quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O trabalho continuado da Umbanda

O trabalho continuado da Umbanda


Na maioria das vezes, quando vamos à procura da Umbanda, temos dois grandes motivos: um deles pode ser a curiosidade, sempre associada àquele pezinho atrás de desconfiança e de medo; um outro motivo pode ser o desespero, quando não encontramos uma solução para nossos problemas e nossa vida está de cabeça para baixo.

Independente do motivo da primeira visita a um terreiro Umbandista, sendo a curiosidade ou a necessidade, sempre ficamos com a pulga atrás da orelha e uma dúvida: “será que eu volto?” 

Mesmo que sua resposta seja SIM (me apaixonei e quero todos os dias) ou NÃO (não faz muito meu tipo), temos que ter a consciência de uma coisa, o trabalho realizado na Umbanda é contínuo e progressivo, mas como isso funciona?

Trabalhemos com exemplo para melhor entendimento: suponhamos que um Exu lhe passe orientações para um banho, o qual inclui: arruda, marafo, cravo da índia, canela, muitos tipos de sementes diferentes, acender muitas velas vermelhas e pretas; e naquele mesmo dia (ou na semana) um Preto Velho lhe passe um outro trabalho, o qual consiste em apenas acender uma vela branca para Olorum



Quando você chega em casa, você pensa; “Vou fazer o trabalho que o Preto Velho mandou, é muito mais fácil, barato e não vou precisar ficar acendendo vela por aí”.

No entanto, temos que entender que ambos os trabalhos devem ser realizados, primeiramente eles provêm de linhas diferentes, ou seja, têm objetivos diferentes; além de ambos possuírem amplitudes de atuação nos outros planos espirituais que são indefectíveis a nós filhos de terra.

Além do que, ambos os trabalhos podem estar trabalhando em conjunto para que possamos alcançar uma coisa muito maior neste e em outros planos de vida e de evolução. 

Voltemos àquele preceito de que o Trabalho da Umbanda é contínuo e progressivo, pois bem, participar ativamente dos encontros semanais no terreiro de nada adianta se essa participação não vier associada a uma continuidade durante a semana. Por exemplo, no dia de gira não comemos carne, procuramos ter um dia mais leve, tranquilo e calmo, no final do dia vamos para a gira, encontramos os amigos, conversamos com as entidades, e vamos para casa livres e libertos de todo mal que pode nos afetar. No dia seguinte, já enfiamos o pé na jaca, brigamos com família, bebemos como se o mundo fosse acabar, ficamos ranzinzas e mal humorados. Pois bem, quando mudamos drasticamente desta maneira e não colocamos em prática aqueles ensinamentos adquiridos no terreiro, não estamos tendo uma boa conduta como filhos de terra. 

Temos que ter uma conduta diária assim como temos naqueles dias de gira, pois o trabalho da Umbanda é pontual, o restante do desenvolvimento espiritual cabe a nós, filhos de terra.

Temos que nos policiar diariamente, manter a harmonia, calma e diariamente buscar uma comunicação com nossos guias para proteção e ciência.

Victor de Oxumarê

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