sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Afeição que os Espíritos votam a certas pessoas

Afeição que os Espíritos votam a certas pessoas

Dando continuidade nos estudos sobre o Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, hoje abordaremos o tema Transmissão Oculta do Pensamento, tema apresentado no Livro II, capítulo 8. 

Os espíritos, primeiramente, são questionados se existe algum tipo de afinidade entre os encarnados e os espíritos. Neste momento é esclarecido que essa conexão existe sim. O espírito de luz tende a estabelecer uma ligação (se aproximar) daquelas pessoas que tendem a emanar a luz e bondade; similarmente acontece com aquelas pessoas que emanam energias de baixa vibração (pessoas negativas, viciadas, depressivas, etc.) atraindo espíritos negativos. Essa ligação nada tem de carnal, ela é exclusivamente energética, mesmo que existam amores de vidas passadas, pois, quando juntos, aqueles espíritos vibram de maneira similar. Quando desencarnados e em vidas posteriores, caso mantenham a vibração, tendem a se aproximar.

Partindo do princípio de que os espíritos irão se aproximar ou se afastar devido as nossas vibrações energéticas, claramente espíritos irão se aproximar e/ou se afastar à medida que obtivemos vitórias e derrotas em nossa vida. Um espírito de luz, por exemplo, se aproximará e ficará feliz (de sua maneira) com os nossos sucessos durante a vida. O mesmo acontece quando nossas vibrações caem, pois isso possibilita a chegada de energia deletéria, o que não seria benéfico a eles também. 


Da mesma maneira que um espírito se aproxima, também podemos emanar aos espíritos que nos cercam energias negativas. Segundo os espíritos e esclarecimentos de Kardec o “egoísmo" e o “coração duro” são as piores maneiras de afligir um espírito. Isso porque a vida encarnada é passageira, ou seja, os espíritos habitantes do plano espiritual sabem que certas situações que acontecem são passageiras na vida carnal. No entanto, quando fechamos nosso coração e nos rodeamos de egoísmo, não conseguimos vislumbrar o quanto podemos evoluir com aquela situação.

Nos terreiros, vemos isso acontecer constantemente e o princípio é básico. Na Umbanda manifestam espíritos (guias) que não puderam se manifestar nas demais religiões da maneira que eram seus arquétipos. No início histórico da religião Umbandista, aqueles espíritos viram que aquelas pessoas emanavam aquela vibração e ali foram se manifestar das mais diversas maneiras (Pretos Velhos, Boiadeiros, Ciganos, Exus, etc.). 

Pensemos em terreiros onde os guias espirituais são Caboclos, por exemplo, ou seja, as pessoas vibram naquela frequência mais constantemente, logo a manifestação é maior de Caboclos e outras linhas que vibram similarmente. Diferente acontece em terreiros onde os guias são Exus e Pombogiras, onde as suas manifestações serão mais constantes. Tomemos cuidado, pois isso não deve levar ao culto exacerbado de uma única linha (ou guia), isso acontece devido à vibração. É a mesma coisa que querer que um caderno seja igual a um livro, são parecidos, são feitos dos mesmos materiais (ou similares)  mas tem finalidades e funcionalidades distintas, sem excluir sua singularidade.


Outra maneira que devemos vislumbrar a afeição dos espíritos ao nosso dia-a-dia umbandista, são nas nossas vibrações. Devemos sempre manter nossa energia vibrando na luz de pai Oxalá e na de todos os orixás. Sabemos que espíritos com baixa vibração sempre  estão de prontidão para usufruírem de nosso axé, por isso devemos sempre “Orar e vigiar”, não baixar a guarda  e diariamente realizarmos nossas preces. Orar, rezar, cantar pontos, dentre outras práticas fazem com que nossas vibrações se mantenham sempre alta, logo manteremos sempre ao nosso redor espíritos de luz, que nos ensinam e nos protegem. 



Victor de Oxumarê

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