sábado, 24 de junho de 2017

Firmeza e Assentamento

    Firmeza e Assentamento   


   Hoje iremos abordar um pouco sobre firmezas e assentamentos, vamos compreender a sua utilidade e diferença entre elas.
   Ambos são bem parecidos, e basicamente possuem a mesma função, no entanto existem alguns pontos de diferença, como, por exemplo, quem pode realizar, onde realizar, intensidade de cada um.
  Tudo que temos no plano físico, temos no plano astral, só que com uma configuração energética diferente da nossa, e os orixás coordenam essa energia. Importante entendermos que o Orixá não faz parte da natureza, ele é a natureza.
   Desta forma precisamos ancorar as forças dos Orixás do mundo astral no nosso plano físico, e isso acontece através da firmeza e do assentamento.
   Começaremos falando da firmeza. A firmeza pode ser realizada por qualquer pessoa de fé, no entanto, o ancoramento é pequeno e temporário.
   Vamos exemplificar, quando você na sua casa acende uma vela para seu orixá, você está, através da vela, puxando energia, firmando a energia do plano astral para aquele ponto. A energia puxada permanecerá enquanto a vela queima, quando a vela terminar, também irá terminar a firmeza, o ancoramento. Nesse momento a energia que estava ali
ancorada volta para o Orixá e você permanece com a energia que absorveu durante a firmeza.
   Temos que entender que as energias contidas no plano astral são muito rápidas e você não conseguirá segurá-la se você não firmar/ancorar essa energia. Neste caso a vela serve como uma âncora para que essa energia do plano astral se represente no nosso plano.
   Você pode acender a vela com uma finalidade específica e para um determinado tipo de entidade, pode inclusive acender uma vela e fazer uma firmeza para outra pessoa, como seu pai, sua mãe, seu filho.
   Uma curiosidade é que você não deve colocar uma vela para uma entidade da direita no mesmo local que acende uma vela para uma entidade da esquerda. 
   Não que isso seja proibido, no entanto, não é aconselhável pelo fato de poder haver conflito das energias ali presentes. Não que elas se neguem, mas elas se repelem.


   Passamos então para o Assentamento que se trata de algo mais complexo e que não pode ser realizado por qualquer pessoa.
   O assentamento deve ser realizado por uma pessoa preparada, que tenha uma missão de mãe ou pai de santo. Vamos dizer que no assentamento estaríamos plantando no terreiro o Orixá, o Exú, ou outra entidade que seja, e para isso será necessário uma maior energia do plano astral.
   O assentamento permanece no terreiro enquanto ficarem assentados, desta forma, se caso o terreiro venha a fechar o assentamento termina.
   O assentamento possui um símbolo que representa o Orixá do terreiro, que chamamos de otá, que pode ser uma pedra, uma planta, algo que se relacione ao orixá do terreiro.
    O assentamento é responsável por segurar toda a energia do terreiro, que é uma energia muito maior que a energia da firmeza. Desta forma não se deve fazer um assentamento em casa, pois não terá manipulação de energia suficiente.
  O assentamento tem uma ligação direta com o pai de santo, que manterá toda a organização energética do terreiro. Caso o assentamento seja feito por médium que não o pai de santo poderá inverter toda a polaridade do terreiro, fazendo com que energias negativas sejam atraídas.
   Um terreiro tem basicamente três assentamentos: o primeiro é o de porteira, onde ficam os Exús guardiões da casa e que servem como um bloqueio para cercar toda energia que não é bem-vinda.
   O segundo assentamento é o meio, que fica no centro do terreiro com as armas dos Orixás da casa e irão manipular toda a energia da gira.
    E por último, o assentamento denominado Congá, que fica no altar e é responsável por transferir a energia recebida.
   Em um terreiro sempre haverá tanto o assentamento quanto a firmeza, a firmeza vai direcionar a energia e ligar o assentamento, e quando a firmeza acaba o assentamento entende que o serviço terminou e não irá mais se expandir.

Axé!
Bruno de Oxóssi

Nenhum comentário:

Postar um comentário