segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Sonambulismo

Sonambulismo

Continuando os estudos do ‘Livro dos Espíritos’ de Allan Kardec, vê-se no capítulo 8 que trata sobre a emancipação da alma, em seu subtópico V, questionamentos sobre o ‘Sonambulismo’. Fazemos elo com aquela pessoa que dorme e que em um estado de inconsciência tem atitudes independentemente de suas vontades. Allan Kardec busca esclarecer na visão espiritual e afastar essa visão fechada que nós encarnados temos referente à questão citada.

Ao serem questionados sobre a relação com os sonhos e a explicação sobre o sonambulismo, respondem que é um estado de independência da alma, desprendimento do material. O espírito toma posse total de si mesmo, que desliga de informações exteriores, sendo manifestado durante o sono, pois é o momento provisório que o espírito pode deixar o corpo. As ações são decorrentes de uma preocupação do espírito que utiliza do corpo material para se manifestar. Portanto, tais manifestações podem ser da encarnação atual ou de vidas anteriores, sendo que nem sempre o sonâmbulo se lembrará do que acontecerá. Contudo, se for de vidas anteriores ficará em sua memória resquícios de lembranças.


Entende-se que o sonambulismo magnético e o sonambulismo natural têm o mesmo significado, sendo diferente na questão de um ser provocado. O fluido magnético é considerado como sendo modificações do fluido universal. Após esse esclarecimento, Allan Kardec questiona sobre os corpos opacos e o sonâmbulo, e a espiritualidade é bem clara em dizer que não há, pois a visão do espírito vai além da matéria, não gerando obstáculos para atravessar. Todavia, não é dada ao espírito a possibilidade de se ver tudo, porque estão presentes nos erros e prejuízos causados. A limitação é vista quando não se é permitido falar sobre tudo.

O sonâmbulo possui conhecimentos além do que temos em plena consciência e em estado normal, pois neste estado as lembranças estão adormecidas e o corpo material não está preparado para receber tais informações. Allan Kardec, no seu comentário, diz que o espírito recebe mensagens de outros espíritos, sendo a este transmitido o que for necessário. 

A visão à distância do sonâmbulo acontece como durante o sono, pois a alma se transporta. O desenvolvimento da clarividência sonambúlica, de acordo com a espiritualidade, é dependente da natureza e organização física, sendo que há disposições físicas que facilitam a libertação da matéria. O sonâmbulo não desfruta totalmente das mesmas faculdades de quando desencarna, pois há influência da matéria.


O sonâmbulo, na maioria das vezes, pode ver outros espíritos, dependendo do grau e sem compreender os veem como seres corporais. Aquele que não possui entendimento qualquer sobre o espiritismo, fica suscetível a enxergá-los como pessoas vivas. Após a morte, ao se julgar ainda vivo, enxergam os espíritos como seres encarnados. O sonâmbulo não se desliga do corpo pelo fato do elo ser o condutor de sensações e por isso se justifica por neste estado possuir sensações como o calor. 

A visão umbandista acerca do sonambulismo não foge dos aspectos tratados no ‘Livro dos Espíritos’ por Allan Kardec. Entende-se que o corpo está em transe e que se deve fazer o estudo aprofundado, para que o médium utilize dessas faculdades da forma correta e entenda o contato com o espiritual quando o corpo material se desliga, e saiba entender o conhecimento que lhe é passado e as ‘lembranças’ da vivência do espírito. Pois pode receber informações de espíritos em constante evolução, podendo ser as entidades que trabalham em prol de ajudar a evolução bem como de espíritos de baixa energia, kiumbas e eguns, sendo, portanto, indispensável também que o médium mantenha sempre boas e elevadas vibrações a fim de ter contato com espíritos de vibrações elevadas.  

Lara de Ogum Iara

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