quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Segunda Ordem - Bons Espíritos

Segunda Ordem - Bons Espíritos

Em continuidade aos nossos estudos, abordaremos no presente texto o assunto “SEGUNDA ORDEM-BONS ESPÍRITOS”, tema constante no capítulo I do livro II do livro dos espíritos. Esses espíritos são bastante evoluídos e estão além da matéria. São espíritos bondosos e estão nesse patamar devido ao grau de evolução alcançado. Alguns usam a ciência, outros já usam a sabedoria e a bondade. Os mais adiantados usam o saber junto com os valores morais. Esses espíritos, apesar de já estarem bem adiantados no processo de evolução, ainda não são espíritos perfeitos e, quando encarnados, deixam aflorar alguns de seus traços na matéria, como os traços da existência corporal, seja na forma da linguagem, seja nos hábitos, e às vezes até em algumas manias.
Compreendem Deus e o infinito e já gozam da felicidade dos bons. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem. Quando encarnados, são bondosos  com os seus semelhantes. Não são movidos pelo orgulho, nem pelo egoísmo, ou pela ambição. Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme e fazem o bem pelo bem. São denominados pelos mais antigos como bons gênios ou gênios protetores.
Podem ser divididos em quatro grupos principais:


Quinta classe - espíritos benevolentes -  A bondade é neles a qualidade dominante. São capazes de prestar serviço aos homens e protegê-los. Porem são limitados em seu conhecimento, sendo guiados mais pelo sentido moral do que no sentido intelectual.
Quarta classe - espíritos sábios - Distinguem-se pela amplitude de seus conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais, do que com as de natureza científica, para as quais têm maior aptidão. Entretanto, só encaram a ciência do ponto de vista da sua utilidade e jamais dominados por quaisquer paixões próprias dos Espíritos imperfeitos.
Terceira classe - espíritos de sabedoria - As qualidades morais da ordem mais elevada são o que os caracteriza. Sem possuírem ilimitados conhecimentos, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes faculta juízo reto sobre os homens e as coisas.
Segunda classe - espíritos superiores - Esses em si reúnem todas as qualidades oferecidas, a ciência, a sabedoria e a bondade. Da linguagem que empregam se exala sempre a benevolência; é uma linguagem invariavelmente digna, elevada e, muitas vezes, sublime. Sua superioridade os torna mais aptos do que os outros a nos darem noções exatas sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que é permitido ao homem saber. Comunicam-se complacentemente com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la. Afastam-se, porém, daqueles a quem só a curiosidade impele, ou que, por influência da matéria, fogem à prática do bem. Quando, por exceção, encarnam na Terra, é para cumprir missão de progresso e então nos oferecem o tipo da perfeição a que a Humanidade pode aspirar neste mundo.
Os espíritos bons são espíritos de grande luz e com muito conhecimento, carregam consigo uma pureza enorme, são simples e carregados de muito amor e carinho. Dentro da Umbanda, é inegável a presença de espíritos bons. Não podemos afirmar exatamente quais são e em quais grupos se encaixam ou em que falange trabalham, visto que isso vai além do nosso entendimento. Porém, basta conversar com qualquer guia em uma gira que eles transmitirão conhecimento, sabedoria, valores morais e principalmente muito amor. E, independente do grau evolutivo, todos caminham com um único propósito que é o de trabalhar em prol da caridade espalhando em nosso Planeta os ensinamentos de Deus.


William de Xangô e Natália de Iemanjá

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