segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Espíritos Errantes

Espíritos Errantes

Continuando o estudo, iniciaremos o Capítulo VI do livro II do livro dos espíritos de Allan Kardec, Da vida Espírita, onde o texto de hoje abordará sobre ESPÍRITOS ERRANTES. Iniciam-se indagações referentes à reencarnação, ao tempo gasto para que a alma retorne ao meio material e sobre a obrigatoriedade do espírito encarnar repetidas vezes. Entende-se que não há um tempo fixo para reencarnação podendo ser de imediato ou mediato, dependendo da necessidade. 
A alma durante esses intervalos fica à espera por um novo destino. São denominados de espíritos errantes aqueles que não alcançaram o último grau de perfeição, vivem em busca da evolução e necessitam reencarnar. Os intervalos podem ser, para cálculo na terra, considerados como horas ou milhares de séculos. Não há limitações e sim a avaliação da necessidade de espera, mas nunca em estado perpétuo. A durabilidade desse estado de espera vai depender do livre arbítrio do espírito. Alguns entendem como punição divina, outros preferem o prolongamento, pois podem adentrar em estudos que só lhe são permitidos mais afundo neste estado.


Os espíritos errantes podem ser de vários graus, não sendo inferiores por estarem classificados dessa maneira, considerando que a encarnação é algo transitório. Dando continuidade, espíritos errantes estão aguardando a reencarnação e os espíritos puros são aqueles que não precisam reencarnar e encontram-se em estado definitivo.
Tratando-se das qualidades dos espíritos, seguem diferentes ordens e graus, pelas quais vão passando até encontrar o estado definitivo, a purificação. Os errantes buscam evoluir no meio espiritual até encarnarem e os encarnados buscam a evolução no meio material, corrigindo vícios e falhas. O estudo é um meio de buscar a evolução, e desta maneira esses espíritos conseguem evoluir, com a ajuda de conselho de espíritos puros, mas é no meio material que isso será colocado em prática.
Quanto ao questionamento sobre os sentimentos humanos, os espíritos puros mantêm apenas os sentimentos bons e os inferiores pesam pelas negativas, por isso podem demorar a evoluírem e se encaixarem no de primeira ordem, caso insistam nesses sentimentos. 
Esses espíritos errantes não vivem necessariamente na tristeza no tempo de espera. Podem tomar sentimentos baixos em uma essência para querer procurar a mudança e se desapegarem de excessos que adquiriram durante encarnações. Nem sempre esse espírito é mandado para o mundo material à sua própria vontade, sendo isso uma punição e na verdade também é uma maneira de se redimir dos seus erros.


A ida a todos os mundos durante a espera da encarnação não é algo vedado aos espíritos errantes quando os mesmos conseguem durante a vida terrena se elevar. Caso ainda não conseguiram se desprender da matéria, pertencem ao mundo em que encarnaram ou a algum de mesmo nível. Então, até que tenha essa desvinculação, continuarão buscando ligações do período encarnado. Aqueles purificados frequentam os mundos inferiores para auxiliar espíritos no progresso. Caso contrário, estariam perdidos.
Na Umbanda, que segue também ensinamentos da doutrina espírita, vemos a presença de espíritos errantes quando, por exemplo, há a ocorrência de puxadas, onde é necessária a  doutrinação  daqueles espíritos que necessitam encontrar a luz.
Em se tratando da hierarquia dos espíritos trabalhadores de Umbanda, não nos é permitido  saber exatamente sobre o assunto , porém sabemos que existe, visto que é uma religião que acolhe inúmeros espíritos que almejam evolução. Dentre esses espíritos pode haver aqueles que ainda sejam errantes, isto é, que aprendem na religião, juntamente com aqueles mais evoluídos, para posteriormente reencarnarem. 


Lara de Ogum Iara



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