso a poligamia fosse generalizada, tal proporção não se faria real. 

As leis da natureza são imutáveis, porém a poligamia é tida como uma lei da humanidade e, portanto, mutável; e pode ser percebida como uma exceção adaptada a certos meios para um dado aperfeiçoamento social. 

A espiritualidade em nenhum momento condena os que são adeptos da poligamia. Contudo  reconhece que em muitos casos a mesma se torna um ato egoísta por sobrepor os prazeres vaidosos da carne aos valores essenciais de uma família.


Na Umbanda, percebemos o matrimônio como a fusão de duas pessoas perante a grandeza de Deus, o que implica na construção de um caminho mútuo a partir daquele momento. Por isso a Umbanda prega a monogamia, a fidelidade e o respeito mútuo. Não faria sentido à nossa filosofia alguém seguir sua caminhada com diversas pessoas. 

O matrimônio na Umbanda protela que em um relacionamento saudável é necessário dinamismo e confiança, e que o equilíbrio é alcançado quando há maturidade, crescimento, amor, respeito e dedicação. O casamento deve significar a união de duas pessoas com o ideal em comum, duas vontades, duas consciências, que, a partir deste momento, devem sempre buscar uma conduta adequada de preservação dos preceitos, reforma íntima e evolução constante. 


Diego de Oxóssi

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