quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O que é Depressão?

O que é Depressão?


Muito se fala sobre a depressão nos dias atuais: “a doença do século XXI”; “o mal da sociedade”; “a nova peste negra”... No entanto, a depressão é uma doença que acompanha a humanidade desde sempre.

A depressão é um transtorno mental que pode atingir pessoas de qualquer idade, gênero e classe social. Pode ser caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, distúrbios do sono ou do apetite, além de uma sensação de cansaço constante e falta de concentração. 

A durabilidade dos sentimentos depressivos podem persistir por dias (chegando a ultrapassar semanas e meses), o que leva a diferentes níveis depressivos, desde os mais sutis e facilmente curáveis, até aqueles mais longos e complicados de serem tratados, os quais podem acarretar o suicídio.

A diagnose deste sentimento de tristeza profunda não tem uma explicação simples, o cérebro passa por um desequilíbrio bioquímico, como a diminuição na oferta de neurotransmissores, como a serotonina, ligada à sensação de bem-estar. A depressão pode vir acompanhada de outros sintomas como diminuição da atenção, perda de peso e dificuldade em dormir, por exemplo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atualmente a depressão atinge aproximadamente 700 milhões de pessoas no mundo todo. Isso representa um terço do total de casos de doenças não transmissíveis. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a depressão afeta cerca de 11 milhões de pessoas no Brasil.

Sinais e sintomas: Cansaço extremo, fraqueza, irritabilidade, angústia, ansiedade exacerbada, baixa autoestima, insônia (ou sono de má qualidade), falta de interesse por atividades que antes davam prazer, pensamentos pessimistas, pensamentos frequentes sobre a morte, comportamentos compulsivos, dificuldade para se concentrar, problemas ou disfunções sexuais, sensação de impotência ou incapacidade para os afazeres do dia a dia.

Fatores de risco: Histórico familiar, transtornos psiquiátricos correlatos, estresse crônico, ansiedade crônica, disfunções hormonais, excesso de peso, sedentarismo e dieta desregrada, vícios (cigarro, álcool e drogas ilícitas), uso excessivo de internet e redes sociais, traumas físicos ou psicológicos, pancadas na cabeça, problemas cardíacos, separação conjugal, enxaqueca crônica.

Como forma preventiva, devemos gerenciar o estresse e compartilhar as dificuldades do dia a dia, ler, aprender coisas novas, desenvolver diferentes hobbies e se divertir. Isso incentiva o funcionamento cerebral, além de ocupá-lo com coisas distintas àquelas que nos permeiam diariamente. Outros sentimentos-chave que ajudam no bem-estar emocional são o otimismo, o bom-senso.

Aquelas famosa frase “mente sã, corpo são” é cientificamente aceita e deve ser aplicada neste processo inverso ao depressivo, é aconselhável praticar atividade física periodicamente, pois incentiva na liberação de hormônios e outras substâncias (Serotonina e Endorfina) essenciais para a manutenção do humor. Uma dieta balanceada e bem regulada também influencia nas nossas emoções. Um exemplo é a dieta do Mediterrâneo, dotada de azeite de oliva, peixes, frutas, verduras e oleaginosas; as gorduras e nutrientes presentes nestes alimentos são essenciais para a manutenção da rede neural humana. Quando a comunicação entre as células nervosas está afiada, não sobra espaço para a angústia se apoderar da cabeça.
Victor de Oxumaré

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