sexta-feira, 7 de julho de 2017

Incorporação


Incorporação


   A incorporação é o “fenômeno” mediúnico mais presente na umbanda, sendo base para seu ritual. É uma prática tão antiga que sua origem se perde no tempo, não sendo possível precisar uma data. É vista por muitos como algo sobrenatural e por outros como sendo uma espécie de possessão onde o corpo do médium é tomado por um espírito, ao longo deste texto veremos que não é nem uma coisa e nem a outra, veremos também quais os tipos de incorporações e comentaremos a respeito deles.

   A incorporação é a aproximação de um espírito com um médium, onde acontece um acoplamento áurico. Após o envolvimento áurico os chakras da entidade se ligam aos do médium por meio de cordões, pelos quais transmite informações e movimenta o corpo do médium. Desta forma, fica claro que a entidade não entra no corpo do médium, vestindo-o como se fosse uma roupa, distinguindo-se assim de uma dita possessão. Fica claro também que não existe nada de sobrenatural em uma incorporação, é um evento totalmente natural. Sobrenatural é o nome que as pessoas dão para o que não conseguem explicar. Existe uma distância muito grande entre isso e o fato de realmente não existir uma explicação. O que acontece é que tudo isso é explicado por conhecimentos que a ciência se afastou muito nos tempos modernos, como os próprios chakras, os corpos sutis etc. Esses conhecimentos, porém, são muito conhecidos e estudados por diversas culturas, existem informações muito ricas presentes no hinduísmo, yoga, no reike, no espiritismo etc. Com o desenvolvimento da física quântica espera-se que em pouco tempo a ciência volte a se interessar mais nesses eventos espirituais e ditos religiosos que por tanto tempo deixaram de ser pesquisados e testados.




   Existem basicamente três tipos de incorporação; a consciente, a semiconsciente e a inconsciente. A incorporação inconsciente, como o próprio nome sugere, é quando o médium incorporado não vê nada do que está acontecendo durante a incorporação, é como se ele estivesse dormindo. Esse tipo de incorporação era muito comum antigamente e nos dias de hoje são raríssimos os casos. A incorporação semiconsciente é a mais comum atualmente e é como se o médium estivesse vendo o que acontece durante a incorporação, mas se lembrasse de pouca coisa ao fim dela, é como se acompanhasse tudo de longe, não conseguindo entender tudo. E por último a incorporação consciente é aquela em que o médium tem total noção do que a entidade está fazendo o tempo todo, esse tipo de incorporação também não é muito comum.


   Muitos médiuns desejam tornarem-se médiuns inconscientes para que não interfiram nos trabalhos dos espíritos, mas, na verdade, essa consciência é algo bom para o médium, pois além de aprender muito observando o trabalho que está sendo desenvolvido, ele também estará sempre alerta para tudo que a entidade faz. Isso também é bom, pois se caso fosse inconsciente como iria saber se a entidade trabalha para o bem o tempo todo? Como saberia que ela não está aceitando fazer trabalhos para prejudicar alguém? O médium nesse caso ficaria de mãos atadas e dependeria que o cambone (auxiliar não incorporado) ficasse atento a tudo que a entidade fizesse. Quero deixar claro que temos total confiança em nossos guias, mas como seria possível saber se é realmente o guia que está presente caso o médium fosse totalmente inconsciente? Os guias são seres iluminados que nos mostram os caminhos prósperos, mas isso também não os faz imunes a cometerem erros, daí a importância do médium estar presente, buscando sempre um equilíbrio.

   Outro receio que os consulentes têm é de partilhar informações pessoais com o médium presente na incorporação. É bem compreensível esse receio, mas temos provas diárias que quando o assunto é constrangedor para o consulente ou é algo que o médium não deve saber essa informação é bloqueada, não tendo o médium nenhuma lembrança ao fim da incorporação.

   Por fim concluímos que a incorporação não é nada que fuja às leis da natureza, sendo assim, natural e não sobrenatural como a dizem. Comentamos também que existem três tipos de incorporações e que a mais comum atualmente é a semiconsciente e que esta é um ótimo tipo de incorporação, pois permite o desenvolvimento pessoal do médium, através das lições das consultas e também é algo bom para a segurança do trabalho, tendo o médium sempre presente para saber se realmente é a entidade quem está se comunicando e para saber se nada fora dos costumes da casa está acontecendo.

Obrigado pela atenção!
Axé!
Ricardo de Ogum Matinata

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