quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Xangô

Xangô

Dando continuidade ao estudo referente aos Orixás, trataremos hoje sobre Xangô, onde se mencionará a sua linha de atuação, as características de seus filhos e algumas curiosidades interessantes.

Xangô é um Orixá bastante cultuado na Umbanda sendo considerado Deus da justiça, dos raios, dos trovões e do fogo, além de ser conhecido como protetor dos intelectuais.

Esse orixá é considerado o mestre da sabedoria, gerando o poder da política e justiça. Os que nele creem o buscam para resolver problemas relacionados com documentos, estudos, trabalhos intelectuais, dentre outros.

Atua na 4° linha da Umbanda, isto é, na linha da justiça juntamente com Iansã, sendo orixá irradiador de equilíbrio divino conferindo harmonia em toda criação de Deus. O seu campo de atuação é a razão e Xangô rege a vida de todos despertando o senso de equilíbrio e justiça em cada um. Além disso, como é também o orixá do fogo dá ânimo para a vida consumindo e purificando tudo aquilo que estiver ruim.

Quanto ao sincretismo haverá variações conforme o terreiro, mas pode ser sincretizado com São Jerônimo, cuja data é 30 de setembro, com São Pedro cuja data é 29 de junho ou com São João cuja data é 24 de junho. Suas cores podem ser o vermelho, branco ou marrom, seu elemento é o fogo, as pedras, pedreiras, trovões e raios. Seu dia é a quarta-feira, seu metal é o cobre, ouro e chumbo e suas ervas são o alecrim do mato, erva-tostão, parreira, filha de limão e folha de goiabeira.

O símbolo principal de Xangô é o machado ou Oxé, sua saudação é “Kaô Kabiesilê” e em uma oferenda para esse Orixá podem ser usadas velas brancas, vermelhas e marrom, cerveja escura, vinho tinto doce e licor de ambrósia, flores diversas, tudo depositado em uma cachoeira, montanha ou pedreira.


 Os filhos de Xangô apresentam um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero. Suas fisionomias, mesmo a jovem, apresentam uma velhice precoce, sem lhes tirar, em absoluto, a beleza ou a alegria. Têm comportamento medido, são incapazes de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resoluções baseiam-se na segurança e chão firme que gostam de pisar. São tímidos no contato com o semelhante, mas assumem facilmente o poder de mando. São conselheiros e não gostam de ser contrariados, podendo facilmente sair da serenidade para a violência, mas tudo medido, calculado e esquematizado. Acalmam-se com a mesma facilidade quando sua opinião é aceita. Não guardam rancor. Vestem-se com discrição e seus vestuários seguem o modelo tradicional.

Quando os filhos de Xangô conseguem equilibrar o seu senso de Justiça, transferindo o seu próprio julgamento para o julgamento Divino, cuja sentença não nos é permitido conhecer, tornam-se pessoas admiráveis e gentis. O medo de cometer injustiças muitas vezes retarda suas decisões, o que, ao contrário de lhes prejudicar, só lhe traz benefícios. O grande defeito dos filhos de Xangô é julgar os outros. Se aprender a dominar esta característica, torna-se um legítimo representante do Homem Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira.

Kaô Kabiesilê!

William de Xangô
    e            
Natália de Iemanjá 


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