quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Os Espíritos durante os Combates

Os Espíritos durante os Combates

O homem, durante toda sua existência, sempre criou combates conforme suas necessidades. Desde o homem primitivo, que lutava pela terra e pela tribo, até o atual que cria combates por ideologias e riquezas. Tais batalhas também sofrem influência espiritual, e esse é um dos assuntos do Capítulo IX, parte segunda do Livro dos Espíritos, o qual vamos tratar agora.

A pergunta 541 do Livro dos Espíritos é sobre a existência de espíritos assistindo e amparando cada um dos exércitos em uma batalha, sendo a resposta positiva e tais espíritos motivam e dão coragem. É citado sobre alegorias e figuras de Deuses, que nada mais são que alegorias de espíritos, o qual podemos enquadrar com as guerras onde o povo africano pedia a Ogum, a Exu e aos demais Orixás guiarem a vencer as batalhas fazendo oferendas e pedindo a força. O mesmo ocorria com os Vikings pedindo Odin, Thor e outros; os católicos com orações a seus santos e a Cristo, e cada religião com suas respectivas crenças. E o que ocorre é que espíritos são encaminhados para ajudar a alcançarmos os pedidos desejados, espíritos trabalhadores na força daquilo pedido.

As perguntas seguem e, logo após, se pergunta se os espíritos podem tomar partidos de causa injusta, e é claro que sim. Existem espíritos bons e ruins, espíritos ruins irão tomar causa das injustiças e em favor da destruição. Isso nos remete sempre a lembrarmos a afinidade, pois atraímos para nós aquilo que vibramos e fazemos. 


Em continuação, é perguntado se um general pode sofrer influência dos espíritos, se eles podem levá-lo ao erro, ou levá-lo a uma visão intuitiva. Os espíritos respondem que ele pode sofrer influências, podendo ser conduzido ao erro ou a uma visão intuitiva, porém ele tem livre arbítrio que faz com que ele perceba tais ideias e que seus conhecimentos conduzirão para que os espíritos aproveitem de suas faculdades intelectuais ou da falta delas. Um dos ensinamentos que podemos extrair da situação citada é sobre a incorporação mediúnica. Ela ocorre de forma similar, o médium com grande conhecimento trabalha com entidades de grande conhecimento, pelo fato delas usarem também as faculdades intelectuais do médium. Então, o médium com grande conhecimento terá uma incorporação com aproveitamento maior, passando as mensagens de forma clara e a utilização de recursos de maneira mais proveitosa. Já o médium com pouco conhecimento tem suas funções mais restritas, tendo dificuldade de transmitir mensagens e ainda com chances maiores de transmitir mensagens errôneas.

Por fim, as últimas perguntas sobre este assunto são sobre a morte em batalha, sensações e reações dos espíritos que sucumbem em combate. Os espíritos sabiamente responderam que muitos acreditam ainda estar vivos e levam certo tempo para compreenderem a morte. São raras as vezes em que se percebe a morte de imediato, pois geralmente a morte em batalha é  de forma traumática e o espírito pode ficar atordoado e continuar a perseguir o inimigo e continua ouvindo rumores da batalha, julgando não estar morto. E, mesmo que o espírito veja tal condição de sua morte, os sentimentos que ele irá guardar de tal batalha são relativos a seu caráter. 


Os Orixás são formas de culto ao poder divino e muitos são relacionados a guerras e batalhas. Vêm da cultura de um povo africano batalhador, o qual louvavam a esses Orixás como forma de força para a vida, trazendo então a inspiração para a vida e para suas conquistas. Na Umbanda, o culto ao Orixá não é diferente, porém as batalhas e combates de antes não são os mesmos de hoje. Não temos tantas guerras como existiam, porém louvamos hoje esses Orixás para as batalhas da vida, sejam elas em busca de amor, felicidade, saúde e sucesso. O nosso espírito se liga aos espíritos de afinidade comum, o qual através de uma fé e confiança a algo superior é criado esse elo, nos tornando afins daqueles e daquilo que atraímos.


Pai Igor de Oxum .’.

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