sexta-feira, 30 de junho de 2017

Mediunidade

Mediunidade


   Inicialmente importante frisarmos que a base das Religiões Espiritualistas é a mediunidade, considerando que é através das várias manifestações mediúnicas que os ensinamentos e trabalhos acontecem.

   Muitas pessoas pensam que os médiuns são seres superiores e extraordinários apenas pelo fato destes incorporarem, pressentirem, dentre outros fenômenos, no entanto um médium é uma pessoa comum, capaz de cometer erros, de ter sentimentos bons e ruins, e seguir seu livre arbítrio, não devendo ser idolatrado.

   Passamos agora para a questão do que seria a Mediunidade. Que nada mais é que a capacidade do ser humano de se comunicar/interagir com o plano espiritual.

   Todos nós temos algum tipo de mediunidade, todos somos médiuns desde que nascemos, só que em
algumas pessoas essa mediunidade vai se desenvolvendo durante a vida, passando a possuir uma sensibilidade mais aflorada.

   Desta forma, importante entendermos que a mediunidade independe de idade, religião, raça, etc., é algo que acontece e que deixam todos os seres em condição de igualdade, o que difere é que algumas religiões aceitam a mediunidade e outras não.



   Como dito, existem vários tipos de mediunidades, e elas acontecem em vários graus de sensibilidade que vai variar de acordo com cada médium, as mais comuns são:

Incorporação: é a mais comum na Umbanda. A entidade incorporada usa o corpo do médium e comporta-se como se estivesse encarnada no corpo físico. 
Vidência: é a formação de imagens que se formam na mente do médium e que se conectam com a realidade ou mundo astral.
Clarividência: é quando se vê o mundo astral. 
Psicografia: acontece quando o espirito usam o médium para escrever.
Clariaudiência: é a possibilidade de ouvir a voz dos espíritos.
Desdobramento ou projeção astral: é a possibilidade de sair do corpo material e através de seu corpo perispiritual realizar tarefa no astral.

   Da mesma forma que existem pessoas que não possui a sensibilidade aflorada para sua mediunidade, existem aquelas que possuem vários tipos de mediunidade. 

   Na Umbanda temos ainda alguns outros tipos de médiuns, que nos encontros no terreiro formam um “corpo de trabalho”, sendo:

Aparelho (que incorporam a entidade); 
Curimbeiros ou ogãns (realizam os toques dos atabaques e cantam); 
Colaboradores (que ajudam na manutenção do terreiro, como limpeza, doações, trabalhos manuais);
Assistência e/ou Consulente: (são todas as pessoas que vão ao terreiro em busca auxílio, sem elas seria difícil praticar a Umbanda e realizar caridade).

   Alguns podem pensar que as pessoas que prestam assistência ou os colaboradores não são mediúnicos, mas, todos estão ali doando seu tempo, fazendo parte do conjunto e de certa forma estão ajudando, realizando atos de caridades, sendo, portanto, médiuns. 
   
   A mediunidade não é privilégio, não é um fardo, nem uma obrigação, é uma faculdade, ninguém é obrigado a se desenvolver e manter um contato maior com o mundo astral. No entanto, sendo essa a escolha da pessoa em se aprofundar, se desenvolver, deve estar ciente de suas responsabilidades, uma vez que a mediunidade é algo sério, para pessoas comprometidas, e que, acima de tudo, possuem fé em Deus.

Axé!

Luiza de Oxum

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