Caminhos
Ana Rates de Iemanjá
Seja Bem Vindo, o nosso objetivo é a divulgação dos trabalhos de umbanda e expandir o aprendizado de nosso Terreiro de Umbanda a todos interessados. Axé e bons estudos.
Ana Rates de Iemanjá
O que é ser umbandista?
Umbanda é amor, é caridade, é conhecimento, então porque o umbandista seria diferente?
Ser umbandista é levar amor, fazer caridade e procurar o conhecimento. Ser umbandista não é apenas vestir o branco e ir para a gira.
Ser umbandista é mostrar que os ensinamentos passados a você são levados em cada passo de sua vida, pois de nada adianta aprender e não fazer o uso desde aprendizado. Ser umbandista é seguir sua fé, seus guias, seus orixás, ajudando cada vez mais pessoas.
Ser umbandista é fazer o bem, sem olhar a quem.
Ana de Iemanjá
Clara de Oxum
O que fazer antes da gira?
Antes de chegar na gira, tem todo um processo, orientação durante a gira, a defumação, bater a cabeça, saudar a tronqueira! O que é ensinado no terreiro é para ser praticado dentro e fora do terreiro, para chegar no momento da giro estar conectado com a espiritualidade, e isso começa assim que acordar, fazendo o preceito antes e depois da gira, pois o trabalho continua depois que a gira termina!
Pensar pra falar as coisas, evitar conversas dentro e lá fora do terreiro! Orar e vigiar dentro e fora do terreiro, estar com bons pensamentos e boas vibrações, cuidar do pensamento, é cuidar de nós mesmos. Firmar a cabeça, é se conectar com a espiritualidade. Silenciar para a conexão com os guias! Ao invés de focar no outro, foque em você, foque no trabalho do guia!
Umbanda é coisa séria para pessoas sérias. Axé
Márcia de Oxóssi
Larissa de Iansã
“Tupy andou no mundo… Pronto para curar
Valha-me Deus e Tupi nas alturas… Tupy não promete para faltar
1o REINO DO JUREMÁ;
2o REINO DO VAJUCÁ;
3o REINO TANEMA;
4o REINO ANGICO;
5o REINO DO TIGRE;
6o REINO DO BOM FLORAR;
7o REINO URUBA;
8o REINO DAS 7 COVAS DE SALOMÃO;
9o REINO DO RIO VERDE;
10o REINO DO ACAES;
11o REINO DE CANINDÉ;
12o REINO DE TRONOS.
"Ô que cidade tâo linda… É aquela que eu estou avistando
É a cidade de Campos Verdes, Srs. Mestres… É a cidade de Tertuliano
E eu aviso aos Srs. Mestres… Que a minha cidade ela tem ciência
É de Panema, é de Panema… Tertuliano trabalhando na Jurema
E Ele me ordenou… Para um dia eu trabalhar
Eis Tertuliano, Srs. Mestres… Lá do Juremá
Olha lá Tertuliano… Os teus príncipes estão te chamando
Com os poderes de Jesus Cristo… Malefícios transportando
E o menino está chorando… Na torrinha de Belém
CANTIGA DE JUREMA
"Oh me daí me licença mestre pra saldar a sua Jurema;
Que a Jurema e Pau Sagrado que é raiz que Deus Ordena. (bis);
Dizem que a Jurema é amarga, para mim não há licor (bis);
Que a Jurema com os seus frutos sempre nos alimentou (bis);
O Segredo da Jurema todo mundo quer saber. (bis);
E feito segredo de abelha trabalha sem ninguém saber;
Oh Jurema encantada;
Nasce dá frio chão, dai-me força;
E ciência como deste a Salomão"
Livia de Obaluaê
A ausência de documentação histórica acerca do Culto à Jurema e da Umbanda acarreta na impressão de se tratarem do mesmo culto religioso, especialmente pelo fato de se assimilarem nos traços indígenas e ancestrais, associado ao uso da fumaça, a prática de cânticos, o culto às ervas, dentre outras semelhanças. Tal confusão se fortalece pelo fato de muitas casas de Umbanda, assim como o Terreiro Sete Flechas e Jurema, cultuarem à Jurema concomitantemente aos costumes umbandistas.
Assim sendo, é necessário diferenciar tais práticas religiosas e suas especificidades, considerando seu contexto histórico cultural que as subsidia. Vale ressaltar que as informações podem se alterar conforme a prática religiosa de cada terreiro, bem como a maneira que os conhecimentos foram repassados pelas gerações.
A Umbanda no Brasil surgiu no ano de 1908, quando o Caboclo das Sete Encruzilhadas manifestou sua presença através do médium Zélio Fernandino, na cidade do Rio de Janeiro. Já o Catimbó-Jurema (assim denominado de forma específica a religião que cultua a Jurema em sua origem) é remanescente da tradição religiosa dos índios que habitavam o litoral da Paraíba, Rio Grande do Norte e no Sertão de Pernambuco, cujos pajés eram grandes conhecedores do além, não se tendo conhecimento com exatidão há quantos anos já existe no Brasil.
No que tange a forma de culto, o Catimbó-Jurema tem como marco principal o culto à Jurema, árvore da caatinga e do agreste que tem sua casca utilizada para a fabricação de uma bebida que concede força, sabedoria e contato com seres do mundo espiritual. Dessa maneira, conforme explanado por historiadores e repassado pelos ancestrais, o uso da árvore desencadeia uma experiência religiosa com o mesmo nome. Além disso, a religião “se explica” através dos cânticos e é organizada espiritualmente pelos “Mestres”, espíritos conhecedores da Jurema sagrada, extremamente sábios e os quais fazem e consomem da bebida fruto da árvore jurema, o licor de jurema.
Ademais, a prática juremeira é singular quanto aos seus elementos próprios, fazendo uso do cachimbo de Jurema ou Angico, a maracá, a conectividade com o tronco/árvore Jurema, os mestres e os encantados, bem como os guias que trabalham na Jurema não costumam historicamente dar passes ou atendimentos, entretanto, como em cada casa é diferente, pode haver passes e atendimentos em alguns locais de trabalho destas entidades juremeiras.
Já na Umbanda é historicamente retratado o trabalho através das incorporações espirituais para a prática do amor e da caridade. Esse trabalho sempre foi e deve ser feito para expandir a luz divina e viabilizar, auxiliado sempre do mundo espiritual (desencarnados) e material (encarnados), que necessitam de auxílio através de passes, consultas e também através do mundo espiritual.
Em resumo, a Umbanda e o Catimbó de Jurema são religiões diferentes, que trazem consigo grandes similaridades no que tange o culto aos ancestrais. O trabalho com o mundo espiritual, o contexto histórico político-cultural, especialmente no que tange aos indígenas, entretanto, se diferem na forma de manifestação espiritual e realização dos trabalhos e rituais. Porém, elas podem se interligar para construção de um bem maior, assim como acontece em nosso terreiro.
Logo, em nosso terreiro, que é de Umbanda, não há de fato a prática de Catimbó de Jurema mas sim a prática do culto à Jurema, o qual ultrapassa o tronco sagrado da árvore jurema, voltando-se também para a ciência sagrada, que contempla os mistérios (passíveis de conhecimento através do estudo) do universo e da vida em si, através da grande sabedoria dos mestres, do estudo da cabala e até mesmo dos próprios pontos de jurema. Assim como os diversos mistérios existentes na Umbanda, todos passíveis de desvendá-los, a Jurema Sagrada é um “pau de ciência” que todos querem saber.. portanto, que o desejo de entender os mistérios sagrados através do estudo nos levem a desvendar alguns desses mistérios ao longo de nossa caminhada espiritual.
Mylene de Ogum Rompe Mato.
O quanto você se compara com o outro, já pensou nisso? Quanto tempo do seu dia, quanto tempo sua noite, você passa se comparando e questionando o porquê não ter um trabalho igual ao do outro, uma família, um carro. Com as redes sociais, está cada vez mais presente esse tipo de pensamento em nossa rotina, esse sentimento se tornou algo costumeiro em nossas mentes, uma “forma pensamento” que fica cada vez mais assentada em nosso íntimo. É necessário ter bastante senso crítico e autocontrole para não se deixar levar pelas meias verdades projetadas em pequenos vídeos.
Muitos brincam e pensam “meus pais com a minha idade já tinham casa própria, carro, família formada”; e por que eu ainda não tenho? Será que o problema sou eu? Esses pensamentos cada vez mais radicais vão se infiltrando em nossas mentes e tirando nossa clareza mental. Isso acontece, pois, nosso cérebro adora copiar as coisas, principalmente as que dão certo, por questões de sobrevivência. Mas nossa mente precisa ser freada às vezes, pois este tipo de pensamento possui vieses GIGANTESCOS. Quando tomamos apenas a situação “Fulano consegue comprar tudo o que quer, faz várias viagens...” estamos desconsiderando uma série de fatores para que essa situação acontecesse.
É cada vez mais comum vermos cursos online sobre mentalidade, autoajuda, finança etc., porém todos com uma série de depoimentos perfeitos, de como as vidas dos usuários foram transformadas... e pensamos “Eu consigo” e adivinhem, a grande maioria nem sequer conclui o curso. Mas por quê? Porque existem outros fatores alheios que devem ser considerados e a nossa vida é assim. É como um trabalho com metodologia científica, precisa haver replicabilidade, alguns já devem ter ouvido a frase “Condição normal de temperatura e pressão” os resultados serão os mesmos se tivermos o mesmo ambiente, com todas as variáveis controladas.
Um exemplo fácil, muitas pessoas possuem dificuldade em acordar cedo, seja para fazer uma atividade física, uma meditação, um café da manhã calma, ou se arrumar com calma para o trabalho. Ao abrir os olhos, atrasado e indisposto você já olha o celular e vê diversos amigos felizes na academia, com uma rotina da manhã que se iniciou às 4:30, com um café da manhã maravilhoso. O primeiro pensamento é o de impotência. Ficando o questionamento "Porque ele consegue e eu não? É apenas levantar, qual é meu problema?" Nenhum, não se compare.
Como foi sua noite de sono? Agitada? Tranquila? Como foi sua última refeição antes de se deitar? Quais foram suas atitudes antes de se deitar?. Não adianta dormir cedo se momentos antes você estiver assistindo um filme de terror, ou assistindo um monte de notícias tristes. Portanto não se compare, faça o que está ao seu alcance, da melhor maneira possível.
Essa reflexão nos remete muito ao Orixá Logunãn, a senhora do tempo. E nos lembra que tudo tem seu tempo, o tempo de Deus. Por tanto não se compare. Se fosse para sermos todos iguais Olorum não faria tantos de nós, apenas um ser seria suficiente. Lembre-se “os mesmos ambientes, com as mesmas variáveis trarão os mesmos resultados”, mas a vida não é um ambiente controlado de estudo.
“Mesmos ambientes, com as mesmas variáveis, trarão os mesmos resultados”, vamos utilizar essa frase a nosso favor, se você está obtendo os mesmos resultados... procure alterar pequenas variáveis e analise o impacto delas em sua vida, buscando a melhora.
Que a Luz, o Amor e a Caridade possam sempre nos guiar.
Pedro Maciel de Xangô .’.