quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Êxtase

Êxtase

O Livro II do Livro dos Espíritos, em seu Capítulo 8, explica que o êxtase é um sonambulismo mais apurado, sendo a alma do extático mais independente. O extático é capaz de penetrar em mundos superiores, eles veem e compreendem a felicidade dos que lá habitam, no entanto, existem mundos que são inacessíveis a Espíritos que ainda não estão bastante purificados.
Quando existe o desejo do extático deixar a Terra, dependendo do seu grau de purificação, e vendo que sua situação futura será melhor, ele se esforçará para desatar os laços que o prendem à Terra.
Outra questão levantada é se poderia o extático abandonar seu corpo definitivamente caso ficasse entregue a si mesmo? E a resposta foi sim, sendo que este poderia morrer. Por isso que é preciso chamá-lo a voltar, apelando para tudo o que o prende na Terra.


Tudo que o extático vê é real para ele. No entanto, como ele se conserva sob influências das ideias terrenas, pode acontecer que veja as coisas a seu modo, a fim de ser melhor compreendido. Por essa razão que fica suscetível a erros.
Assim, ele está sujeito a enganar-se, principalmente quando quer penetrar no que deve continuar a ser mistério para o homem, deixando levar pelas suas ideias ou até mesmo sendo influenciado por Espíritos mistificadores.
Esse fenômeno de sonambulismo e êxtase proporciona ao extático ver sua vida passada e futura, devendo este ser estudado a fim de aclarar mais um mistério, sendo que os que estudarem de boa-fé não podem ser materialistas, nem ateus.
A umbanda, influenciada pela doutrina espírita desde a sua fundação, considera o sonambulismo como uma variação de uma faculdade mediúnica. Existindo duas ordens, o sonâmbulo e o sonâmbulo médium.
O sonâmbulo age sob influência de seu próprio Espírito, enquanto o médium sonâmbulo é instrumento de uma inteligência estranha, é passivo e o que diz não vem de si.


Luíza de Oxum

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