quarta-feira, 13 de junho de 2018

Panteísmo

Panteísmo

Finalizando o Primeiro capitulo do livro primeiro do Livro dos Espíritos, e ainda tratando de DEUS, Kardec traz indagações sobre Deus e o Panteísmo. Antes de mais nada, devemos compreender  do que se trata o Panteísmo.
 A palavra Panteísmo vem do grego, sendo que “pan” significa tudo e “theos” vem a ser Deus. O dicionário da Língua Portuguesa traz que o panteísmo é uma doutrina (ou filosofia),  que admite como Deus a unidade do todo, a universalidade dos seres do Universo. Ou seja, o panteísmo acredita que absolutamente tudo e todos compõem um Deus abrangente, ou que todos os elementos da natureza (ou o Universo) e Deus são idênticos.
O questionamento feito é se Deus seria a resultante de todas as forças e de todas as inteligências do Universo unidas (levando em consideração a teoria panteísta). A resposta é sutil  e objetiva  discorrendo que Deus não é causa, não é resultante, e na verdade Deus é o motivo da existência. Na Umbanda, sabemos que Deus (Olorum) é a base originária de toda a criação, toda criação deriva de Deus e de sua essência divina. Lembremos, brevemente, da criação. Olorum, ao exteriorizar a vontade de criar, necessitava de uma energia exteriorizada a qual ele pudesse assentar/sustentar sua criação, criando assim o Orixá Exú, a energia que assenta as demais energias. Posteriormente, Olorum pôde então assentar as demais energias divinas como Oxalá e Logunam e assim por diante. Assim, compreendemos que tudo provém de Deus, e não é o conjunto de sua obra que o faz existir e sim a sua existência que faz com que a criação exista.


A resposta dada a Kardec ainda é complementada dizendo que Deus existe sim, e que isso é indiscutível, no entanto não precisamos ficar agarrados a estes conceitos básicos existenciais. Devemos compreender que se existimos temos um objetivo e uma finalidade, então, devemos nos policiar, a fim de nos melhorarmos constantemente. A umbanda propõe um trabalho de avaliação e construção constante, onde devemos nos avaliar buscando a melhora e o crescimento espiritual e pessoal, para assim podermos praticar o mais puro amor e a caridade, nos aproximando da tão almejada essência divina, que por sua vez é puro amor.    
Vale ressaltar que Deus não deve ser visto com essa visão humanizada que temos. Sua essência e sua existência estão fora do que podemos compreender. Somos muito imaturos para compreender, pois Deus não deve ser associado à matéria, ele está além disso. 
Allan Kardec finaliza este capitulo dizendo: “A inteligência de Deus se revela em suas obras como a de um pintor no seu quadro; mas, as obras de Deus não são o próprio Deus, como o quadro não é o pintor que o concebeu e executou”. Assim, podemos concluir que Deus é a sua criação, ele faz parte dela, e não o contrário. 


Victor de Oxumarê

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