sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Letargia, catalepsia, morte aparente

Letargia, catalepsia, morte aparente

Dando continuidade aos nossos estudos, falaremos neste texto sobre Letargia, catalepsia, morte aparente, no capítulo 8, livro II. Primeiramente vamos compreender essas palavras que podem ser um pouco inusitadas para nosso vocabulário. Letargia é um estado de sono profundo em que a circulação e a respiração parecem estar suspensas, apatia, indolência extrema, estado de coma. Já a catalepsia é uma certa doença que gera a letargia, caracterizada pela imobilidade do corpo e pela rigidez dos músculos, levando a perda de elasticidade.

Neste capítulo, quando os espíritos discutem sobre essas impossibilidades motoras do corpo, é unânime entre os testemunhos que a incapacidade motora se dá exclusivamente pela carne, ou seja, aquele espírito que ali habita nada tem de deficiente e não é inferior aos demais. O espírito que ali habita, não sendo inferior, não consegue se comunicar com os demais pela carne e pelas maneiras habituais que conhecemos neste plano (fala, movimentos, etc.) então ele desenvolve outros trabalhos quando em Terra.


Nos estado letárgico, o corpo não está morto, ele desenvolve todas as suas funções vitais. Caso ele se desprenda daquele corpo, ocorrerá o desencarne, ou seja, a morte. 
Esse estado letárgico pode sim ser revertido, no entanto é preciso que seja sob orientação de um tratamento, tal qual o magnetismo, capaz de reativar as funções motoras. 

Quando orientados por nossos guias espirituais, sempre ouvimos bastante “tudo tem a hora certa”, isso nos faz pensar que até mesmo o estágio letárgico, no qual certas pessoas passam em Terra,  tem um real motivo. Nosso atual estado vital terreno (bem como os outros diversos que já tivemos e os que ainda teremos) nos fazem compreender que cada momento devemos compreender e aceitar que temos uma certa missão e finalidade. 

Como uma maneira de compreender, exemplifica-se quando descobrimos um Orixá que faz parte da nossa coroa e começamos a terceirizar a responsabilidade dos nossos atos. Por exemplo, Iansã é Orixá dos movimentos, orixá das tempestades, furacões e também das brisas e calmarias. Os filhos deste Orixá têm características totalmente opostas a ela, ou seja, são emocionalmente instáveis e movimentam de maneira desequilibrada. E quando algo dá errado justificam isso com o Orixá  sendo que todos fazem isso, independente do orixá regente em nossas coroas. Devemos compreender que se temos um certo Orixá em nossa coroa devemos internalizar seus valores para darmos um passo à frente. A letargia pode sim ser um desses desafios em vida, onde devemos aprender e evoluir no silêncio dos movimentos.  


Victor de Oxumarê

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