sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Faculdades Morais e Intelectuais do Homem

Faculdades Morais e Intelectuais do Homem

No texto de hoje, trataremos do tema Faculdades Morais e Intelectuais do Homem, no Capítulo VII, Livro Segundo, p. 253-255. ​Kardec é respondido pela espiritualidade acerca do que podemos chamar de essência do homem – visto que como essência, temos a concepção de alma, ou espírito encarnado. 
Abstrai-se das respostas, que o caráter do ser humano advém do espírito que nele é encarnado, porém, temos que ter em mente a ideia de imperfeição do espírito (estar impuro) e não de essência deste (ser impuro), pois em equívoco, conceberíamos a existência de espíritos essencialmente maus, tais quais o que nomeamos – enquanto sociedade, como demônios. Devemos ter em mente a ideia de equilíbrio, a qual espíritos impuros estão encarnados com a finalidade de evoluir espiritualmente. 
Abstrai-se, também, que é o espírito o responsável pela moralidade e inteligência do homem e que, mesmo que o homem tenha grande inteligência, pode vir a pecar em questões de moralidade, visto que seu espírito não é tão suficientemente evoluído a ponto de não ceder às influências de espíritos menos evoluídos - se o fosse, talvez não estivesse encarnado. Além disso, pode ser exemplo de moralidade e ética, mas não ter desenvolvimento pleno de suas faculdades intelectuais.


​Por fim, Kardec questiona sobre uma teoria em que diversos espíritos juntos seriam a base da alma humana, trazendo-lhe suas faculdades e moralidades. A espiritualidade responde que é absurdo, pois, se assim fosse, não teria o homem a individualidade que o permite ser único no planeta. Nos leva a refletir, ainda, sobre a quantidade de problemas que criamos frente às respostas simples e objetivas que recebemos – muitas vezes, por não acreditarmos que se trata de algo tão simples. E vai mais adiante, ao nos expor a volatilidade do conhecimento humano sobre o mundo em que vivemos, pois nos primórdios da ciência, acreditava-se na existência de diversos tipos de matéria e que em sua coexistência, formariam o universo que os cerca. Hoje, porém, temos conhecimento sobre a relativa singularidade – ou reduzida pluralidade – da matéria¹, que em sua coexistência e transformação permanente e constante, se traduz no que conhecemos à nossa volta.
​Na umbanda, isso se traduz no processo de evolução ao qual estamos submetidos. Buscamos o alívio de nossas dores quando visitamos um terreiro pela primeira vez, mas o que nos leva a voltar é nossa necessidade de evolução. O desenvolvimento de nossas faculdades morais e intelectuais por meio das orientações que recebemos, nos faz progredir de forma que chega a impressionar aqueles que nos cercam – o que muitas vezes acaba por ser a porta de entrada destes na Umbanda.


​Percebe-se, também, de certa forma, a evolução espiritual quando ouvimos de um Exu, por exemplo, que ele está ali em busca da evolução de seu espírito por meio da prática da caridade de nos orientar e proteger. ​Há, ainda, de forma clara, a contextualização referente à formação do que chamamos de 3ª personalidade, confirmando a teoria de que somos constituídos de um único espírito, pois se não o fosse, não seria 3ª, e sim, 4ª, 5ª ou 50ª personalidade.

Axé!

Matheus de Obaluaê


¹Neutrino, Elétron, Quarks, Glúon, Bóson, Fóton e Gráviton são os elementos básicos do universo, que na relação entre si, formam tudo o que conhecemos.

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