terça-feira, 5 de novembro de 2019

Do Egoísmo

Do Egoísmo


Na redação de sua obra: O Livro dos Espíritos, Kardec investigou diversas nuances do comportamento humano através da ótica dos espíritos de luz. Em um dado momento, ao indagar sobre os vícios, notou que todos os inúmeros fatores viciantes para os seres humanos se resumem a um único sentimento: O Egoísmo.
O egoísmo pode ser visto como a origem de todos os vícios. Uma vez que parte deste sentimento de onipotência individual, a ideia de que nossas escolhas só importam a nós mesmos. Ora, é uma atitude muito egoísta se entregar aos vícios. Estamos abrindo mão do bem estar dos nossos semelhantes com quem convivemos em busca de prazeres da carne, em busca de nos sentirmos melhores perante a tais prazeres,
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Tais atitudes egoístas vão de frente com os princípios que regem a Umbanda: amor e caridade. O egoísmo fere o amor pois vai de encontro a filosofia do amor sem cobranças. Amar esperando algo em troca não é amor, é egoísmo. O egoísmo fere a caridade, pois fazê-la sem fundamento não é caridade, é satisfazer às vaidades do ego, é sucumbir ao egoísmo da carne. 
O egoísmo age como um ciclo vicioso, que se retroalimenta com atitudes egoístas oriundas de outras pessoas. É o choque que o homem experimenta do egoísmo alheio que o torna, frequentemente, egoísta, pois sente a necessidade de se colocar na defensiva. Seguindo esta lógica, passa a ser egoísta com o irmão, que por sua vez da continuidade a esta cadeia negativa.
Os guias espirituais que se manifestam num terreiro de Umbanda sempre nos orientam a buscar a humildade, a simplicidade e o perdão. Pois ao sermos assim abrimos mão das vaidades do nosso ego em prol do equilíbrio energético de nossas vidas. E o que seria a antítese do perdão, humildade e simplicidade? O próprio egoísmo. 
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A humanidade só encontrará a paz entre si quando nos despojarmos completamente do egoísmo. Seremos irmãos, não se fazendo mal, apoiando-nos reciprocamente. O forte não será mais o opressor, e sim o apoio aos mais fracos, criando por fim uma harmonia universal entre aqueles que habitam este mundo. 
Num mundo conturbado e corrido em que vivemos hoje, é de fato ser mais fácil falar do que viver sem o egoísmo. São muitas cobranças, sejam elas pessoais ou profissionais, são muitas as provações pelas quais passamos. E todo esse conjunto de fatores nos faz esquecer do real sentido do amor e da caridade, por isso é primordial buscarmos em nossa rotina um momento de reflexão, para buscarmos ser a melhor versão que podemos ser de nós mesmos.
Diego de Oxossi 

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