segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Malandros e Malandras

Malandros e Malandras



Hoje é dia de falar deles, os Malandros e Malandras da Umbanda, acho importantíssimo falar sobre eles, uma vez que muitos podem ter conceitos que não os fazem jus. 

Vamos começar com qual a real representação do que seria a Malandragem, sendo que neste caso é saber se desviar através da boa malandragem de influências negativas, mas usando para isso a alegria e a positividade.

Os Malandros e Malandras são espíritos desencarnados que hoje usam todos seu conhecimento para nos ajudar de forma positiva a continuar nossa jornada rumo a evolução. É conhecido como advogado dos injustiçados, protetor dos comerciantes e médico dos pobres, e traz consigo o ideal de que cada um colhe o que planta. A diferença de malandros e malandras é a energia que carregam, sendo malandros energia masculina e as malandras energia feminina.

Malandros podem vim em qualquer linha de trabalho, alguns terreiros trabalham especificamente com giras apenas de malandros, já os que não trabalham eles podem vim em qualquer uma outra, até de Exu, mas não são Exus.


Eles são entidades de luz que vem para ajudar os necessitados, são amigos e de muito respeito, são carismáticos e sempre chegam com ginga, samba no pé, cigarro na boca e chapéu de lado. Eles pregam a caridade, pregam o amparo as crianças e idosos, nos ensina que devemos ter em mente que a fé sem as obras boas é morta. E que um sorriso pode mudar a vida de muita gente.

Como toda qualquer outra falange eles são regidos por Orixás, não são entidades livres de responsabilidade e devem responder diretamente aos seus Orixás regentes. Essa linha foi criada e autorizada por Olorum, e todos os espíritos que trabalham nessa falange devem além de respeito responder a Zé Maior, o chefe da falange da Malandragem, e este responde aos Orixás que regem e sustentam a falange.

Os Orixás que nos referimos podem ser identificados pela forma de trabalho do Malandro, por exemplo as cores que eles usam para os trabalhos são branco e vermelho, que respectivamente são as cores de Oxalá e Ogum, a fé e a lei. A força que essa falange tem é inegável, estamos lhe dando aqui com a lei do retorno, o uso da fé e a confiança e certeza de que estão usando justiça no que eles vêm praticando nesse novo caminho. 

As principais regências dessa linha, como já falamos é Oxalá e Ogum, tendo também como regentes Iemanjá e Iansã, mas podemos encontrar diversas entidades regidos por qualquer um dos Orixás, mas sempre respondendo aos seus principais regentes. Desta forma, temos malandros e malandras atuando para fins de Amor, Cura, Justiça, dentre outros.

Existem muitos nomes usados em suas apresentações, como por exemplo: os malandros: Zé Pelintra, Zé Malandro, Zé Navalha, Zé da Madrugada, Malandrinho, Zé Pretinho, Capoeirinha. E as malandras: Maria Preta, Maria do Morro, Maria Navalha, Malandra do Cabaré, Malandra Rosa da Lapa.

Eles usam das mais variadas ferramentas de trabalho, como as cartas, cigarros, cerveja, terços, palitos de dente, etc. Mas não devemos nos esquecer que as entidades não bebem e nem fumam, são elementos manipulados por eles para seus trabalhos e que possuem efeitos místicos.

Os malandros e malandras não são entidades tão antigas, usam gírias de épocas mais recentes, gostam de uma boa prosa, usam muitos versos e metáforas.

“- Malandro mesmo é a Maestria (Deus), que nos dá a Fé como caminho, sabendo ele, que o único caminho é a Fé...”

“ – O plantio é livre, mas a colheita é obrigatória. ”
Luiza de Oxum

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