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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Sentimentos que conforta

 Sentimentos que conforta

Sábias palavras ditas por Zé Pelintra em uma quarta-feira, no dia 8 de abril, nos trouxeram ensinamentos sobre a grande trajetória de nosso Terreirinho. Ele trouxe uma reflexão poderosa: “Faça sempre o melhor para você e, em tudo o que fizer, busque o melhor. Mas não se prenda ao conforto, pois ele pode impedir o seu crescimento.

Zé Pelintra não falava apenas do conforto externo, dos bens materiais ou da rotina fácil. Ele nos alertava sobre os confortos invisíveis, aqueles que vêm de nossos próprios sentimentos e que nos aprisionam. Sentimentos que nos fazem recuar, travar e nos impedem de viver o melhor que poderíamos. Ele reforçou, inclusive, com uma lembrança direta da realidade: “Dentro do caixão, vai sobrar somente os ossos.”



Embora esse exemplo se refira ao conforto material, minha interpretação é que ele também nos alertava sobre os confortos emocionais aqueles que carregamos e que nos tornam acomodados.

São os sentimentos que nos deixam parados, que nos impedem de aprender, crescer e enfrentar o que realmente pode nos transformar. Esse conforto emocional faz com que percamos oportunidades, nos mantenha presos à dor familiar, às relações que nos limitam ou às chances que nos fariam evoluir. Muitas vezes, preferimos permanecer no conhecido, mesmo que ele seja insuficiente, apenas porque oferece uma sensação passageira de segurança.

Nessa mesma noite, Zé Pelintra nos convida a fazer uma reflexão, se você não tivesse continuado, como se imaginaria agora? O que estaria fazendo neste momento? Muitos relataram sentimentos que os prendiam, ambientes que pareciam confortáveis ou situações que, mesmo incertas, geravam indecisão e nos deixavam confusos. 

Alguns se acomodam em relações que não os valorizam, outros em hábitos que não acrescentam nada, mas todos se impedem de avançar. É nesse ponto que o ensinamento de Zé Pelintra se torna essencial não desistir daquilo que te faz bem é fundamental. Pequenos passos diários, mesmo que pareçam insignificantes, são capazes de romper a zona de conforto e abrir caminhos para o crescimento.

Desapegar desses confortos emocionais é um processo profundo. É encarar o medo sem permitir que ele decida, é reconhecer a dor sem escolher permanecer nela. É aceitar que o desconhecido assusta e muito, mas também transforma.

É compreender que cada oportunidade perdida por medo ou acomodação é uma chance que não volta. No fim, buscar o melhor para si é um ato de responsabilidade consigo mesmo sair do que é fácil de sustentar e caminhar em direção ao que, mesmo difícil, tem o poder de expandir quem você é.

E, como nos lembrava Zé Pelintra, não importa o que você acumule, no fim, no caixão, só sobram os ossos por isso, o que realmente vale é aquilo que você fez por si mesmo, os passos que deu para crescer e viver plenamente, sem se prender a confortos que apenas te impedem de ser o melhor que você pode ser.

Tauhane de Oxum



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