segunda-feira, 31 de julho de 2017

Amarração na Umbanda existe?


Amarração na Umbanda existe?



     Amarração existe? SIM.

     Existe “trabalho de amarração” na Umbanda? NÃO.

    Amarração é magia negra através da qual a pessoa interessada busca forçar a vontade de outra obrigando-a a ficar com alguém a quem não ama.
    Mesmo que para o trabalho a ser realizado seja usado o nome de seres sagrados ou de entidades honradas na Umbanda como os Exús e as Pombogiras, a verdade é que essas entidade jamais se prestariam a tal papel, pois todas as entidades que servem na Umbanda, agem segundo a Lei de Amor e Caridade, respeitam o livre arbítrio nunca se afastando do cumprimento da Lei sagrada.

   Muitos núcleos se intitulam Umbandistas e no entanto se prestam a este triste papel, inclusive usando nomes reverenciados na verdadeira Umbanda, como por exemplo, Pombogira, Maria Padilha, Rosa Caveira e outras honradas trabalhadoras da seara umbandista, também os valorosos guardiões, como seu Tranca Ruas, Sete Encruzilhadas, que ,por serem nomes respeitados são usados indiscriminadamente por “eguns” que se prestam a este triste e desrespeitoso papel de fazer as malditas amarrações.

    Digo malditas amarrações, porque não há pessoa que tendo feito esse “trabalho” ou dele tenha sido vítima que não tenha tido sua vida desgraçada por essa magia negra. A magia de amarração realmente amarram as pessoas, forçam seu poder de decisão, e mesmo não amando a pessoa a quem estão amarrados, não conseguem delas se afastar, com o tempo, a pessoa amarrada passa a odiar aquela a quem está preso e não é incomum vermos casos como esses desencadearem muita violência entre o casal que não está unido pelos laços sagrados do amor.


    Mas pergunta-se: toda pessoa está sujeita à amarração? Não. Geralmente a pessoa que tenha uma conduta afastada da Lei de Amor e Caridade, que descuida da fé, que não mantém relação de confiança com o Criador, nosso Pai Olorum, uma pessoa de conduta moral descuidada é sujeita não só à amarração, mas a toda sorte de envolvimento com energias “escuras”.

   No terreiro a que nos encontramos vinculados, certa feita, uma pessoa, diante do guardião do Terreiro pediu que fosse feita uma amarração.... desnecessário dizer que o guardião despejou sobre a infeliz um sermão robusto no sentido de que deveria ela, voltar-se a melhorar sua conduta e que nossa casa não se prestava a esse papel.

    Muitas pessoas, entretanto, procuram os Terreiros de Umbanda a fim de melhorarem os relacionamentos que já existem, pedem proteção para suas uniões que foram originadas do desejo mútuo de construírem um lar e o que pode acontecer nestes casos, é a ação dos guias no sentido de unir ou reunir casais que se amam e encontram barreiras para viverem o amor, inclusive, sendo muitas dessas barreiras amarrações.

    Infelizmente, muitos casamentos foram desfeitos pelo simples capricho de uma pessoa que deseja outra e para ter ao seu lado o “objeto” de seus desejos desvairados não poupa esforços, nem dinheiro, posto que geralmente esses “trabalhos” custam caro ao bolso daquele que esteja disposto a pagar.

    O sempre atual “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.” Deve sempre ser observado, se assim fosse, muita dor e sofrimento seriam evitados.

   Lembremo-nos: o amor não é paixão, não é capricho; é sim, força que une seres e fortalece laços.

Amemos muito e amarremos jamais.
Hélida de Nanã.

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