sexta-feira, 24 de agosto de 2018

A reencarnação

A reencarnação

No capítulo IV do Livro dos Espíritos, Kardec trata da reencarnação, considerada um dogma do Espiritismo. A Reencarnação é a ideia de que o Espírito (Ser inteligente da criação) vive múltiplas existências corpóreas, experienciando diversas situações das quais resultam seu crescente aprimoramento.
Das questões 166 a 170, aqui transcritas, extrai-se a seguinte síntese da ideia da reencarnação: A marcha do progresso espiritual é individual e depende do Espírito a demora ou a rapidez com que evolui. Assim, aquele que aproveita melhor as experiências terrenas e corrige suas imperfeições, mais rapidamente ascende à bem aventurança espiritual, ou seja, torna-se Espírito puro. E, embora esse patamar evolutivo seja alcançado, não tem fim esse progresso.
Quanto à finalidade da reencarnação arguida na questão 167, há que se observar que depende também do planeta em que o Espírito está estagiando e também do seu próprio grau evolutivo. Assim, poderemos ter em um planeta como a Terra, que na escala dos mundos pertence à categoria de Provas e Expiações (em transição a mundo de Regeneração), de Espíritos missionários (àqueles que vêm em missão nos ajudar a crescer), de Espíritos em condição de reencarnação compulsória (àqueles cuja liberdade é momentaneamente suspensa e têm na reencarnação uma expiação), Espíritos que já alcançaram certo esclarecimento e desejam por à prova nas experiências terrenas o aprendizado alcançado, a fim de evoluir mais e mais, como em uma grande escola em que se encontram matriculados crianças do maternal à graduação superior, e ainda professores, mestres e doutores.


166 - A alma que não atingiu a perfeição durante a vida corpórea como acaba de depurar-se?
 — Submetendo-se à prova de uma nova existência.
166 – A) Como ela realiza essa nova existência? Pela sua transformação como Espírito?
 — Ao se depurar, a alma sofre sem dúvida uma transformação, mas para isso necessita da prova da vida corpórea.
166 – B) A alma tem muitas existências corpóreas?
 — Sim, todos nós temos muitas existências. Os que dizem o contrário querem manter-vos na ignorância em que eles mesmos se encontram; esse é o seu desejo.
166 – C) Parece resultar, desse princípio, que após ter deixado o corpo a alma toma outro. Dito de outra maneira, que ela se reencarna em novo corpo. É assim que se deve entender?
 — É evidente.
167 - Qual a finalidade da reencarnação?
 — Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isso, onde estaria a justiça?
168 - O número das existências corpóreas é limitado ou o Espírito se reencarna perpetuamente?
 — A cada nova existência o Espírito dá um passo na senda do progresso: quando se despojou de todas as impurezas, não precisa mais das provas da vida corpórea.
169 - O número das encarnações é o mesmo para todos os Espíritos?
 — Não. Aquele que avança rapidamente se poupa das provas. Não obstante, as encarnações sucessivas são sempre muito numerosas porque o progresso é quase infinito.
170 - Em que se transforma o Espírito depois de sua última encarnação?
 — Espírito bem-aventurado; um Espírito puro.


A Umbanda também trata da reencarnação e os Guias sempre ensinam que a vida (instrumento de Olorum) nos coloca no exato lugar e no meio daqueles com quem devemos viver experiências que visem nosso aprendizado e ao desenvolvimento das virtudes (Orixás em nós).
Devemos a nós mesmos aproveitar cada situação que a vida nos oferece para ajustar nossa conduta em favor do nosso aperfeiçoamento, assim, a cada ofensa, o perdão; a cada obstáculo, a superação; a cada queda, a superação; cuidando sempre de observar a Lei Maior que é a prática do Amor e da Caridade em nossas missões e relações, seja com a natureza, seja com o outro, seja com as oportunidades trazidas à nossa própria vida.
No trecho seguinte, uma clara referência à reencarnação no Evangelho de Jesus: “Tendo chegado à região de Cesaréia de Felipe, Jesus perguntou aos discípulos: “Quem dizem por aí as pessoas que é o filho do homem?” Responderam: “Umas dizem que é João Batista, outras que é Elias, outras, enfim, que é Jeremias ou algum dos profetas” . (Mateus 16, 13-14; Lucas 9, 18-19; Marcos 8, 27-28).

“Que cada amanhecer revele em nós mesmos nossos potenciais divinos.”


Hélida de Nanã

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