quarta-feira, 8 de maio de 2019

Meios de Conservação

Meios de Conservação

O tema em apreço tem o objetivo de dar sequência ao texto publicado anteriormente, àquele que inicia os estudos sobre a Lei de Conservação, revelando então caráter complementar, sendo imprescindível a sua leitura e entendimento prévios. Serão abordados os meios de conservação, constantes do capítulo V, parte terceira de O Livro dos Espíritos, primeiro livro da codificação espírita.

Providência Divina é o ato de Deus (Olorum) criar e também cuidar de suas criaturas, de modo que seja possibilitado que elas se mantenham vivas, mesmo que de forma autossuficiente. Não faria sentido algum Ele ter dado o instinto de conservação sem os meios de conservação, isto é, se é colocada uma necessidade de reencarnação, mesmo que com dificuldades, existem maneiras de se exercer a atividade, de se manter vivo.


Menciona-se que mesmo que atualmente contemos com uma vasta população, o que não existia em tão grande número quando da época de produção da obra escrita, será possibilitado acesso a todos os recursos necessários à sobrevivência. Isso foi afirmado pelos Espíritos: que os recursos sempre chegarão a todos.

Atualmente, pode não fazer sentido esta situação de pessoas terem dificuldade de se manterem vivas, de sofrerem com falta de alimentação, por exemplo, tendo em vista a existência de programas políticos que resguardam, mesmo que deficitariamente, a proteção aos direitos humanos e fundamentais. Todavia, à época de escritura da obra pode ser que esse problema existia.


O que muitas vezes acontece com nós, seres humanos, é querer mais do que precisamos. Isso já havia sido abordado pelos Espíritos. Deus cria a necessidade de viver e possibilita os meios de prover isso, porém, provém com o essencial, com aquilo que realmente precisamos, excluindo-se os supérfluos, aquilo que passa de mero desejo. Concernente a esse tópico é o título exclusivo que trata sobre o necessário e o supérfluo, que será publicado no blog posteriormente.


Muitas vezes, nos deparamos com pessoas esgotando os recursos naturais como, por exemplo, o solo, através de ações irracionais, para atender às nossas supostas necessidades. Isso faz com que outras pessoas e até mesmo animais fiquem prejudicados. Então, deve-se ter compreensão e o entendimento devido para entender que isso não é mera ação consequente da natureza, mas sim conduta indevida do homem.

Em outras ocasiões, pode ocorrer de pessoas que, mesmo estando repletas de uma abundância de recursos, finalizarem um de seus ciclos por falta deles. Devemos nos atinar que isso é uma escolha divina, às vezes, resultado de uma ação passada onde possivelmente estes recursos podem ter sido esbanjados ou mal empregados, consequência da lei de causa e efeito. Mas que, sobretudo, é uma vontade divina, que em alguns casos, não merecem serem revelados os motivos, mas apenas vivenciados para nossa marcha evolutiva.

Com isso, diante do que já foi exposto, deve-se chegar à conclusão de que tudo depende do nosso esforço, da nossa dedicação e do nosso discernimento para aplicar. Se Deus levantou a necessidade de que devemos passar por uma nova encarnação para nossa própria evolução e nos possibilitou meios de se conseguir vencer esta etapa, só nos cabe explorar e expandir esses recursos.


Todos nós temos necessidades, mesmo que não sejam necessidades de sustento, como aborda o presente texto. Necessidades estas que são necessárias para evoluirmos e cumprir com aquilo que nos foi confiado. Para estas necessidades, Deus (Olorum) nos proporciona os meios para conquistar aquilo que almejamos e realmente precisamos, porém, muitas das vezes ou não temos o conhecimento necessário para tomar as ações devidas ou não conseguimos perceber/visualizar o que precisa ser feito. É aí que entra o maravilhoso trabalho realizado com as Entidades de umbanda. 

Peço licença para expor o que é evidenciado a cada incorporação. Percebo que as Entidades não vêm em terra para realizar desejos ou vontades das pessoas, elas vêm para orientar aquilo que já foi determinado, ou seja, mostrar os caminhos (os recursos) que temos ao nosso dispor para realizar o necessário, e ainda para derrubar ou ajudar a derrubar os obstáculos que se colocam no caminho para a vitória de cada Ser em particular. E isto compreende os meios de conservação, haja vista, serem maneiras de nos mantermos firmes rumo ao nosso propósito que precisa ser alcançado, demonstrando assim que Deus nunca abandona ou deixa de fornecer formas da nossa mantença.


“Na terra há o suficiente para satisfazer as necessidades de todos, mas não para satisfazer a ganância de alguns. (Mahatma Gandhi)”


Helder de Logunam

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