segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Ação dos espíritos sobre os fenômenos da Natureza

Ação dos espíritos sobre os fenômenos da Natureza 

Prosseguindo ao nosso estudo do livro dos espíritos, no presente texto, falaremos sobre a AÇÃO DOS ESPÍRITOS NOS FENÔMENOS DA NATUREZA, tema presente no capítulo 9, livro II. Os fenômenos da natureza, conforme nos é explicado, ocorrem não fortuitamente, mas sim em decorrência de uma causa providencial, pois tudo que ocorre possui a permissão divina. Esses fenômenos podem ter como sua razão de ser primeiramente o homem. Porém, em grande parte das vezes em que ocorrem, objetivam equilibrar e harmonizar as forças da Natureza. 
Como se sabe, Deus age indiretamente na matéria, e quem o faz de forma direta são os Espíritos. Desta forma, há variados espíritos de diferentes escalas dos mundos que exercem influência sobre os elementos, os agitando ou os acalmando. A fim de especificá-los, alguns denominam esses espíritos como Elementais, e recomendo a leitura do texto em nosso blog atinente ao tema, posto que complementa o assunto.

Além disso, nos é explicado que esses Espíritos não habitam o interior da Terra para a consecução de fenômenos geológicos, mas sim presidem tais fenômenos, os dirigindo, consoante as tarefas que têm. Assunto este que ainda não conseguimos compreender, mas que um dia nos será dado referido entendimento. 



Os espíritos que presidem os fenômenos da natureza podem ser seres que já foram encarnados como nós o somos, ou que ainda serão. E, quanto à ordem a que pertencem, isso variará conforme as atribuições que executam, sendo que quanto mais material for esta tarefa, mais inferior será a ordem a que pertençam na escala evolutiva. 

Quando acontece algum fenômeno da natureza como, por exemplo, tempestades, raios, tornados, tsunamis, entre outros, isso se dá em decorrência da reunião em massa de uma quantidade indeterminada de espíritos não sendo realizada apenas por um. E, além disso, quando os Espíritos agem na consecução desses fenômenos, alguns agem usando do livre arbítrio, já outros agem devido ao instinto e impulso.  


E muito interessante é a explicação da espiritualidade quando usa uma comparação como forma de visualizarmos a importância do papel de cada um a fim de atingir um objetivo final, independente do grau de consciência que se tenha. É-nos falado que as ilhas e arquipélagos são formados por uma legião de animais que, pouco a pouco, as fazem surgir no mar e, em tudo isso, há um intuito divino muito maior a fim de se alcançar a harmonia como um todo. E são seres de diminuto grau que realizam essas tarefas, sem mesmo saberem que as fazem em prol de Deus  Primeiro, agem inconscientemente, depois tomarão consciência ordenando as questões da vida material, depois moral, pois assim é a natureza, em constante evolução e busca do equilíbrio. Lembremo-nos de que aqueles que hoje possuem um alto grau evolutivo foram um dia um átomo primitivo.

Trazer o presente tema retirado do livro dos espíritos ao universo umbandista, foi para mim um tanto quanto desafiador, pois não há como falar de Umbanda sem se remeter à natureza.  Que há a ação dos espíritos sobre os fenômenos que ocorrem na natureza é irrefutável e é algo que foge ao nosso entendimento devido às nossas limitações, conforme nos foi explicado pela espiritualidade.

Porém, gostaria no presente texto, de aproveitar a oportunidade para que sejam feitos alguns esclarecimentos. Quando se fala em natureza dentro da Umbanda, pode ser que o primeiro ou um dos primeiros assuntos que venha à mente, sejam os Orixás. Quem nunca ouviu falar de Mãe Iemanjá  a Rainha do Mar? E é este ponto que quero abordar. Iemanjá ou os demais orixás cultuados na Umbanda não são espíritos que habitam o ponto de força o qual regem. Isto é, Iemanjá não é um espírito que está no Mar, Iansã não é um espírito que está nas tempestades e nos ventos, ou Oxum não é um espírito que está nos Rios. 


Alguns locais da natureza são representados como pontos centrais de forças dos orixás, energias divinas. Temos além dos citados acima, por exemplo, Oxóssi, cujo ponto de força é as matas, Xangô as pedreiras, Nanã os Pântanos, e tantos outros. Além disso, é necessário nos lembrarmos de que se há espíritos que agem na ocorrência dos fenômenos da natureza, devemos nós também agirmos e fazermos o que está ao nosso alcance a fim de preservá-la.

A umbanda é o balanço do mar, dos rios e ventos. É o verde das matas, das ervas e o colorido das flores. É cada som emitido por cada animal, do canto dos pássaros ao cricrilar de um grilo. A Umbanda está ligada à natureza e a natureza nada mais é que uma tela, uma obra de arte, criteriosamente pintada e desenhada pelas mãos do Criador, que nos dá esse presente de reconexão com Ele todos os dias.    

“ Pela beleza dos raios da manhã, eu te saúdo Mamãe Iansã
Pela grandeza das ondas do mar, me abençoe, Mamãe Iemanjá.. “



Natália de Iemanjá

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