Bebida e fumo na Umbanda
O uso de bebida e fumo na Umbanda carrega um significado muito mais profundo do que aparenta. Esses elementos atuam como instrumentos de manipulação energética, sendo utilizados pelas entidades de forma precisa e consciente.
O álcool, por exemplo, possui propriedades que facilitam a dissolução de energias densas. Ele atua como um agente de “quebra vibracional”, ajudando a desagregar cargas negativas acumuladas no campo espiritual. Já o fumo, ao ser queimado, transforma-se em fumaça (elemento que simboliza a transmutação). A fumaça carrega energias, direciona intenções, e atua como meio de limpeza e proteção.
No nosso terreiro, cultuamos a “Umbanda de Jurema”, e a bebida e o fumo são maneiras que os juremeiros utilizam para se conectarem com o sagrado. É por meio da utilização do fumo e do cachimbo, em que o cachimbo se torna a “arma” do juremeiro, realizando quebra de demandas e direcionando suas intenções.
Algumas entidades não “consomem” de fato o álcool, elas manipulam sua energia. Em alguns casos, o líquido é apenas levado à boca e depois descartado energeticamente. A composição do fumo (as ervas) tem impacto diretamente na questão de manipulação energética.
Na Jurema, especialmente, o uso de bebida pode estar ligado a elementos naturais e ancestrais, como o licor de jurema, vinho, cachaça e preparados específicos. O médium deve ter consciência de que não é ele quem decide o uso desses elementos. Fora do contexto ritualístico, o uso excessivo pode enfraquecer a mediunidade, abrir brechas energéticas e até prejudicar o equilíbrio espiritual. Assim, o que no ritual é ferramenta, fora dele pode se tornar desequilíbrio.
Salmo Gabriel de Iemanjá
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